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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE

JANEIRO
ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PROCESSO

ATMOSFERAS EXPLOSIVAS:

CONCEITOS, DEFINIÇÕES e CLASSIFICAÇÃO

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DEFINIÇÕES IMPORTANTES

1- ATMOSFERA EXPLOSIVA
Locais onde podem ocorrer mistura de gases, vapores ou poeiras inflamáveis com o ar que,
em proporções adequadas, formam a atmosfera potencialmente explosiva.

2 - EXPLOSÃO
Do ponto de vista da química, a oxidação, a combustão e a explosão são reações
exotérmicas de diferentes velocidades de reação, sendo iniciadas por uma detonação ou
ignição.

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3- IGNIÇÃO
É a chama ocasionada por uma onda de choque, que tem sua origem em uma faísca ou arco
elétrico ou por efeito térmico.
Onda de choque: distúrbio no qual propriedades, como velocidade, pressão, temperatura ou
densidade mudam abruptamente e descontinuamente.

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4 - TEMPERATURA DE IGNIÇÃO ESPONTÂNEA
É a temperatura em que a mistura alto detona-se, sem que seja necessário adicionar energia.
Este parâmetro é muito importante pois limita a máxima temperatura de superfície que pode
ser desenvolvida por um equipamento que deve ser instalado em uma atmosfera
potencialmente explosiva.

5 - TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE
Todo equipamento para instalação em áreas classificadas, independente do tipo de proteção,
deve ser projetado e certificado por uma determinada categoria de temperatura de superfície,
considerando-se condições normais ou não de operação.
A temperatura de superfície não deve ser maior que a temperatura de ignição espontânea do
gás.

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6 - POSSIBILIDADE DE EXPLOSÃO

Quando as condições abaixo ocorrem “simultaneamente”:

- presença de um material inflamável, em condições de operação


normal ou anormal;

- O material inflamável encontra-se em um estado tal e em


quantidade suficiente para formar uma atmosfera explosiva;

- Existe uma fonte de ignição com energia elétrica ou térmica


suficiente para causar a ignição da atmosfera explosiva;

- Existe a possibilidade da atmosfera alcançar a fonte de ignição.

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LIMITE INFERIOR E SUPERIOR DE INFLAMABILIDADE

Concentração mínima ou máxima no qual


a mistura se torna inflamável.

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LIMITE INFERIOR E SUPERIOR DE INFLAMABILIDADE

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7 – CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
Classificação segundo as Normas Europeias da Internacional
Electrical Commicion (IEC) seguida no Brasil pela ABNT.

A classificação em ZONAS baseia-se na

frequência e duração com que ocorre a

atmosfera explosiva.

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7 - CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
ÁREAS CLASSIFICADAS: Ambientes (abertos ou fechados), onde existe a possibilidade
de formação de uma atmosfera explosiva. Eles podem ser divididos em zonas de
diferentes riscos, sem que haja nenhuma barreira física.

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8 – CLASSIFICAÇÃO EM GRUPOS – grupo de gases (mistura explosiva)

Na classificação em GRUPOS, os diversos materiais são agrupados pelo grau de


periculosidade que proporcionam:

O grupo de maior
periculosidade é o grupo II
C.
Logo, um equipamento
projetado para esse grupo,
pode ser instalados nos
grupos de periculosidade
inferior.

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8 – CLASSIFICAÇÃO EM GRUPOS

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8 – CLASSIFICAÇÃO EM GRUPOS

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CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO AS NORMAS AMERICANAS (NEC)


(National Fire Protection Association NFPA 70 Artigo 500 do Nacional Electrical Code.)

Áreas:

Mistura explosiva:

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CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO AS NORMAS AMERICANAS (NEC)


(National Fire Protection Association NFPA 70 Artigo 500 do Nacional Electrical Code.)

Classificação em Grupos

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Comparação das normas

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CLASSIFICAÇÃO QUANTO À
TEMPERATURA DE SUPERFÍCIE

Um equipamento classificado para uma


determinada Categoria de Temperatura de
Superfície, pode ser usado na presença de
qualquer gás (de qualquer Grupo ou
Classe) desde o gás possua a temperatura
de ignição espontânea maior que a
categoria.

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EXEMPLO:

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MÉTODOS DE PREVENÇÃO

• Confinamento: evita a detonação da atmosfera, confinando a explosão em um


compartimento capaz de resistir a pressão desenvolvida durante a explosão, não permitindo a
propagação para as áreas vizinhas (exemplo: equipamentos à prova de explosão).

• Segregação: é a técnica que visa separar fisicamente a atmosfera potencialmente explosiva


da fonte de ignição (exemplo: equipamentos pressurizados, imersos e encapsulados).

• Prevenção: neste método controla-se a fonte de ignição de forma a não possuir energia
elétrica e térmica suficiente para detonar a atmosfera explosiva (exemplo: equipamentos
intrinsecamente seguros).

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A prova de Explosão (Ex d):

Um invólucro à prova de explosão deve suportar a pressão interna durante a explosão. Deve ser
construído com um material muito resistente, normalmente alumínio ou ferro fundido, e deve possuir
um interstício estreito e longo para que os gases quentes desenvolvidos durante uma possível
explosão, possam ser resfriados, garantindo a integridade da atmosfera ao redor.

zonas 1 ou 2

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A prova de Explosão (Ex d):

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Pressurizados (Ex p):

Não permite que a atmosfera potencialmente explosiva penetre no equipamento que contém
elementos faiscantes ou de superfícies quentes, que poderiam detonar a atmosfera.

O impedimento do contato ocorre devido ao gás de


proteção (ar ou gás inerte) possuir uma pressão
levemente maior que a da atmosfera externa.

Ex.: quadros de distribuição, salas de controle e


geradores

zonas 1 ou 2

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Pressurizados (Ex p):

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Encapsulado (Ex m):

É baseado no princípio da segregação, os componentes elétricos dos equipamentos são


envolvidos por uma resina, de tal forma que a atmosfera explosiva externa não seja inflamada
durante a operação.

Normalmente é complementar em outros métodos, e visa a evitar o curto circuito acidental.

zonas 1 ou 2

Ex.: dispositivos de
manobra, sensores e
indicadores.

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Imerso em Óleo (Ex o):

Tipo de proteção em que todo o equipamento ou partes dele estão imersos em óleo, de tal forma que
uma atmosfera gasosa explosiva, que pode existir acima da superfície do óleo, não seja inflamada.

Ex.: transformadores, disjuntores e similares com peças móveis, aconselhados para equipamentos que
não requerem manutenção frequente.

zonas 1 ou 2
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Imerso em Areia (Ex q):

A segregação é obtida com o preenchimento do invólucro com pó, normalmente o pó de quartzo


ou areia, evitando desta forma inflamar a atmosfera ao redor, quer pela transmissão da chama,
quer pela temperatura excessiva das paredes do invólucro ou da superfície.

Encontrado como forma de proteção para leito de cabos no piso.

zonas 1 ou 2 25
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Segurança Intrínseca (Ex i):


zonas 0, 1 ou 2
Previne a ignição, através da limitação da energia elétrica.

A energia elétrica interna do equipamento é manipulada de forma a não ser suficiente para a
ignição de uma atmosfera explosiva (incapaz de provocar a detonação), ou seja, é
concebido para que não atinja a energia mínima de ignição em condições normais e
anormais.

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Segurança Intrínseca (Ex i):

Mistura explosiva x potência manipulada:

Quanto maior a periculosidade da mistura menor será a energia necessária para a ignição e
menor a potência que pode ser seguramente manipulada.

A segurança intrínseca pode ser aplicada a equipamentos que consomem pouca energia,
tornando-se uma opção para a INSTRUMENTAÇÃO.

Exemplos: transmissores eletrônicos de corrente, conversores eletropneumáticos.

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Categorias de Proteção - equipamentos intrinsecamente seguros


Duas categorias:

1 - Categoria “ia”

Esta categoria é mais rigorosa e prevê que o equipamento possa sofrer até dois defeitos

consecutivos e simultâneos, mantendo um fator de segurança 1,5 (folga de 50%) aplicado sobre

as tensões e correntes, visando a incapacidade de provocar a ignição. Motivo pelo qual se


assegura a utilização desses equipamentos até nas zonas de risco prolongados (Zona 0).

zonas 0, 1 ou 2

Obs.: A aplicação dos fatores de segurança é objeto de estudo para os projetistas dos circuitos intrinsecamente
seguros. Os usuários dos instrumentos devem preocupar-se apenas em utilizar os equipamentos nas zonas
adequadas.
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Categorias de Proteção - equipamentos intrinsecamente seguros


Duas categorias:

2 - Categoria “ib”

A categoria é menos rigorosa, possibilitando a instalação dos equipamentos apenas nas


Zonas 1 e 2, devendo assim assegurar a incapacidade de provocar a detonação da atmosfera
quando houver um defeito no circuito, mantendo também o fator de segurança como 1,5.

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Segurança Aumentada (Ex e):

Baseia-se nos conceitos de supressão da fonte de ignição (prevenção). zonas 1 ou 2

Medidas adicionais são aplicadas para o equipamento não atingir temperaturas excessivas ou não
ocorrer faíscas na parte interna ou externa em condições normais.

Ex. medidas: limitação de aumento de temperatura nos rolamentos de um motor; dupla camada de
isolamento no equipamento; aumento do grau de proteção do invólucro.

Painéis elétricos de distribuição de circuitos de força com


invólucros (a prova de explosão) e fonte de ignição suprimida
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Não Acendível (Ex n):

É baseado nos conceitos de supressão da fonte de ignição (prevenção).

Nele os equipamentos não possuem energia suficiente para provocar a detonação da atmosfera
explosiva e não prevê nenhuma condição de falha ou defeito.

Sua utilização está restrita a zona 2, onde existe pouca probabilidade de formação da atmosfera
potencialmente explosiva. A maioria dos equipamentos elétricos estão localizados nesta área.

Ex.: luminárias, equipamentos de


comunicação e dispositivos de medição.

Zona 2
Motor não acendível
Luminária Pendente não acendível
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Proteção Especial (Ex s):

Esse tipo de proteção tem a função de não bloquear a criatividade dos fabricantes.

Caso uma nova proteção seja inventada, ela pode ser comercializada após passar por uma entidade
cadastrada para fornecer um “CERTIFICADO DE EQUIVALÊNCIA”.

Esse certificado indica que o equipamento possui nível de segurança equivalente a algum previsto na
normalização existente.

zonas 0, 1 e 2, dependendo da equivalência que ele recebeu no certificado

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Aplicação dos Métodos de Proteção

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Nível de proteção dos equipamentos

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Aplicação dos Métodos de Proteção

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Aplicação dos Métodos de Proteção

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Marcação de equipamento
para atmosfera explosiva
conforme a NBR 9518:
É a identificação do equipamento, que
visa informar o tipo de proteção e as
condições que devem ser utilizadas. É
apresentada de uma forma simples
para fácil memorização e identificação
dos instrumentos.

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