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Conversão de Energia II

T6CV2/N6CV2

1.a Aula: Introdução as Máquinas Elétricas


1 – Definições das Máquinas Elétricas

 As Máquinas elétricas são dispositivos que fazem conversão eletromecânica


de energia. O equipamento que converte energia elétrica (relacionada com
tensão e corrente) em energia mecânica (torque, rotação) é denominado
MOTOR ELÉTRICO.

 Ao contrário, a máquina que converte energia mecânica em energia elétrica é


chamada de GERADOR ELÉTRICO. As máquinas elétricas são reversíveis,
isto é, podem operar como motor ou gerador, como ilustra a Fig. 1.1.
1 – Definições das Máquinas Elétricas

 Um gerador elétrico deve estar mecanicamente acoplado a uma máquina motriz


(ou máquina primária), capaz de fornecer energia mecânica, para movimentar a
parte móvel do gerador. Exemplos de máquinas motrizes são: turbinas
hidráulicas, turbinas à vapor, motor à combustão, motor elétrico, turbina eólica,
etc. A Fig. 1.2 ilustra alguns exemplos de máquinas motrizes.

Figura 1.2 (A)


1 – Definições das Máquinas Elétricas
2 – Principais Tipos de Máquinas Elétricas

 Máquina Síncrona: Não possui torque de partida, portanto é usada


normalmente como gerador. Apresenta velocidade constante, para
freqüência constante. O sistema de excitação, geralmente montado no
rotor, requer alimentação em corrente contínua. Pode ser usada para
corrigir fator de potência no sistema elétrico quando opera na região de
sobre-excitação. É um equipamento de alto custo e sujeito a manutenção
periódica.

 Máquina de Corrente Contínua: Possibilita grande variação de


velocidade, com comando muito simples. Também requer fonte de
corrente contínua para alimentação do circuito de excitação, que
geralmente é montado no estator. Utiliza escovas e comutador, resultando
em altos custos construtivos e com manutenção. Opera muito bem como
gerador ou como motor.
2 – Principais Tipos de Máquinas Elétricas

 Máquina de Indução (Assíncrona): Opera normalmente como motor e


pode ser trifásica ou monofásica (bifásica). Possui torque de partida, que
no caso monofásico é obtido por artifícios especiais. Dispensa fonte CC,
sendo robusta, versátil e de baixo custo. É encontrada tanto em grandes
potências quanto para potências fracionárias. Como não utiliza escovas,
requer pouca manutenção.
3 – SISTEMA TRIFÁSICO

 As tensões e correntes do sistema trifásico equilibrado descrevem


funções seno ou cosseno com variação de amplitude em função do
tempo, e são defasadas por um ângulo de 120°.
3 – SISTEMA TRIFÁSICO
3 – SISTEMA TRIFÁSICO
 É possível calcular o valor instantâneo da tensão, ou da corrente, de
cada fase a partir das equações.
3.1 – TRANSFORMAÇÃO DE SISTEMAS: TRIFÁSICO
PARA BIFÁSICO

 A transformação trifásico – bifásico, também chamada de


transformada αβ0 ou transformada de Clarke, consiste em converter
três tensões e/ou correntes do sistema trifásico, portanto defasadas
em 120°, em duas tensões e/ou correntes defasadas em 90°,
portanto, dispostas em quadratura.

 O objetivo desta transformação é obter uma redução no


número de variáveis das expressões matemáticas do sistema
trifásico, consequentemente, esta redução de variáveis
simplifica o modelo matemático do MIT, transformando uma
máquina simétrica trifásica em uma máquina simétrica
bifásica, mantendo constantes: potência, torque e número de
polos.
3.1 – TRANSFORMAÇÃO DE SISTEMAS: TRIFÁSICO
PARA BIFÁSICO
4 – INTRODUÇÃO AOS MOTORES ELÉTRICOS

 Os motores elétricos podem ser classificados em três tipos: motores


de corrente alternada; motores de corrente contínua; motores
universais.

 Os motores universais recebem esta denominação, e estão


posicionados entre os demais tipos, porque embora apresentem a
construção idêntica à de um motor de corrente contínua, podem ser
alimentados com ambas correntes, alternada ou contínua.

 São geralmente motores de décimos de cavalo vapor (CV),


utilizados principalmente em eletrodomésticos
4 – INTRODUÇÃO AOS MOTORES ELÉTRICOS

 Atualmente, os motores de corrente alternada são os mais utilizados


na indústria, especialmente os pertencentes aos subtipos: trifásicos,
assíncronos, rotor gaiola de esquilo.

 Dentre os diversos tipos de motores elétricos, atualmente, o motor de


indução trifásico é uma das máquinas elétricas mais robustas,
amplamente usado na indústria.
4 – INTRODUÇÃO AOS MOTORES ELÉTRICOS
4.1 - MOTOR ELÉTRICO DE INDUÇÃO TRIFÁSICO
ASSÍNCRONO – ROTOR GAIOLA DE ESQUILO
 No passado, eram raros os casos onde os motores de corrente
alternada eram utilizados em aplicações que demandavam controle
de torque.

 Isto ocorria apenas em situações onde os MOTORES DE


CORRENTE CONTINUA não podiam ser utilizados, em decorrência
do ambiente de trabalho ou das limitações do comutador.

 Entretanto, com o avanço da eletrônica de potência, e o contínuo


aprimoramento dos conversores de energia, como os inversores de
frequência, cada vez mais baratos e eficientes, atualmente, um
sistema de controle de torque para motores de corrente alternada
apresenta vantagens em relação a um sistema para motores de
corrente contínua
4.1.2 - Partes Construtivas

 O Motor eletrico de corrente alternada trifásico assíncrono é


composto basicamente, por duas partes principais: estator e rotor.
4.1.2 - Partes Construtivas

 Do ponto de vista físico a máquina elétrica é dividida em três


partes:

 Rotor – é a parte girante da máquina e constituída basicamente


por um eixo, por um circuito magnético e por um ou mais
enrolamentos. É comum possuir também um ventilador para
bombear para fora o calor gerado internamente;

 Estator – é a parte estática da máquina, composta de um circuito


magnético e um ou mais enrolamentos;

.
4.1.2 - Partes Construtivas

 O estator é constituído pelas seguintes partes construtivas:

 Carcaça – Estrutura cilíndrica de aço, ferro fundido ou alumínio,


serve como suporte para as demais partes construtivas. Nela,
normalmente, são fundidas as aletas de refrigeração, para facilitar a
troca de calor.

 Rolamentos – Proporcionam o posicionamento do rotor e permitem


que este fique livre para girar no interior do estator.

 Tampas – Fazem o fechamento da carcaça, protegendo contra a


entrada de corpos estranhos no interior do estator. Também servem
como suporte aos rolamentos.
4.1.2 - Partes Construtivas

 O estator é constituído pelas seguintes partes construtivas:

 Núcleo da Armadura – Formado por lâminas de aço silício


extremamente delgadas e isoladas umas das outras. A construção
em lâminas aumenta a resistência elétrica do núcleo, reduzindo as
perdas por correntes elétricas induzidas nele. Dispõe de ranhuras,
onde são inseridos os condutores do enrolamento da armadura.

 Enrolamento da Armadura - Constituído por bobinas isoladas entre


si, alimentadas com tensão alternada trifásica de amplitude e
frequência normalmente constantes.

 Borneira – Dispõe os terminais do enrolamento da armadura,


facilitando a conexão com a fonte de alimentação.
4.1.2 - Partes Construtivas

 O rotor Gaiola de esquilo:


4.1.2 - Partes Construtivas
 O rotor gaiola de esquilo é constituído pelas seguintes partes
construtivas:

 Núcleo do rotor - É um cilindro formado por lâminas de aço silício. A


construção em lâminas aumenta a resistência elétrica do núcleo,
reduzindo as perdas por correntes elétricas induzidas nele.

 Condutores de alumínio são fundidos, ou são inseridas barras


condutoras de cobre, através de ranhuras presentes no núcleo do
rotor gaiola de esquilo.

 Estes condutores são curto-circuitados em ambas extremidades


através de anéis condutores, formando um objeto parecido com uma
gaiola de esquilo.

 Não há necessidade de isolação dos condutores em relação ao


núcleo, as correntes elétricas circulam através dos caminhos de
menor resistência.
4.1.2 - Partes Construtivas

 Os condutores do rotor não possuem terminais acessíveis, ou seja,


motores com rotor gaiola de esquilo não possuem escovas e anéis
coletores.

 Eixo – O núcleo do rotor é montado em torno ao eixo e neste


encontra-se fixado. As funções do eixo são: Servir como suporte ao
núcleo do rotor e transmitir o torque à carga.

 Ventilador – Fixado ao eixo, tem função de forçar ventilação pelo


interior do estator.
Enrolamento de estator trifásico
Rotor tipo gaiola de esquilo
Rotor gaiola de esquilo
Rotor tipo bobinado
4.2 - Produção do Torque Eletromagnético

 Do ponto de vista eletromagnético a máquina elétrica é dividida em


duas partes:

 Indutor ou Campo – responsável pela magnetização do circuito


magnético da máquina;

 Induzido ou Armadura – é o local onde ocorre a conversão


eletromecânica de energia.
4.2 - Produção do Torque Eletromagnético

 Quando o enrolamento da armadura é alimentado, é estabelecido um


campo magnético girante, resultante dos campos pulsantes gerados
em cada fase, estabelecidos pelas tensões defasadas de 120°
elétricos, e pela defasagem de 120° geométricos entre os
enrolamentos da armadura.

 As linhas de força, produzidas pelo campo magnético girante,


cortam os condutores (barras) do rotor, induzindo nestes uma
força eletromotriz, portanto, o enrolamento da armadura
constitui um circuito eletromagnético responsável por induzir
uma força eletromotriz nos condutores do rotor.
4.2 - Produção do Torque Eletromagnético

 A força eletromotriz induzida dá origem às correntes alternadas no


circuito do rotor. Estas correntes geram campos magnéticos em
volta dos condutores do rotor.

 Estes campos magnéticos interagem com aqueles produzidos na


armadura pelo campo girante, gerando forças de atração e repulsão
nos condutores do rotor, impulsionando este no mesmo sentido de
giro do campo magnético girante.

 O termo “assíncrono” presente no nome deste motor é devido ao


seu funcionamento, porque a rotação do rotor não é sincronizada
com a do campo magnético girante.
4.2 - Produção do Torque Eletromagnético

 A velocidade do rotor é sempre inferior à velocidade do campo


girante, isto é, a velocidade síncrona.

 O funcionamento do motor assíncrono depende desta diferença de


velocidades, chamada escorregamento.

 Se o rotor atingisse a velocidade síncrona, seus condutores não


seriam cortados pelas linhas de força do campo girante, e
consequentemente, não surgiriam as correntes induzidas e o torque
do motor seria nulo.
4.2 - Produção do Torque Eletromagnético

 O motor assíncrono também é conhecido como motor de indução. O


termo “de indução” vem do fato de que a corrente no rotor não provém
diretamente de uma fonte de alimentação, mas é induzida nele pelo
movimento relativo dos condutores do rotor e do campo girante.

 O motor de indução pode ser comparado com um transformador,


onde o enrolamento da armadura seria o enrolamento primário, e os
condutores do rotor constituiriam o enrolamento secundário.
4.2 - Campo Magnético Girante

 O campo magnético girante, produzido no estator, gira na velocidade


síncrona, e esta velocidade depende apenas da frequência da tensão
aplicada ao estator, e do número de pólos da máquina. O número de
rotações por minuto (RPM) do campo magnético girante pode ser
calculado através da equação.
4.2 - Campo Magnético Girante
 No rotor, a rotação varia de acordo com a carga aplicada ao eixo.
Quanto maior é a carga, maior é o escorregamento,
consequentemente, menor é a rotação. O número de rotações por
minuto do rotor pode ser calculado através da equação.

 O escorregamento pode ser calculado através da equação.


4.3 – Conceitos Básicos

 Graus Elétricos e Graus Mecânicos

 Por definição, um par de polos corresponde a 360º elétricos ou 2π


radianos elétricos. A Fig. 1.4 representa esta definição.
Sistema Trifásico
Campo magnético girante
• Os enrolamentos trifásicos localizados no estator e
representados pelos enrolamentos aa’, bb’ e cc’ estão
deslocados de 120 graus entre si. Quando uma corrente
alternada senoidal circula por um enrolamento ela
produz uma força magneto motriz senoidal centrada no
eixo do enrolamento.
 Motor de Indução Trifásico