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CARACTERIZAÇÃO E

CLASSIFICAÇÃO DE
MACIÇOS ROCHOSOS
1- INTRODUÇÃO

O material que forma os blocos constitui a matriz do


maciço rochoso e as superfícies que os limitam são as
descontinuidades.
Os maciços rochosos são essencialmente heterogêneos,
anisótropos e descontínuos, e sua complexidade resulta
da evolução geológica a que foram submetidos.
Caracterização geológico-geomecânica é denominada às
evidências aos atributos do meio rochoso que, isolada
ou conjuntamente, condicionam o seu comportamento
ante as solicitações impostas pela obra em questão.
Denomina-se Classificação geomecânica do maciço, ao
ato de hierarquizar aquelas características, organizando-
as individualmente em grupos de classes, podendo
associar comportamentos diferenciados do meio
rochoso, para as condições de solicitação consideradas.

As características mais visadas no estudo do


comportamento dos meios rochosos relacionam-se à
deformabilidade, à resistência, à permeabilidade ( em
especial, no caso de, obras hidráulicas e certas obras de
escavação), e ao estado de tensões naturais para
construções de obras subterrâneas profundas.
2 - Caracterização de Maciços Rochosos 26/09/2017
Do ponto de vista do aproveitamento em Engenharia
Civil, a qualidade dos maciços rochosos devem estar
associadas à litologia, ao Grau de Alteração, à
descontinuidades e à coerência.

2.1- LITOLOGIA

O termo litologia refere-se ao tipo de rocha. Consiste


na descrição de rochas em afloramento ou amostra de
mão, com base em várias características tais como a
cor, textura (holocristalina-90% C., Hipo-menos de 90%
e holohialinas 90%V) estrutura (foliação, xistosidade,
gnaissificação), composição mineralógica ou
granulometria.
Como critérios de classificação, devem ser adotados, o
grupo genético, estruturas principais, textura,
granulação e mineralogia. São os critérios mais
utilizados.
No Brasil, segundo a ABNT NBR 6502/95, temos a seguinte classificação dos
solos de acordo com sua granulometria:
Classificação Diâmetro dos Grãos
Bloco de Rocha d > 1000
Matacão 200 < d ≤ 1000
Seixo 60 < d ≤ 200
Grânulo 2 < d ≤ 60
Areia Grossa 0,6 < d ≤ 2
Areia Média 0,2 < d ≤ 0,6
Areia Fina 0,06 < d ≤ 0,2
Silte 0,002 < d ≤ 0,06
Argila d ≤ 0,002
Outro aspecto, do ponto de vista da litologia, é a
presença de certos minerais que pode conferir certa
tonalidade às rochas. Sempre deve constar da
descrição litológica.
A identificação da litologia é sempre importante,
devido a relações particulares entre litologias e
características do meio rochoso que condicionam seu
comportamento quando aproveitado na engenharia.
Exemplo típico, são as rochas calcárias, cuja simples
designação pode alertar para problemas expressivos,
como a eventual existência de cavernas resultantes de
processos de dissolução.
Outro exemplo, é o caso de filitos e quartzitos, que são
rochas muito estruturadas, conferindo forte
anisotropia ao meio rochoso.
2.2- ALTERAÇÃO
Dois tipos principais de alteração afetam as rochas:
- Deutérica ou primária, ocorre em ambiente
endógeno na dependência de fenômenos magmáticos;
- Meteórica ou intempérica, ocorre na
dependência da hidrosfera e atmosfera, em ambiente
exógeno.
Nos dois casos de alteração, para a Geologia de
Engenharia, o segundo tipo é mais importante, devido
a ação dos processos intempéricos, favorecendo a
diminuição da resistência mecânica, o aumento da
deformabilidade e a modificação das propriedades de
permeabilidade e porosidade das rochas.
Por isso, a alteração é também chamada de
decomposição, termo que incorpora o conceito de
perda das características geomecânicas dos materiais
rochosos.
2.3- COERÊNCIA
Definida com base em propriedades de tenacidade, dureza e
friabilidade das rochas, é caracterizada tátil-visualmente, através
da observação da resistência que a rocha oferece ao impacto do
martelo e ao risco com lâmina de aço.

Nos estudos de Engenharia a rocha é muito estudada segundo sua


capacidade de suportar o peso das estruturas civis: edifícios,
pontes, túneis. Desta forma na Engenharia é muito comum o uso de
classificações segundo o grau de rigidez ou de coerência das
rochas. É necessário lembrar que uma rocha alterada ou em início de
alteração perde sua coerência.

Rocha sã
Rocha que não foi atacada por processos intempéricos físicos ou
químicos. Em geral são rochas com grande resistência, suportam
teto de túneis ou peso de grandes estruturas.
Rocha alterada
Rocha onde já se manifesta e é visível processos intempéricos químicos e
físicos. Um sinal de que a rocha já está sendo alterada pelo intemperismo
químico, é dada pela perda de brilho dos planos de clivagem mais externos
dos grãos de feldspatos.
Rocha muito alterada
Aquelas onde já se pode visualizar vestígios de argila e óxidos e
hidróxidos de ferro. Estas substâncias são produzidas pelo intemperismo
químico.
Os critérios para definição de coerência das rochas, bem como as
denominações e siglas, tratam de critérios relativos, valendo para
comparação entre variedades de um mesmo litotipo.
2.4- DESCONTINUIDADE

É importante conhecer estas estruturas, pois elas


condicionam de maneira muito forte, o comportamento
dos maciços rochosos, especialmente em relação à
deformabilidade, resistência e permeabilidade.

Descontinuidade engloba qualquer feição geológica que


interrompa a continuidade física de um dado meio
rochoso, a exemplo da foliação, acamamento, fraturas,
juntas-falhas.

Em termos práticos, pode-se designar por


descontinuidade qualquer superfície natural em que a
resistência à tração é nula ou muito baixa.
Algumas falhas e juntas de grande extensão lateral,
merecem estudo individualizado, devido a sua expressão
em relação ao volume do maciço rochoso considerado e
por ter propriedades muito distintas das demais
estruturas.

Para as estruturas menores, que isolada ou


associadamente, respondem pela estruturação do maciço
rochoso, e ocorrem em grande número, devem ser
estudadas através de caráter estatístico.

O estudo das deformações que afetaram o meio rochoso é


importante, não apenas para o entendimento da
estruturação do maciço, mas para o reconhecimento das
direções dos esforços compressivos e trativos atuantes
no meio.
O estudo da distribuição espacial das estruturas, permite
estabelecer um conjunto de descontinuidades com mesma
orientação e origem, caracterizando uma família que em
conjunto define um Sistema.
A atitude de uma descontinuidade é dada por sua direção,
(intersecção da descontinuidade com um plano
horizontal), e seu mergulho (inclinação do plano com a
horizontal).
A persistência ou continuidade de uma descontinuidade
tem especial influência na resistência ao cisalhamento dos
maciços rochosos, com importância decisiva em certas
situações de taludes e fundações de barragens.

É importante observar a extremidade da superfície da


descontinuidade, se terminada em rocha ou em outra
descontinuidade.
Continuidade ou persistência das descontinuidades
A descontinuidade, em geral, possui baixa resistência a
sua dimensão é importante com relação à dimensão do
problema em estudo.
Considera-se uma descontinuidade com grande
continuidade quando possui extensão superior à dezena
de metros, e pequena, quando sua extensão é inferior a 3
metros.

O espaçamento corresponde à distância entre duas


descontinuidades adjacentes de uma mesma família, ou
seja, é a distância entre duas descontinuidades contíguas.

O espaçamento pode ser expresso por meio da adoção de


intervalos de variação numérica, que contém um critério
muito usual, mas não único.
Esta característica interfere significativamente no
comportamento do meio rochoso, em relação a
deformabilidade, resistência ao cisalhamento e
permeabilidade.
Normalmente o espaçamento das descontinuidades, em
especial fraturas, tende a diminuir próximo à superfície do
terreno, resultado da descompressão causada pela erosão
e ação do intemperismo.
Esta propriedade tem grande importância na definição de
cotas de fundações e na exploração de pedreiras,
definindo o volume de blocos rochosos que é possível
extrair de uma determinada porção do meio rochoso.

Além da distribuição espacial, interessa caracterizar nas


descontinuidades, a rugosidade, a abertura, a alteração
das superfícies e preenchimento.
A rugosidade, corresponde a ondulações nas superfícies
das descontinuidades, influencia especialmente a
resistência ao cisalhamento sobretudo quando se trata de
descontinuidades não-preenchidas.

Esta condição confere um incremento ao ângulo de atrito,


até um nível de tensões a partir do qual verifica-se a sua
ruptura.

O meio mais prático para quantificar a rugosidade é


identificar o seu perfil geométrico, enquadrando nas
opções apresentadas na figura a seguir.
Perfis de rugosidade (Barton et al. 1974)
A abertura, corresponde a distância entre as paredes de
uma descontinuidade, medida no sentido ortogonal.

Se as descontinuidades dos meio rochosos se encontram


fechadas, as propriedades do maciço não tem grande
alteração, porém, se estiverem abertas a sua influência
passa a ser importante encontrando-se preenchidas ou
não.

O tipo de preenchimento evidencia a diferença de


comportamento, quanto a resistência ao cisalhamento e à
deformabilidade, entre uma descontinuidade preenchida
por material argiloso mole e por material pétreo, por vezes
mais resistente e menos deformável que o próprio material
que constitui o maciço rochoso.
Outro aspecto importante é a diferença no comportamento
hidráulico, de uma descontinuidade preenchida por um
material poroso e permeável, de outra preenchida por um
material impermeável.

A caracterização do preenchimento deve conter, além da


espessura, a descrição da natureza de seus constituintes,
granulação, mineralogia, textura, cor e outras informações
que se mostrem relevantes.

A necessidade de caracterização de propriedades dos


preenchimentos, através de ensaios, é avaliada em fases
mais adiantadas de estudo, quando se dispõe de maior
número de informações.

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