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Cidadania e Empregabilidade

B3
ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA DOS
ESTADOS DEMOCRÁTICOS

• A Globalização
• A Sociedade e o Consumo
• A Internet e a Democracia Digital
O que é a Globalização?

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O que é a Globalização?

Um processo de integração económica


entre países, que os torna
interdependentes nos âmbitos da livre
circulação de bens e de serviços, de
capitais, de pessoas, de ideias e
tecnologias.

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O que é a Globalização?

É o processo pelo qual determinada


condição ou entidade local estende a
sua influência a todo o globo.

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O que é a Globalização?

A explosão e aceleração de fluxos de


mercadorias, serviços, informação,
imagens, modas, ideias, e valores
(incluindo a intensificação dos
movimentos de capitais e passando pela
mobilidade internacional do trabalho).

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O que é a Globalização?

É a interdependência crescente entre indivíduos,


nações e regiões. Não quer dizer apenas
interdependência económica. Envolve também
uma mais rápida e universal forma de
comunicação e tem uma dimensão política e
cultural.

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O que é a Globalização?

Um processo onde as distâncias geográficas


são cada vez menos importantes para o
estabelecimento ou a manutenção de
relações económicas, políticas e sócio-
culturais transfronteiras.

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O que é a Globalização?

Uma princesa inglesa, com um


namorado egípcio que usava um
relógio suíço, tem um acidente num
túnel francês, num carro alemão,
conduzido por um segurança belga,
embriagado com whisky escocês, que
era seguido por paparazzis italianos,
em motos japonesas.
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Globalização a vários níveis:
Informação
Informática
Economia
Cultura
Saúde
Moda
Ambiente
Demografia
Crime
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Por qualquer ângulo que se olhe, percebemos que
cada indivíduo vive hoje numa sociedade mundial. As
pessoas alimentam-se, vestem-se, moram, são
transportadas, comunicam, divertem-se, por meio de
bens e serviços mundiais, utilizando mercadorias
produzidas pelo capitalismo mundial, globalizado.

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• A noticia do assassinato do presidente norte
americano Abraham Lincoln, em 1865 levou
13 dias para cruzar o Atlântico e chegar à
Europa. A queda da bolsa de Valores de
Hong-Kong (Outubro de 1997) levou 13
segundos para cair como um raio sobre São
Paulo, Tóquio, Nova Iorque, Telavive, Buenos
Aires e Frankfurt.
• Fonte: Clóvis Rossi

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• Suponhamos que vai com os amigos comer um
hamburger e beber Coca-Cola no McDonald’s. Em
seguida, vai ao cinema ver um filme de Steven
Spielberg e volte para casa num carro Ford ou
num autocarro Mercedes. Ao chegar, o telefone
toca. Você atende num aparelho fabricado pela
Siemens e ouve um amigo lembrando-o de um
videoclipe que começou há instantes na
televisão: Michael Jackson. Você corre e liga o
aparelho da marca Mitsubishi. Ao terminar o
clipe, decide ouvir um CD do grupo Simply Red
gravado pela BMG Ariola Discos, de propriedade
da Warner, no seu equipamento Philips.
• As notícias do mundo são divulgadas pelos
jornais, rádio, TV, Internet e outros meios de
comunicação quase em tempo real. O
mundo assistiu ao vivo e a cores aos
atentados terroristas do 11 de Setembro, à
invasão americana ao Iraque, etc.

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• Hoje uma empresa produz o mesmo
produto em vários países e exporta para
outros. Também podemos observar a fusão
de empresas. Tudo isto tem como objetivo
baixar os custos de produção e aumentar a
produtividade.

• Desta forma produtos semelhantes são


encontrados em qualquer parte do mundo.

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• A globalização tem aspetos muito positivos
como o caso da circulação de bens e
serviços para quase todo o mundo, a
facilidade de comunicação e circulação de
informação…

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• A globalização tem também aspetos
negativos como aumento do desemprego, a
precariedade de trabalho e respetivos
contratos, uma opressão mais efetiva aos
sindicatos, exclusão social, desequilíbrios
ambientais, etc..
• Estes aspetos negativos, em relação à
globalização, fazem com que as ameaças à
paz Mundial estejam cada vez mais
presentes.
A Globalização…

CEI
NAFTA
UE

UA ASEAN

Mercosul
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PLANISFÉRIO
CONTINENTES
MAPA DO MUNDO POLÍTICO
União Europeia
União Europeia
2013 - Croácia
Alargamento: de seis para 28
países

1957 1973 1981 1986

1990 1995 2004 2007 2013


Etapas de alargamento da União
Europeia

1957
Países da UE que utilizam o
euro
DATAS DE INTRODUÇÃO DO EURO
NOS ESTADOS-MEMBROS
• 1999 - Bélgica, Alemanha, Irlanda, Espanha,
França, Itália, Luxemburgo, Países Baixos,
Áustria, Portugal e Finlândia.
• 2001 - Grécia
• 2002 - Introdução das notas e moedas de euro
Símbolos da União Europeia
• Bandeira europeia
Símbolos da União Europeia (cont.)
• O hino europeu

Hino
Símbolos da União Europeia (cont.)
• Dia da Europa

9 de Maio

No Dia da Europa (9 de maio) comemora-se a paz e a


unidade na Europa. Esta data assinala o aniversário da
histórica Declaração Schuman. Num discurso proferido em
Paris, em 1950, Robert Schuman, Ministro dos Negócios
Estrangeiros francês, expôs a sua visão de uma nova forma
de cooperação política para a Europa, que tornaria
impensável uma guerra entre os países europeus.
Símbolos da União Europeia (cont.)
• A divisa da UE

A divisa da União Europeia, «Unida na diversidade»

Esta divisa evoca a forma como os europeus se uniram e


formaram a UE para trabalhar em conjunto pela paz e
prosperidade, sem nunca esquecer a enriquecedora
diversidade de culturas, tradições e línguas que caracteriza
o continente europeu.
Estados membros da União Europeia e países
candidatos
Países candidatos e potenciais
candidatos
País
Bósnia-Herzegovina
Montenegro
Islândia
Kosovo
Macedónia
Albânia
Sérvia
Turquia
Condições para um país ser
candidato a membro da U.E.
• Ser um país europeu;
• Ser um estado de direito;
• Respeitar os princípios comuns da liberdade,
da democracia, do respeito pelos direitos do
Homem e pelas liberdades fundamentais.
Instituições da União Europeia
• Parlamento Europeu
• Comissão Europeia
• Conselho Europeu
• Banco Central Europeu
• Conselho da União Europeia
• Tribunal de justiça da União Europeia
• Tribunal de Contas Europeu
Espaço Schengen
• O espaço e a cooperação Schengen assentam no Acordo
Schengen de 1985. O espaço Schengen representa um
território no qual a livre circulação das pessoas é garantida. Os
Estados signatários do acordo aboliram as fronteiras internas a
favor de uma fronteira externa única. Foram adotados
procedimentos e regras comuns no espaço Schengen em
matéria de vistos para estadas de curta duração, pedidos de
asilos e controlos nas fronteiras externas. Em simultâneo, e
por forma a garantir a segurança no espaço Schengen, foi
estabelecida a cooperação e a coordenação entre os serviços
policiais e as autoridades judiciais.
Espaço Schengen
• O Espaço Schengen
permite a livre
circulação de
pessoas dentro dos
países signatários,
sem a necessidade
de apresentação de
passaporte nas
fronteiras.
Migrações
Migrações: movimento migratório da
população no espaço
geográfico.
EMIGRANTE É DIFERENTE DE IMIGRANTE

EMIGRAÇÃO: deslocação
da população de um país para
outro, com a intenção de se
fixar.

IMIGRAÇÃO: entrada de
estrangeiros que fixam
residência num determinado
país.
Saldo Migratório(SM) = I-E
PAÍS EMIGRAÇÃO IMIGRAÇÃO SALDO MIGRATÓRIO
A 2 750 3 429
B 17 322 3 943
PAÍS EMIGRAÇÃO IMIGRAÇÃO SALDO MIGRATÓRIO
A 2 750 3 429 679
B 17 322 3 943 -13 379
TIPOS DE MIGRAÇÕES

Êxodo urbano
Quanto ao ESPAÇO

MIGRAÇÕES INTERNAS MIGRAÇÕES EXTERNAS


ÊXODO RURAL

Internas

ÊXODO URBANO
Intercontinentais Que acontecem fora do
continente de origem.
Ex: Lisboa/ Nova Iorque
– Continente Europeu
para Continente
Americano.

Que acontecem dentro


do mesmo continente.
Ex: Lisboa/ Paris –
Continente europeu
Intracontinentais
Quanto à FORMA

FORÇADAS

VOLUNTÁRIAS
CLANDESTINAS LEGAIS
Para fugir ao holocausto,
durante a 2.ª guerra
mundial, fui viver para
Israel, onde me instalei
definitivamente.
Por causa da construção
Chegam diariamente da barragem do Lindoso
milhares de pessoas fui obrigado a deslocar-
à cidade de Lisboa me por um breve período
para trabalhar, eu de tempo para uma
sou uma delas....ai o pequena aldeia, nos
trânsito no IC19 é arredores desta área.
terrível.

No Outono, costumo ir Na Índia, era


fazer as vindimas para advogado, mas vim
França e fico lá a viver para Portugal, há 3
algum tempo, deixo a anos, e trabalho no
minha terra para trás, comércio.
curiosamente Trás-os-
Montes.
A Sociedade e o Consumo
Conceito de Sociedade de Consumo
A expressão Sociedade de Consumo designa uma
sociedade característica do mundo desenvolvido
em que a oferta excede geralmente a procura, os
produtos são normalizados e os padrões de
consumo estão massificados.
Conceito de Sociedade de Consumo
O surgimento da sociedade de consumo decorre
diretamente do desenvolvimento industrial que a
partir de certa altura, e pela primeira vez em
milénios de história, levou a que se tornasse mais
difícil vender os produtos e serviços do que fabricá-
los.
Este excesso de oferta, aliado a uma enorme
difusão de bens colocados no mercado, levou ao
desenvolvimento de estratégias de marketing
extremamente agressivas e sedutoras e às
facilidades de crédito quer das empresas industriais
e de distribuição, quer do sistema financeiro.
Características da sociedade de consumo:
As principais características da sociedade de consumo são
as seguintes:
• Para a maioria dos bens, a sua oferta excede a procura,
levando a que as empresas recorram a estratégias de
marketing agressivas e sedutoras que induzem o
consumidor a consumir, permitindo-lhes escoar a
produção.

• A maioria dos produtos e serviços estão normalizados,


os seus métodos de fabrico baseiam-se na produção em
série e recorre-se a estratégias de publicidade
programada que permita o escoamento permanente dos
produtos e serviços.
Características da sociedade de consumo (cont.):
As principais características da sociedade de consumo são
as seguintes:

• Os padrões de consumo estão massificados e o


consumo assume as características de consumo de
massas, em que se consome o que está na moda apenas
como forma de integração social.

• Existe uma tendência para o consumismo (um tipo de


consumo impulsivo, descontrolado, irresponsável e
muitas vezes irracional).
Conceito de Consumo
• O termo consumo designa o acto económico que permite
concretizar a satisfação de determinada necessidade através
da utilização de determinado bem. Se falarmos do consumo
das famílias, este corresponde à parte do rendimento
disponível que não é utilizado para poupança.

• O indivíduo apenas compra o que lhe é necessário para


a sua sobrevivência.
Conceito de Consumo (cont.)
• Uma das principais distinções de tipos de consumo é quanto
à finalidade do próprio consumo. Nesse sentido, poderá ser
distinguido o consumo final e o consumo intermédio. O
consumo final (ou directo) é aquele que, efectuado pelas
famílias, incide sobre bens utilizados directamente na
satisfação das necessidades sem necessidade de mais
transformações industriais. O consumo intermédio é aquele
que, efectuado pelas empresas, se destina a ser transformado
ou utilizado na produção de bens para consumo final.
Conceito de Consumo (Cont.)
• Outra distinção efectuada é quanto ao tipo de autor do
acto de consumir: no caso de ser o Estado ou outra
instituição pública, diz-se consumo público; no caso de ser
efectuado por uma família, diz-se consumo privado.
Conceito de Consumo (Cont.)
• Por fim, uma distinção ainda quanto à natureza das
necessidades satisfeitas: se forem necessidades primárias
(associadas à própria sobrevivência), designa-se por
consumo básico ou essencial; se forem outro tipo de
necessidades (geralmente associadas a luxo), designa-se
por consumo supérfluo.

• A expressão necessidade supérflua é um pouco ambígua, já que um


produto considerado supérfluo para um indivíduo pode ser
essencial para outro, de acordo com as camadas sociais e a que a
população pertence.
Consumismo
• Consumismo: o indivíduo investe em produtos supérfluos.

É o ato de consumir produtos ou serviços, muitas vezes,

sem consciência. Chega a ser uma doença.

As pessoas compram compulsivamente coisas que não


têm utilidade para elas, apenas para atender à vontade
injustificada de comprar.
• Consumir é indispensável para fazer girar
a economia e para o desenvolvimento dos
países.

• O consumo desenfreado é uma grave


doença moderna, que agrava a sociedade
e o meio ambiente .
• Consumir deixou de ser um simples ato de
subsistência; passou a ser uma forma de
lazer, de libertação e até mesmo de
cidadania.

• Homens e mulheres são levados a


consumir, mesmo sem necessidade,
apenas pelo simples acto de comprar.
Meios de comunicação de massa: publicidade
O termo mass media é formado pela palavra latina
media (meios), plural de medium (meio), e pela palavra
inglesa mass (massa).

Em sentido literal, os mass media seriam os meios de


comunicação de massa, ou seja os meios de
comunicação social (televisão, rádio, imprensa, etc.).
Meios de comunicação de massa: publicidade

A publicidade é um conjunto de meios e técnicas cuja


primeira finalidade é divulgar um serviço ou uma empresa,
orientando-se, ao mesmo tempo para a angariação,
alargamento ou manutenção de uma clientela.

O termo publicidade deriva de público (do latim publicus) e


significa tornar público um produto, um facto ou uma ideia.
Para isso, procura difundir e aumentar o sentido da
mensagem, ultrapassando a simples dimensão informativa.
Os meios ou veículos da publicidade são muito
variados, dos quais se destaca:
• pregão,
• a ação pessoal directa (relações públicas),
• cartazes,
• inscrições e pinturas murais,
• anúncios luminosos,
• Imprensa escrita,
• cinema,
• radiodifusão,
• televisão,
• Internet,
• etc.
A Internet e a Democracia Digital
Qual a necessidade da democracia
digital?
 Déficit das democracias liberais-representativas:
 Afastamento entre esfera civil e esfera de decisão
política;
 Dificuldade de os eleitores monitorarem os seus
representantes;
 Apatia dos eleitores (queda do número de votos);
 Desconfiança em relação às ações dos agentes
políticos;
 Falta de eficácia da opinião dos cidadãos;
 Falta de informação política relevante.
Como a internet poderá melhorar a
democracia?
• Comunicação direta, rápida e barata com
potencial acesso universal;
• Não hierárquica (sem centro), sem filtros ou
controlo;
• Acesso a uma gama maior de informações;
• Liberalização do pólo de emissão/receptor da
informação;
• Comunicação multidirigida e anónima;
Dificuldades da internet
 Não há acesso universal. Há exclusão digital.

 Tornou-se também um comércio;

 Controlo ao invés de acesso livre (ex: China);

 Afastamento da realidade;

 Falta de censura (“anonimato facilita o discurso do ódio”).

 Excesso de informação;

 Continuam a existir “espaços” de maior visibilidade em


detrimentos dos “espaços” individuais de emissão de
informação.
A internet é uma só???
• Sites de governos;
• Sites de partidos;
• Sites de ONGs e movimentos sociais;
• Sites de jornais;
• Redes Sociais (Twitter, Facebook…);
• Compartilhadores de conteúdo (YouTube; Flickr)
• Wikis
• Blogs.
• Infinidade de ferramentas sobre a alcunha
“internet”
1) Conteúdo da internet

• Aumentou a criação pelo indivíduo, mas ainda é


mais visível e concentrada nas entidades estatais
ou meios de comunicação social e de
entretenimento por causa da questão da
credibilidade;
• “Pós-News” - mais que produção de conteúdo,
muitas vezes os indivíduos estão a reagir ao
conteúdo publicado (discutindo em redes sociais,
criando vídeos no YouTube, repassando
material…).
2) Distribuição
• Mais que a produção de conteúdo, o
fenómeno da internet está no seu gigantesco
poder de distribuição.
- Os produtos passam a chegar
potencialmente a qualquer um (sem limitação
espaço-temporal);
- Todos os meios de comunicação social
tradicionais podem ser distribuídos
digitalmente (imprensa escrita, rádio e TV);
3) Consumo
 A questão é que o consumo não é,
necessariamente, online. A internet pode ser
apenas o meio para adquirir o conteúdo. Boa
parte dos consumidores faz o download do
conteúdo e “consome” noutro equipamento
mais agradável, que pode ser uma TV, um
tablet... O conteúdo é “consumido” na hora e
no local desejado.

 Grande parte do conteúdo visto na internet


não é gerado pela ou para a internet (pelo
menos inicialmente). Grande parte do que está
online foi produzido para as TVs.
Democracia Digital
• Pode ser entendida como qualquer forma de
utilização de dispositivos (computadores,
telemóveis, smartphones, ipads...), programas e
ferramentas (fóruns, sites, redes sociais...) de
tecnologias digitais de comunicação para
complementar, reforçar ou corrigir aspectos das
práticas políticas e sociais do Estado e dos
cidadãos em benefício do teor democrático da
comunidade.