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CURSO

Formação Política para Representantes de


Grêmios Estudantis

31/08/2015

Instrutor: Kleber Chagas Cerqueira


Consultor Legislativo da CLDF, Doutor em Ciência Política (UnB) e Professor
kleber.cerqueira@ cl.df.gov.br
Objetivos:
1. Fornecer uma visão introdutória sobre o lugar do Poder
Legislativo distrital nas instituições políticas e na sociedade do
DF, considerando as três dimensões políticas fundamentais do
Legislativo numa democracia: a representativa, a de formulação
de políticas públicas e a de fiscalização do Poder Executivo.
2. Introduzir os parâmetros mais importantes de análise política
sobre os desafios e dilemas dos processo de representação
política e participação popular nas democracias.
3. Introduzir a reflexão sobre as dimensões políticas do processo
legislativo como processo de formulação de políticas públicas.
4. Introduzir os parâmetros mais importantes de análise política
sobre as relações Executivo/Legislativo.
1º Encontro: O Distrito Federal; estatuto jurídico-político, autonomia e
representação política. Desafios e dilemas atuais (dependência financeira x
autonomia política; ausência de municípios e pressão do entorno).
2º Encontro: Representação política, participação popular e democracia.
Breve histórico da luta pela autonomia e pela representação política do DF.
História da CLDF e aspectos gerais do Poder Legislativo local.
3º Encontro: O Regimento Interno da Câmara Legislativa – A Constituição
Interna do Poder Legislativo; a importância do processo e do rito.
4º Encontro: Processo legislativo e políticas públicas. Dimensões políticas do
processo legislativo como processo de formulação de políticas públicas.
Tipologia das proposições legislativas distritais;
5º Encontro: Relações Executivo/Legislativo. Divisão de Poderes e
democracia (Estado Democrático de Direito). Fiscalização do Poder
Executivo como elemento fundamental da harmonia e independência entre
os poderes (freios e contrapesos; “checks and balances”).
6º Encontro: Tramitação das Proposições e Instrumentos de Apoio ao
Processo Legislativo;
7º Encontro: Exercícios de elaboração e de tramitação de Proposições.
8º Encontro: Exercícios de representação e de fiscalização do Poder
Executivo.
Primeiras ideias de interiorização da capital:

Ideia da transferência da Capital


para o interior está presente desde o
início da colonização; não só para
proteger de invasões, como para levar o
desenvolvimento a outras regiões do
Pais.
Primeiras ideias de interiorização da capital:
É atribuída ao Marques de Pombal
(1755/1777) a ideia mais antiga que se
conhece de transferir a Capital do Brasil
para o interior, mas não como sede do
governo da colônia e sim do próprio reino
de Portugal.
Primeiras ideias de interiorização da capital:

O Rei D. João VI também reconheceu


essa necessidade, quando da
transferência da corte para o Rio de
Janeiro, em 1808.
Primeiras ideias de interiorização da capital:

Também defenderam a ideia o


jornalista Hipólito José da Costa e José
Bonifácio, que, em 1823 encaminhou a
proposta à Assembléia Constituinte do
Império, sugerindo para sede Paracatu,
em Minas Gerais, com os nomes
Petrópole ou Brasília.
Rumo à mudança:
 Em 1852, Holanda Cavalcanti apresenta ao
Senado um projeto de lei dispondo sobre a
construção da Capital.
Constituição Federal de 1891: “Art 3º - Fica
pertencendo à União, no planalto central da
República, uma zona de 14.400 quilômetros
quadrados, que será oportunamente
demarcada para nela estabeIecer-se a futura
Capital federal” (menção continua presente nas
Constituições seguintes (1934, 1937, 1946).
Rumo à mudança:
Comissão Exploradora do Planalto
Central do Brasil (1892): Missão Cruls.
Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa
assina decreto que prevê o inicio da
construção da Nova Capital e, a 7 de
setembro de 1922, é lançada a pedra
fundamental em Planaltina.
Rumo à mudança:

Em 1953, o Presidente Getúlio Vargas


determinou o levantamento aéreo do "Quadrilátero
Cruls". Foram demarcados 5.850 km² de área,
abrangendo terras dos municípios goianos de
Planaltina, Luziânia e Formosa.
Rumo à mudança:
Finalmente, o Presidente Juscelino Kubitschek
encaminhou ao Congresso a "Mensagem de
Anápolis", transformada na Lei n.° 2.874, de 19
de setembro de 1956, criando Companhia
Urbanizadora da Nova Capital - NOVACAP –
liberando recursos para o início das obras e
mantendo BRASÍLIA, como nome da metrópole.
Fontes: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/brasilia/brasilia.pdf e “O Controle de Constitucionalidade das Leis do Distrito Federal”,
Vitor F. Gonçalves. Brasília Jurídica, 1999.
O sonho de Dom Bosco (1883):
“Dom Bosco, vê em sonho, aproximar-se um jovem (...)
começaram fazendo uma grande viagem pela América Latina. Partem
de trem de Cartagena na Venezuela. Atravessam regiões de densas
matas e caudalosos rios, onde encontraram pessoas de estatura
gigantesca. (...) ‘Viajaremos ao longo da cordilheira da América do
Sul’ [diz o jovem]. Enquanto examinavam o mapa, a máquina apitou e
o trem pôs-se em movimento. Atravessaram montanhas, bosques e
planícies. Enxergavam nas vísceras das montanhas e no subsolo da
terra. Tinham debaixo dos olhos as riquezas incomparáveis daqueles
países, riquezas que um dia viriam a ser descobertas. Viam
numerosos filões de metais preciosos, minas inexauríveis de carvão,
depósitos de petróleo extremamente abundantes. Exatamente entre
os paralelos de 15° e 20° havia uma enseada bastante extensa que
partia do ponto onde se formava um grande lago. Ouviu-se então
uma voz: ‘Quando se escavarem essas minas escondidas em meio a
esses montes aparecerá aqui a terra prometida que jorra leite e mel.
Será uma riqueza inconcebível’”.
Fonte; http://www.santuariodombosco.org.br/bosco.asp
 Ufanista: “capital da esperança”; síntese da
brasilidade e da capacidade empreendedora de nosso
povo; projeto de nova sociedade “igualitária”.
 Arma simbólica do Governo JK: expressão da
ideologia nacional-desenvolvimentista; meta-síntese do
Plano de Metas e da oposição a JK.
 Válvula Econômica: saída para a necessidade de
expansão da fronteira econômica do capitalismo
brasileiro. “Marcha para o Oeste”.
 A Capital da Geopolítica: fruto da ideologia de
modernização autoritária que movia militares e outros
representantes do pensamento autoritário brasileiro.
 Utopia Modernista em Capitalismo Periférico.
 Antecedentes:
 Constituição de 1891: DF como Município neutro
(com prefeito nomeado e Câmara municipal eleita);
 Primeiras Leis Orgânicas do DF: Leis nº 85/1892
(município neutro) e 196/1936 (eleição do Prefeito
na Constituição de 1934; equiparação aos Estados;
criação do Tribunal de Contas; CPIs e convocação
de autoridades) e Decreto-Lei nº 96/1937 (extinção
de autonomia; administração direta pela União).
 Constituição de 1946: redemocratização e
recuperação da autonomia do DF, mas com Prefeito
nomeado (4ª Lei Orgânica do DF: Lei nº 207/1948).
Desafios e dilemas atuais: dependência
financeira x autonomia política; ausência de
municípios e pressão do entorno.
Consequências políticas e econômicas da
vedação ao desmembramento do DF em
municípios: algumas das cidades do DF estão
entre as maiores do país, mas não tem
vereadores, prefeitos, orçamento próprio nem
recebem transferências diretas da União (p/
saúde, educação, etc...) e especialmente do FPM.

Por outro lado, há o FCDF; e que fundo....


Lei Orçamentária Anual do DF, de 2012
(Lei nº 4.744, de 29 de dezembro de 2011)
montante de: R$ 18.523.851.795,00
FCDF: R$ 9.967.887.188 (Lei nº 12.595,
de 19 de janeiro de 2012; LOA da União).
Ou seja: mais de metade (53%) de todo o
orçamento do DF vem hoje do FCDF!!!
Cidade dos funcionários públicos e
dos concurseiros.

Maiores salários.

Maior renda per capta e melhor IDH


do país.

Maldição ou dádiva?
Na saúde, chega-se à maioria dos atendimentos
em algumas cidades (ex. Brazlândia).
Na educação: elevados percentuais de matrícula
das cidades vizinhas;
 Nos transportes e demais serviços de
infraestrutura;
 No mercado de trabalho, especialmente no
Plano Piloto, que concentra mais de metade da
oferta de emprego da região.
 Custo de vida mais alto do país.

Metropolização desordenada: já somos a 3ª


maior região metropolitana do país.
Crescimento correspondente (e assustador)
da violência urbana (ex. Força Nacional).
 Precarização dos serviços públicos.
Maior área tombada do mundo e única
cidade moderna a receber o título.
Consequências: visibilidade nacional,
atratividade turística, preservação de traçado
urbanístico (não descaracterização com
metropolização desordenada);
Obstáculo à modernização da infraestrutura
urbana; ao desenvolvimento econômico e ao
repensar democrático da cidade.
Seria melhor a Municipalização
do DF?
É mesmo necessária uma
representação política para a
população do DF?
A representação política do DF é
pior que a do Brasil?
O tombamento como patrimônio
cultural da humanidade, pela Unesco.
Vantagem ou engessamento?
Para fazer frente aos dilemas
do crescimento é melhor manter
caráter de metrópole terciária
(serviços) ou buscar alternativa de
industrialização?
PLS (Senado) nº 261/96, do Senador Francisco
Escórcio-PMDB/MA, que “institui, para efeitos
administrativos, a região do complexo geoeconômico
e social denominada corredor centro-norte de
desenvolvimento, visando a redução das
desigualdades regionais, por meio de seu
desenvolvimento, nos termos do art. 43 da
constituição federal, e dá outras providencias”.
Pela proposta, seria criado o estado do Planalto
Central com capital em Taguatinga. As cidades-
satélites seriam transformadas em municípios. O
novo DF seria formado apenas pelo Plano Piloto,
Núcleo Bandeirante, Cruzeiro, Lago Sul, Lago Norte,
parte do Paranoá, Candangolândia e Guará. O novo
estado passaria a receber também as cotas do FPE e
os tributos de competência estadual.
Quanto a estrutura administrativa do novo DF, o
projeto estipula que a responsabilidade seria da
União. Com isso, a Câmara Legislativa seria
eliminada. Caberia ao Senado Federal, legislar para o
Distrito Federal, aprovando inclusive sua Lei
Orgânica, seu sistema tributário, sua estrutura
administrativa e o nome do seu governador, que
passaria a ser indicado pelo Presidente da
República.
PEC 12/2005 (Senador Cristovam Buarque):

Art. 1º O § 1º do art. 18 da Constituição Federal passa


a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 18. .........................................................................
§ 1º Brasília é a Capital Federal e sua área
geográfica corresponde à do Distrito Federal.
......................................................................................
Art. 2º Esta Emenda Constitucional entra em vigor na
data de sua publicação.
3º Encontro: Representação política,
participação popular e democracia. Breve
histórico da luta pela autonomia e pela
representação política do DF. História da
CLDF e aspectos gerais do Poder
Legislativo local.
• Os atenienses e a Democracia Direta.
• A “Cidade de Deus” na Era medieval
europeia.
•A representação no surgimento da
democracia moderna: revoluções burguesas e
constitucionalismo → monarquias
constitucionais e Repúblicas.
• “A Democracia moderna é a Democracia de
Partidos” (Maurice Duverger – “Os Partidos
Políticos”).
“Vivemos sob uma forma de governo que não se
baseia nas instituições de nossos vizinhos; ao contrário,
servimos de modelo a alguns, ao invés de imitar outros.
Seu nome, como tudo depende não de poucos mas da
maioria, é democracia. Nela, enquanto no tocante às
leis todos são iguais para a solução de suas divergências
privadas, quando se trata de escolher (se é preciso
distinguir em qualquer setor), não é o fato de pertencer
a uma classe, mas o mérito, que dá acesso aos postos
mais honrosos; inversamente, a pobreza não é razão
para que alguém, sendo capaz de prestar serviços à
cidade, seja impedido de fazê-lo pela obscuridade de
sua condição”.
“Chamamos monarquia o Estado em que o
governo que visa ao interesse comum pertence a
um só; aristocracia, aquele em que ele é confiado
a mais de um, denominação tomada ou do fato de
que as poucas pessoas a que o governo é
confiado são escolhidas entre as mais honestas,
ou de que elas só têm em vista o maior bem do
Estado e de seus membros; república, aquele em
que a multidão governa para a utilidade pública;
este nome também é comum a todos os Estados”.
“Estas três formas podem degenerar: a
monarquia em tirania; a aristocracia em
oligarquia; a república em democracia. A tirania
não é, de fato, senão a monarquia voltada para
a utilidade do monarca; a oligarquia, para a
utilidade dos ricos; a democracia, para a
utilidade dos pobres. Nenhuma das três se
ocupa do interesse público”.
Quanto ao nº
de governantes
1 Poucos Muitos
Quanto à qualidade
do regime

República (Politéia)
Puras/boas Realeza Aristocracia
ou Democracia

Demagogia ou
Corruptas/Desvirtuadas Tirania Oligarquia
Anarquia
• Concepção procedimental de Democracia (Joseph
Schumpeter e Robert Dall) e suas críticas contemporâneas:
• liberdade negativa (dos modernos) x liberdade positiva
(dos antigos); Benjamin Constant e Isaiah Berlin;
•democracia substantiva (radicais, neomarxistas);
• democracia deliberativa (Jürgen Habermas);
• democracia participativa e representação (Anne
Philips);
• Multiculturalismo e feminismo (Nancy Fraser, Iris M
Young).
• A crise da representação democrática moderna:
os indignados espanhóis, o Occupy Wall Street e
outros indignados.
• Bernard Manin e as 3 fases da democracia:
 parlamentar;
 de partidos;
 do público.
• Videopolítica (Sartori): Manuel Castells → “o
controle da informação e da comunicação foi
sempre a forma fundamental de exercício do poder”
• Possibilidades de Cidadania ativa e de

combinação de formas representativas

com formas de democracia direta (“A

Cidadania Ativa” - Mª Victória Benevides).


História da Câmara Legislativa
Em 1215, depois que o rei João da Inglaterra violou uma
série de antigas leis e costumes através dos quais a
Inglaterra tinha sido governada, seus súditos o
obrigaram a assinar a Carta Magna, que enumera o que
mais tarde veio a ser pensado como direitos humanos.
Entre eles estava o direito da Igreja estar livre do
controle governamental e interferências do mesmo, os
direitos de todos os cidadãos serem livres para possuir
e herdar bens e serem protegidos de impostos
excessivos. Estabeleceu-se o direito das viúvas que
possuíam propriedade de escolherem não se casar
novamente, e estabeleceu-se os princípios do devido
processo legal e da igualdade de todos perante a lei.
Ela também continha disposições proibindo o suborno
e a má conduta oficial.
A criação da Câmara Legislativa foi o
coroamento de longa luta social e política
dos brasilienses pelo seu direito à
representação política e à cidadania plena.
Principais personagens: ACDF, OAB,
Sindicatos, Partidos Políticos (apesar da
proibição legal de sua organização até
então).
“Conheço cidadãos cassados; não
cidades cassadas”
Tancredo Neves, em 1981.
• Emenda Constitucional nº 1, de 1969 (ditadura militar),
cria o cargo de Governador (nomeado) e a Comissão
Legislativa do DF no Senado;
• Comitêpelo Voto do DF e 1º Comício pós-regime militar,
em 1981, no SCS, com Tancredo, Ulysses, Brizola e Lula;
• Primeiraeleição de representantes pós-regime militar:
1986 (8 Deputados Federais e 3 Senadores);
• Primeiraeleição de Governador: 1990 (previsão do art.
32 da Constituição Federal de 1988);
• Primeira eleição de representantes locais: 1990,
instituição da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
 Fundamentos Legais: Legislação básica aplicada à Câmara
Legislativa e ao Processo Legislativo:
• Constituição Federal:
: representam a Câmara em atos externos
(RICLDF, art. 75).
 Asd
 , art. 71).
 Reprodução no DF da lógica do
“Presidencialismo de Coalizão”, verificada em
nível federal, dada a fragmentação partidária e a
elevada polarização das disputas eleitorais e da
composição da CLDF;
 Maior dependência política dos deputados com
relação ao Governador, em função da maior
proximidade da ação do Governo com suas bases
eleitorais (“deputados-vereadores”);
1. Fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos
os da administração indireta (LODF, 60, XVI);
2. Julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e
apreciar relatórios sobre execução de planos de governo
(LODF, 60, XV);
3. Proceder à tomada de contas do Governador, quando não
apresentadas nos prazos estabelecidos (LODF, 60, XIII);
4. Sustar atos do Executivo que exorbitem do poder
regulamentar (por meio de Projeto de Decreto Legislativo ≈
“Veto Legislativo”). (LODF, 60, VI);
5. Convocar autoridades e requerer informações (LODF, 60,
XIV, XXXII e XXXIII);
6. Acompanhamento e Fiscalização pelas Comissões (LODF,
art. 68, § 2º, VI e VII);
Lei Orgânica (art. 77): “A fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial do Distrito Federal e das entidades da
administração direta, indireta e das fundações
instituídas ou mantidas pelo Poder Público,
quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,
aplicação de subvenções e renúncia de receitas,
será exercida pela Câmara Legislativa, mediante
controle externo, e pelo sistema de controle
interno de cada Poder”.
 (Art. 77) Parágrafo único. Prestará contas qualquer
pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda, ou
quem, em nome deste, assuma obrigações de natureza
pecuniária.
 Art. 70, § único da Constituição Federal: Prestará contas
qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre
dinheiros, bens e valores públicos ou pelos quais a União
responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações de
natureza pecuniária. (Ver LODF, 60, § 1º).
Art. 78. O controle externo, a cargo da Câmara Legislativa,
será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Distrito
Federal, ao qual compete:
1. Apreciar proposições e emitir pareceres
2. Realizar Audiências Públicas para ouvir a sociedade
3. Convocar autoridades a prestarem informações
4. Requerer informações ao Governo
5. Receber petições, reclamações, etc.
6. Fiscalizar planos e programas de governo
7. Exercer a fiscalização e o controle dos atos e gastos
do Poder Executivo
8. Solicitar a colaboração de órgãos ou entidades do DF
9. Propor a sustação de atos do Executivo (PDL)
 Podem ser feitos (LODF, 60, XVI);
 Constitui Crime de Responsabilidade a não prestação das
informações solicitadas no prazo legal ou a prestação de
informação incorreta ou incompleta (LODF, 60, XXXII e
XXXIII, 101, II e 107, § 1º);
 Apuração de Fato Determinado
 Poderes de Investigação das autoridades judiciais (Ver
texto no site www.asselegis.org.br/estudos.htm)
 Basta 1/3 de assinaturas no Requerimento para instalação
≠ art. 72, § 3º do RICLDF !!! (ADIn 3.619/SP).
 Relatório Final ao Ministério Público para
responsabilização civil e criminal por infrações apuradas e à
Polícia Civil do DF para instauração de inquérito policial
 À Mesa Diretora, ao Executivo, ao TCDF e às Comissões
Permanentes para providências, se for o caso.
4º Encontro: o Regimento Interno da
Câmara Legislativa – A Constituição
Interna do Poder Legislativo; a
importância do processo e do rito (texto
Ori).
5º Encontro: processo legislativo e
políticas públicas. Dimensões políticas
do processo legislativo como processo
de formulação de políticas públicas.
Tipologia das proposições legislativas
distritais;
Seção VIII
DO PROCESSO LEGISLATIVO
Subseção I
Disposição Geral
Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a
elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. = LC
6º Encontro: Relações Executivo/Legislativo.
Divisão de Poderes e democracia (Estado
Democrático de Direito). Fiscalização do
Poder Executivo como elemento fundamental
da harmonia e independência entre os
poderes (freios e contrapesos; “checks and
7º Encontro:Tramitação das
Proposições e Instrumentos de Apoio ao
Processo Legislativo;
Exercício de Elaboração e de Tramitação de
Proposições Legislativas
 Identificação de um problema ou acolhimento de
demanda da sociedade e análise de sua oportunidade e
razoabilidade;
 Levantamento da necessidade de nova norma jurídica e da
espécie de proposição apropriada;
 Levantamento da Competência Legislativa (CF 22, 23 e 24
e LODF 15, 16 e 17) e do Poder de Iniciativa (CF 61§1º e LODF
71 §1º);
 Levantamento da legislação local e federal pertinente:
inovação e disciplinamento;
 Discussão com especialistas e representantes da
população potencialmente atingida pela futura norma
 Principais Instrumentos: Manuais da Assel e da PR e Lei
Complementar 13/96
 Sobre Brasília o DF e sua história:
Brasília: a construção da nacionalidade. Vânia Mª
Losada Moreira. Vitória, Edufes, 1998.
O controle de constitucionalidade das leis do DF.
Vitor Fernandes Gonçalves. Brasília, Jurídica, 1999.
A construção de Brasília; modernidade e periferia.
Luiz Sérgio Duarte da Silva. Goiânia, UFG, 2010.
DF em questão: a UnB e as eleições de 2006. Doris
de Faria (org.). Brasília, Edunb, 2006.
 Sobre democracia:
Jessé
Marcus Nobre
 Downs
Schumpeter
Manin
 Art. 60 da LODF Compete, privativamente, à Câmara Legislativa
do Distrito Federal:
 XIII – proceder à tomada de contas do Governador, quando
não apresentadas nos prazos estabelecidos;
 XIV – convocar Secretários de Estado do Distrito Federal,
dirigentes e servidores da administração direta e indireta do
Distrito Federal a prestar pessoalmente informações sobre
assuntos previamente determinados, importando crime de
responsabilidade a ausência sem justificativa adequada ou o não
atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de
informações falsas, nos termos da legislação pertinente;
 XV – julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e
apreciar os relatórios sobre a execução dos planos do governo;
 XVI – fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo,
incluídos os da administração indireta;
 Constitui Crime de Responsabilidade a não prestação das
informações solicitadas no prazo legal ou a prestação de
informação incorreta ou incompleta (LODF, 60, XXXII e XXXIII, 101,
II e 107, § 1º);