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ÉTICA no

ambiente
profissional
uma introdução
“Muitos chamam violento o rio que
transborda, mas não chamam de
violentas as margens que o
aprisionam!”
(Adaptado de Brecht)
Ser humano: animal moral!!

Assiste-se, não raramente, ao


envolvimento de centenas,
milhares de pessoas que se
mobilizam no socorro a vítimas
de tragédias. Muitas das quais,
também, vítimas da tragédia.
Não poucas, arriscando a
própria vida para salvar outras
vidas.
Que fatos levam
as pessoas a se
arriscarem por
outras?

Quais as
motivações, os
impulsos, que
se escondem
atrás de tais
atos?
Por outro lado, o ser humano, em algumas ocasiões,
de uma ou outra forma, também se encontra por
trás de algumas tragédias.

Consideremos algumas...
Seres humanos em Campo de Concentração, durante o regime Nazista
Teste de arma nuclear levado a efeito por países defensores da democracia e
liberdade
IMPORTÂNCIA DO TEMA “ÉTICA”
NO MUNDO DO TRABALHO!
ÉTICA = ethos

Originalmente, a palavra grega hqoz significava


“morada”, o que pode ser compreendido como
“morada interior” – segurança existencial.
Daí, forma habitual de comportamento, levando ao
termo grego eqoz que significa, expressamente,
hábito ou costume.
Rememorando...

MORAL ÉTICA
• Sempre coletiva, social • Trans-cultural
• Histórica • Deontológica/Teleológica
• Diz respeito ao AGIR • A-histórica
concreto • Diz respeito à REFLEXÃO
• Consciência do agir sobre o agir!!
humano • Consciência da
consciência moral
Ética, Lei, Direito, Justiça...

• A Moral é • As Normas Morais


corroborada, podem se dividir
socialmente, por em:
leis que essa mesma – Regras morais
sociedade propriamente ditas
estabelece. – Preceitos religiosos
– Trato Social (regras
de “etiqueta”)
• A Ética visa a
– Leis Jurídicas
instauração de um
estado além: um
estado de Justiça!!
1ª Conclusão:
• A pessoa passa grande parte de
seu dia (sua vida), relacionando-
se com outras pessoas, muitas
das quais não conhece e com
quem não escolheu conviver.
• A concorrência, a disputa por
uma colocação no mundo do
trabalho exige que o
profissional saiba ser
competente, e que saiba
transmitir essa competência.
Inclusive, em suas relações
pessoais.
• Um profissional pode conhecer
muito de seu cargo ou função, mas,
por causa de sua incapacidade de
relacionamento, não ser destacado
em seu ambiente de trabalho.

• Ser profissional significa um


conhecimento que envolve muito
mais do que a simples prática de um
ofício.
ÉTICA E SOCIEDADE
Sociedade
Não apenas um
indivíduo, mas o
conjunto de
indivíduos!!
Paradoxo: pessoas, individualmente, consideram-se
boas (em geral), mas a soma das partes – o todo (a
sociedade) – é uma criação nem sempre boa.

“Nos indivíduos, a loucura é algo raro. Mas nos


grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas... É
regra!!”
(Nietzsche)
• As pessoas não nascem boas ou más; as pessoas
agem e se desenvolvem
– de acordo com o que acreditam
– de acordo com o que se espera delas
– de acordo com o que é proposto

• As pessoas se constroem com a sociedade, com o


grupo.
Desenvolvimento humano e moral

Kamala, após a morte de Amala, recebendo comida das mãos da senhora Singh
Desenvolvimento humano
• Hominização: o processo de superar o estado
natural ou “animal” e evoluir para o estado
humano.

• Humanização: o processo de superar o estado


humano “primitivo”, reativo e privado de
dignidade para converter-se em pessoa, com
direitos e alvo de respeitos.
Desenvolvimento moral
• Anomia: comportar-se sem levar em consideração
as regras.
• Heteronomia: viver de acordo com as regras, mas
por convenção, comportamento apenas “externo”.
• Autonomia: viver as regras por convicção,
interiorizando-as.
Desenvolvimento humano e desenvolvimento
moral
• A moralidade é parte integrante do
indivíduo.
• O desenvolvimento moral se dá
paralelamente ao desenvolvimento
da identidade.
• Uma identidade amadurecida exige
uma moralidade minimamente
desenvolvida.
• A moralidade é a garantia da
integridade e do caráter do
indivíduo; elemento estrutural de
sua personalidade.
A personalidade pode abrir
portas, mas somente o caráter
consegue mantê-las abertas.
(Elmer Letterman)
“Os acontecimentos da vida de cada pessoa
geram sobre ela a formação de uma lenta
imagem de si mesma, uma viva imagem
que aos poucos se constrói ao longo de
experiências de trocas com outros: a mãe,
os pais, a família, a parentela, os amigos
de infância e as sucessivas ampliações de
outros círculos de outros: outros sujeitos
investidos de seus sentimentos, outras
pessoas investidas de seus nomes,
posições e regras sociais de atuação.”
(Brandão, 1990, p. 37)
Especialistas afirmam que são os seguintes os
fatores que influenciariam no
desenvolvimento da identidade de uma
pessoa:
1. Herança genética
2. Experiências da primeira infância
3. Figuras parentais (pais ou responsáveis)
4. Coetâneos – colegas da idade – e adultos
significativos
5. Desenvolvimento físico / social geral
6. Meios de Comunicação de Social (MCS)
7. Aquilo que é ensinado em instituições
significativas
8. Papéis desempenhados/esperados pela sociedade
Correlacionando com o relativismo moral...
• De acordo com Kohlberg, o relativismo moral pode
ser entendido como uma avaliação ou apreciação
moral a partir de um determinado nível ou estágio
de desenvolvimento moral.
• A apreciação moral seria relativa ao próprio grupo
e, não, construída a partir de uma perspectiva
universalista.
• A evolução do juízo moral permitiria à pessoa
relativizar o ponto de vista de seu grupo, em
função de um ponto de vista humanamente
genérico.
Estágios do desenvolvimento moral (Kohlberg)
● Nível pré-convencional
– Estágio 0: julgamento egocêntrico
– Estágio 1: orientação pela punição e obediência
– Estágio 2: orientação pelo relativismo instrumental
● Nível convencional
– Estágio 3: concordância interpessoal (bom garoto)
– Estágio 4: orientação pela “lei e ordem”
● Nível pós-convencional
– Estágio 5: orientação legalista pelo contrato social
– Estágio 6: orientação por princípios éticos universais
2ª Conclusão:

• A pessoa deve reconhecer


que está sempre “a
caminho”, buscando um
estado de completude, de
integridade, de consistência.
• Reconhecer que, nem
sempre, a um
desenvolvimento ou avanço
tecnológico, profissional,
econômico, etc. (individual
ou coletivo), corresponde um
desenvolvimento moral.
ÉTICA PROFISSIONAL
1 - Ética Profissional
• Na vida profissional a Ética pode ser considerada
sob dois aspectos:
– PESSOAL ou individualmente: e aí costuma-se falar em
Ética Profissional
– ORGANIZACIONAL ou empresarialmente: e aí se pode
falar em Ética Empresarial
• A atividade
profissional, por
envolver relação entre
pessoas, é uma
atividade ética.
• Porque as bases de
grande parte do
conhecimento de uma
profissão foi
construída ao longo da
história (por várias
pessoas), o profissional
tem uma “dívida” para
com a humanidade.
• A Ética Organizacional:
• Dispõe sobre os fundamentos das ações de uma
organização, seja com o público interno
(shareholders), seja com o público externo
(stakeholders).

• Refere-se a VIRTUDES como:


– Respeito
– Responsabilidade
– Transparência
Códigos de Ética nas organizações

• Os Códigos de Ética
sintetizam os
princípios que
devem nortear a
conduta dos
integrantes de um
grupo
(organização) face
às metas que
devem ser
alcançadas
2 – Postura Profissional
• Valores Fundamentais:
– Responsabilidade
– Lealdade
– Iniciativa

• A pessoa vista sempre como “fim” em si mesma;


nunca como “meio”. O lucro é conseqüência do
trabalho bem executado.
• Excelência profissional exige:
– Saber-Fazer
– Saber-Agir
– Saber-Ser
• ATIVIDADE (em geral) exige
explicitações:
– O QUÊ?
– PARA QUÊ?
– COMO?
• Equação não apenas de CUSTO X
BENEFÍCIO, nem só:
– EFICIÊNCIA
– EFICÁCIA
– EFETIVIDADE
– RELEVÂNCIA
– ...
• TAMBÉM:
– NECESSIDADE SOCIAL!!
– Reparação/Urgência
– Democratização de recursos/serviços
– Cidadania
ATENÇÃO!!

Não se pode confundir determinados “consensos”


de segmentos profissionais com Código de Ética.
Muitas posturas consensuais são gritantemente
antiéticas!!
Perfil desejado nos profissionais

• “As empresas estão valorizando o funcionário


criativo, flexível, capaz de se adaptar rapidamente
às mudanças...”

• “Reproduzir mecanicamente as informações, isso o


computador o faz melhor e mais rápido.”
• Domínio de sua e de outras áreas
(especialista generalista)
• Atitudes (pró-ativo e, não, “reativo”)
• Idiomas (inglês e espanhol, fluentes)
• Informática (BD, planilhas, softwares de
rotinas específicas da área)
• Cultura geral
• Capacidade de trabalhar em equipe
• Empatia
• Curiosidade intelectual
• Planejamento
• Além do diploma
3 - Responsabilidades

• Ser Responsável é ser


capaz de responder
pelas exigências e
encargos que sua
ocupação lhe traz.

• Responsabilidade
significa, também,
constante
qualificação,
competência.
• Ser responsável tem um peso moral:
– Não só fazer – mas saber por que e para que faz.
– Não apenas fazer de modo “medíocre” – ir além!
4 - Comprometimento

• Comprometer-se é
colocar-se todo
inteiro naquilo que
está fazendo,
independente do que
seja.

• Comprometer-se é ter
a consciência de que
sua participação é
essencial para que o
todo funcione.
• Comprometimento
não se mede por
horas trabalhadas ou
por recompensas
meramente
financeiras!!

• O comprometimento
é dado pela lição do
bombeiro:
Faremos mais que
isso!!
3ª Conclusão:
• Ser ético é mais do que apenas seguir leis.
• A ética profissional não é acordo de grupos.
• Responsabilidade é o centro da atuação
profissional.
• O bom profissional sabe que uma parte sua sempre
fica naquilo que faz – por isso, compromete-se!!
CONCLUINDO: EXIGÊNCIAS
ÉTICAS CONTEMPORÂNEAS
• A falta de ética prejudica o doente que compra
remédios caros e falsos; prejudica a mulher, o
idoso, o negro, o índio, recusados no mercado de
trabalho ou nas oportunidade culturais; prejudica
o trabalhador que tenta a vida política; prejudica
os analfabetos no acesso aos bens econômicos e
culturais; prejudica as pessoas com necessidades
especiais (físicas ou mentais) a usufruir da vida
social; prejudica com a discriminação e a
humilhação os que não fazem a opção sexual
esperada e induzida pela moral dominante, etc.
• A corrupção e a incompetência desviam bilhões de
dólares de suas finalidades e, por conseguinte,
prejudicam a sociedade e o Bem-Comum.

• Assiste-se, atualmente, a uma inversão dos valores,


que são o fundamento da moral e da ética.
• Competência não basta para ser um bom
profissional. É preciso consciência ética.
Consciência que vai além do cumprimento restrito
de normas especificadas nos códigos. Atinge,
sobretudo, a questão da qualidade de vida no
ambiente de trabalho e o compromisso das
empresas com a responsabilidade social.
Segundo Oded Grajew (Grupo Ethos):
• “O profissional altamente
competente e antiético é
perigosíssimo, inclusive do ponto de
vista dos negócios.”

• “A qualificação ética é tão ou mais


importante que a qualificação
técnica. Uma precisa da outra para
construir o alicerce do bom
profissional.”
A vida é uma aventura
eminentemente ética...
Mais importante do que
aquilo que se faz é o COMO
e o PARA QUE se faz!!
(Leonides Justiniano)