Вы находитесь на странице: 1из 42

CURSO DE EDUCAÇÃO POLÍTICA

MÓDULO I:

O PODER LEGISLATIVO E A DEMOCRACIA

Professor: Kleber Chagas Cerqueira


Consultor Legislativo da CLDF
Objetivos:
1. Fornecer uma visão introdutória sobre o lugar do Poder
Legislativo distrital nas instituições políticas e na sociedade do
DF, considerando as três dimensões políticas fundamentais do
Legislativo numa democracia: a representativa, a de formulação
de políticas públicas e a de fiscalização do Poder Executivo.
2. Introduzir os parâmetros mais importantes de análise política
sobre os desafios e dilemas dos processo de representação
política e participação popular nas democracias.
3. Introduzir a reflexão sobre as dimensões políticas do processo
legislativo como processo de formulação de políticas públicas.
4. Introduzir os parâmetros mais importantes de análise política
sobre as relações Executivo/Legislativo.
1º Encontro: O Distrito Federal; estatuto jurídico-político, autonomia e
representação política. Desafios e dilemas atuais (dependência financeira x
autonomia política; ausência de judiciário próprio; ausência de municípios).
2º Encontro: Representação política, participação popular e democracia.
Breve histórico da luta pela autonomia e pela representação política do DF.
História da CLDF e aspectos gerais do Poder Legislativo local.
3º Encontro: O Regimento Interno da Câmara Legislativa – A Constituição
Interna do Poder Legislativo; a importância do processo e do rito.
4º Encontro: Processo legislativo e políticas públicas. Dimensões políticas do
processo legislativo como processo de formulação de políticas públicas.
Tipologia das proposições legislativas distritais;
5º Encontro: Relações Executivo/Legislativo. Divisão de Poderes e
democracia (Estado Democrático de Direito). Fiscalização do Poder
Executivo como elemento fundamental da harmonia e independência entre
os poderes (freios e contrapesos; “checks and balances”).
6º Encontro: Tramitação das Proposições e Instrumentos de Apoio ao
Processo Legislativo;
7º Encontro: Exercícios de elaboração e de tramitação de Proposições.
8º Encontro: Exercícios de representação e de fiscalização do Poder
Executivo.
Primeiras ideias de interiorização da capital:
Ideia da transferência da Capital para o interior está presente
desde o início da colonização, não só para proteger de invasões,
como para levar o desenvolvimento a outras regiões do Pais.
É atribuída ao Marques de Pombal a ideia mais antiga que se
conhece de transferir a Capital do Brasil para o interior, mas não
como sede do governo da colônia e sim do próprio reino de
Portugal.
O Rei D. João VI também reconheceu essa necessidade, quando
da transferência da corte para o Rio de Janeiro, em 1808.
Também defenderam a ideia o jornalista Hipólito José da Costa e
José Bonifácio, que, em 1823 encaminhou a proposta à
Assembléia Constituinte do Império, sugerindo para sede
Paracatu, em Minas Gerais, com os nomes Petrópole ou Brasília.
Rumo à mudança:
 Em 1852, Holanda Cavalcanti apresenta ao Senado um projeto de
lei dispondo sobre a construção da Capital.
 Constituição Federal de 1891: “Art 3º - Fica pertencendo à
União, no planalto central da República, uma zona de 14.400
quilômetros quadrados, que será oportunamente demarcada para
nela estabeIecer-se a futura Capital federal” (menção continua
presente nas Constituições seguintes (1934, 1937, 1946).
Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil (1892):
Missão Cruls.
 Em 1920, o Presidente Epitácio Pessoa assina decreto que prevê
o inicio da construção da Nova Capital e, a 7 de setembro de 1922,
é lançada a pedra fundamental em Planaltina.
Rumo à mudança:
 Em 1953, o Presidente Getúlio Vargas determinou o
levantamento aéreo do "Quadrilátero Cruls". Foram demarcados
5.850 km² de área, abrangendo terras dos municípios goianos de
Planaltina, Luziânia e Formosa.
 Finalmente, o Presidente Juscelino Kubitschek encaminhou ao
Congresso a "Mensagem de Anápolis", transformada na Lei n.°
2.874, de 19 de setembro de 1956, criando Companhia
Urbanizadora da Nova Capital - NOVACAP – liberando recursos
para o início das obras e mantendo BRASÍLIA, como nome da
metrópole.
Fontes: http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/brasilia/brasilia.pdf e “O Controle de Constitucionalidade das Leis do distrito
Federal”, Vitor Fernandes Gonçalves. Brasília Jurídica, 1999.
O sonho de Dom Bosco (1883):
“Dom Bosco, vê em sonho, aproximar-se um jovem (...)
começaram fazendo uma grande viagem pela América Latina. Partem
de trem de Cartagena na Venezuela. Atravessam regiões de densas
matas e caudalosos rios, onde encontraram pessoas de estatura
gigantesca. (...) ‘Viajaremos ao longo da cordilheira da América do
Sul’ [diz o jovem]. Enquanto examinavam o mapa, a máquina apitou e
o trem pôs-se em movimento. Atravessaram montanhas, bosques e
planícies. Enxergavam nas vísceras das montanhas e no subsolo da
terra. Tinham debaixo dos olhos as riquezas incomparáveis daqueles
países, riquezas que um dia viriam a ser descobertas. Viam
numerosos filões de metais preciosos, minas inexauríveis de carvão,
depósitos de petróleo extremamente abundantes. Exatamente entre
os paralelos de 15° e 20° havia uma enseada bastante extensa que
partia do ponto onde se formava um grande lago. Ouviu-se então
uma voz: ‘Quando se escavarem essas minas escondidas em meio a
esses montes aparecerá aqui a terra prometida que jorra leite e mel.
Será uma riqueza inconcebível’”.
Fonte; http://www.santuariodombosco.org.br/bosco.asp
A Capital da Geopolítica: no auge do
nacional-desenvolvimentismo, a mudança da capital para
o interior tornou-se bandeira da luta pela ocupação e
desenvolvimento do interior do país.
 JK: oposição e mudança: Brasília meta-
síntese do Plano de Metas e da oposição a JK.
 Antecedentes:
 Constituição de 1891: DF como Município neutro
(com prefeito nomeado e Câmara municipal eleita);
 Primeiras Leis Orgânicas do DF: Leis nº 85/1892
(município neutro) e 196/1936 (eleição do Prefeito
na Constituição de 1934; equiparação aos Estados;
criação do Tribunal de Contas; CPIs e convocação
de autoridades) e Decreto-Lei nº 96/1937 (extinção
de autonomia; administração direta pela União).
 Constituição de 1946: redemocratização e
recuperação da autonomia do DF, mas com Prefeito
nomeado (4ª Lei Orgânica do DF: Lei nº 207/1948).
Desafios e dilemas atuais: dependência
financeira x autonomia política; ausência de
judiciário próprio; ausência de municípios.
Vedação a desmembramento em municípios;
consequências políticas e econômicas: algumas das
cidades do DF estão entre as maiores do país, mas
não tem vereadores, prefeitos, orçamento próprio nem
recebem transferências diretas da União (p/ saúde,
educação, etc...) e especialmente do FPM.

Por outro lado, há o FCDF; e que fundo....


Lei Orçamentária Anual do DF, de 2012 (Lei nº 4.744,
de 29 de dezembro de 2011) montante de:
R$18.523.851.795,00

FCDF: R$ 9.967.887.188 (Lei nº 12.595, de 19 de


janeiro de 2012; LOA da União).

Ou seja: 53%!!!
2º Encontro: Representação política,
participação popular e democracia. Breve
histórico da luta pela autonomia e pela
representação política do DF. História da
CLDF e aspectos gerais do Poder
Legislativo local.
História da Câmara Legislativa
Em 1215, depois que o rei João da Inglaterra violou uma
série de antigas leis e costumes através dos quais a
Inglaterra tinha sido governada, seus súditos o
obrigaram a assinar a Carta Magna, que enumera o que
mais tarde veio a ser pensado como direitos humanos.
Entre eles estava o direito da Igreja estar livre do
controle governamental e interferências do mesmo, os
direitos de todos os cidadãos serem livres para possuir
e herdar bens e serem protegidos de impostos
excessivos. Estabeleceu-se o direito das viúvas que
possuíam propriedade de escolherem não se casar
novamente, e estabeleceu-se os princípios do devido
processo legal e da igualdade de todos perante a lei.
Ela também continha disposições proibindo o suborno
e a má conduta oficial.
A criação da Câmara Legislativa foi o
coroamento de longa luta social e política
dos brasilienses pelo seu direito à
representação política e à cidadania plena.
Principais personagens: ACDF, OAB,
Sindicatos, Partidos Políticos (apesar da
proibição legal de sua organização até
então).
“Conheço cidadãos cassados; não
cidades cassadas”
Tancredo Neves, em 1981.
• Emenda Constitucional nº 1, de 1969 (ditadura militar),
cria o cargo de Governador (nomeado) e a Comissão
Legislativa do DF no Senado;
• Comitêpelo Voto do DF e 1º Comício pós-regime militar,
em 1981, no SCS, com Tancredo, Ulysses, Brizola e Lula;
• Primeiraeleição de representantes pós-regime militar:
1986 (8 Deputados Federais e 3 Senadores);
• Primeiraeleição de Governador: 1990 (previsão do art.
32 da Constituição Federal de 1988);
• Primeira eleição de representantes locais: 1990,
instituição da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
 Fundamentos Legais: Legislação básica aplicada à Câmara
Legislativa e ao Processo Legislativo:
• Constituição Federal:
: representam a Câmara em atos externos
(RICLDF, art. 75).
 Asd
 , art. 71).
 Não reprodução no DF da lógica do
“Presidencialismo de Coalizão”, ???????? verificada
em nível federal, dada a baixa fragmentação
partidária e a elevada polarização das disputas
eleitorais e da composição da CLDF;
 Maior dependência política dos deputados com
relação ao Governador, em função da maior
proximidade da ação do Governo com suas bases
eleitorais (“deputados-vereadores”);
 Fiscalizar e controlar os atos do Poder Executivo, incluídos
os da administração indireta (LODF, 60, XVI);
 Julgar anualmente as contas prestadas pelo Governador e
apreciar relatórios sobre execução de planos de governo
(LODF, 60, XV);
 Proceder à tomada de contas do Governador, quando não
apresentadas nos prazos estabelecidos (LODF, 60, XIII);
 Sustar atos do Executivo que exorbitem do poder
regulamentar (por meio de Projeto de Decreto Legislativo ≈
“Veto Legislativo”). (LODF, 60, VI);
 Convocar autoridades e requerer informações (LODF, 60,
XIV, XXXII e XXXIII);
 Acompanhamento e Fiscalização pelas Comissões (LODF,
art. 68, § 2º, VI e VII);
Lei Orgânica (art. 77): “A fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e
patrimonial do Distrito Federal e das entidades da
administração direta, indireta e das fundações
instituídas ou mantidas pelo Poder Público,
quanto à legalidade, legitimidade,
economicidade, aplicação de subvenções e
renúncia de receitas, será exercida pela Câmara
Legislativa, mediante controle externo, e pelo
sistema de controle interno de cada Poder”.
(Art. 77) Parágrafo único. Prestará contas qualquer
pessoa física ou entidade pública que utilize, arrecade,
guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais o Distrito Federal responda, ou
quem, em nome deste, assuma obrigações de natureza
pecuniária.
 Art. 70, § único da Constituição Federal: Prestará contas
qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou privada que
utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros,
bens e valores públicos ou pelos quais a União responda, ou
que, em nome desta, assuma obrigações de natureza
pecuniária. (Ver LODF, 60, § 1º).
Art. 78. O controle externo, a cargo da Câmara Legislativa,
será exercido com auxílio do Tribunal de Contas do Distrito
Federal, ao qual compete:
 Apreciar proposições e emitir pareceres
 Realizar Audiências Públicas para ouvir a sociedade
 Convocar autoridades a prestarem informações
 Requerer informações ao Governo
 Receber petições, reclamações, etc.
 Fiscalizar planos e programas de governo
 Exercer a fiscalização e o controle dos atos e gastos
do Poder Executivo
 Solicitar a colaboração de órgãos ou entidades do DF
 Propor a sustação de atos do Executivo (PDL)
 Podem ser feitos (LODF, 60, XVI);
 Constitui Crime de Responsabilidade a não prestação das
informações solicitadas no prazo legal ou a prestação de
informação incorreta ou incompleta (LODF, 60, XXXII e
XXXIII, 101, II e 107, § 1º);
 Apuração de Fato Determinado
 Poderes de Investigação das autoridades judiciais (Ver
texto no site www.asselegis.org.br/estudos.htm)
 Basta 1/3 de assinaturas no Requerimento para instalação
≠ art. 72, § 3º do RICLDF !!! (ADIn 3.619/SP).
 Relatório Final ao Ministério Público para
responsabilização civil e criminal por infrações apuradas e à
Polícia Civil do DF para instauração de inquérito policial
 À Mesa Diretora, ao Executivo, ao TCDF e às Comissões
Permanentes para providências, se for o caso.
3º Encontro: o Regimento Interno da
Câmara Legislativa – A Constituição
Interna do Poder Legislativo; a
importância do processo e do rito (texto
Ori).
4º Encontro: processo legislativo e
políticas públicas. Dimensões políticas
do processo legislativo como processo
de formulação de políticas públicas.
Tipologia das proposições legislativas
distritais;
5º Encontro: Relações Executivo/Legislativo.
Divisão de Poderes e democracia (Estado
Democrático de Direito). Fiscalização do
Poder Executivo como elemento fundamental
da harmonia e independência entre os
poderes (freios e contrapesos; “checks and
6º Encontro:Tramitação das
Proposições e Instrumentos de Apoio ao
Processo Legislativo;
Exercício de Elaboração e de Tramitação de
Proposições Legislativas
 Identificação de um problema ou acolhimento de
demanda da sociedade e análise de sua oportunidade e
razoabilidade;
 Levantamento da necessidade de nova norma jurídica e da
espécie de proposição apropriada;
 Levantamento da Competência Legislativa (CF 22, 23 e 24
e LODF 15, 16 e 17) e do Poder de Iniciativa (CF 61§1º e LODF
71 §1º);
 Levantamento da legislação local e federal pertinente:
inovação e disciplinamento;
 Discussão com especialistas e representantes da
população potencialmente atingida pela futura norma
 Principais Instrumentos: Manuais da Assel e da PR e Lei
Complementar 13/96