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GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO


DIRETORIA DE ENSINO – REGIÃO DE ITAPEVA
Rua Torquato Raimundo, 96 – Jardim Ferrari - Itapeva-SP – CEP 18405-010
PABX: (0**15) 3526 6200 Fax: (0**15) 3526 6228

O SARESP VEM AÍ!!!


Núcleo Pedagógico- Diretoria de Ensino de Itapeva
• Equipe de Língua Portuguesa:
• Fabiana Coam.
• Josiane Vieira.
T01 - Reconstrução das condições de produção e
recepção de textos.

T02 - Reconstrução dos sentidos do texto.

T03 - Reconstrução da textualidade

T04 - Recuperação da intertextualidade e


estabelecimento de relações entre textos
T05 - Reflexão sobre os usos da língua falada e escrita

T06 - Compreensão de textos literários.

RESULTADO GERAL DA DIRETORIA- 2017


HABILIDADE: H26 - Identificar, em um texto, normas ortográficas, de concordância, de regência
ou de colocação pronominal, com base na correlação entre definição/exemplo. (GI)

O texto publicitário exemplifica de modo criativo algumas das correções que deverão ocorrer, a partir de 2009,
com a nova reforma ortográfica. No caso da palavra “para” a correção deverá ser feita porque não será mais
(A)acentuado o ditongo aberto de palavras paroxítonas.
(B)utilizado o trema nos dígrafos, a não ser em nomes próprios.
(C)utilizado o acento que diferencia o verbo da preposição.
(D)acentuada a terceira pessoa do plural do subjuntivo de alguns verbos.

R: alternativa C
HABILIDADE: H17 - Organizar em uma dada sequência proposições desenvolvidas pelo autor em um texto
argumentativo. (GII)

CARTA ABERTA DE ARTISTAS BRASILEIROS SOBRE A DEVASTAÇÃO DA AMAZONIA

Acabamos de comemorar o menor desmatamento da Floresta Amazônica dos últimos três anos: 17 mil quilômetros quadrados. É quase a
metade da Holanda. Da área total já desmatamos 16%, o equivalente a duas vezes a Alemanha e três Estados de São Paulo. Não há
motivo para comemorações. A Amazônia não é o pulmão do mundo, mas presta serviços ambientais importantíssimos ao Brasil e ao
Planeta. Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela
natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação
da temperatura do Planeta.
Depois de tombada na sua pujança, estuprada por madeireiros sem escrúpulos, ateiam fogo às suas vestes de esmeralda abrindo
passagem aos forasteiros que a humilham ao semear capim e soja nas cinzas de castanheiras centenárias.
Como no passado, enxergamos a Floresta como um obstáculo ao progresso, como área a ser vencida e conquistada. Um imenso estoque
de terras a se tornarem pastos pouco produtivos, campos de soja e espécies vegetais para combustíveis alternativos ou então uma fonte
inesgotável de madeira, peixe, ouro, minerais e energia elétrica. O desmatamento e o incêndio são o símbolo da nossa incapacidade de
compreender a delicadeza e a instabilidade do ecossistema amazônico e como tratá-lo.
Um país que tem 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou semiabandonada, pode dobrar a sua produção de grãos sem a
necessidade de derrubar uma única árvore. É urgente que nos tornemos responsáveis pelo gerenciamento do que resta dos nossos
valiosos recursos naturais.
Portanto, a nosso ver, como único procedimento cabível para desacelerar os efeitos quase irreversíveis da devastação, segundo o que
determina o § 4º, do Artigo 225 da Constituição Federal, onde se lê:
“A Floresta Amazônica e patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação
do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais”.
Assim, deve-se implementar em níveis Federal, Estadual e Municipal A INTERRUPÇÃO IMEDIATA DO DESMATAMENTO DA FLORESTA
AMAZÔNICA. JÁ!
É hora de enxergarmos nossas árvores como monumentos de nossa cultura e história.
SOMOS UM POVO DA FLORESTA!
Fonte: CARTA aberta de artistas brasileiros. Amazônia para sempre. Disponível em: <http://www.amazoniaparasempre.com.br/TPManifesto.html>. Acesso em: 23 ago. 2008.
O texto apresentado é uma carta aberta, divulgada na internet e assinada por diversos artistas em
prol da preservação da Amazônia. Em meio aos argumentos que defendem a opinião dos autores,
várias alternativas de intervenção são apontadas.
Figura como primeira proposição do texto:

(A) A implantação de unidades de conservação como alternativas de desenvolvimento sustentável. 4º


(B)O gerenciamento mais responsável dos recursos que ainda nos restam. 2º
(C)O reconhecimento de que a Amazônia não é uma simples área verde, mas auxilia na regulação da
temperatura do Planeta.
(D)O melhor aproveitamento dos 165.000 km2 de área desflorestada, abandonada ou
semiabandonada no país. 3º

R: Alternativa C. (1º parágrafo) Essa vastidão verde que se estende por mais de cinco
milhões de quilômetros quadrados é um lençol térmico engendrado pela
natureza para que os raios solares não atinjam o solo, propiciando a vida da
mais exuberante floresta da terra e auxiliando na regulação da
temperatura do Planeta.
HABILIDADE: H20 - Inferir o sentido de operadores discursivos ou de processos persuasivos utilizados
em um texto argumentativo. (GIII)

Como texto argumentativo, a carta contém diversos dados numéricos: o menor número de quilômetros
desmatados na Amazônia nos últimos três anos, a área total já devastada, a extensão das terras disponíveis no
país etc. A apresentação de dados concretos é importante para esse tipo de texto porque

(A)fornece ao leitor a dimensão exata do problema.


(B)demonstra o grau de instrução dos autores.
(C)faz com que a argumentação tenha força de lei.
(D)valoriza o impacto da devastação.

R: alternativa A
HABILIDADE: H17 - Organizar em uma dada sequência proposições desenvolvidas pelo autor em um texto
argumentativo. (GII).

O VOTO OBRIGATÓRIO

RIO DE JANEIRO – Recente pesquisa divulgada na semana que acaba revelou que grande parcela do eleitorado
nacional é contra o voto obrigatório. Não se trata, ainda, de maioria, mas de simples tendência que está indicando a
conveniência de uma discussão formal sobre o assunto. O voto obrigatório é a causa principal que cria os currais
eleitorais, os votos de cabresto. Por um motivo qualquer, o cidadão não tem interesse na vida pública, por falta de
educação ou por excesso dela. Obrigado a votar, para não sofrer sanções que não chegam a ser punitivas mas apenas
incômodas, cumprem o chamado dever cívico com má vontade, votando em qualquer um, ou em candidatos
extravagantes que nem chegam a ser candidatos, como no caso do bode Cheiroso. Grandes massas de eleitores,
sobretudo nas cidades pequenas, são facilmente manobradas por coronéis e donos de redutos que formam os grotões –
tradicional fonte de votos para políticos fisiológicos que tentam a vida pública para a realização de uma carreira pessoal
problemática. Até mesmo no caso da eleição para presidente da República, quando o eleitorado recebe maiores
esclarecimentos e está em jogo uma esperança, os indecisos e nauseados são cada vez em maior número, criando a
realidade da “boca de urna”, o voto de última hora, apenas para cumprir o dispositivo do voto obrigatório. Nem vale a
pena citar os países de tradição democrática em que votar ou não votar é um direito do cidadão livre. Sob regimes
ditatoriais, a presença dos eleitores nas urnas chega a 99%.
Fonte: CONY, Carlos Heitor. O voto obrigatório. Folha de S. Paulo. São Paulo, 17 ago. 2008. Opinião. (Fragmento)

No texto, há uma série de consequências negativas, trazidas pela obrigatoriedade do voto nas eleições brasileiras. Ao
fazer suas proposições, o enunciador elenca alguns “tipos” de voto. A sequência em que estes aparecem no texto é:

(A) voto fisiológico, voto de última hora, voto de má vontade.


(B) voto de última hora, voto fisiológico, voto de má vontade.
(C) voto de cabresto, voto de má vontade, voto de última hora.
(D) voto de última hora, voto fisiológico, voto de cabresto.
(E) voto de cabresto, voto de última hora, voto de má vontade.

R: alternativa C
HABILIDADE: H34 - Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora, metonímia)
em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição. (GI)

Leia o poema para responder à questão.

DA MORTE IV

Vinda do fundo, luzindo


Ou atadura, escondendo
Vindo escura
Ou pegajosa lambendo
Vinda do alto
Ou das ferraduras
Memoriosa se dizendo
Calada ou nova
Vinda de coitadez
Ou régia numas escadas
Subindo
Amada
Torpe
Esquiva
Bem-vinda.
Fonte: HILST, Hilda. Da morte IV. ln:______. Da morte: odes mínimas. São Paulo: Nankin, 1998. p. 31.
Antítese é um recurso expressivo que consiste em apresentar, em um mesmo texto, palavras de
sentido contrário. No poema de Hilda Hilst, antíteses são usadas para retratar a morte como algo
formado por opostos. É o que ocorre com o par de palavras:
a. Fundo /alto.
b. Calada / nova.
c. Amada /bem-vinda.
d. Atadura /ferraduras.

Fundo (adjetivo)
1.que está abaixo da superfície ou do nível; que tem
profundidade
R: alternativa A Alto (adjetivo)
1.de altura superior à média; de grande dimensão vertical.
2.consideravelmente acima do solo; que está ou sobe a grande
distância da superfície terrestre
HABILIDADE: H34 - Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação,
metáfora, metonímia) em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição. (GI)

Canto triste Vinicius de Moraes e Edu Lobo


Ah, luar sem compaixão
Porque sempre foste
A primavera em minha vida Sempre a vagar no céu
Volta pra mim Onde se esconde a minha bem-
Desponta novamente no meu canto amada
Eu te amo tanto mais Onde a minha namorada
Te quero tanto mais Vai, diz a ela minhas penas
E que eu peço, peço apenas
Ah, quanto tempo faz Que ela lembre nossas horas de
Partiste como a primavera poesia
Que te viu partir As noites de paixão
Sem um adeus sequer
E nada existe mais em minha vida E diz-lhe da saudade em que me viste
Como um carinho teu Que estou sozinho
Como um silêncio teu Que só existe meu canto triste
Lembro um sorriso teu Na solidão
Disponível em
Tão triste http://www.viniciusdemoraes.com.br/site/article.php3?id_article
=1110. Acesso em: 13 de junho de 2015
.
Metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza pela transferência de um termo para um
contexto de significação que NÃO lhe é próprio. por causa de algum tipo de semelhança; por
exemplo, quando se diz que uma pessoa é uma cobra, quer-se dizer que o comportamento dela é
semelhante ao da cobra, ou seja, ela é traiçoeira, ou perigosa ou venenosa”.

No texto, esse recurso estilístico encontra-se presente em:


(A) “Ah, luar sem compaixão / Sempre a vagar no céu”
(B) “Partiste como a primavera / Que te viu partir”
(C) “Porque sempre foste / A primavera em minha vida”
(D) “Lembro um sorriso teu / Tão triste”

O eu lírico estabelece relação de semelhança entre sua amada


R: alternativa C e a primavera. A associação entre seu amor e a primavera está
no fato de a amada trazer alegria, uma vez que para muitos( e
sobretudo para os poetas) a primavera é a estação mais feliz
do ano.
HABILIDADE: H34 - Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora,
metonímia) em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição. (GI)

Navio Negreiro Castro Alves


PARTE IV Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta
Era um sonho dantesco... o tombadilho cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira,
Que das luzernas avermelha o brilho. Em outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece,
sangue a se banhar. Tinir de ferros... Cantando, geme e ri!
estalar de açoite... Legiões de homens
negros como a noite, Horrendos a dançar...
No entanto o capitão manda a manobra, E após
Negras mulheres, suspendendo às tetas fitando o céu que se desdobra, Tão puro sobre o
Magras crianças, cujas bocas pretas Rega mar, Diz do fumo entre os densos nevoeiros: “Vibrai
o sangue das mães: Outras moças, mas rijo o chicote, marinheiros! Fazei-os mais dançar!...”
nuas e espantadas, No turbilhão de
espectros arrastadas, Em ânsia e mágoa E ri-se a orquestra irônica, estridente. . . E da ronda
vãs! fantástica a serpente Faz doudas espirais... Qual um
sonho dantesco as sombras voam!... Gritos, ais,
E ri-se a orquestra irônica, estridente... E
maldições, preces ressoam! E ri-se Satanás!...
da ronda fantástica a serpente Faz doudas
espirais ... Se o velho arqueja, se no chão
resvala, Ouvem-se gritos... o chicote estala. [...]
Disponível em:
E voam mais e mais... <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select
_action=&co_obra=1786>. Acesso em: 10 de junho de 2015.
A metáfora é uma figura de linguagem que se caracteriza pela transferência de um termo para um
contexto de significação que NÃO lhe é próprio. Nos versos retirados do poema “Navio Negreiro” há
metáfora em:

(A) “A multidão faminta cambaleia” / “e chora e dança ali”


(B) “Se o velho arqueja, se no chão resvala” / “Ouvem-se gritos...”
(C) “E da ronda fantástica a serpente” / “Faz doudas espirais”
(D) “Legiões de homens negros como a noite” / “horrendos a dançar”

Castro Alves, por meio de metáfora relaciona os algozes com uma


serpente e as chicotadas que os negros levavam, a movimentos espirais.
Os negros sofriam tal castigo se apenas cochilasse por causa do cansaço

R: alternativa C
HABILIDADE: H34 - Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora,
metonímia) em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição. (GI)

[...]
Felizmente D. Camila tinha dado a suas filhas a mesma vigorosa educação que recebera; a antiga educação
brasileira, já bem rara em nossos dias, que, se não fazia donzelas românticas, preparava a mulher para as
sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da humilde casa um santuário.
Mariquinhas, mais velha que Fernando, vira escoarem-se os anos da mocidade, com serena resignação. Se
alguém se lembrava de que o outono, que é a estação nupcial, ia passando sem esperança de casamento,
não era ela, mas a mãe, D. Camila, que sentia apertar-se-lhe o coração, quando lhe notava o desbote da
mocidade.
Também Fernando algumas vezes a acompanhava nessa mágoa; mas nele breve a apagava o bulício1 do
mundo.
Nicota, a mais moça e também mais linda, ainda estava na flor da idade; mas já tocava aos vinte anos, e
com a vida concentrada que tinha a família, não era fácil que aparecessem pretendentes à mão de uma
menina pobre e sem proteções. Por isso cresciam as inquietações e tristezas da boa mãe, ao pensar que
também esta filha estaria condenada à mesquinha sorte do aleijão social, que se chama celibato2.
Quando Fernando chegou à maioridade, D. Camila nele resignou a autoridade que exercia na casa, e a
administração do módico3 patrimônio que ficara por morte do marido, e que embora partilhado nos autos,
ainda estava intacto e em comunhão. [...]
ALENCAR, José de. Senhora: perfil de mulher. 6. ed. São Paulo: FTD, 1999. p. 42-43. (Coleção Grandes leituras). (adaptado)

Vocabulário:
1 bulício. S. m. Ausência de tranquilidade, agitação; movimentação de coisas e pessoas; burburinho.
2 celibato. S.m. O estado de uma pessoa que se mantém solteiro.
3 módico. S.m. Exíguo, pequeno, reduzido, modesto.
Em: “[...] preparava a mulher para as sublimes abnegações que protegem a família, e fazem da
humilde casa um santuário.” .encontra-se a figura de linguagem:

(A) Gradação.
(B) Metonímia.
(C) Antítese.
(D) Metáfora.

casa: substantivo feminino


1.edifício de formatos e tamanhos variados,
ger. de um ou dois andares, quase sempre
destinado à habitação.
2.família; lar.
Santuário: substantivo masculino
1.lugar mais sagrado do templo judaico onde
era guardada a arca da aliança.
R: alternativa D 2.parte de um templo em que se realiza a
missa
Ao estabelecer essa semelhança faz relação à
capacidade da mulher em tornar um
ambiente simples num lugar de paz e
devoção.
HABILIDADE: H34 - Identificar recursos semânticos expressivos (antítese, personificação, metáfora,
metonímia) em segmentos de um poema, a partir de uma dada definição. (GI)

A Felicidade -Vinicius de Moraes A felicidade é como a gota


Tristeza não tem fim De orvalho numa pétala de flor
Felicidade sim... Brilha tranquila
Depois de leve oscila
A felicidade é como a pluma E cai como uma lágrima de amor.
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve A felicidade é uma coisa louca
Precisa que haja vento sem parar. Mas tão delicada, também
Tem flores e amores de todas as cores
A felicidade do pobre parece Tem ninhos de passarinhos
A grande ilusão do carnaval Tudo isso ela tem
A gente trabalha o ano inteiro E é por ela ser assim tão delicada Que eu
Por um momento de sonho trato sempre dela muito bem.
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou da jardineira Tristeza não tem fim Felicidade sim...
E tudo se acabar na quarta-feira. Disponível em: <http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-
br/musica/cancoes/felicidade>. Acesso em: 09 de junho de
Tristeza não tem fim Felicidade sim.. 2015.
Na letra de canção há um uso reiterado de uma figura de linguagem específica. Trata-se de

(A) comparação. Ex: A felicidade é como a gota / De orvalho numa pétala de flor...
(B) metonímia. Ex: A felicidade do pobre parece / A grande ilusão do carnaval...
(C) personificação. Ex: A felicidade é como a pluma / Que o vento vai levando pelo ar...
(D) metáfora. Ex: A felicidade é uma coisa louca / Mas tão delicada, também...

R: alternativa A
HABILIDADE: H41 - Comparar e confrontar pontos de vista diferentes relacionados ao texto literário, no que
diz respeito a histórias de leitura; deslegitimação ou legitimação popular ou acadêmica; condições de
produção, circulação e recepção; agentes no campo específico (autores, financiadores, editores, críticos e
leitores). (GII)

Leia os textos para responder à questão.

No texto a seguir, fragmento do conto “Casa velha”, publicado em 1885, D. Antônia, viúva de um exministro de D.
Pedro I, e um velho cônego da Capela Imperial conversam. A “menina” citada é uma agregada que, após ficar órfã, foi
criada por D. Antônia. O ano é 1839.

Texto 1
Casa velha Machado de Assis

Quer ouvir por que razão não podem casar? Porque não podem. Não lhe nego nada a respeito dela; é muito boa
menina, dei-lhe a educação que pude, não sei se mais do que convinha, mas, enfim, está criada e pronta para fazer a
felicidade de algum homem. Que mais há de ser? Nós não vivemos no mundo da lua, Reverendíssimo. Meu filho é
meu filho, e, além desta razão, que é forte, precisa de alguma aliança de família. Isto não é novela de príncipes que
acabam casando com roceiras, ou de princesas encantadas. Faça-me o favor de dizer com que cara daria eu
semelhante notícia aos nossos parentes de Minas e de São Paulo?
Fonte: MACHADO DE ASSIS, Joaquim Maria. Casa velha. Rio de Janeiro: Livraria Garnier. 1999. (excerto).
Texto 2

“Ao contar suas histórias, Machado de Assis escreveu e reescreveu a história do Brasil no século
XIX”.
Fonte: CHALHOUB, Sidney Machado de Assis, historiador. São Paulo Companhia das Letras, 2003 (fragmento)

A afirmação de Chalhoub pode ser verificada no texto de Machado de Assis, e se expressa na

(A)condição submissa da mulher no século XX.


(B)instituição do casamento como projeto de independência da mulher.
(C)força das convenções sociais nos usos e costumes.
(D)interferência do poder religioso nos assuntos sociais.

R: alternativa C
HABILIDADE: H14 – Identificar componentes do texto argumentativo, como por exemplo: argumento/
contra-argumento, problema/solução, definição/exemplo, comparação, oposição, analogia, ou
refutação/proposta. (GI)

Leia o texto e responda à questão.


A obra-prima inicial - Carlos Heitor Cony.
O primeiro contato com Memórias de um Sargento de Milícias provoca surpresa. Em primeiro lugar, pela linguagem, a língua
tal como é falada entre nós. Surpresa também pelo tratamento da história em si. Surgia afinal o primeiro anti-herói de nossa
literatura. Chegavam à cena os primeiros tipos que delineariam a ficção nacional daí em diante, como o padrinho do
personagem principal, além da comadre e do major Vidigal.
Procurar as influências por trás de Memórias de um Sargento de Milícias é fácil. Todo o picaresco espanhol e, acima de tudo,
As Aventuras de Tom Jones, Um Enjeitado, de Henry Fielding, autor que também é comumente citado como uma das maiores
influências em Machado de Assis.
Foi feliz Marques Rebelo ao acentuar a ausência de paisagem real em nossa literatura, sendo que em Machado, como acentua
a crítica até hoje, ela é inexistente.
Ausente em nosso maior escritor, a paisagem tornou-se feérica e irreal nos demais romancistas, as selvas eram tão luxuosas
que mais pareciam cenários de operetas. No chamado romance urbano, todos os coxins eram de seda adamascada.
Até que surgiu Manuel Antônio de Almeida completando e sublimando Debret: nossos escravos, nossos quiosques, nossos
postes de iluminação a óleo de peixe, o pelourinho, a casa da cadeia pública, as mulheres de mantilha, as procissões, a
via-sacra, os fogos no Campo dos Ciganos. E Debret ficou sendo, mesmo sem o saber e até hoje, o melhor ilustrador para o
romance de Almeida, da mesma forma que os desenhos de Hogarth deram vida aos personagens e cenários de “Tom Jones”.
(Fonte: CONY, Carlos Heitor A obra-prima inicial. Folha de S. Paulo, São Paulo, 1 ago 2008. Ilustrada, p E17. (com cortes).
No último parágrafo, Carlos Heitor Cony utiliza dois procedimentos para desenvolver sua argumentação a
respeito da importância do romance Memórias de um Sargento de Milícias. São eles:

(A)a definição e a refutação.


(B)a comparação e a exemplificação.
(C)a oposição e a contestação.
(D)a problematização e a solução.

R: alternativa B
E Debret ficou sendo, mesmo sem o saber e até hoje, o melhor
ilustrador para o romance de Almeida, da mesma forma que os
desenhos de Hogarth deram vida aos personagens e cenários de “Tom
Jones”.
HABILIDADE: H33 - Aplicar conhecimentos relativos a regularidades observadas em processos de derivação como
estratégia para solucionar problemas de ortografia, com base na correlação entre definição/exemplo. (GIII)

Leia o texto e a definição a seguir para responder à questão proposta.


A rota principal para subir o monte Fuji tem oito cabanas com luz artificial, assentos, venda de lanches e
refeições, banheiros e, em algumas, hospedaria.
Essas cabanas ficam nos marcos de mudança de estágio, além de algumas entre o sétimo e o oitavo, quando
começa a fase mais longa e difícil da rota. Assim, e possível fazer pausas.
Ao chegar ao pico, é possível dormir ao ar livre ou consumir algo em um dos restaurantes e dormir ali mesmo.
Ou, ainda, deixar para dormir numa hospedaria no oitavo estágio.
Fonte: A ROTA principal... Folha de S. Paulo. São Paulo, 28 ago. 2008.Turismo. (adaptado).
Derivação é o processo pelo qual se forma uma palavra a partir de outra já existente na língua. Assinale a
alternativa que apresenta uma palavra derivada de um verbo.

(A)Consumo.
(B)Terapêutica.
(C)Esporte.
(D)Vitrines.
R: alternativa A
HABILIDADE: H27 - Identificar, em um texto, as marcas linguísticas que expressam interesses políticos,
ideológicos e Econômicos. (GI)
Pedidos de asilo na Europa e, 2015 mais que dobram em relação a
2014.
O número de pedidos de asilo nos países da União Europeia chegou a
1,25 milhão em 2015, mais que o dobro das 562 mil solicitações do ano
anterior, segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (4) pela Eurostat,
agência de estatísticas da UE. A cifra põe ainda mais pressão sobre os
líderes europeus para uma política coordenada de ajuda aos refugiados,
em especial sobre a chanceler alemã, Angela Merkel. Nesta sexta, ela se
reuniu em Paris com o presidente francês, François Hollande, para buscar
uma cooperação maior do país vizinho sobre o tema.
A Alemanha foi o país que mais recebeu solicitações no ano passado:
441,8 mil, o equivalente a 35% do total do bloco. Em seguida aparecem
Hungria (174,4 mil), Suécia (156,1 mil) e Áustria (85,5 mil). Assolada por
uma guerra civil desde 2011, a Síria é a origem de quase um terço dos
refugiados que buscam permanência na UE. Em 2015, foram 362,7 mil
pedidos (29% do total). Também atingidos por conflitos internos, os afegãos Refugiados logo após chegarem ao porto de Mitilene,
responderam por 178,2 mil solicitações (14%), e os iraquianos, 121,5 mil na ilha de Lesbos, Grécia.
(10%). O principal desafio das autoridades europeias tem sido dar resposta
rápida a um fluxo migratório tão intenso. O relatório da Eurostat diz que as
solicitações ainda pendentes somaram 922,8 mil em 2015, 88,5% a mais
que em 2014. O encontro desta sexta entre Merkel e Hollande foi uma
preparação para uma cúpula extraordinária da UE sobre refugiados na
próxima segunda-feira (7), em Bruxelas, com participação da Turquia. O
pais não faz parte da UE, mas tem sido cobrado para reforçar o controle
em suas fronteiras por ser a principal rota de passagem dos sírios rumo à
Europa.
JULIANO MACHADO, de Berlim - 04/03/2016 , 08h40 - Atualizado às
19h03. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/03/1746246-pedidos-de-asilo-na-europa-em-2015 -mais-que-dobram-em-relacao-a-2014.shtml. Acesso em: 20out.2016)
No texto jornalístico é comum o uso de orações subordinadas adverbiais conformativas como
recurso que isenta o jornalista da responsabilidade das informações dadas. No texto
apresentado, é possível observar esse procedimento na frase.

(A) “Em 2015, foram 362,7 mil pedidos (29% do total).”


(B) “O pais não faz parte da EU”
(C) “Em seguida aparecem Hungria (174,4 mil), Suécia (156,1 mil) e Áustria (85,5 mil).”
(D) “segundo relatório divulgado nesta sexta-feira (4) pela Eurostat, agência de estatísticas da UE.”

R: alternativa D
HABILIDADE: H50 - Articular conhecimentos literários e informações textuais, inclusive as que
dependem de pressuposições e inferências (semânticas e pragmáticas) autorizadas pelo texto, para
explicar ambiguidades, ironias, expressões figuradas, opiniões ou valores implícitos. (GIII)

Leia o texto e responda à questão.


Lisboa: aventuras
tomei um expresso
cheguei de foguete
subi num bonde
desci de um elétrico
pedi cafezinho
serviram-me uma bica
quis comprar meias
só vendiam peúgas
fui dar descarga
disparei um autoclismo
gritei “ó cara!”
responderam-me “ó pá!”
positivamente
as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.

Fonte: PAES, José Paulo. Lisboa. In: ______. A poesia está morta mas juro que não fui eu. São Paulo: Duas Cidades, 1988. p. 40.
Caricatura: substantivo feminino
1.desenho de pessoa ou de fato que, pelas deformações obtidas por um traço
cheio de exageros, se apresenta como forma de expressão grotesca ou jocosa.
2.figurado (sentido)figuradamente reprodução deformada de alguma coisa.

O aspecto caricatural e o humor do texto devem-se principalmente à

(A)deliberada seleção de palavras jocosas, reunidas a. intencionalmente em um curto texto


(B)escolha da palavra peúgas para designar meias, vocábulo estranho aos falantes no Brasil.
(C)graça de os lusitanos usarem o termo bica para designar um café de máquina de pressão.
(D)pressão da colonização que criou descontentamentos insanáveis entre os dois povos.
(E)simples escolha da estranha palavra autoclismo para designar a descarga de banheiro.

R: alternativa A
jocoso: adjetivo
que provoca o riso; engraçado, divertido,
cômico
HABILIDADE: H11 – Inferir propostas subentendidas do autor para a resolução de determinado
problema, com base na compreensão global do texto. (GIII)

Os meninos do tráfico Lya Luft

O documentário sobre crianças no tráfico, recentemente visto em todo o país, não é de provocar opiniões mas
de dilacerar o coração, que anda de sobressalto em sobressalto. [...] Assisti ao documentário encolhida, e
tantos dias depois ainda não consegui me sentir inteira. Nunca mais serei a mesma, depois de testemunhar
aquilo, e não sei de documentário mais importante neste mundo de Deus. Aqueles meninos banguelas,
aquelas meninas magrelas, aquelas vozes arrastadas de sono e droga, aqueles rostos ocultos de série medo
ou enfrentando impassíveis, aqueles olhares pedintes ou ferozes, mas muito mais pedintes, feriram como mil
punhais qualquer pessoa que não estivesse demais embotada.
Espero que essa ferida seja para sempre. Desejo que nunca, nem um dia, a gente esqueça. Eu não quero
esquecer, pois, sem usar drogas nem conviver com traficantes, indiretamente, como todo brasileiro, fui
responsável pela vida e pela morte deles, pois todos, menos um, já morreram. Nós os matamos.
Vou pensar todos os dias que continuam morrendo crianças iguais àquelas, que poderiam ser meus filhos,
teus filhos, nossos filhos. Eram nossos, aqueles meninos e meninas, sonados, ferozes ou tristíssimos, que a
gente tem vontade de botar no colo e confortar. Mas confortar com o quê? E aquela arma, e aquelas drogas, e
aquela infelicidade, e aquela desesperança? Fazer o quê?
Espero que essa ferida e essa vergonha nos deem alguma ideia salvadora e nos levem a uma
postura determinada, que gere ações efetivas, eficientes, reais. Não promessas, não seminários com
sociólogos, religiosos, psicólogos e antropólogos, médicos e, quem sabe, policiais. Não entrevistas
comovidas e comoventes em televisão e jornais, mas atitudes e ações. Não acredito que elas
aconteçam: deixamos que o problema se alastrasse demais, permitimos a guerra civil. Nos
assustamos um pouco, aqui e ali interrompemos a dança insensata e nos emocionamos, mas nada
além disso. A ferida aberta pelo documentário e pela realidade talvez continue incomodando. Contra
ela só há dois remédios: agir ou alienar-se mais. Desejo que ela nos machuque feito brasa ardente,
até o fim da nossa miserável vida.
Fonte: LUFT, Lya, Os meninos do tráfico. Vega, São Paulo, p 22. 5 abr 2006. (com cortes].

Para a autora do texto, a única forma de resolver os problemas registrados pelo documentário ao
qual ela se refere é
(A)provocar opiniões comovidas e dilacerantes.
(B)enfrentar impassivelmente os olhares pedintes ou ferozes.
(C)confortar com o colo as vítimas infelizes e desesperadas.
(D)assumir posturas atuantes e eficientes.

R: alternativa D
HABILIDADE: H19
- - Inferir a tese de um texto argumentativo, com base na argumentação construída pelo autor.
(GIII

Leia o texto e responda à questão.


CARTA DO LEITOR
Prezado Editor,
Li a matéria publicada na edição de 6 de julho sobre os acidentes envolvendo motociclistas, e queria dizer que
discordo de uma parte do que foi escrito, ou seja, sobre os causadores dos acidentes envolvendo carros e
motos, um contra o outro.
Na minha opinião, ao contrário do que foi escrito, creio firmemente que, em tais situações, quem mais causa
acidentes são os condutores de veículos de QUATRO rodas, até mesmo por uma questão de lógica: sendo a
moto um transporte tão vulnerável, chega a ser inconcebível e ao mesmo tempo cômico que alguém,
conduzindo-a, contribua para a causa de acidentes, já que muito provavelmente só danos irá colher.
A moto é o meu transporte preferido para driblar o lento trânsito mossoroense. Sou motociclista, respeito as leis
do trânsito, mas vejo muitos carros cujos condutores não têm o devido respeito com a vida humana. Os maiores
sustos que tomei foram proporcionados justamente por motoristas desatentos, ou, no mínimo, descuidados:
curvas malfeitas, celulares colados na orelha com só uma das mãos ao volante — e às vezes as duas coisas de
uma vez só —, disputa pra pegar sinal verde — e cortá-lo se não vier outro carro em direção perpendicular —,
freios bruscos e sem motivação, manobra sem sinalização prévia (dobrar sem dar sinal e vice-versa), arrancar
como um jato DC-10, obrigar motociclistas a usarem de toda a habilidade — e sorte — possíveis… São muitas,
portanto, as razões que mostram o menosprezo de motoristas por motociclistas.
Acho que isso podia ser corrigido de uma forma simples, a meu ver: bastaria que o Detran só
liberasse a carteira a quem soubesse conduzir os dois veículos, para ter a medida exata do que é
estar dos dois lados da situação. Isso representaria crescimento para o condutor, que saberia avaliar
melhor a situação do outro, ensinar-lhe-ia a respeitar o trânsito e principalmente a vida. Uma vez que
lida com o mais precioso dos dons, o órgão deveria ser o mais criterioso possível, fiscalizando
mesmo quem já tivesse a primeira habilitação (que deveria ser temporária ou condicional), com blitze
contínuas e sobretudo severas e minuciosas.
Minha opinião não é voz isolada; em encontros de motociclistas, esporádicos ou planejados, esse
assunto sempre vem à tona.
Saudações,
Juarez (Belém Motociclista – Mossoró/RN)

Em sua carta ao jornal, o leitor defende a tese de que

(A)a habilidade do motorista é o principal fator relacionado à ocorrência de acidentes de trânsito.


(B)o menosprezo que os condutores de veículos de quatro rodas sentem pelos motociclistas é a
maior causa de acidentes.
(C)os condutores de veículos de duas rodas são os que mais provocam acidentes no trânsito.
(D)os condutores de veículos de quatro rodas causam tantos acidentes quanto os motociclistas.

R: alternativa B […] São muitas, portanto, as razões que mostram o menosprezo de


motoristas por motociclistas. ( 3º parágrafo)