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TÉCNICO AUXILIAR DE GERIATRIA

Catarina Oliveira
SAÚDE

O que é saúde?

Como carateriza a sua


saúde?
SAÚDE

“Um estado de completo bem-estar físico,


mental e social e não somente ausência de
afeções e enfermidades”. (OMS)
SAÚDE
 Social: valor coletivo.

 Física: não há saúde de órgãos porque a saúde é


total, é o todo. Órgãos funcionam como um todo.

 Psicológica/mental: gestão de energias mentais


- higiene mental.
Pessoa

Cuidados
Ambiente
de saúde
 Geriatria – Ciência médica que se ocupa do
cuidado do idoso.

 Idoso saudável – Baixo risco de doenças e de


incapacidades funcionais. Bom funcionamento
físico e mental. Mantém uma vida ativa.

 Idoso frágil – Pertence a um grupo de idosos com


múltiplas doenças crónicas e com importantes
limitações nas AVD’s.
O QUE É A GERIATRIA?!
 Ramos da Ciência Médica dedicado à análise e à procura de
soluções para todos os problemas que digam respeito à Saúde das
Pessoas Idosas, de o modo a preservá-la e a prevenir o
aparecimento da Doença.

 Quando perante a doença, o objetivo da Geriatria é descobri-la o


mais cedo possível, tratá-la precocemente e reduzir ao mínimo as
suas consequências.

 Quando não é possível a cura ou a reabilitação, e o


Envelhecimento e a Doença seguem o seu curso inevitável e
inexorável, a Geriatria presta os melhores cuidados paliativos e
nas fases terminais da Vida.
 Capacidade funcional – Grau de preservação da
habilidade em executar de forma autónoma e
independentes as atividades de vida diária.
QUALIDADE DE VIDA

“Perceção do indivíduo da sua posição na vida no


contexto da cultura e sistema de valores nos
quais ele vive e em relação aos seus objetivos,
expectativas, padrões e preocupações” (OMS)
AVALIAÇÃO DA
QUALIDADE DE VIDA
PELA OMS
 Todos os seres humanos têm necessidades que
precisam de ser suprimidas para haver uma
satisfação global e uma ótima qualidade de vida
TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS
BÁSICAS
moralidade, criatividade,
espontaneidade,
autodesenvolvimento, prestígio.

autoconfiança, reconhecimento,
conquista, respeito dos outros,
confiança.
amizades, socialização,
aceitação em novos grupos,
intimidade sexual
proteção contra a violência,
proteção para saúde, recursos
financeiros
Alimentação, sono,
respiração, alimentação,
eliminação vesical/intestinal,
mover-se
AVD’S – O QUE SÃO?

 Deitar/levantar-se da cama;
 Pentear o cabelo;
 Vestir-se;
 Andar no plano;
 Ir à casa-de-banho;
 Subir escadas;
 Comer;
 Medicar-se na hora;
 Andar perto de casa;
 Fazer compras;
 Preparar refeições;
 Cortas as unhas dos pés;
 Conduzir;
 Fazer a limpeza da casa;
…

 Idoso independente – Não precisa de ajuda nas


suas atividades de vida diária.

A perca de autonomia leva muitas vezes o idoso a


um quadro de fragilidade, de sofrimento e de
agravamento de doença e fragilidade.
Expressar-
ALTERAÇÕES se
sexualmen
DO te
Mover-se Eliminação
ENVELHECIMEN
TO NAS AVD’S
Sono e
Comunicar
repouso

Trabalha Manter a
re temperatu
divertir- ra
se corporal

Higiene e
Respirar
vestir-se

Manter
Comer e
ambiente
Beber
seguro
9
 Idoso dependente – Precisa de ajuda nas
atividades de vida diária mais básica.

 Idoso semidependente – realiza algumas


atividades deforma independente mas necessita
de ajuda noutras.
Mitos e Factos sobre a Velhice

 Estar velho, é estar dependente.

 As pessoas idosas geralmente não conseguem tomar decisões sobre a sua vida.

 Burro velho não aprende línguas.

 As pessoas idosas não se apaixonam ou têm relações sexuais.

 O envelhecimento vem acompanhado de perda de memória.

 O reformado passou a uma fase de falta produtividade.

 O envelhecimento é uma etapa totalmente negativa.

 Os mais velhos são inflexíveis e incapazes de mudar e adaptar-se a novas situações.


Mitos e Factos sobre a Velhice

• Criança para brincar, adulto para trabalhar e o velho para descansar. "Não é
para a senhora fazer nada, tem que descansar..."
• A memória e a inteligência diminuem com a idade. "Demente..."
• O velho não aprende, é desatento, não presta atenção a nada. "Caduco..."
• Velho assexuado, perde o interesse e a capacidade sexual. "Velho depravado
/ velha assanhada..."
• Velho não tem futuro. Já deu o que tinha que dar. "Isso não é mais para mim..."
• Velho volta a ser criança. "Agora ela é que é a minha filha. É o meu bebé..."
• O velho só deve conviver com velho.
• O velho vive do passado. "No meu tempo..." "Não é do meu tempo..."
Redes de apoio social

Objetivo das redes de apoio social para


idosos?

Brainstorming
 Cuidados formais – Realizados por profissionais
qualificados remunerados e ou voluntários em
instituições de saúde.

 Cuidados informais – realizados pelos familiares,


vizinhos e amigos que não são remunerados e
prestam a totalidade ou apenas uma parte dos
cuidados.
Respostas de apoio social a Idosos
 Identificam-se 7 tipos de respostas:
Serviço de apoio domiciliário

Centro de convívio

Centro de dia

Centro de noite

Acolhimento familiar

Estruturas residenciais ou Lar

Centro de férias e lazer


Respostas de Apoio Social a Idosos

 Serviço de Apoio Domiciliário

Resposta social que consiste na prestação de cuidados e


serviços a utentes que se encontrem no seu domicílio, em
situação de dependência física e ou psíquica e que não
possam assegurar, temporária ou permanentemente, a
satisfação das suas necessidades básicas.
Cuidados e Serviços

O serviço de apoio domiciliário (SAD) deve:


• Disponibilizar os cuidados e serviços todos os dias da semana garantindo,
sempre que necessário, o apoio aos sábados, domingos e feriados
• Prestar pelo menos quatro dos seguintes cuidados e serviços: ◦ Cuidados de
higiene e conforto pessoal
◦ Higiene habitacional, estritamente necessária à natureza dos cuidados
prestados
◦ Fornecimento e apoio nas refeições, respeitando as dietas com prescrição
médica
◦ Tratamento da roupa do uso pessoal do utente
◦ Atividades de animação e socialização, designadamente, animação, lazer,
cultura, aquisição de bens e géneros alimentícios, pagamento de serviços,
deslocação a entidades da comunidade
◦ Serviço de teleassistência.
O SAD pode, ainda, assegurar:

• Formação e sensibilização dos familiares e cuidadores


informais para a prestação de cuidados aos utentes
• Apoio psicossocial
• Confeção de alimentos no domicílio
• Transporte
• Cuidados de imagem
• Realização de pequenas modificações ou reparações no
domicílio
• Realização de atividades ocupacionais.
Respostas de apoio social a Idosos
 Centro de Convívio
Resposta social de apoio a atividades sociais, recreativas e culturais,
organizadas e dinamizadas com participação ativa das pessoas idosas,
residentes numa determinada comunidade.

Objectivos

• Prevenir a solidão e o isolamento

• Incentivar a participação e inclusão dos idosos na vida social local

• Fomentar as relações interpessoais e entre as gerações

• Contribuir para retardar ou evitar ao máximo o internamento em instituições.


 Centro de Dia

Resposta social que presta um conjunto de serviços que


contribuem para a manutenção no seu meio social e familiar,
das pessoas com 65 e mais anos, que necessitam dos serviços
prestados pelo Centro de Dia.
 Centro de Noite
Resposta social que funciona em equipamento de acolhimento noturno, dirigido a
pessoas idosas com autonomia que, durante o dia permaneçam no seu domicílio e
que por vivenciarem situações de solidão, isolamento e insegurança, necessitam de
acompanhamento durante a noite.

Objetivos

• Acolher durante a noite pessoas com autonomia

• Assegurar o bem-estar e segurança do utilizador

• Fomentar a permanência do utilizador no seu meio habitual de vida.


 Acolhimento familiar
Resposta social que consiste em integrar, temporária ou permanentemente, pessoas
idosas em famílias capazes de lhes proporcionar um ambiente estável e seguro.

Objetivos

• Acolher pessoas idosas que se encontrem em situação de dependência ou de perda


de autonomia, vivam isoladas e sem apoio social e familiar e/ou em situação de
insegurança

• Garantir à pessoa acolhida um ambiente social, familiar e afetivo propício à


satisfação das suas necessidades e ao respeito pela sua identidade, personalidade
e privacidade

• Evitar ou retardar ao máximo o internamento em instituições.


 Estruturas residenciais (lar)
Resposta social destinada a alojamento coletivo, de utilização temporária
ou permanente, para idosos.

Objetivos

• Proporcionar serviços permanentes e adequados à problemática


biopsicossocial das pessoas idosas

• Contribuir para a estimulação de um processo de envelhecimento ativo

• Criar condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar

• Potenciar a integração social.


 Centro de férias e lazer
Resposta social destinada a todas as faixas etárias da população e à família na
sua globalidade para satisfação de necessidades de lazer e de quebra da rotina,
essencial ao equilíbrio físico, psicológico e social dos seus utilizadores.

Objetivos:

• Estadias fora da sua rotina de vida

• Contactos com comunidades e espaços diferentes

• Vivências em grupo, como formas de integração social

• Promoção do desenvolvimento do espírito de interajuda

• Fomento da capacidade criadora e do espírito de iniciativa.


CUIDAR
Dicionário da Língua Portuguesa:

• Ação de tratar de algo ou alguém; zelar ou tomar conta


de algo ou alguém;

• Preocupar-se com ou assumir a responsabilidade de;

• Dar atenção a; reparar ou notar;

• Manifestar interesse ou atração por;


C onhecimento
HU manismo
S I ngularidade
ResponsabiliD ade
Pesso A
Amo R
CUIDADOR

O cuidador “ é a pessoa (família ou não) que


coabita ou não com o doente, e que lhe
proporciona a maior parte dos cuidados (físicos e
emocionais) e apoio diário, não sendo
remunerada por esta atividade”.
Rodriguéz (2001)
FUNÇÕES DO CUIDADOR
 Apoio Emocional/ Auto estima;

 Assistência;

 Cuidados Preventivos de Saúde;

 Realização de procedimentos adequados, orientado por


profissionais;

 Auxilio e acompanhamento na mobilidade;

 Estimular a comunicação;
 Articulação com outros profissionais e família;

 Contribuir para a Humanização e qualidade de vida do


doente;

 Formar e acompanhar em situação de doença ou


situações socialmente problemáticas;

 Promoção e efetivação dos cuidados de saúde;


 Manter a mente aberta a novas situações/doenças;

 Aquisição de novos conhecimentos = Cuidador


informado;

 Aplicação de novas práticas sociais adaptadas à


condição de incapacidade do doente;

 Realização de rotinas (higiene, alimentação…)

TEM CONDIÇÕES PARA SER CUIDADOR ?


DEVERES DO CUIDADOR

Lealdade
Respeito
vínculo confiança

Honestidade Dignidade
com o doente e Cumplicidade/
família; interação

Sinceridade
Educação
Não minta, seja
Aperfeiçoamento
objetivo
Assiduidade Responsabilidade
Doente depende de Medicamentosa
si. Avise! Efeito/alterações

Pontualidade Equipa
Compromisso/folgas/ho
Turnos/Colegas
rários/saídas

Problemas
Sigilo Profissional
pessoais
Rede vizinhança
Em casa. Rendimento

Roupas apropriadas

Bom senso
DIREITOS DO CUIDADOR
SENTIMENTOS E EMOÇÕES DO CUIDADOR

 Desafio pessoal;

 Necessidades de novas práticas;

 Necessidade de novas rotinas;

 Informar-se sobre a doença;

 Não sentimento de culpa face situação do doente.


QUEM É O AGENTE DE GERIATRIA?
 Profissional que garante o equilíbrio pessoal e institucional no
relacionamento interpessoal do dia a dia com pessoas idosas e
outros profissionais e complementa o cuidado da pessoa idosa
nas suas vertentes física, mental e social.
 Atividades Principais
 Reconhecer o quadro conceptual básico que caracteriza o envelhecimento na
sociedade atual e diferentes contextos sociais.

 Cuidar e vigiar pessoas idosas, selecionando e realizando atividades de


animação/ocupação com os mesmos, no seu próprio domicílio e em contexto
institucional.

 Zelar pelo bem-estar da pessoa idosa, pelo cumprimento das prescrições de saúde
e dos cuidados de alimentação e higiene no seu domicílio e em contexto
institucional.
(http://cdp.portodigital.pt)
AGENTE EM
GERIATRIA
Equipa
de
Direção saúde

Família
Equipa
agentes
em
geriatria

Pessoa
Idosa
TRABALHO DE EQUIPA
O trabalho de equipa é uma exigência
e um desafio para todos os
profissionais e os não profissionais,
que estão empenhados na cooperação
intersectorial em saúde. Deve ser
considerada com uma experiencia
inovadora, suscetível de afetar
positivamente tanto a satisfação dos
utentes como a satisfação dos
profissionais.

https://www.youtube.com/watch?v=TK6ZJUGdm5g
O trabalho em equipa é condicionado por diversos pressupostos, de
acordo com a OMS válidos para as organizações de saúde:
- Partilha de objetivos comuns, em que cada membro da equipa
deve ter uma definição clara e precisa da missão da equipa;
- Compreensão e aceitação dos papeis e funções de cada um. Neste
caso, um grupo só está em condições de trabalhar em conjunto,
como uma equipa depois de todos os seus membros conhecerem e
aceitarem os papeis uns dos outros, ou seja, quem deve fazer o quê
para que a equipa atinja os seus objetivos ou metas;
-Existência de recursos humanos e materiais suficientes;
-Cooperação ativa e confiança mútua, onde as pessoas se exprimam
livremente e sem receio.
-Liderança adequada e eficaz, com uma rede de comunicação
circular, aberta e multidireccional. O líder deve emergir do grupo e
não ser imposto. Trabalhar equipa implica uma comunicação aberta
e multidireccional;
- Mecanismos de feedback e de avaliação. As atitudes e
comportamentos terão que ser necessariamente avaliadas, pois só
assim se conseguirá obter um funcionamento de uma equipa e
assegurar a sua direção.
APOIO NAS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
 Higiene
 Mobilidade
 Higiene oral
 Eliminação
 Comunicação
 Adaptação às ajudas técnicas
 Acompanhamento o exterior
 Medicação
MÃOS AO TRABALHO…
 Características inerentes ao
Agente em Geriatria
 Relações humanas
 Cuidados a ter em consideração relativos
 à higiene pessoal
 à apresentação pessoal

 à linguagem

 à atitude
Saber Ser
Saber Estar
Saber Fazer
“Faz aquilo em que acreditas e acredita naquilo que
fazes. Tudo o resto é perda de energia e de tempo.”
Nisargadatta
HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
 Impossibilidade da família atender às
necessidades de seus idosos, devido a condições
socioeconómicas, que não lhes permitem manter
o seu ente no lar junto com a família, quer por
exigências e incompatibilidades das sociedades
atuais no que se refere à organização laboral e
da família, quer pela falta de políticas públicas,
que visem apoiar os idosos e seus familiares no
cumprimento de seu papel.

 Institucionalização do idoso em
lares/residências
HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
 Lar complementar e nunca substituir a
ação da família medidas e formas de
prevenção e intervenção que permitam
proporcionar uma prestação de cuidados ao idoso
que tenha em conta a sua individualidade e as suas
necessidades.

 “Cuidar do Outro pressupõe atenção à sua


individualidade e suas necessidades. A dimensão do
cuidado está fundada na “arqueologia” do ser-com-
o-outro. O cuidado torna-se presente na e através da
relação que o encontro inter-humano proporciona
entre os seus intervenientes, entre o cuidador e a
pessoa cuidada.” (FRAGOSO, Vitor; 2008)
HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
O Cuidador formal (agente em geriatria)

Pessoa capaz de saber e fazer o cuidado


específico do idoso: capacidade para
compreender, responder e relacionar-se

Promoção do auto-cuidado do idoso.


HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
 Componentes básicos do cuidado

 Conhecimento
 Alternância de ritmos

 Paciência

 Honestidade

 Humildade

 Confiança

 Esperança

 Coragem
HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
HUMANIZAÇÃO DOS CUIDADOS
 Princípios orientadores da organização de
espaço e das dinâmicas do cuidado:

-
- - -
Familiarida -
Privacidad Orientação Funcionalida
de Personalizaç
espacial de
e - Estética e ão
- Escolha, - Segurança - Estimulação
aparência -
controlo e -Aspetos Adaptabilida
autonomia sensoriais de
“Cuidar exige tensão emocional constante, atenção
permanente; grandes responsabilidades espreitam o
profissional a cada gesto no trabalho.”

Maslach, 2003
MEDIDAS PREVENTIVAS DO DESGASTE DO
CUIDADOR
o Ter consciência do estado do doente e do seu;

o Conhecer práticas e técnicas facilitadoras (como


medicar; como alimentar, etc);

o Cuidar de si. Tirar tempo de descanso;


o Fazer coisas que gosta e das quais disfruta;

o Ter pessoas de confiança;

o Fale dos cuidados prestados e dos seus problemas;

o Manter seu grupo de amigos;

o Fazer formações/atualizações;
PERSPETIVAS FUTURAS
• “… 650 milhões de pessoas (…), ou seja 10% da população mundial
vive com uma deficiência ou incapacidade, tendencialmente a
aumentar (…)”

Portugal, 2007

• “Em 2050 estima-se que a população total residente do país seja de


aproximadamente 9,3 milhões de habitantes, sendo que, apenas
55,1% estarão em idade potencialmente activa”

Fangueiro, 2008
SÍNDROME DE BURNOUT
 Definida como uma das consequências mais
marcantes do stresse profissional, e
caracteriza-se pela exaustão emocional,
sobretudo em profissões com elevados níveis
de contato interpessoal.

 Landeiro (2011) descreve a Síndrome de


Burnout como:
“... um estado de esgotamento, traduzido por
fadiga física e mental, caracterizado por um
conjunto de estratégias adotadas pelos
indivíduos – como afastamento e
desumanização – alternando o seu
comportamento no local de trabalho.”
DIMENSÕES DA SÍNDROME DE BURNOUT
 Exaustão Emocional : caracteriza-se por
uma falta ou carência de energia e um
sentimento de esgotamento emocional.

 Despersonalização:o profissional passa


a tratar os utentes, os colegas e a
organização de uma forma distante e
impessoal.

 Sentimento de incompetência:
tendência do trabalhador se avaliar de
uma forma negativa, sentindo-se
insatisfeito com o seu desenvolvimento
profissional
FONTES DE BURNOUT

 Carga excessiva no trabalho (trabalho mais


intensivo, mais complexo, exige mais tempo,
cria exaustão emocional criativa e física);
 Falta de controlo;

 Baixos salários;

 Falha na equidade e justiça;

 Fadiga;

 Fragmentação das relações interpessoais,


trabalha-se isoladamente;
 Conflito de valores.
SINAIS E SINTOMAS
 Esgotamento emocional, com diminuição e perda de recursos emocionais;

 Despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes


negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com outras pessoas no trabalho ou
no serviço prestado;

 Sintomas físicos de stress, tais como cansaço, mal-estar geral, fadiga crónica,
úlceras digestivas, dores de cabeça, perda de peso, etc.;

 Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal; irritabilidade,


inquietude, dificuldade para a concentração, baixa tolerância à frustração,
comportamentos paranoides e/ou agressivos para com os clientes, pares e para com
a própria família;

 Manifestações comportamentais: probabilidade de condutas aditivas: consumo


aumentado de café, álcool, fármacos e drogas ilegais, (…)

MEDITAÇÃO E
RELAXAMENTO
AJUDA ESPECIALIZADA
https://www.youtube.com/watch?v=T6hJtX2JwkM
Comunicação

V
Processo comunicativo – Barreiras
à comunicação
Instruções:
Siga as instruções atentamente.
1. Faça um círculo com aproximadamente 6 cm de diâmetro.
2. Na parte inferior do círculo faça um retângulo.
3. Na parte superior do círculo faça um triângulo.
4. Debaixo do triângulo faça dois retângulos e debaixo destes
faça dois círculos.
5. Dentro de cada círculo faça mais um círculo.
6. Nas extremidades do círculo maior faça um círculo com 1 cm
de diâmetro.
7. Faça um triângulo no centro do círculo maior.
Processo comunicativo – Barreiras à comunicação
Resultado final
Comunicação
Comunicação

Emissor Mensagem Recetor


Comunicação
Linguagem Verbal Linguagem Não Verbal
Aquilo que as pessoas dizem.  Expressão facial

 Movimento dos olhos


A comunicação verbal
 Movimentos da cabeça
permiti-nos obter muita
informação sobre a outra  Postura e movimentos do corpo
pessoa, compreender, através
do que é dito, as suas  Aparência
experiências, os seus
comportamentos, as suas
dificuldades e até mesmo o
seu estado emocional.
Comunicação

Mensagem constituída pela palavra Mensagem constituída pela expressão corporal

ESCRITA: cartas; telegramas; MÍMICA

bilhetes; jornais. OLHAR

POSTURA
ORAL: ordens; pedidos;
conversas; colóquios.
Comunicação
Comunicação Verbal Comunicação Não Verbal
Obstáculos na Comunicação
 Fatores Externos: Ruido no ambiente, falta de clareza e idiomas
diferentes, barreiras físicas (vidros, etc.)

 Fatores Internos: Falta de interesse e aborrecimento, medo de ser


influenciado, cansaço e falta de tempo.
Comunicação: Estilos
Comunicação: Estilos
Comunicação: estilos

ASSERTIVA
Comunicação: estilos
Comunicação: estilos
Não sou
importante!
Nada me
sai certo!

Só a mim! Peço muita


desculpa!
Comunicação: estilos
Comunicação: estilos
Não está a
perceber!
Se não consegue,
deixe para quem
Se tivesse
sabe!
feito como eu
disse!
Comunicação: estilos
Comunicação: estilos
Penso que
devias…!
Se os outros
conseguem…!
Se eu fosse a
ti…!
Importância da Comunicação
Assertiva

Exercício para reflexão:


“Uma sábia e conhecida anedota árabe diz que, uma vez, um sultão sonhou que havia
perdido todos os dentes. Logo que despertou, mandou chamar um adivinho para que
interpretasse seu sonho.
- Que desgraça, senhor! Exclamou o adivinho. Cada dente caído representa a perda de
um parente de vossa majestade.
- Mas que insolente – gritou o sultão, enfurecido. Como te atreves a dizer-me
semelhante coisa? Fora daqui! Chamou os guardas e ordenou que lhe dessem cem
açoites.
Mandou que trouxessem outro adivinho e lhe contou sobre o sonho. Este, após ouvir o
sultão com atenção, disse-lhe:
- Magnífico senhor! Grande felicidade vos está reservada. O sonho significa que haveis
de sobreviver a todos os vossos parentes.
A fisionomia do sultão iluminou-se num sorriso, e ele mandou dar cem moedas de ouro
ao segundo adivinho. Quando este saiu do palácio, um dos cortesãos disse-lhe
admirado:
- Não é possível! A interpretação que você fez foi a mesma que o seu colega havia feito.
Não entendo porque ao primeiro ele pagou com cem açoites e a você com cem moedas de
ouro.
- Lembra-te meu amigo – respondeu o adivinho – “tudo depende da maneira de
Exercício Comunicação
COMUNICAR COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NEUROMOTORA

- Ao falar com uma pessoa em cadeira de rodas, deve sentar-se para que
fiquem ao mesmo nível (para uma pessoa sentada é incómodo olhar para
cima durante muito tempo).

- Não se deve apoiar na cadeira de rodas, bem como bengalas, muletas e


andarilhos, funcionam quase como uma extensão do corpo.

- Ao parar para conversar com alguém, deve virar a cadeira de frente para
que a pessoa sentada também possa participar na conversa. Em caso de
dificuldade, oferecer ajuda e, se for aceite, perguntar como deve agir. Se a
ajuda for recusada, não se sentir ofendido.

- Não ficar constrangido ao usar palavras como «saltar», «andar» ou «correr».


As pessoas com deficiência motora também usam essas palavras com
naturalidade.
COMUNICAR COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL

- Nunca ajudar sem perguntar como fazê-lo. Nem sempre as pessoas com deficiência
visual precisam de ajuda. Em caso de dificuldades, identificar-se e oferecer o auxílio. Se
for aceite, dar o braço, dobrado, e colocar a mão da pessoa no seu cotovelo.
- Num corredor estreito, por onde só passa uma pessoa, colocar o braço para trás, de
maneira a facilitar a deslocação. Avisar sempre antecipadamente sobre a existência de
degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos do trajecto.
- Ao dar direcções, seja claro. Indicar as distâncias, de preferência, em metros («uns vinte
metros à nossa frente», por exemplo). Ao afastar-se, avisar sempre.
- Falar num tom de voz normal e, de preferência, olhando de frente. (Não faz sentido
usar um tom de voz mais alto para falar com uma pessoa cuja deficiência é visual e não
auditiva).
- Não brincar com o cão-guia, que tem a responsabilidade de guiar o dono e não deve
ser distraído dessa função.
COMUNICAR COM PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA

- Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam. Por isso, é errado
referir-se-lhes como surdos-mudos. Para falar com uma pessoa surda: Chamar
a atenção acenando ou tocando levemente no seu braço;

- Posicionar-se de frente para ela, deixando a boca visível para possibilitar a


leitura labial (lembre-se, no entanto, de que nem todos os surdos usam esta
técnica);

- Falar de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas sem exagerar.

- Usar a velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar;
Ser expressivo (as pessoas surdas não se apercebem dos diferentes tons de
voz usados para expressar alegria, tristeza, ironia, etc.; as expressões faciais,
os gestos e os movimentos do corpo também «falam»);
COMUNICAR COM PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DA FALA
OU LINGUAGEM

Para comunicar com a máxima eficácia com uma pessoa com algum defeito da
fala e/ou linguagem, devemos:

-Procurar um ambiente calmo, sem ruído ou outros factores de distracção, colocar-


nos de forma a podermos ver bem e ser bem vistos pela pessoa. Sempre que
possível, evitar situações em que vários interlocutores intervenham, sobrepondo-se.

- Quando se trata de uma pessoa com um défice de fala, seja de ritmo do discurso,
pronúncia, articulação das palavras, som da voz ou outro, devemos observar as
suas expressões e os movimentos dos seus lábios, deixá-la fazer frases inteiras sem
interromper, já que muitas vezes uma palavra não percebida isoladamente passa
a ser clara num contexto... Quando mesmo assim não se perceba, devemos
interromper e pedir naturalmente que repita, explicando que não conseguimos
entender; a pessoa não ficará surpreendida nem ofendida, desde que atuemos
com naturalidade.
A PREVENÇÃO DA INFEÇÃO
O QUE É INFEÇÃO?
 Infeção é a invasão de tecidos corporais de um
organismo hospedeiro por parte
de organismos capazes de provocar doenças; a
multiplicação destes organismos; e a reação dos
tecidos do hospedeiro a estes organismos e
às toxinas por eles produzidas. Uma doença
infecciosa corresponde a qualquer doença
clinicamente evidente que seja o resultado de
uma infeção, presença e multiplicação de agentes
biológicos patogénicos no organismo hospedeiro.
 As infecções são causadas por agentes infecciosos,
como os vírus, ou bactérias.
 O hospedeiro é capaz combater a infeção através
do seu sistema imunitário. Os mamíferos reagem
à infecção através do sistema imune inato, um
processo que envolve muitas vezes a inflamação à
qual sucede uma resposta do sistema imune
adquirido.
 "Infecção hospitalar" ou "infecção nosocomial" é toda
infecção (pneumonia, infecção urinária, infecção
cirúrgica...) adquirida dentro de um ambiente relacionado
à saúde (hospitais, unidades básicas, asilos...). A maioria
das infecções hospitalares são de origem endógena, isto é,
são causadas por microrganismos do próprio paciente.
Isto pode ocorrer por fatores inerentes ao próprio paciente
(exemplos: diabetes, tabagismo, obesidade, imunossupres
são etc.) ou pelo fato de, durante a hospitalização, o
paciente ser submetido a procedimentos invasivos
diagnósticos ou terapêuticos (cateteres vasculares, sondas
vesicais, ventilação mecânica etc.). As infecções
hospitalares de origem exógena geralmente são
transmitidas pelas mãos dos profissionais de saúde ou
outras pessoas que entrem em contato com o paciente.
EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
 São considerados EPI’s todos os dispositivos de
uso pessoal destinados a proteger a integridade
física e a saúde do trabalhador.

 Luvas;
 Máscaras;
 Óculos de proteção;
 Touca;
 Aventais;
 Batas de proteção;
 Botas de proteção;
 Meias de proteção.
LUVAS:

Devem ser usadas para


prevenir contato da pele das
mãos com sangue, secreções
ou mucosas, durante a
prestação de cuidados;

Para manipular instrumentos


e superfícies.
LUVAS:

1 par de luvas exclusivo para


cada paciente, descartando-as
após o atendimento.

O mercado dispõe de diversos


tipos de luvas para cada
paciente, segundo as
finalidades de uso:
LUVAS:
LUVAS:
Luvas descartáveis de vinil ou
látex para procedimentos:

 As de vinil não oferecem boa


adaptação, e servem para a
realização de procedimentos
como exame clínico, remoção de
sutura; e como sobreluva; as de
látex oferecem boa adaptação, e
são usadas em procedimentos
clínicos.
LUVAS:

Luvas cirúrgicas estéreis


descartáveis:

Confeccionadas com látex de


melhor qualidade, oferecem
melhor adaptabilidade; seu
uso é indicado em
procedimentos cirúrgicos.
LUVAS:

Luvas para limpeza geral:


 São de borracha grossa, utilizadas para
serviços de limpeza e descontaminação de
instrumentos, equipamentos e superfícies;
 São reutilizáveis, se não estiverem furadas ou
rasgadas;
 Devem ser descontaminadas após o uso.
MÁSCARAS:
A máscara deve ser escolhida de modo a
permitir proteção adequada. Portanto, use
apenas máscara de tripla proteção. E quando
de atendimento de pacientes com infecção
ativa, particularmente tuberculose, use
máscaras especiais.
PROTETORES OCULARES:
 Têm por finalidade proteger a mucosa ocular
de contaminações e acidente ocupacional.

 Os protetores oculares mais indicados


possuem vedação periférica e melhor
adaptação ao rosto. Os óculos comuns não
oferecem proteção adequada.
PROTETORES OCULARES:
 Após o uso, os protetores oculares devem ser
descontaminados.
 Se possível,os protetores oculares também
devem ser fornecidos aos pacientes, pois
alguns procedimentos constitui riscos de
contaminação.
 Na falta de protetores, uma alternativa é
recomendar que o paciente permaneça com
seus olhos fechados.
AVENTAL:
 O avental deve ser usado sempre. A roupa
branca (uniforme) não o substitui.

 Não use as roupas comuns durante o


atendimento, pois elas ficarão contaminadas,
tornando-se fontes de infecção para o
profissional, sua equipe e seus familiares.

 O avental deve ter colarinho alto e mangas


longas, podendo ser de pano ou descartável.
GORRO:

Proporciona uma barreira


efetiva para o profissional, sua
equipe e paciente.

Protege contra gotículas de


saliva, aerossóis e sangue
contaminados. (Dentista)
BOTAS DE PROTEÇÃO

 Servem de proteção dos pés em locais húmidos ou


com quantidade significativa de material
infetante.
REMOÇÃO DOS EPI’S
 Remover primeiro as luvas e só depois os
restantes equipamentos;
 Rebentar os atilhos;

 Retirar o EPI enrolando a parte contaminada


para dentro;
 Deve ser colocado no lixo dos resíduos
contaminados.
LAVAGEM DAS MÃOS
HIGIENE E APRESENTAÇÃO PESSOAL
 Uma correta higiene pessoal diária e cuidada é
fundamental para a prevenção das infeção
associadas à prestação de cuidados de saúde. É
importante o uso de farda sempre limpa e calçado
adequado. O arranjo pessoal na prestação de
cuidados de saúde também não deve ser
descuidado (cabelo preso, não usar demasiada
maquilhagem, perfume…).
A RETER…
 Envelhecer com saúde, autonomia e
independência, o mais tempo possível

 Atitude
preventiva e promotora da saúde e da
autonomia: estilos de vida saudáveis.

 Reduzir as incapacidades – atitude de


recuperação global e adequada às necessidades
individuais e familiares.
ENVELHECIMENTO ATIVO
 “Processo
de otimização das oportunidades para
a saúde, participação e segurança, para
melhorar a qualidade de vida das pessoas que
envelhecem.” (OMS)

A palavra “ativo” refere-se à participação


contínua nas questões sociais, económicas,
culturais, espirituais e civis, e não apenas à
capacidade de o indivíduo estar fisicamente
ativo ou de fazer parte da força de trabalho.
Progress
os na
medicin
a

Alteraçã
o do tipo
de
doenças
Envelhecimento
EVOLUÇÃO DA da população
acelerado
POPULAÇÃO Melhore
EMV 
s
condiçõ
es de
vida

Decrésci
mo da
taxa de
natalidad
e
ENVELHECER … DESAFIO
EUROPEU
 1ºIntegração do envelhecimento: prevenção ativa em matéria de
saúde, adaptação da cidade às pessoas idosas, um acesso mais fácil à
Internet e o aumento da sua participação no mundo associativo.

 2º A desigualdade de género no domínio dos rendimentos dos


reformados. As mulheres europeias vivem mais tempo, ganham menos do
que os homens e trabalham mais na economia informal. Deve, ser
autorizadas licenças parentais para o pai e a mãe bem como uma
fiscalidade que incentive o trabalho feminino, tendo em vista alcançar a
igualdade entre os sexos no que se refere às pensões.

 3º Desenvolvimento do consumo das pessoas idosas: a adaptação


dos produtos e serviços às pessoas com mais de 65 anos.

 4º Acesso dos reformados à vida social: soluções que visem simplificar


os procedimentos administrativos, taxas preferenciais para os exames
médicos e ajuda nas tarefas quotidianas.”
ENVELHECER…O QUE É?!
 Alguns o caracterizaram como uma diminuição
geral das capacidades da vida diária, outros o
consideram como um período de crescente
vulnerabilidade e de cada vez maior dependência
no seio familiar. Outros, ainda, veneram a velhice
como o ponto mais alto da sabedoria, bom senso e
serenidade. Cada uma destas atitudes corresponde
a uma verdade parcial, mas nenhuma representa a
verdade total.
ENVELHECER
 Processo de degradação progressiva e diferencial,
que afeta todos os seres vivos e o seu termo
natural é a morte do organismo.

Fase de Fase da
crescimento e Fase senescência ou
desenvolvime reprodutiva envelhecimento
nto fisiológico
ENVELHECIMENTO … DO PONTO DE
VISTA FÍSICO

 Processo fisiológico, biológico, gradual, previsível


e inevitável próprio dos seres vivos, que envolve
maturação e evolução, é determinado
geneticamente e modificado ambientalmente.
 Percurso lento e contínuo que leva a uma
diminuição progressiva da reserva funcional dos
diferentes órgãos.
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES
FISIOLÓGICAS DO ENVELHECIMENTO
 Diminuição da atividade cerebral – conduz
diminuição de reflexos e sensibilidade,
diminui a capacidade intelectual com
alterações na atenção.

 Diminuição da estatura – devido à


compressão das vértebras e o achatamento
dos discos vertebrais ocorre a perda de 1 cm
por década a partir dos 40 anos de idade.

 Perda de equilíbrio - devido às mudanças


motoras (alterações da coluna vertebral e
joelhos) perda de massa óssea e muscular.
 Diminuição da função cardiorrespiratória -
frequência cardíaca diminui e diminui também o
volume de sangue que o coração bombeia. Os
pulmões também diminuem de tamanho e peso o
que diminui a sua capacidade de troca de oxigênio
pelo que há também uma maior predisposição de
indivíduos idosos ao acúmulo de secreções.
 Alterações gastrointestinais – diminuição das
papilas gustativas; Perda de peças dentárias;
Diminuição de movimentos peristálticos; menor
produção de insulina; Intestino esvazia mais
lentamente.

 Diminuição da massa muscular, óssea e hídrica –


imobilidade, quedas, fraturas e desidratação.

 Cabelos e unhas frágeis – os cabelos ficam mais


finos devido à diminuição da atividade dos folículos
pilosos que com o tempo não substituem os pelos
com eficiência. As unhas ficam quebradiças e
espessas devido à diminuição de acesso vascular.
 Alteração na pele – perde a capacidade de
humidade, não retém líquido ficando seca e
escamosa, com pouca elasticidade. Mais frágil e com
maior probabilidade de lesões, bem como apresenta
maior dificuldade de cicatrização.

 Alteração na visão – diminuição da acuidade visual,


diminuição do campo visual periférico, diminuição
da adaptação clara/escuro, diminuição da noção de
profundidade e diminuição da identificação de cores.

 Alterações na audição – diminuição na perceção e


discriminação de sons da fala e ambiente.

 Alterações do paladar – diminuição da sensação


degustativa, diminuição do interesse pela comida e
diminuição na perceção de odores.

 Alterações no tato – diminuição da sensibilidade da


palma das mãos e na sola dos pés e diminuição da
perceção de estímulos nocivos.
ENVELHECIMENTO PSICOLÓGICO
 Depende de fatores de ordem genética, patológica
(doenças e/ou lesões), de potencialidades individuais
(processamento de informação, memória,
desempenho cognitivo, entre outras), com
interferência do meio ambiente e do contexto
sociocultural.

 Percebera importância das formas de compensação,


que cada um de nós utiliza/prepara, para fazer face
às perdas associadas ao envelhecimento.
ENVELHECIMENTO PSICOLÓGICO
Adaptação a
 Transformações físicas;

 Deterioração física  perda de autonomia;

 Redefinição de papéis;

 Aproximação da morte.
PRINCIPAIS ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS
DO ENVELHECIMENTO
 Declínio na manifestação da afetividade, dos
interesses, das ações, das emoções e dos desejos;
 Prejuízo da memória de fixação, como, por exemplo,
esquecer nomes de pessoas, coisas, ou mesmo onde
colocou determinados objetos;
 Acentuação das características da personalidade.
Traços do tipo, por exemplo: rigidez, egocentrismo,
desconfiança, irritabilidade, avareza, dogmatismo,
autoritarismo, que tenham existido na juventude,
tendem a exacerbar-se;
 Dificuldade na assimilação ou mesmo aversão a
ideias, coisas e situações novas;
 Apego maior aos valores já conhecidos e
convencionados, aos costumes e às normas já
instituídas;
 Depressão/ alteração de humor;
ENVELHECIMENTO “PATOLÓGICO”
 Envelhecimento resultante de alterações
consequentes de traumas e doenças que
ocorrem no ciclo vital
QUALIDADE DE VIDA NA VELHICE
 Indicadores de bem-estar na velhice:

 longevidade;
 saúde biológica, saúde mental;
 satisfação;
 controle cognitivo,
 competência social;
 produtividade;
 atividade;
 status social;
 continuidade de papéis familiares e ocupacionais e
continuidade de relações informais
 O aumento na expectativa de vida das pessoas
NÃO é acompanhado com melhorias da
qualidade de vida!

Preservar saúde e bem-estar global

ENVELHECER COM DIGNIDADE
IMOBILIDADE NO IDOSO
 Quando não há a promoção da mobilidade na pessoa
idosa, acontecem vários efeitos adversos, que se
tornaram melhor conhecidos nos últimos cinquenta
anos, embora muitos dos mecanismos fisiopatológicos
não estejam totalmente esclarecidos ou permaneçam
alvo de alguma controvérsia.
 O descongestionamento, (o conjunto de alterações
fisiológicas induzidas por vários sistemas orgânicos
pela inatividade física) são reversíveis com o
restabelecimento da atividade. A imobilidade não se
associa apenas ao repouso prolongado, os estilos de
vida sedentários também condicionam os efeitos
nefastos no organismo
EFEITOS DA IMOBILIDADE NO SISTEMA
MÚSCULO-ESQUELÉTICO

 Atrofia muscular;
 Contraturas;

 Osteoporose;

 Deterioração das articulações;

 Deformidades.
NA PELE
 A inatividade provoca um aumento do tempo de
contacto direto da pessoa com as superfícies de
apoio (cama, almofada, cadeiras, entre
outras), provocando um aumento da pressão
direta não aliviada sobre os tecidos moles, forças
de fricção e deslizamento, o que pode condicionar
o aparecimento de úlceras de pressão.
NO SISTEMA RESPIRATÓRIO
 movimento restrito da caixa torácica, leva a uma
diminuição da expansão pulmonar, que por sua
vez leva a uma respiração mais superficial e
rápida, diminuindo a capacidade ventilatória. A
fraqueza dos músculos respiratórios diminui a
eficácia da tosse o que leva a acumulação de
secreções, o que aumenta a probabilidade da
aquisição de uma infecção respiratória.
NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
 Diminuição volume sistólico, Diminuição do
débito cardíaco, Diminuição do oxigénio,
Aumento dos batimentos cardíacos, Estase
venosa, Aumento da viscosidade, Hipotensão
ortostática, Aumento da sobrecarga cardíaca ,
Formação de trombos
NO SISTEMA URINÁRIO
 O facto da pessoa permanecer deitada dificulta a
drenagem da urina, dado que não existe o auxílio
da força da gravidade. A imobilidade leva
também a um enfraquecimento dos músculos
abdominais com restrição dos movimentos
diafragmáticos e ao relaxamento incompleto dos
músculos do soalho pélvico, podendo conduzir à
retenção urinária ou a um esvaziamento
incompleto da bexiga. A estase urinária é um
meio ótimo para a proliferação bacteriana, sendo
por este motivo comum a ocorrência de
infeções urinárias em doentes que estão sujeitos
à imobilidade.
NO SISTEMA GASTROINTESTINAL
 O stress provocado pelo tempo prolongado no
leito pode levar a estase gástrica, distensão
gástrica, dispepsia, anorexia, diarreia ou
obstipação (Hoeman S., 2000). Uma
nutrição deficiente, associada à falta de exercício
e à atrofia dos músculos abdominais e do
diafragma, pode conduzir à obstipação. A
alteração na rotina da eliminação intestinal, a
alteração da posição em que defeca e a perda de
privacidade, também predispõem a pessoa
à obstipação e às suas consequências, tais como:
cefaleias, distensão abdominal, fecalomas,
flatulência, desidratação, alterações
da respiração, entre outras.
O QUE FAZER?
 Realizar Mobilizações
 Realizar posicionamentos

 Realizar cinesiterapia respiratória

 Promover uma boa alimentação e hidratação

 Aplicar creme hidratante na pele e realizar


massagens
 Fazer levantamento precoce (quando autorizado)
ÚLCERAS DE PRESSÃO
DIMINUIÇÃO TAXA MORTALIDADE
AUMENTO DA ESPERANÇA DE VIDA
MELHORIA DAS CONDIÇÕES SANITÁRIAS

Aumento Nº de Idosos com


limitação de mobilidade
IDOSOS
 Grupo mais afectado pelo desenvolvimento de
ULCERAS DE PRESSÃO
ULCERAS DE PRESSÃO
Lesão localizada na pele e tecidos subjacentes, causada por
pressão, torção ou deslizamento, fricção e/ou uma combinação
destes.

Aparecem devido a: imobilidade, compromisso do sistema


imunitário e perda de massa muscular
Classificam-se como:

 Grau I – a pele está intacta mas observa-se


vermelhidão e um pouco de ulceração na pele;

 Grau II – a pele está a perder a sua espessura,


manifestando abrasão, bolha ou cratera
superficial;

 Grau III – quando se observa uma ferida de


espessura completa, envolvendo a epiderme, a
derme e o subcutâneo;
 Grau IV - quando se tem uma lesão significante,
onde há a destruição ou necrose para os
músculos, ossos e estruturas de suporte (tendões)
FACTORES QUE INFLUENCIAM O
DESENVOLVIMENTO DE ULCERAS DE PRESSÃO:

- IDADE
- MOBILIDADE OU MAU POSICIONAMENTO
- INCONTINÊNCIA
- MÁ NUTRIÇÃO
- PERDA DE GORDURA SUBCUTÂNEA
- TERAPIA MEDICAMENTOSA
- DOENÇA SISTÉMICA
- FRICÇÃO/FORÇAS DE DESLIZAMENTO
- ROUPA ENRUGADA OU COM PREGAS
MAGNITUDE DESTE PROBLEMA

(ver imagem do guia)

 10% dos doentes internados


desenvolvem Ulceras de Pressão

 70% em idosos com fractura do cólo do fémur


A MAIORIA DAS ULCERAS DE PRESSÃO

Após a admissão dos doentes no Lar

PREVENIR DESDE O
PRIMEIRO MOMENTO
“ EM QUASE TODAS AS ÁREAS DE ENFERMAGEM/CUIDADO COM
IDOSOS EXISTEM DOENTES EM RISCO DE DESENVOLVEREM
ULCERAS, INCLUINDO DOENTES EM SITUAÇÃO DE
EMERGÊNCIA”
ASPECTOS FUNDAMENTAIS NA PREVENÇÃO
DAS ULCERAS DE PRESSÃO

- Identificar doente de risco


- Fomentar cuidados preventivos
- Disponibilidade de equipamento anti-ulceras
Encargo
dispendioso

Sofrimento ULCERAS DE Aumento do


desnecessário dos PRESSÃO Trabalho
idoso

Retardar a
recuperação do
idoso
INQUESTIONAVELMENTE O MELHOR TRATAMENTO
DAS ULCERAS DE PRESSÃO É IMPEDIR A SUA
FORMAÇÃO

 BoaPrestação Prevenir formação


de Cuidados
Ulceras de Pressão
FORMAS DE PREVENÇÃO:

Na pele:

 Manter a pele seca e limpa;


 Lavar com água morna e sem esfregar;

 Secar com toalhas de tecidos suaves;

 Não utilizar álcool;

 Usar sabões não irritantes e cremes hidratantes;

 Não massajar sobre as saliências ósseas ou zonas


avermelhadas;
 Limpar sempre que haja situações de
incontinência;
DEVEM SER UTILIZADAS AS SEGUINTES
MEDIDAS DE ALÍVIO DE PRESSÃO:

 Colchões moles e de pressão alternada;

 Lençóis moldáveis, sem bordas, lisos;

 Almofadas e dispositivos especiais para suporte


de pés e cotovelos;

 Pensos protetores.
RECURSOS HUMANOS
 É essencial a mobilização a alternância de
posição para evitar as úlceras de pressão

 Doentes/pesos até 25kg devem ser manipulados


por 1 pessoa;
 Doentes/pesos de 25 a 50 kg devem ser
manipulados por duas pessoas;
 Doentes/pesos de mais de 50kg devem ser
manipulados por 3 pessoas ou com ajuda
mecânica.
TÉCNICAS DE ALÍVIO DE PRESSÃO
Ao efetuar as técnicas de posicionamento é necessário
ter em conta:

 Evitar arrastar o idoso;


 Distribuir o peso do idoso no colchão;
 Respeitar o alinhamento corporal do idoso;
 Não elevar a parte superior da cama mais de 30º/35º
quando o idoso estiver em posição lateral, para não
deslizar;
 O tempo em que o idoso está em determinada posição.

 O tempo médio de reposicionamento de idosos deve


ser entre 2 a 4 horas
ALIMENTAÇÃO
 Para idosos acamados é necessário ter alguns
cuidados com a alimentação. O valor energético
deve ser acima do normal.

 As proteínas são essenciais para a regeneração


dos tecidos e função imunitária;
 A arginina (proteína do leite) e o Zinco são
essenciais para a cicatrização;
 Vitamina C;
TÉCNICAS DE MOBILIZAÇÃO,
TRANSFERÊNCIA E
POSICIONAMENTO
OS ASPETOS GERAIS A TER EM CONTA NA
MOBILIZAÇÃO
 Modo de proceder na preparação da tarefa com o
doente para o levante, movimentação e transferência
do doente:
 Verificar o local espaço físico é adequado para
restringir os movimentos:
 Examinar o local e remover os obstáculos;
 Observar a disposição do mobiliário;
 Obter condições seguras com relação ao pavimento;
 Elevar ou baixar a cama, para ficar ao mesmo nível do
outro elemento (cama, maca, etc.);
 Travar as rodas da cama, maca e cadeira de rodas ou
solicitar auxílio à equipa;
 Adaptar a altura da cama/maca ao profissional de saúde
(quando possível) e ao tipo de procedimento a realizar;
 Devem usar sempre todos os equipamentos de proteção
coletiva existentes no serviço;
 Verificar a capacidade física de colaboração do doente;
PRINCÍPIOS BÁSICOS DE MECÂNICA CORPORAL QUE DEVEM SER
UTILIZADAS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA TAREFA DE
MOVIMENTAÇÃO E TRANSFERÊNCIA DE DOENTES:

 Procurar sempre a ajuda de outros profissionais


(enfermeiros e assistentes operacionais) quando
necessário e sempre que existam a utilização de
equipamentos de proteção coletiva (transfer,
tábua deslizante, etc.);
 Antes de iniciar qualquer tipo de tarefa de
mobilização ou transferência, o TAG deve
posicionar-se o mais perto possível do doente,
colocando o joelho na cama deste, se necessário;
 Antes de iniciar qualquer tipo de operação,
explique o procedimento ao doente e incentive-o a
cooperar ao máximo. Esta ação vai promover a
capacidade e força do doente ao mesmo tempo
reduz a sobrecarga;
 Manter uma postura correta durante as operações de
mobilização de doentes:
 Trabalhar com segurança e com calma;
 Manter as costas, pescoço, pélvis e os pés alinhados;
 Usar o peso corporal como contrapeso ao doente;
 Fletir os joelhos em vez de curvar a coluna;
 Manter os pés alinhados;
 Baixar a cabeceira da cama ao mover um doente para
cima;
 Utilizar movimentos sincronizados;
 Trabalhar o mais próximo possível do corpo do doente
que deverá ser movido;
 Usar farda que permita liberdade de movimentos e
calçado antiderrapante;
 Efetuar o levante, movimentação e transferência do
doente com a ajuda de colegas em função do peso do
doente.
AJUDAS TÉCNICAS
 Elevadores de transferência
 Andarilhos

 Canadianas

 Tripé

 Bengalas

 Cadeira de rodas

 Cadeira sanitária

 Barra de trapézio

 Tábua de transferência

 Lençol deslizante
 A prescrição duma ajuda técnica deve basear-se na
avaliação das necessidades, aspirações e capacidade
funcional do doente, bem como nas características do
seu meio.

 Não se deve, por outro lado, esquecer que o treino na
utilização das ajudas técnicas é essencial para que o
doente possa beneficiar em pleno das suas
potencialidades. A prescrição duma ajuda técnica
deve ter sempre em conta quatro parâmetros
fundamentais: efetividade, custo, operacionalidade e
fiabilidade.

 Importa ainda considerar, quanto à ajuda técnica em
causa, a transportabilidade, durabilidade,
compatibilidade (presente ou futura), flexibilidade,
facilidade de manutenção, segurança, facilidade de
aprendizagem, aceitabilidade pessoal, conforto físico,
facilidade de reparação (pelo fornecedor ou pelo
utilizador) e facilidade de montagem.
TÉCNICAS DE TRANSFERÊNCIA

 A palavra transferência refere-se à movimentação do


doente de um local para outro. Por exemplo, um
doente é transferido quando movido de uma cama
para uma cadeira e novamente colocado na cama, ou
quando vai para uma maca ou dela é retirado. As
transferências devem ser sempre efetuadas em
equipa.

 Neste procedimento devem ser selecionados


previamente os equipamentos e os meios de acordo
com as necessidades de cada doente, levando em
consideração a promoção de conforto e independência,
assim como os equipamentos auxiliares (andarilhos,
canadianas, transfer, elevadores de doentes, discos
giratórios, etc.).
 Orientações a ter em conta na tarefa de
transferência do doente:
 Analise o peso que consegue transportar e o peso
do doente;
 Utilize a mecânica corporal;
 Coloque equipamentos imobilizadores ou outros
recursos de apoio antes de retirar um doente da
cama;
 Certifique-se do estado do doente para garantir
segurança (perna mais forte mais próximo do
equipamento a transferir);
 Explique ao doente a tarefa a efetuar e peça, se
possível, a sua colaboração.
 É importante salientar que:
 Qualquer tipo de operação de mobilização, mesmo
com recurso a meios auxiliares de mobilização de
doentes, envolve os princípios básicos
anteriormente descritos
 A determinação da técnica adequada de
mobilização do doente envolve uma avaliação das
necessidades e capacidades do doente em
questão, conforme mencionado anteriormente
 O levante manual de doentes deve ser
minimizado em todos os casos e evitado quando
possível.
TIPOS DE TRANSFERÊNCIA

 3.2.1.A transferência da cama para a cadeira



 Tarefa prescrita: Transferir o doente da cama
para o sofá/cadeira de rodas/cadeira sem
equipamentos de proteção coletiva
 Colocar a cadeira de rodas, de forma, a que este
movimento seja para o lado em que o doente tem
força. A cadeira deve estar a uma distância adequada
para permitir a participação e segurança do doente.
Quanto mais forte o doente for maior deve ser a
distância;
 Remover o braço da cadeira de rodas do lado da cama;
 Remover ou afastar os pedais da cadeira de rodas;
 Baixar o mais possível a cama. Baixar as grades
laterais da cama e voltar o doente lateralmente com
os joelhos fletidos;
 Travar a cadeira e a cama;
 Elevar a cabeceira da cama até posição mais alta;
 Posicionar-se à frente da cadeira, voltado para o
doente, rodando ou ajustando-o a rodar os
membros inferiores para fora da cama.
 Virar ou assistir o doente a virar-se para o lado
do enfermeiro, de modo a que possa elevar o
tronco, apoiando-se no cotovelo, se possível, para
assumir a posição de sentado na cama com os pés
pendentes.
 Assistir o doente a deslizar no bordo da cama,
segurando-o pela cintura, até apoiar os pés no
chão.
 Estabilizar os joelhos do doente, com os joelhos do
profissional, se necessário.
 Virar ou assistir o doente a virar-se segurando-o pela
cintura, até ficar enquadrado com a cadeira de rodas e
com a região popliteia encostada ao assento.
 Assistir o doente a fletir o tronco e joelhos, suave e
progressivamente, acompanhando-o, até ficar
sentado.
 Instalar os pedais na cadeira de rodas em posição de
apoio, ajustando-o ao doente (flexão 90º coxofemoral e
do joelho).
 Verificar o alinhamento corporal, segundo o eixo
sagital, observando de frente.
A TRANSFERÊNCIA DA CAMA PARA A MACA

 Tarefa prescrita: Transferir o doente da maca para a


cama
 Ajustar a altura da cama e da maca;
 Posicionar o doente decúbito dorsal;
 Instalar a maca com a cabeceira junto aos pés da cama
fazendo um ângulo de +- 90º travando as rodas da cama e
da maca.
 Posicionar todos os profissionais do mesmo lado da cama
para executar a transferência.
 Incline os quadris e os joelhos;
 Posicionar: 1º enfermeiro na cabeceira da maca, com um
braço estabiliza a região cervical e apoia os ombros e com o
outro apoia a região dorso-lombar cruzando os braços; o 2º
enfermeiro no terço médio da maca, com um braço apoia a
região dorsal e com o outro apoia as coxas; 3º enfermeiro no
terço inferior da maca, com um braço apoia a região
nadegueira e com o outro as pernas;
 Transferir o doente para a cama após a indicação
do elemento coordenador (colocado na cabeceira
da maca)
 Role o doente imóvel na direção do tórax dos
enfermeiros;
 Coloque-se de pé, diante de um sinal combinado,
erguendo o doente da maca de uma vez só;
 Gire sobre si mesmo e movimente-se na direção
da cama; baixe o doente até a cama de uma vez
só, ao mesmo tempo que inclina os quadris e os
joelhos;
 Posicionar ou assistir o doente a posicionar-se na
cama.
A TRANSFERÊNCIA DO UTENTE COM
SISTEMAS DE SOROS, DRENAGENS, TUBAGENS
OU OUTROS DISPOSITIVOS


 Cuidados específicos:

 Pacientes com soro:

 Cuidado para não obstruir a agulha ou cateter,
mantendo o soro sempre em altura adequada;
 Evitar que a agulha ou cateter não se desloque;
 Se houver infiltração de soro no tecido subcutâneo),
interromper o gotejamento. Comunicar o responsável
pela medicação;
 Caso haja desconexão dos cateteres, procurar o
enfermeiro,
 Paciente com sonda vesical:
 Verificar se a sonda está corretamente fixada na
coxa do paciente, prevenindo lesões uretrais
devido a tração acidental;
 Manter a bolsa coletora sempre no nível abaixo
do paciente, para evitar o retorno de urina à
bexiga. Pode-se também pinçar o prolongamento
para poder elevar o coletor.
 Paciente com dreno de tórax:
 Pinçar o dreno e o prolongamento com pinças
próprias;
 O frasco só poderá ser elevado acima do nível do
tórax do paciente quando o dreno e o
prolongamento estiverem pinçados;
 Colocar o frasco entre os pés em transporte de
cadeira; e em caso de maca, colocar entre os
membros inferiores;
 Retirar as pinças imediatamente após a chegada
do paciente ao destino, observando que o frasco
esteja em nível mais baixo que o tórax do
paciente.
 Paciente com tubo endotraqueal:
 Transportar sempre com cilindro de oxigénio.

 O enfermeiro deve acompanhar o transporte;

 Se o paciente também estiver com sonda


nasogástrica e apresentar náuseas ou sinal de
refluxo, abrir imediatamente a sonda.
A TRANSFERÊNCIA DE UTENTES COM
ALTERAÇÕES COMPORTAMENTAIS: AGITADAS
OU IMOBILIZADAS

 Pacientes agitados, confusos:


 Proceder sempre o transporte em maca com grade;
 Restringir o paciente se necessário.

 Proceder à restrição na cama dos segmentos corporais na
seguinte ordem: ombros, pulsos e tornozelos, quadril e
joelhos.
 Ombros: lençol em diagonal pelas costas, axilas e ombros,
cruzando-as na região cervical;
 Tornozelos e pulsos: proteger com algodão ortopédico, fazer
um movimento circular, amarrar;
 Quadril: colocar um lençol dobrado sobre o quadril e outro
sob a região lombar, torcer as pontas, amarrar;
 Joelhos: com 02 lençóis. Passar a ponta de um lençol sob
um dos joelho e debaixo do outro, e a ponta do outro lençol
sob este e debaixo do primeiro, amarrar.
 Observações:
 Não utilizar faixas menores do que 10 cm;
 Evitar o garroteamento dos membros;
 Libertar a restrição em casos de edema, lesão e
palidez;
 Retirar a restrição uma vez ao dia;
 Proceder a limpeza e massagem de conforto no local.

 Pacientes anestesiados:
 Proceder sempre o transporte em maca com grade;
 Não movimentar muito o paciente, pois pode provocar
vómito. Nestes casos, lateralizar a cabeça do paciente,
para evitar aspiração. Se o paciente estiver com sonda
nasogástrica abri-la.
AS AJUDAS TÉCNICAS DE APOIO NA
TRANSFERÊNCIA E SUAS FUNÇÕES

 Guindaste

 Tarefa prescrita: Transferir o doente da cama
para a cadeira de rodas com elevador:
 Trabalho de equipa pelo menos 2 enfermeiros;
 Deslocar o elevador para junto da cama;
 Colocar uma cadeira confortável com os braços num
local pretendido;
 Levantar a cama até uma altura confortável;
 Virar o doente de lado e colocar sling de lona por
baixo do doente, da região popliteia até ao pescoço. O
buraco da lona é colocado por baixo das nádegas.
 Com o doente em decúbito dorsal e com os membros
superiores cruzados sobre o corpo, colocar o elevador
com base debaixo da cama e expandi-la;
 Ligar as correntes mais pequenas à parte do sling
que apoia a região superior do corpo;
 Elevar as hastes lentamente e ligar as correntes
mais compridas à parte mais larga do sling, que
apoia a bacia e as coxas;
 Ajustar o sling, se necessário, de modo a que o
peso do doente fique uniformemente distribuído;
 Mover a alavanca do elevador para o fazer subir,
apenas o suficiente para deixar de haver contacto
com a superfície da cama, e rodar os membros
inferiores do doente lateralmente;
 Explicar ao doente que deve manter os membros
superiores cruzados sobre o corpo, durante a
transferência;
 Verificar a posição e estabilidade da cadeira antes de
mover o doente. Ao mesmo tempo que apoia o doente,
guie o elevador até à cadeira, de forma a que, quando
descer o elevador, o doente esteja centrado no assento;
 Soltar a válvula do elevador lentamente e descer o
doente até à cadeira.
 Proteger a cabeça do doente para não bater no
equipamento. Uma vez o doente sentado em
segurança, retirar as correntes e arrumar o elevador
num local próximo.
TÁBUA DE TRANSFERÊNCIA
 Tarefa prescrita: Transferir o doente de cama
para a cadeira de rodas com equipamentos de
proteção coletiva (tábuas):
 Instalar a cadeira de rodas de costas voltadas para a
cabeceira.
 Travar a cadeira de rodas.
 Remover os pedais da cadeira de rodas ou abrir, se
necessário.
 Remover o braço da cadeira, mais próximo da cama;
 Posicionar o doente em decúbito dorsal no meio da
cama, fletindo-lhe ou assistindo-o a fletir o tronco
ajudando a rodar os membros inferiores para fora da
cama.
 Fletir lateralmente o tronco do doente para o lado
oposto ao da transferência, elevando
simultaneamente o membro inferior, de modo a
introduzir a extremidade da tábua de transferência
sob a região nadegueira. Apoiar a outra extremidade
da tábua no assento da cadeira.
 Deslizar ou assistir o doente a deslizar sobre a tábua
até ficar sentado na cadeira de rodas.
 Remover a tábua.
 Instalar o braço e os pedais da cadeira de rodas em
posição de apoio e, se necessário, ajustá-los ao doente
(flexão coxo femural e do joelho a 90º)
 Verificar o alinhamento corporal, segundo o eixo
sagital, observando-o de frente.
 Assegurar que o doente sinta conforto e segurança.
TRANSFERES

 Tarefa prescrita: Transferir o doente da maca para a


cama com ajuda de um transfer e dois enfermeiros
 Pôr a cama plana e colocá-la à mesma altura da maca.
 Baixar as grades laterais;
 Coloque o doente em posição supina;
 Colocar a maca o mais perto possível da cama e travar as
rodas da cama e da maca. As grades laterais deverão estar
em baixo;
 Afrouxe o lençol superior ou coloque um lençol dobrado sob
os quadrisdo doente. Enrole o lençol próximo ao corpo;
 Coloque os braços do doente sobre o peito do doente;· Peça
ao colega que fique de pé próximo à maca e agarre um dos
lados do lençol enrolado;
 Suba o colchão próximo às nádegas e aos quadris do doente.
 Peça ao colega que puxe o lençol, enquanto o erguem juntos
a um sinal combinado.
TRANSPORTE NA CAMA, MACA E
CADEIRA DE RODAS
 Transporte de doentes na maca
 As macas foram concebidas para transporte de
doentes (com ou sem carro, com ou sem grades), para
auxiliar os profissionais ou técnicos de saúde na
transferência dos doentes entre serviços hospitalares
e outros, de forma, segura e estável.

 Cuidados a ter:
 Ao utilizar, manusear e limpar este produto deve ler
atentamente estas indicações e seguir as
recomendações do fabricante. Verificar se a fixação da
secção articulada está bem preso antes da colocação
do paciente. Ter em atenção ao perigo de
esmagamento nas zonas da articulação
 Aconselha-se o transporte/movimentação da maca por
duas pessoas (mesmo na versão com carro).
 A maca serve unicamente para transporte de doentes, o transporte
deverá ser efetuado com a maca sempre na posição horizontal.
 Atenção ao possível perigo de os dedos ou mãos ficarem presos nas
partes fixas da maca:
 Nos orifícios (ilhós) de colocação da corda
 Entre o segmento da cabeceira e a estrutura da maca.
 Não inclinar a maca com o paciente lá deitado e se possível manter
sempre o paciente preso com as cintas para esse efeito(não incluídas).
 Quando a maca possui o respetivo carro e não estiver em movimento
este deverá ser travado.
 Não deixar o carro da maca parado em locais inclinados, mesmo com
as rodas travadas.
 A maca não deverá ser usada por pacientes com peso superior a 150
kg.
 Sempre que se efetue o movimento de articulação da cabeceira, deve-
se ter em atenção para o perigo de esmagamento dos dedos ou mãos
nas zonas articuladas
 Transporte de doentes na cama
 O transporte dos doentes aquando da sua
admissão, realização de exames complementares
de diagnóstico, quando são transferidos para
outros serviços ou para outro hospital, é outra
atividade em que o técnico/a de saúde intervém e
que convém ter alguns cuidados por forma a que
o mesmo se efetue de forma mais rápida e segura

 A admissão do doente é efetuada na zona de
transição da área externa para a área interna da
unidade. Não é permitida a entrada de
camas/macas do exterior, na unidade.
Quando se processa a admissão de um doente,
devem ser tomados os seguintes cuidados:
 Transportar a cama onde o doente irá ficar
internado, para esse local de transferência
 Abrir a cama de modo a poder transferir mais
facilmente o doente
 Levar juntamente com a cama, um ressuscitador
manual
 Transportar a cama com cuidado de modo a não
provocar batidas desnecessárias
nasportas/paredes
 Aquando da entrada do doente, não serão permitidos
objetos ou valores pessoais, devendo os mesmos
permanecer no serviço de onde o doente teve origem.

 A transferência do doente para outro serviço ou


instituição, processa-se do seguinte modo e com os
seguintes cuidados:
 A transferência do doente para outra cama/maca será
efetuada no mesmo local onde se faz a admissão. Na
transferência para outro serviço, o doente será sempre
acompanhado pelo enfermeiro e técnico/a de saúde
que pertencem ao serviço para onde irá ser
transferido
 Todo o material necessário à transferência deverá ser
providenciado pelo serviço queo irá receber, ou pela
equipa de transporte que o irá acompanhar
 Quando o doente é transferido para qualquer outra
unidade de internamento dainstituição, acompanha-o
sempre o processo clinico completo e alguns
utensílios/materialque estejam a ser somente
utilizados nesse doente, por forma a que possam vir a
seraproveitados
 Deverá ser dada atenção ao estado de
apresentação/higiene do doente, devendoigualmente
ser-lhe vestida uma bata descartável/pijama
 No final da transferência deverá ser arrumado todo o
material que foi utilizado e iniciar-se logo que possível
o processo de desinfeção da unidade do doente.
TRANSPORTE DO DOENTE NA CADEIRA DE
RODAS

 Como sentar?
 Os travões devem estar acionados;

 Os apoios de pés devem estar rebatidos ou


virados para o lado;
 A cadeira deve estar estável;

 As rodas da frente pequenas, devem estar


alinhadas para a frente;
 Depois de sentado, deve-se colocar os apoios de
pés no sítio e colocar lá os pés;
 Como sair?
 Cadeira encostada a uma parede;
 Rodas pequenas alinhadas para a frente;
 Travões acionados;
 O utilizador deve inclinar-se ligeiramente para a
frente. Pés colocados no chão ligeiramente afastados.
Joelhos a 90°. Apoiar-se nos braços para fazer a
elevação;

 Quando o utente se encontra numa cadeira de rodas,
ou simplesmente numa cadeira é necessário ter em
atenção, para além do seu ajustamento, o tempo em
que permanece na mesma e os pontos em que podem
desenvolver-se zonas de pressão.
OS POSICIONAMENTOS
 Os posicionamentos consistem em providenciar ao indivíduo
alternância de posições ou decúbitos, com ou sem colaboração
do mesmo, respeitando os princípios anatómicos, o peso
corporal e protegendo as zonas de proeminência óssea.

 Nas fases em que o utente necessite de períodos de
acamamento, o seu bom posicionamento e uma mobilidade
adequada, facilitará a manutenção da integridade da pele, das
amplitudes articulares e do movimento.

 Os posicionamentos são utilizados para evitar:
 Contracturas
 Encurtamentos
 Perca de amplitude articular
 Complicações respiratórias e/ou circulatórias
 Zonas de pressão
 Estas complicações podem ocorrer como
consequência da hipertonia, alterações da
mobilidade articular e do mau posicionamento. A
idade é um fator importante a considerar, uma
vez que a atividade global tem tendência a
diminuir.
PRINCÍPIOS BÁSICOS

 Um posicionamento eficaz deve:


 Promover o conforto; deve adaptar-se o
posicionamento às necessidades do doente, e
sempre que possível ter uma ação conjunta com o
mesmo.
 Prevenir as alterações do tónus muscular,
movimento e amplitudes articulares; o
posicionamento escolhido deve facilitar a
mobilidade e mobilização do utente e a
estimulação sensorial e proprioceptiva.
 Prevenir zonas de pressão.
 Iniciar a mobilidade do utente precocemente,
facilita o bom desenvolvimento de padrões de
movimento, independência e autocontrolo. Ao
utilizar técnicas de facilitação da mobilidade na
cama, tal como nos posicionamentos devemos ter
em atenção os seguintes aspetos:
 Não arrastar o corpo na cama
 Não puxar articulações
 Evitar amplitudes extremas
 Solicitar o máximo de atividade possível ao
utente
 Manter as articulações bem posicionadas durante
as mudanças de posição.
TIPOS DE POSICIONAMENTOS
 Decúbito dorsal

 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo

 Lavar as mãos

 Instruir o indivíduo sobre o procedimento

 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal, no


centro da cama, com a coluna vertebral alinhada
 Proteger proeminências ósseas com material de
prevenção de úlceras de pressão, se necessário
 Posicionar a cabeça e cintura escapular numa
almofada baixa, se não houver contraindicação
 Posicionar os membros superiores em ligeira
abdução do ombro e flexão do cotovelo
 Posicionar o antebraço e mão em pronação e
ligeira dorsoflexão, com uma almofada baixa e em
cunha. Proceder de igual modo para o outro
membro superior.
 Aplicar pequenas almofadas nas regiões
popliteias, deixando libertas as massas
musculares

 Aplicar pequenas almofadas sob as regiões


aquilianas, deixando livres os calcanhares
 Aliviar a roupa junto aos pés

 Aplicar pequenas almofadas, em cunha, ao nível


da articulação coxofemoral, em ambos os
membros
 Verificar o alinhamento corporal, segundo o eixo
sagital, observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material

 Lavar as mãos
DECÚBITO VENTRAL

 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal, no lado da cama
mais próximo do profissional
 Aplicar almofadas sobre a base da cama ao nível do
abdómen e membros inferiores
 Manter os membros superiores ao longo do corpo, rodar o
indivíduo sobre si próprio deixando-o deitado sobre o
abdómen, com a cabeça lateralizada e os membros
inferiores em ligeira abdução
 Posicionar o membro superior do lado para o qual a cabeça
está voltada, com o braço em abdução, antebraço em flexão
de aproximadamente 90º e mão em extensão com os dedos
em abdução.
 Posicionar o membro superior do lado oposto,
com, o braço em ligeira abdução, rotação interna,
antebraço e mão em extensão
 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,
observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material

 Lavar as mãos


DECÚBITO LATERAL DIREITO
 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal, no lado esquerdo
 Aplicar uma almofada junto ao membro inferior direito
 Executar flexão dos membros superior e inferior esquerdos
e rodar o indivíduo com movimento firma e suave
 Posicionar o membro inferior direito em ligeira flexão das
articulações
 Posicionar o membro inferior esquerdo, sobre a almofada
fazendo um ângulo de aproximadamente 90º a nível das
articulações do joelho e coxofemoral
 Posicionar a cabeça sobre uma almofada com
volume ajustado à altura do ombro
 Posicionar o membro superior direito com o
ombro em ligeira flexão e o cotovelo em flexão
 Posicionar o membro superior esquerdo, com o
ombro e o cotovelo em flexão, sobre uma almofada
que acompanha todo o membro
 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,
observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material
 Lavar as mãos.
DECÚBITO LATERAL ESQUERDO
 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal, no lado direito
 Aplicar uma almofada junto ao membro inferior esquerdo
 Executar flexão dos membros superior e inferior direitos e
rodar o indivíduo com movimento firma e suave
 Posicionar o membro inferior esquerdo em ligeira flexão das
articulações
 Posicionar o membro inferior direito, sobre a almofada
fazendo um ângulo de aproximadamente 90º a nível das
articulações do joelho e coxofemoral
 Posicionar a cabeça sobre uma almofada com
volume ajustado à altura do ombro
 Posicionar o membro superior esquerdo com o
ombro em ligeira flexão e o cotovelo em flexão
 Posicionar o membro superior direito, com o
ombro e o cotovelo em flexão, sobre uma almofada
que acompanha todo o membro
 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,
observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material

 Lavar as mãos.
DECÚBITO SEMI-VENTRAL DIREITO

 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito lateral ou assisti-lo a posicionar-se
 Aplicar uma almofada de dimensão reduzida sobre a cabeça, se necessário
 Aplicar uma almofada em cunha de dimensão proporcional ao tronco para
suporte do hemitórax até à crista ilíaca
 Posicionar o membro inferior direito em ligeira flexão e o outro membro semi-
flectido sobre uma almofada proporcional ao membro inferior
 Posicionar o membro superior direito, em hiperextensão do braço e flexão do
antebraço e o outro em abdução do ombro e flexão do braço
 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital, observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material
 Lavar as mãos.
DECÚBITO SEMI-VENTRAL ESQUERDO

 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito lateral ou assisti-lo a
posicionar-se
 Aplicar uma almofada de dimensão reduzida sobre a cabeça,
se necessário
 Aplicar uma almofada em cunha de dimensão proporcional ao
tronco para suporte do hemitórax até à crista ilíaca
 Posicionar o membro inferior esquerdo em ligeira flexão e o
outro membro semi-flectido sobre uma almofada proporcional
ao membro inferior
 Posicionar o membro superior esquerdo, em hiperextensão do
braço e flexão do antebraço e o outro em abdução do ombro e
flexão do braço

 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,
observando-o dos pés da cama

 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e


segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material

 Lavar as mãos.
DECÚBITO SEMI-DORSAL DIREITO
 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo
 Lavar as mãos
 Instruir o indivíduo sobre o procedimento
 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal ou assisti-lo a
posicionar-se no lado esquerdo
 Virar o indivíduo lateralmente na cama ou assisti-lo a rodar-se
 Aplicar uma almofada em cunha ao longo do tronco libertando
a região sagrada
 Posicionar o membro inferior esquerdo em ligeira flexão sobre
almofadas
 Posicionar o membro inferior direito apoiado na cama em
ligeira flexão do joelho e ligeira rotação externa da articulação
coxofemoral
 Posicionar o membro superior esquerdo sobre a Almofala, com
o braço em ligeira abdução, antebraço em ligeira flexão, mão
em extensão e dedos em abdução
 Posicionar o membro superior direito do lado do
decúbito com o ombro em ligeira flexão e o braço
em rotação externa, o antebraço em ligeira flexão
e supinação, mão em extensão e dedos em
abdução
 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,
observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material

 Lavar as mãos.
DECÚBITO SEMI-DORSAL ESQUERDO
 Procedimentos:
 Providenciar os recursos para junto do indivíduo

 Lavar as mãos

 Instruir o indivíduo sobre o procedimento

 Posicionar o indivíduo em decúbito dorsal ou


assisti-lo a posicionar-se no lado direito
 Virar o indivíduo lateralmente na cama ou
assisti-lo a rodar-se
 Aplicar uma almofada em cunha ao longo do
tronco libertando a região lombar
 Posicionar o membro inferior direito em ligeira flexão
sobre almofadas

 Posicionar o membro inferior esquerdo apoiado na


cama em ligeira flexão do joelho e ligeira rotação
externa da articulação coxofemoral
 Posicionar o membro superior direito sobre a
Almofala, com o braço em ligeira abdução, antebraço
em ligeira flexão, mão em extensão e dedos em
abdução
 Posicionar o membro superior esquerdo do lado
do decúbito com o ombro em ligeira flexão e o
braço em rotação externa, o antebraço em ligeira
flexão e supinação, mão em extensão e dedos em
abdução.

 Verificar o alinhamento segundo o eixo sagital,


observando-o dos pés da cama
 Assegurar que o indivíduo sinta conforto e
segurança
 Assegurar a recolha e lavagem do material
TÉCNICAS ASSOCIADAS A CADA TIPO DE
POSICIONAMENTO

 Decúbito dorsal:
 Encorajar o indivíduo a ser independente

 Promover o autocuidado

 Providenciar conforto

 Prevenir deformações músculo-esqueléticas

 Prevenir alterações da integridade cutânea

 Prevenir a rigidez articular

 Facilitar posição de relaxamento

 Prevenir o edema da mão


 Prevenir atrofias musculares
 Manter a curvatura fisiológica do joelho

 Evitar a pressão nos calcanhares

 Prevenir alterações cutâneas e pé equino

 Prevenir a rotação externa do membro inferior

 Validar o alinhamento da coluna vertebral


 Decúbito Lateral:
 Encorajar o indivíduo a ser independente

 Promover o autocuidado

 Providenciar conforto

 Apoiar e estabilizar o membro inferior

 Manter ao alinhamento da coluna cervical

 Evitar a posição pendente do membro superior

 Facilitar os movimentos respiratórios

 Validar o alinhamento da coluna vertebral


 Decúbito semi-dorsal:
 Encorajar o indivíduo a ser independente

 Promover o autocuidado

 Providenciar conforto

 Manter a estabilidade da coluna vertebral

 Validar o alinhamento da coluna vertebral


 Decúbito ventral
 Encorajar o indivíduo a ser independente

 Promover o autocuidado

 Providenciar conforto

 Prevenir a pressão na região mamária e genital

 Validar o alinhamento da coluna vertebral


 Decúbito semi-ventral
 Encorajar o indivíduo a ser independente

 Promover o autocuidado

 Providenciar conforto

 Prevenir a pressão na região mamária e genital

 Validar o alinhamento da coluna vertebral


ERGONOMIA E A SUA APLICAÇÃO
NA ÁREA DOS POSICIONAMENTOS
RISCO OCUPACIONAL PARA O/A TÉCNICO/A
AUXILIAR DE GERIATRIA NA MANIPULAÇÃO
DE CARGAS

 As lesões músculo-esqueléticas (LME)


relacionadas com o trabalho constituem um grave
problema entre os funcionários hospitalares. As
lesões dorso-lombares e as lesões nos ombros
constituem as principais preocupações, podendo
ser ambas extremamente debilitantes.

 Existem vários fatores que tornam as atividades


de mobilização de doentes perigosas e aumentam
o risco de lesão. Esses fatores de risco estão
relacionados com diversos aspetos da mobilização
de doentes:
 Riscos associados à tarefa:
 Força: O esforço físico necessário para executar a
tarefa (como levantar corpos pesados, puxar e
empurrar) ou para assegurar o controlo de
equipamentos e ferramentas
 Repetição: Executar o mesmo movimento ou série
de movimentos de forma contínua ou frequente
ao longo do dia de trabalho
 Posições incorretas: Assumir posições que
exercem tensão sobre ocorpo, tais como inclinar-
se sobre uma cama, ajoelhar ou rodar o troncoao
mesmo tempo que se efetuam movimentos de
elevação
 Riscos associados ao doente:
 Os doentes não podem ser levantados como
cargas, pelo que as “regras” de elevação segura
nem sempre são aplicáveis
 Os doentes não podem ser seguros junto ao corpo

 Os doentes não possuem pega

 Não é possível prever o que acontecerá ao


mobilizar um doente
 Os doentes são volumosos
 Riscos associados ao ambiente:
 Riscos de escorregar, tropeçar e cair

 Superfícies de trabalho desniveladas

 Limitações de espaço (salas pequenas, presença


de muitosequipamentos)

 Outros riscos:
 Nenhuma ajuda disponível

 Equipamento inadequado

 Calçado e vestuário inadequados

 Falta de conhecimentos ou formação


 A determinação da técnica adequada de
mobilização de doentes envolve uma avaliação
das necessidades e capacidades do doente
envolvido. A avaliação do doente deve incluir o
exame de fatorescomo:
 O nível de assistência exigido pelo doente

 O tamanho e o peso do doente

 A capacidade e a vontade do doente em


compreender e cooperar
 Condições clínicas que possam influenciar a
escolha dos métodos delevante ou posicionamento

 Deve ter-se em consideração que a mobilização
manual de doentes aumenta o risco de LME:
 Os corpos dos doentes possuem uma distribuição
assimétrica do peso enão possuem áreas estáveis para
agarrar. Por conseguinte, torna-sedifícil para o
profissional sustentar o peso do doente junto do seu
própriocorpo
 Em algumas situações, os doentes podem estar num
estado de agitação,rebeldia, não reação ou podem
oferecer graus de cooperação limitados, aumentando o
risco de lesão
 O ambiente físico e/ou estrutural dos cuidados pode
exigir posições eposturas incorretas que aumentam a
suscetibilidade de desenvolveruma lesão músculo-
esquelética.
CUIDADOS DE HIGIENE E
CONFORTO A IDOSOS QUE
NECESSITAM DE AJUDA PARCIAL
OU TOTAL
Higiene corporal
Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574

Cuidados de Higiene e conforto

Objectivos dos cuidados de higiene:

 Conforto e relaxamento (por exemplo, sentir-se fresco


e relaxar os músculos tensos);

 Estimular a circulação (por exemplo, massagem);

 Limpeza (por exemplo, remoção de tecido necrosado,


microorganismos e secreções);
Curso Técnico/a Auxiliares de Saúde, UFCD 6574

 Melhorar a auto-imagem (por exemplo, remoção de odores


desagradáveis, melhoria da aparência);

 Tratar da pele (por exemplo, limpando, estimulando a


circulação e hidratando);

 Proporcionar conforto físico e psicológico.


Alterações da pele e tegumentos
nos idosos
Pele

 a epiderme não se renova tão


facilmente;

 perda da elasticidade da pele;

 atrofia dos capilares da pele


(consequente diminuição do aporte
sanguíneo, sobretudo nas
extremidades);
 perda de tecido adiposo (“gordura”) que se
deposita nas ancas e ao nível do abdómen;

 aparecimento de rugas;

 aparecimento de manchas;

 diminuição da actividade das glândulas


sebáceas, com perda da oleosidade natural
da pele.
Tegumentos (pêlos, unhas e
cabelo)

 diminuição da quantidade de pêlos, excepto na cara;

 diminuição da espessura e embranquecimento dos


cabelos;

 diminuição do crescimento das unhas e espessamento por


diminuição da circulação periférica.
Considerações Gerais

 Uma pele integra ajuda a prevenir infecções e


outras complicações e promove a auto-estima.
 Existem conceitos errados sobre o banho. Por exemplo,
algumas pessoas acreditam que durante a doença o
banho é prejudicial ou que, os arrepios durante o
banho provocam constipações.

 O banho geral deve ser realizado pelo menos uma vez


por semana, incluindo o cabelo.
 Contudo é muito importante uma higiene
diária a zonas mais sensíveis do corpo por
exemplo, a face, as axilas, os genitais e os pés,
uma vez que são áreas que transpiram
facilmente ficando irritadas, levando à
ocorrência de infecções.

 Todas as pessoas devem participar em todas


as etapas do banho.
 O Banho é uma boa ocasião para se examinar a
pele (presença de lesões, escarras e hematomas),
as unhas e cabelos.

 Cada pessoa tem a sua privacidade, que deve ser


sempre mantida e respeitada.

 Além das falsas ideias acerca dos cuidados de


higiene pessoal dificultar a higiene no idoso,
também o estado físico de cada um (destreza,
coordenação, força muscular, equilíbrio) faz com
que a higiene se torne mais difícil.
Cuidados de Higiene

Pele

 Alternar banhos gerais e parciais (face,


axilas, região genital e pés);

 A lavagem deve ser feita das zonais mais


limpas para as zonas mais sujas (face,
pescoço, membros superiores, tórax,
abdómen, membros inferiores, genitais e
ânus);
 Passar água em abundância pela pele,
sobretudo ao nível das axilas, região
inguinal, infra-mamária, genital e entre os
dedos dos pés);

 Secar bem estas zonas evitando a fricção;

 Utilizar um hidratante depois do banho,


ajudando a reduzir a secura da pele;
 Evitar a utilização de cremes agressivos e
álcool etílico uma vez que estes produtos
secam a pele;

 Evitar utilizar pó-de-talco, dado que, ao


absorver a humidade natural seca a pele;

 Uma lavagem cuidadosa constitui o melhor


método de eliminação dos cheiros e riscos de
infecção.
Genitais

 A lavagem e hidratação das zonas genitais


são intervenções que ajudam a prevenir
alterações da integridade da pele;

 As fezes e a urina tornam a pele húmida e


aceleram a proliferação bacteriana, levando à
ocorrência de infecções;
É necessário utilizar sabão neutro para não
alterar o pH da pele;

Lavar sempre a região genital no sentido


anterior para posterior;

Depois da higiene aplica-se um creme


protector para impedir a irritação;
Pés

Ter o cuidado de lavar os pés diariamente


com água e sabão neutro e depois de secar,
aplicar creme hidratante;

Mudar diariamente de meias ou com maior


frequência se necessário;
 Os idosos tem dificuldade em cortar as
unhas (quer devido à limitação de
movimento, quer devido a défices visuais)
pelo que devem ser ajudados nesta tarefa.
Os cuidados com o pé diabético

- a circulação e a sensibilidade das pernas são


mais afectadas pelos diabéticos, que pode
ainda causar dificuldade de cicatrização de
feridas;

- o diabético deve dar máxima atenção aos pés,


cuidando da higiene e escolhendo bem o
calçado.
 Nunca andar descalço, mesmo dentro de casa;

 Usar sapatos de pele confortáveis e bem


ajustados, mas nunca a apertar ao pé para não
magoar;

 Antes de calçar os sapatos, verifique se há


algum objecto no interior, defeito ou prego
saliente;
 evitar sapatos de borracha ou de material
sintético que não deixam respirar os pés;

 evitar os sacos de água quente na cama e


se aproxime de aquecedores. Pois pode
queimar os pés sem o sentir;
 lavar os pés em água tépida e sabão suave e
depois enxugando muito bem sem friccionar,
especialmente entre os dedos;

 usar meias de algodão, ou de lã;

 cortar as unhas direitas e não rentes;


 observar os pés diariamente, se vir alguma ferida,
calo, inchaço, inflamação ou alteração da cor, deve
contactar o médico;

 se não conseguir observar o pé sozinho peça ajuda.


Dentes e próteses dentárias

 Escovar os dentes depois das refeições e


antes de se deitar;

 Escovar ligeiramente a língua e mucosa


oral;

 Examinar a boca a fim de detectar lesões;

 Escovar regularmente as próteses.


 Além de uma boa higiene corporal, importante para o
conforto da pessoa, é igualmente importante o
vestuário que esta utiliza e as condições em que o
mesmo se encontra. Assim devem-se ter algumas
considerações quanto ao vestuário.
Vestuário

 Utilizar roupa interior de algodão;

 Usar roupa larga, evitando elásticos;

 Não usar meias com ligas muito justas;

Mudar frequentemente a roupa interior;

Evitar calçado derrapante.


Normas úteis a todos os banhos

 Promover a segurança e prevenir quedas;

Fazer o levantamento das necessidades


físicas e psicológicas;

Determinar as capacidades para o auto-


cuidado, conhecendo as limitações à
actividade e encorajando a auto-ajuda se
não for contra-indicada;
 Envolver a pessoa em todo o processo do
banho e higiene;

 Individualizar o ensino de acordo com as


necessidades de cada pessoa;

 Promover banhos frequentes para as pessoas


incontinentes;
 Limpar imediatamente a pele das secreções
corporais (urinas e fezes) para prevenir
irritações;

 Providenciar ambiente adequado e


privacidade durante o banho.
O conforto
CONFORTO
A Organização Mundial de Saúde (1990) e a
Associação Nacional de Cuidados Paliativos
(1996), consideram que: “cuidados paliativos
são cuidados globais e activos prestados aos
doentes cuja doença não responde ao
tratamento curativo, com o objectivo de obter
a melhor qualidade de vida possível até que a
morte ocorra, controlando a dor e outros
sintomas, integrando aspectos psicológicos,
sociais e espirituais nesses cuidados; é
também fundamental a atenção aos
problemas da família durante a doença e
após a morte do doente.”
 Sono e repouso

 O sono e o repouso são funções restauradoras


necessárias à preservação da vida. É comum - e
correto - afirmar-se que passamos cerca de dois
terços da vida a dormir. No entanto, estamos a
falar de uma média, o que quer dizer que nem
todas as pessoas estão dentro deste valor.
 Com o avançar da idade, a qualidade do sono
tende a deteriorar-se. Muitas pessoas com mais
de 65 anos sofrem de alguma perturbação do
sono: dificuldade em adormecer, sono
entrecortado, sono demasiado leve ou estar
acordado durante a noite e sonolento de dia.

 No entanto, as pessoas tiveram hábitos de sono


diferentes ao longo da vida, o que
necessariamente determina também padrões de
sono diferentes. Um dos sintomas mais
frequentes da degradação da qualidade do sono é
a alteração da hora de acordar, que na velhice
tende a ocorrer mais cedo.
 As perturbações do sono causam uma sensação de
cansaço durante o dia (hipersónia), muitas vezes
traduzida em períodos de sonolência ou até sestas
involuntárias. Estas alterações podem
determinar irritabilidade e mal-estar e podem ter
de ser objeto de avaliação e prescrição médicas.

 Mas podem ter outros efeitos, como dores


musculares e das articulações, tendinites,
torcicolos, refluxo gastro-esofágico, entre outros.
Ora estes problemas podem, por sua vez, afetar o
sono das noites seguintes, criando uma espécie de
ciclo vicioso.
 Os fatores que contribuem para os problemas de
sono nas pessoas idosas podem ter que ver com
múltiplos aspectos, como a presença de dor ou
desconforto físico, distúrbios emocionais ou
fatores ambientais, ruídos ou presença de outras
pessoas noquarto.
PERTURBAÇÕES DO SONO
 Um dos principais distúrbios do sono é a insónia,
dificuldade em adormecer ou em manter o sono,
ou a sensação de que o sono que se teve foi
insuficiente.

 Insónia não é apenas não dormir ou dormir


pouco. Há quem durma pouco e não se queixe
durante o dia. Falamos de insónia quando o facto
de se dormir pouco tem consequências negativas
durante o dia: fadiga, cansaço fácil, ardência nos
olhos, irritabilidade, ansiedade, fobias,
incapacidade de concentrar-se, dificuldades de
atenção e memória, mal-estar e sonolência.
 A insónia tem efeitos psíquicos e sociais, mais do
que biológicos. Um dos riscos que acarreta para
as pessoas mais velhas é o de terem acidentes,
uma vez que passam o dia menos despertas e
atentas. A insónia é mais frequente nas mulheres
do que nos homens, e também nas pessoas que
vivem sós.
CAUSAS DA INSÓNIA
 A insónia pode ser causada por substâncias que
ingerimos. A cafeína e a teína, o álcool, os
corticóides e outros medicamentos podem causar
transtornos do sono.

 A insónia pode também ser causada pelas dores e


incómodos associados a doenças crónicas das
pessoas idosas (doenças das articulações, asma,
problemas cardíacos, digestivos ou urinários,
bronquite, entre outros). Mas a insónia verifica-se
também em pessoas que não têm qualquer
doença.
 O stress é suficiente para causá-la em qualquer
idade, e mais acentuadamente nas pessoas mais
velhas. Acontecimentos tristes como a morte de
um amigo, perda do cônjuge, perda do espaço
social, dificuldades financeiras, sentimentos de
abandono, limitações físicas próprias da idade,
mudanças no estatuto social ou perceção da
própria condição de saúde podem causar
distúrbios do sono.
 As três situações de saúde mental mais associadas à
insónia na pessoa idosa são, por ordem decrescente de
frequência: ansiedade, depressão e demência. A
ansiedade dificulta o adormecer e pode levar a que a
pessoa acorde várias vezes durante a noite. Já uma
consequência da depressão pode ser acordar cedo ou
dormir demais. No caso da demência, ainda em
estágios iniciais, pode haver muitas vezes inversão do
ciclo circadiano (dia-noite/ sono-vigília).

 A insónia pode ainda ter causas ambientais. As


pessoas que se deitam tarde, ou ficam a ver televisão
ou a ler até de madrugada, podem ficar com o ciclo do
sono desregulado. Este tipo de insónia adquirida afeta
pessoas que trabalham em turnos noturnosou que
atravessam frequentemente fusos horários, como os
pilotos de avião.
O QUE FAZER PERANTE PERTURBAÇÕES DO
SONO DAS PESSOAS IDOSAS?

 A estrutura residencial deve procurar conhecer as


causas das perturbações de sono dos seus residentes
mesmo quando resultam de situações anteriores ao
acolhimento.
 Eis algumas situações frequentes:
 Problemas ou conflitos familiares, com amigos,
colaboradores da estrutura residencial
 Ou outros residentes;
 Más notícias;
 Medicação com efeitos no padrão normal de sono;
 Falta ou excesso de alimentos ou líquidos à hora de
deitar;
 Ambiente com luz ou ruído excessivos;
 Parceiro de quarto com hábitos de sono diferentes.
 Consoante as causas dos problemas de sono, há
soluções e fatores que favorecem um sono
confortável e tranquilo, nomeadamente:
 Comer ou beber algo ligeiro antes de deitar
(quando não exista contra indicação médica);
 Gozar de um ambiente calmo, obscurecido e sem
ruído, à temperatura adequada;
 Evitar assistir a programas de televisão violentos
ou situações excessivamente dramáticas;
 Ouvir música suave e ler um texto agradável;
 Evitar discussões ou debates empolgantes;
 Tomar a medicação prescrita.
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“O SOFRIMENTO SÓ É INTOLERÁVEL SE
NINGUÉM CUIDA…”

DAME CICELY SAUNDERS


ELIMINAÇÃO
NECESSIDADES DE ELIMINAÇÃO

 Uma parte importante dos cuidados prestados,


ao paciente, centra-se em ajudá-lo a superar as
dificuldades de eliminação de fezes e urina
 Consiste em ensinar, supervisionar, ajudar ou
realizar procedimentos
 Sempre que possível tornar o paciente
autônomo, dando-se especial importância à
higiene e ao conforto
 Antes de se estabelecer qualquer plano de
cuidados:
 Deverá ser avaliada a capacidade do
paciente em identificar a localização do
WC, chegar até ele, tirar a roupa, sentar-
se no vaso sanitário, alcançar e utilizar os
utensílios de higiene, levantar-se, voltar e
vestir-se e lavar as mãos.
A ELIMINAÇÃO URINÁRIA COMO UMA
NECESSIDADE HUMANA BÁSICA

 Princípios relativos a eliminação


urinária
 O adulto mediano elimina 1.000 a 1.500 ml de
urina em 24 horas.
 A relação anatômica íntima do trato urinário e
o trato genital, torna o funcionamento urinário
um tópico sensível para a maioria das pessoas.
 A localização do meato urinário em íntima
proximidade do ânus e órgãos genitais
externos, faz o trato urinário vulnerável à
infecção oriundas destas fontes.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A ELIMINAÇÃO
 Para manter um funcionamento efetivo, o
organismo humano deve livrar-se de
substâncias indesejadas (dejetos).
 Ele dispõe de quatro mecanismos de
eliminação dos produtos residuais: trato
urinário (urina), trato gastrintestinal (fezes),
através da pele (como perspiração) e através do
trato respiratório (ar expirado).
 Cada mecanismo tem sua função específica na
depuração dos resíduos resultantes do
processamento dos nutrientes e sua
subseqüente utilização nas células.
CONSIDERAÇÕES SOBRE A ELIMINAÇÃO
A maioria dos resíduos nitrogenados do
metabolismo celular é excretada na urina.
 O sistema urinário desempenha um papel
importante na manutenção do equilíbrio
hidroeletrolítico.
 O controle da micção representa para as
pessoas um ato independente, que é
aprendido na infância, e a perda desta
independência, significa uma ameaça ao
bem estar social e emocional, pondo em
risco os sentimentos de auto-estima.
FATORES QUE INFLUENCIAM A
EXCREÇÃO URINÁRIA
 Crescimento e Desenvolvimento
 Fatores Psicológicos
 Hábitos Pessoais
 Tono Muscular
 Ingestão de Líquidos
 Condições Patológicas
 Intervenções Cirúrgicas
 Ação de Medicamentos
 Exames com Finalidade Diagnóstica
ANATOMIA E FUNCIONAMENTO DO APARELHO
URINÁRIO
 O aparelho urinário é o conjunto de
órgãos que se encarrega da formação e
excreção de urina. É composto pelos

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rins(3), os ureteres(4), a bexiga(5) e a
uretra(6). Através da urina, são
eliminados os produtos que resultam
do metabolismo e as substâncias
tóxicas que circulam no sangue. A
urina é armazenada na bexiga, que
tem uma capacidade de 250 a 550 ml,
fazendo-se a sua evacuação através do
esfíncter uretral. O controle da micção
é voluntário e consciente, e a
eliminação produz-se quando a uretra
se abre e a bexiga se contrai. Esta
ação coordenada depende do sistema
nervoso.
ELIMINAÇÃO URINÁRIA
 Características da urina

 Composição: água, ureia e electrólitos (Na+ e Cl-)


 Volume: 50-80 ml/h => 1000-2000 ml/24h
DEPENDE
 - Ingestão de líquidos
- Líquidos perdidos por outras vias
- Febre
- Temperatura ambiente
- Idade
- Ingestão de proteínas
- Terapêutica com diuréticos
COR: VARIA ENTRE O AMARELO PÁLIDO E O
ÂMBAR (NORMAL); EM CONTACTO COM O AR
OXIDA
 Variações:
- Vermelho vivo
- Vermelho escuro
- Amarelo escuro
- Amarelo vivo
- Esbranquiçada opaca
 Aspeto: transparente
- Se turva (presença de bactérias, de esperma ou
líquido prostático)
 Odor: característico
- Amoniacal (ação bacteriana)
- Adocicado (corpos cetónicos)
 Densidade: entre 1003-1030; mede a concentração de
solutos dissolvidos na urina
 pH: entre 4.5-7.5; determina a concentração de
hidrogénios na urina.
PLANEJAMENTO PARA A EXCREÇÃO
URINÁRIA
 Fazer o paciente entender o processo
normal de excreção urinária.
 Estimular a micção normal, com
esvaziamento completo da bexiga.
 Prevenir infecções.
 Manter a integridade da pele.
 Promover o maior conforto possível para o
paciente.
 Promover o funcionamento normal da
bexiga.
AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA

 A diurese medida deve ser igual à ingestão de


líquidos.
 A bexiga é impalpável após a micção.
 A urocultura não deve revelar o crescimento de
bactérias.
 O paciente não deve tem queixas de disúria, sensação
de prurido ou de queimação no meato uretral,
urgência miccional ou freqüência anormal.
 Observe se a urina é transparente.
 A inspeção do períneo não revela sinais de inflamação
ou se escoriação.
 O paciente nega desconforto devido à colocação de
cateter.
AVALIAÇÃO DA EXCREÇÃO URINÁRIA

 Exame de Urina
 Coleta das Amostras de Urina
 Exames Diagnósticos
 Visualização Indireta
 Visualização Direta
 Resultados Normais do Exame de Urina
 pH (4,6 a 8.0)
 Albumina (ausente)
 Glicose (ausente)
 Corpos Cetônicos (ausentes)
 Densidade Específica (1.010 a 1.025)
ELIMINAÇÃO INTESTINAL

 Movimento e evacuação das fezes pela defecação


 Habitualmente uma vez por dia

 Fezes moles e moldadas

 Pode ser influenciada por fatores físicos e/ou


psicológicos.
FATORES QUE AFETAM A DEFECAÇÃO NORMAL
 Factores psico-  Factores fisiológicos:
sociais:  Ingestão de alimentos

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 Estado mental  Tónus muscular
 Experiência ligada ao treino  Medicamentos
intestinal  Procedimentos cirúrgicos
 Hábitos culturais  Exames de diagnóstico
 Privacidade  Idade
 Hábitos pessoais  Distúrbios motores / sensoriais
 Sedentarismo  Patologia intestinal
ATIVIDADE GASTROINTESTINAL
 Reflexo gastrocólico: quando o bolo
alimentar entra no estômago. (é
mais forte quando a pessoa come
após um período de jejum).

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 Peristaltismo: movimenta o que
sobrou dos nutrientes através do
cólon e sigmóide na direcção do
ânus.
 Reflexo da defecação: tem início
quando a massa fecal ou os gases se
movem da sigmoideia para o recto.
Os esfíncteres anais relaxam.
EXAME DA ELIMINAÇÃO INTESTINAL

Padrão de Características
eliminação das fezes
Existem inúmeras Cor

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 
variações do normal  Odor
 É fundamental  Consistência
determinar o que é  Formato
peculiar a cada doente
 Existência de
(frequência, esforço
para expelir as fezes, componentes
recursos utilizados incomuns
para a eliminação)
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CUIDADOS A TER ANTES, DURANTE E APÓS A


ELIMINAÇÃO
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COLOCAÇÃO E REMOÇÃO DE ARRASTADEIRAS


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COLOCAÇÃO E REMOÇÃO DE ARRASTADEIRAS


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COLOCAÇÃO DO URINOL
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DISPOSITIVO DE APOIA A ELIMINAÇÃO


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DISPOSITIVO DE APOIA A ELIMINAÇÃO


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CUIDADOS NA DESINFEÇÃO
SEXUALIDADE NA VELHICE
O início de tudo: uma visão dos povos primitivos
Segundo Branden (1982), nas tribos primitivas as relações entre os sexos
não eram mantidas com o intuito afetivo ou pelo desejo de ter o outro para
si, e sim para estabelecer uma unidade com o propósito de sobrevivência
física.

No entanto, como tem sido verificado, entre os povos primitivos mais


contemporâneos, eles continuam apresentando características iguais aos
seus antepassados, sendo ainda a desvinculação afetiva, em suas relações
sexuais, a preocupação maior destes grupos. Entretanto, mesmo com a
reprenssão afetiva, a questão da sexualidade em relação à sua manifestação
não é reprimida; pelo contrário, existe um incentivo, pois a procriação tem
sido o principal fator a reforçar seu exercício, em diversos tempos e em
sociedades diferentes.

A questão do idoso, no entanto, não é comentada nesse período até mesmo


pela falta da possibilidade de uma longevidade. Se, por ventura, ocorresse
algum problema nessa área, seja pela idade ou infertilidade, o
distanciamento seria inevitável, já que, entre eles, o envolvimento
emocional é censurado severamente.
Segundo momento: Grécia
A antiga Grécia ficou marcada como uma época na qual a beleza física era o
ponto central de devoção e idolatria. Paralelamente a ela, os gregos
valorizavam também o espírito, como afirma Cabral (1995).
A posição feminina na sociedade era vista de forma desvalorizada e,
enquanto a mulher não se casava, ela ficava subjugada à autoridade do pai
ou a de algum parente próximo. Durante a vida de casada, a mulher
passava a maior parte do seu tempo em seus aposentos, realizando afazeres
femininos, sem direito a uma educação formal, sem informações políticas, e
seus passeios eram realizados somente com acompanhantes.

O casamento era visto como uma união com interesses pessoais, como por
exemplo: filhos legítimos, formação de capital, uma forma de assegurar o
patrimônio familiar e segurança para a velhice, demonstrando, assim, que
as uniões por amor estavam, a princípio, em segundo plano, dificultando
possivelmente as trocas afetivas entre pessoas que deveriam unir-se por
sentimentos mais profundos. Este tipo de união faz lembrar as relações
sexuais dos povos primitivos, cujo objetivo central era a procriação para a
sobrevivência de seu povo.
Terceiro momento: Roma
Tannahill (1983) salienta que o aparecimento de rugas poderia ser um
motivo de divórcio. Neste caso, a observação da questão da velhice feminina
era um fator prejudicial na relação e que, provavelmente, poderia
atrapalhar o convívio do casal por perda dos padrões estéticos de beleza e,
conseqüentemente, falta de atração sexual. Dessa forma, verifica-se que o
envelhecimento feminino esteve mais pré conceitualizado do que o
masculino, demonstrando, assim, a importância da beleza física dessa época
até os dias atuais.

As características do comportamento e dos papéis sexuais na antiga Roma


possuem muito mais fatores para serem comentados. No entanto, este
trabalho enfoca a questão da velhice. Sendo assim, após a citação do autor,
observa-se que a população de Roma caracteriza-se pela baixa faixa etária.
Desta forma, a sexualidade e velhice nesta população, a priori, não
deveriam ser tão presentes.
Quarto momento: Cristianismo, uma grande
mudança
Ao final do Império Romano, em sua desintegração, surge uma nova força
cultural e histórica que começaria a causar grande impacto sobre o mundo
ocidental, a qual iria afetar as relações entre homens e mulheres tão
profundamente quanto afetou o resto da cultura ocidental: o cristianismo.

Cabral (1995) comenta que o sexo casual tornou-se polêmico do século VII ao
XII, entre os componentes da Igreja. Todavia, através de discussões, os
componentes da Igreja definiram o casamento como: “uma união consentida
e abençoada por Deus, que conferia ao mesmo tempo a indulgência ao ato
sexual, a intenção de procriar.” (p.107)

Dessa forma, o conceito de atividade sexual e reprodução torna-se mais


forte, ou seja, o sexo permanece ligado à reprodução de seres e não a uma
reprodução de trocas afetivas de quem se ama, dificultando, assim, a
manifestação da sexualidade entre idosos.
Quinto movimento e o rótulo final: Idade média
A Idade Média caracterizou-se por ser um período da história onde a sociedade
estava muito preocupada e interessada em modificar os padrões morais e do
comportamento sexual. Neste momento, a Igreja medieval proclamava que os
assuntos relativos à moral estavam dentro de sua circunscrição, sendo assim, esteve
na frente, possuindo um papel dominante na definição do que era um
comportamento sexual apropriado.

Apesar dos esforços da Igreja medieval, o período foi considerado como sendo
relativamente aberto, ou seja, houve uma certa liberdade sexual no final da Idade
Média.

Sendo os preconceitos voltados para o comportamento sexual desviante,


desvinculado da procriação, a atividade sexual dos idosos, naquela época, era
também considerada como algo negativo, já que, nessa idade, o coito e o desejo
sexual não eram bem aceitos pela Igreja.
SÉCULOS CONCENTRADOS NO REFORÇO ÀS SEXUALIDADE DO
IDOSO
Covey (op.cit.) salienta que as crenças ocidentais sobre a as sexualidade do idoso
estão sendo sustentadas desde a Idade Média, ao disseminarem que o apetite sexual
desaparece com o envelhecimento, que o sexo é perverso na velhice e que os idosos
que tentavam praticá-lo sofriam uma auto decepção pelas dificuldades oriundas da
idade. Ainda comenta que: “Em adição, os conceitos tradicionais relacionados à
sexualidade, tais como: beleza, atração, potência sexual e orgasmos femininos não
eram referidos às pessoas idosas e sim as excluíam.” (p. 3)

Quanto ao trabalho de Burrow, publicado em 1986, Covey (op.cit.) constata o


comportamento sexual do idoso era considerado inapropriado e ainda salienta que:
“Aqueles idosos que permaneciam em atividades sexuais eram julgados como tendo
um comportamento inapropriado em relação à idade, apresentando assim uma
variedade de respostas sociais negativas.” (p. 5)

O sexo realizado entre os idosos casados era visto também como não natural e
representava uma afronta à dignidade. Em 1988 esta visão ajudava aos mais jovens
a não sentirem os idosos como competidores sexuais (Barash, cit. por Covey, 1989),
esta visão ajudava aos mais jovens a não sentirem os idosos como competidores
sexuais. Esta percepção talvez tenha sido e continue a ser o motivo principal pelo
qual a sociedade visualiza o idoso como “sem sexo”.
A sexualidade do idoso: O resultado da história no
século XX
Diante de tantos tabus, a sociedade continua com dificuldades em lidar com a
questão da sexualidade, principalmente, no que se refere ao idoso. A grande força
negativa que o grupo de idosos possui, em relação à sua manifestação do desejo ou
da atividade sexual, vem das normas de comportamento existentes nos séculos
anteriores.

Na existência de percepções positivas e negativas na fase da velhice, Libman (1989)


comenta que, atualmente, os gerontologistas estão trabalhando para a quebra ou
diminuição dos preconceitos de conotação negativa e dos estereótipos que são
atribuídos aos idosos, como o de serem degenerativos. Ainda segundo a autora, é
importante tomar cuidado, pois nesses combates podem surgir os chamados “contra-
mitos”, que são imagens super otimistas do idoso, igualmente não-realistas. Neste
caso, o importante não é a criação dos “contra-mitos” e, sim, demonstrar e permitir
que o idoso manifeste sua sexualidade sem culpa, sem considerar que esta atitude ou
sentimento seja percebido como anormais.

É o jovem, entretanto, quem mais abertamente pré conceitualizada a sexualidade do


idoso, ridicularizando qualquer manifestação sexual dos mais velhos.
A sexualidade do idoso: O resultado da história no
século XX
Para demonstrar a existência dessa energia e da dificuldade de expressão do desejo
sexual, Werlang (1989) realizou uma análise sobre um texto de Clarisse Lispector,
intitulado Ruídos de passos, de 1974, onde a autora relata a angústia de uma idosa
diante de seu desejo sexual.

Percebendo a importância do texto, resolvemos transcrevê-lo para enriquecer o nosso


trabalho através de sua análise.

:
A sexualidade do idoso: O resultado da história no
século XX
Diante da obra de Clarice Lispector, verifica-se que a manifestação da sexualidade
não termina com a idade. Sendo assim, o ser humano não deve continuar
acreditando que o desejo e a necessidade da manifestação sexual na Terceira Idade
sejam atribuídos a questões diabólicas ou que seja um comportamento negativo em
suas vidas, como era visto na Idade Média. E nem como diz Rieman (1995), que para
algumas pessoas “o desejo pode ser um presente de grego.” (p. 36)

A falta de informação sobre o processo de envelhecimento, assim como das mudanças


na sexualidade, em diferentes faixas etárias e especialmente na velhice, tem
auxiliado a manutenção de preconceitos e, conseqüentemente, trouxeram muitas
estagnações das atividades sexuais das pessoas com mais idade.

Muitas pessoas, pela formação reprimida que tiveram, possuem uma dificuldade em
falar sobre sexo, dificultando muitas vezes, o esclarecimento de suas dificuldades
nesta área.
Mas o que é
sexualidade?
C onsidera-se sexualidade as diversas formas, jeitos, maneiras que as
pessoas buscam para obter ou expressar prazer. É basicamente a busca do
prazer humano em suas diversas formas. A idéia de prazer irá variar de
pessoa para pessoa, levando em conta a realidade de cada indivíduo.
Quando uma pessoa está sentindo prazer, ela está vivenciando a sua
sexualidade. A busca do prazer se dá de várias formas, em variadas
circunstâncias.
A sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor,
contato, ternura, intimidade, que se integra no modo como nos
sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; É ser-se sexual.

Ela influencia pensamentos, sentimentos, ações internas e por


isso influencia também a nossa saúde física e mental, portanto,
ela é essencial.

A sexualidade não deve ser confundida com relação sexual, que


é apenas um dos componentes da sexualidade.
Sexualidade ignorada
Na verdade, mesmo ocorrendo mudanças nas áreas social,
política e médica, os preconceitos em relação à atividade sexual
precisam ser discutidos e analisados, visando uma melhor
explicação e orientação das verdadeiras mudanças existentes
no comportamento sexual do idoso, para que este grupo possa
não se sentir culpado pelos seus desejos sexuais,
independentemente da forma de sua manifestação.
A sociedade insiste em acreditar, que a atividade sexual
desapareça com a idade.

80 90
% %
Continuam Preferem
sendo manter
sexualmente interesse
ativos. sexual
A população acima de sessenta anos está a crescer de maneira significativa.
Acompanhando a elevação do contingente populacional de idosos, houve a
necessidade de se criarem espaços sociais para atendê-los.
A formação de grupos de terceira idade constitui-se numa das formas de agregar e
socializar os indivíduos idosos, prática que tem se difundido para todas as
localidades do país.
A freqüência dos idosos nos grupos é de extrema importância, porque o convívio
social leva a que troquem experiências, adquiram novos conhecimentos e
mantenham e ampliem seu grupo de amizades, o que poderá lhes transmitir maior
segurança e suporte social.

Como se pode constatar, também surgem laços amorosos além da formação de


amizades, Desperta, ainda a sexualidade, o interesse por alguém especial, que se
destaca dentre outros.
Descrevem-se como variáveis que podem comprometer a atividade sexual na
maturidade, alguns fatores:

 A capacidade e interesse do(a) companheiro(a);


 O estado de saúde;
 Problemas de impotência no homem ou de dispareunia (dor durante o ato sexual)
na mulher;
 Efeitos colaterais de medicamentos e
 Perda de privacidade, como por exemplo, viver na casa dos filhos.
MULHE
RES

HOMENS
MUDANÇAS NA TERCEIRA IDADE
 Mas, o próprio envelhecimento fisiológico produz
mudanças universais, afectando todas as pessoas
que chegam à terceira idade:
 Mudanças na mulher
 Mudanças no homem
 Os efeitos das doenças
ou invalidez
MUDANÇAS NA MULHER

 Na mulher há uma mudança no nível pessoal e


social que se inicia entre os 48 e 51 anos que é a
menopausa, ou seja o fim da menstruação e da
função reprodutiva. Após este tempo, a mulher
tem hoje, mais ou menos 25 anos pós
menopausa onde não deve ser desprezada a sua
sexualidade.
 Com a menopausa as mudanças fisiológicas
atróficas ocorrem na pele, mamas, mucosa
genital e também há sintomas psicológicos como
irritabilidade ou mudanças de humor, variáveis
de mulher para mulher.
MUDANÇAS NA MULHER

 As mudanças sexuais são mais lentas e progressivas


pela diminuição na produção de hormonas femininas.
Efectivamente, a resposta sexual sofre algumas
alterações, mas não desaparece.
 Por outro lado, a situação pós menopausa, é vantajosa:
não há o temor da gravidez, não despende tanto tempo
para cuidar dos filhos e geralmente se libertou de
inibições que atrapalhavam sua vida sexual anterior.
MUDANÇAS NO HOMEM

 No homem o processo de envelhecimento é


diferente.
 Normalmente o homem não pensa que o seu
tempo acabou. A produção de espermatozóides
após os 40 anos é menor mas não totalmente
ausente. Há redução da produção de
testosterona, mas de forma lenta e pouco
pronunciada. Há porém homens que
desencadeiam crises com sintomas psicológicos
como depressão, irritabilidade, falta de impulso
sexual e queda dos níveis de testosterona.
EM RESUMO,
AS MUDANÇAS SÃO:

 Maior tempo e estimulação genital mais directa.


 A erecção é menos rígida;
 Existe menor necessidade física de ejacular e
maior controle desta;
 Diminuição do volume do sémen e do jacto no
orgasmo;
 Às vezes diminuição da resposta orgânica;
 Queda da erecção mais rápida após a ejaculação;
 Como são mudanças lentas, são mais fáceis de se
adaptar e de serem aceitas.
OS EFEITOS DAS
DOENÇAS OU INVALIDEZ

 Embora as doenças e a invalidez possam afectar


a sexualidade, mesmo nas mais sérias condições
não devem impedir que o indivíduo tenha uma
vida sexual satisfatória
 Disfunções cardíacas:
 Muitas pessoas que sofreram ataques cardíacos,
temem que relações sexuais possam causar
outros ataques. Esse risco é muito baixo, se
seguir as orientações do médico. Em geral pode-
se recomeçar a actividade sexual após um
período de tempo variável entre 12 a 16
semanas.
OS EFEITOS DAS
DOENÇAS OU INVALIDEZ

 Diabetes:
 Muitos homens sujeitos ao diabetes não tem
problemas, mas é uma das poucas doenças
que na realidade pode causar impotência.
 Artrite:
 Dores articulares devido a artrite, podem
limitar a actividade sexual. Tratamentos
cirúrgicos ou medicinais podem aliviar as
dores. Em alguns casos, os medicamentos
podem diminuir o desejo pelo sexo. Exercício
físico, repouso, banhos quentes e mudanças
de posição durante o acto sexual, podem
ajudar.
FACTORES
PSICOSSOCIAIS

 Para além dos factores fisiológicos, a vivência da


sexualidade dos mais velhos sofre também a
influência das atitudes e expectativas impostas
pela sociedade, bem como de factores psicológicos.
O primeiro factor é, de qualquer forma, a atitude
da pessoa relativamente às suas próprias
mudanças fisiológicas.
 Diz um ditado que “envelhece-se como se viveu”,
que é como quem diz que se espera que a
adaptação a esta nova fase será tanto mais difícil
quanto mais tiverem existido dificuldades de
adaptação em tempos anteriores.
FACTORES PSICOSSOCIAIS

 De facto, a sexualidade na terceira idade,


parece estar mais associada à sua dimensão
psicoafectiva pois, como salienta Vasconcelos
(1994) “o sucesso conjugal na velhice está
ligado à intimidade, à companhia e à
capacidade de expressar sentimentos
verdadeiros um para o outro, numa atmosfera
de segurança, carinho e reciprocidade” e pode
significar uma oportunidade de “expressar
afecto, admiração e amor, a confirmação de um
corpo funcional, aliado ao prazer de tocar e ser
tocado”.
SOCIEDADE VS INDIVIDUALIDADE

 Se a sexualidade é uma esfera da vida tão importante


em todas as fases do desenvolvimento, dando
significado e segurança às pessoas, maior segurança
pode trazer às pessoas de terceira idade pois, perante
um conjunto de perdas e riscos que esta etapa pode
acarretar, mais necessário se torna termos alguém
com quem partilhar as nossas angústias e
ansiedades.
 A postura social generalizada que caracteriza a
terceira idade a partir de um conjunto de
estereótipos, limitadamente críticos e privados de
objectividade, distorcem a realidade dos indivíduos.
SOCIEDADE VS INDIVIDUALIDADE

 De facto, a terceira idade tem sido objecto de


múltiplas crenças, com a intencionalidade de
homogeneizar todas as pessoas, ignorando a sua
individualidade. Assim, a aceitação das
representações sociais gerontofóbicas, contribui
para que o idoso se acomode passivamente a estes
rótulos, perpetuando a imagem que os próprios
idosos têm em relação a si.
 Desta maneira, o nosso agir, enquanto
profissionais tem como ponto de partida e de
chegada a não aceitação destas construções sociais,
fazendo com que o próprio idoso tenha autonomia e
capacidade para “desmontar” as representações
que se tem em relação a este período da vida,
sendo um agente pró-activo desta mudança.
SOCIEDADE VS INDIVIDUALIDADE

 Ao criarmos espaços de relação, de discussão destes


temas, especificamente, o da sexualidade, podemos
estar a contribuir para a mudança de uma auto-
imagem do idoso, ajudá-lo a perceber os seus
direitos, as suas capacidades, nomeadamente, a
capacidade de amar, de se relacionar, de procurar
contacto, de desejar.
 De facto, reflectindo e desmontando os seus receios
(muitas vezes associados à submissão da opinião de
familiares, a situações financeiras, entre outros) e
percebendo e exigindo a sua individualidade, damos
mais qualidade aos anos da sua vida.
ALIMENTAÇÃO
E
NUTRIÇÃO
ESTUDO DE CASO 1

 Idalina Barradas
• 82 anos
• Viúva, sem filhos
• Costureira reformada
• Fratura do colo de fémur, há 3 anos. Anda com ajuda técnica
(andarilho).
• Osteoporose, artroses
• Lúcida e capaz de realizar as atividades da vida diária.
 Notas:
Vive sozinha, o marido faleceu à 15 anos. Mora num 2º andar sem
elevador, num prédio com apenas 2 moradores, com quem tem pouco
contato. Tem uma sobrinha, que a visita mensalmente para tratar das
contas e arranjar a medicação.
ESTUDO DE CASO 1

1. Indique quais os fatores de ordem psicológica,


cultural e socioeconómica que poderão contribuir
e afetar o consumo de alimentos.

2. Indique fatores fisiológicos que possam, nestes


casos alterar, uma alimentação adequada.
CAUSAS DOS PROBLEMAS NUTRICIONAIS DOS
IDOSOS

 CAUSAS SOCIO ECONOMICAS E CULTURAIS


- Falta de apoio familiar
- Falta de apoio das estruturas oficiais
- Baixos rendimento
- Tabaco e bebidas alcoólicas
- Baixo nível de educação
- Marginalização
- Acesso limitado a cuidados médicos
- Elevados gastos de saúde
- Falta de conhecimentos alimentares/nutricionais
- Crenças e mitos
CAUSAS DOS PROBLEMAS NUTRICIONAIS DOS
IDOSOS

 CAUSAS NEURO -PSICOLÓGICAS


- Doenças neurológicas (Parkinson,
Alzheimer, outras demências…)
- Diminuição das capacidades cognitivas
- Depressão
- Alterações do estado emocional

 CAUSAS MÉDICAS
- polipatologia
- polifarmacologia
CAUSAS DOS PROBLEMAS NUTRICIONAIS DOS
IDOSOS

 CAUSAS FISIOLÓGICAS e METABÓLICAS


- Saúde oral
- alterações nas gengivas e dentes
- Próteses dentárias não ajustadas
- Acuidade sensorial -Diminuição da motilidade
- Inatividade/imobilidade intestinal da absorção
- Perda de massa muscular
- Aumento da massa gorda
- Diminuição da densidade óssea
- Diminuição da função imunitária
- Produção insuficiente de saliva
- Diminuição do ph gástrico
ALTERAÇÕES FUNCIONAIS E METABÓLICAS

Digestivas
dentição
xerostomia
alt. do gosto e cheiro
 da atividade secretória
Anorexia do
 da absorção intestinal
envelhecimento
Cardiovasculares
Pulmonares
Renais
Endócrinas
Neurológicas
Osteoarticulares
QUADRO - FACTORES DE ALERTA -
RISCO DE MÁ NUTRIÇÃO

É de notar que nenhum destes sinais, isoladamente, significa


que exista má nutrição
1. Rendimentos insuficientes
2. Perda de autonomia, física e psíquica
3. Viuvez, solidão, estado depressivo
4. Problemas ao nível da boca e dos dentes
5. Dietas
6. Problemas com a deglutição
7. Duas refeições por dia
8. Obstipação
9. Mais de 3 medicamentos por dia
10. Perda de 2kg no último mês ou de 4 kg nos últimos 6 meses
11. Qualquer doença
QUADRO - SINAIS CLÍNICOS DE
RISCO DE MÁ NUTRIÇÃO

órgão Sinais clínicos


Olhos Secura dos olhos
Cabelo Baços, com queda frequente
Boca Fissura dos lábios, hemorragias nas gengivas
Língua Vermelha, violácea, lisa e sem papilas
Pele Áspera seca, dermatose seborreica, dermatite,
pequenas nódoas negras subcutâneas
Osso Pernas arqueadas, deformações do tórax
Sistema nervoso Funções diminuídas
Extremidades Edema (Inchaço)
CONSEQUÊNCIAS NUTRICIONAIS

 Gerais

 Específicas
A DESNUTRIÇÃO É MUITO FREQUENTE NO IDOSO

1 a 15% ambulatório
25 a 60% institucionalizados
35 a 65% hospitalizados
CONSEQUÊNCIAS DA DESNUTRIÇÃO

 Alteração do estado geral


anorexia
apatia
emagrecimento
astenia

 Alterações cardiovasculares
 risco cardiovascular
(défice de fosfatos, Vit. B12 e B6)

 Alteraçõesintelectuais e psíquicas
défice intelectual
quadros depressivos
CONSEQUÊNCIAS DA DESNUTRIÇÃO

 Alterações
músculo-esqueléticas
 massa e força muscular (equilíbrio e
quedas)
 massa óssea (osteoporose)

 Alteraçõesdo sistema imunitário


 da imunidade celular
suscetibilidade a infeções
CONSEQUÊNCIAS DA MÁ NUTRIÇÃO NAS
NECESSIDADES VITAIS E AVD´S

Necessidades Consequência
Vitais e AVD
Eliminar Obstipação resultante do consumo inadequado de
fibras alimentares.
Mover-se e Pouca capacidade para se movimentar, devido à
manter boa fraqueza
postura
Vestir e despir Incapacidade de se vestir devido a obesidade ou
emagrecimento
Estar limpo e Potencial compromisso da integridade da pele devido
cuidado à sua secura. Compromisso
da mucosa oral devido a higiene deficiente e
estomatite.
CONSEQUÊNCIAS DA MÁ NUTRIÇÃO
NAS NECESSIDADES VITAIS E AVD´S

Necessidades Consequência
Vitais e AVD

Comunicar com Alteração das perceções sensoriais e em alguns


os outros deficits cognitivos e mnésicos
que dificultam a comunicação.
Ocupar-se Dificuldades de concentração e intolerância à
atividade
Divertir-se Ausência de ocupação de tempos livre associada a
debilitação física. Recusa de
atividades que se relacionem com alimentação
Evitar os Risco de acidente associado a deficit sensorial e
perigos fraqueza
CARÊNCIA ISOLADA DE
MICRONUTRIENTES
CARÊNCIA ISOLADA DE
MICRONUTRIENTES
OSTEOPOROSE

 carência de vitamina D, proteínas e cálcio

 Fraturas

 Hospitalizações e entrada em instituições

 Maioritariamente mulheres

 Cura difícil , mas o atraso pode ser feito através da correção de


hábitos alimentares
OBSTIPAÇÃO

 Ingestão insuficiente de líquidos e fibras


alimentares

 Relacionado com imobilidade

 Desconforto, dor e outras consequências


ANEMIA

 Diminuição da hemoglobina no sangue

 carência de ferro, de vitamina B12 e de ácido


fólico

 ingestão de alimentos ricos nestes nutrientes


previne o aparecimento desta doença.
ÚLCERAS DE PRESSÃO

 Carência de proteínas

 Desidratação

 Imobilidade
OBESIDADE

AUMENTO DA  MORBILIDADE
FREQUÊNCIA DE:
 MORTALIDADE
 Diabetes Mellitus tipo 2
 Hipertensão arterial
 Enfarte do miocárdio
 AVC
 Insuficiência cardíaca
 Artroses
DESIDRATAÇÃO

Causas:
 Diminuição da massa hídrica

 Atenuação da sensação de sede

 Envelhecimento dos rins

 Demências ou limitações físicas

 Alimentação pobre
DESIDRATAÇÃO

Perdas/ dia:

 Sudação

 Respiração

 Urina

 Aparelho digestivo: vómito e fezes


DESIDRATAÇÃO

PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA DESIDRATAÇÃO

Lábios, olhos e mucosas secas

Língua seca e com crostas

Pele seca, com pouca elasticidade

Respiração rápida

Olhos afundados
DESIDRATAÇÃO

PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS DA DESIDRATAÇÃO

Ritmo cardíaco acelerado


Diminuição da pressão arterial
Redução do volume de urina
Extremidades frias
Alteração dos estados de consciência, com confusão e desorientação

Rubor facial
Ausência de sede
ESTUDO DE CASO 2

“No Verão a D. Mara Emília (79 anos) teve que ser


hospitalizada e o diagnóstico foi desidratação. Achou
estranhíssimo pois nem sequer achou que estivesse
muito calor e não teve sede nenhuma.”

 Identifique no texto qual o fator principal que levou


à desidratação.
ESTUDO DE CASO 3

No grupo excursionista da Associação "Idosos para o Futuro",


existem pessoas com vidas muito diferentes. A D. Ana é solteira,
vive sozinha e nem para comer tem tempo, pois anda sempre
atarefada com os afazeres da paróquia, é uma forma de esquecer a
solidão. Acha que mais do que duas refeições por dia é um
desperdício de tempo. Quem a conhece melhor, sabe que não é bem
assim. Os fracos recursos económicos de que dispõe e o seu orgulho,
fazem com que o dinheiro para a comida esteja sempre contado. Ás
vezes o orçamento para alimentação é quase tanto como para a
farmácia, toma 5 comprimidos por dia o que é um rombo na sua
carteira. Ultimamente em conversa com as suas colegas queixou-se
de o cabelo lhe cair muito, e de sentir os olhos secos, tendo que
recorrer a lágrimas artificiais. As colegas tranquilizaram-na dizendo
que tudo isso "é da idade".
ESTUDO DE CASO 3

1.Concorda com o diagnóstico feito pelas colegas da D. Ana?

2. Existirão fatores de risco e sinais que indiquem que a D. Ana pode


estar num estado de má nutrição? Se sim quais?

3. Explique como a má nutrição pode causar as seguintes doenças:


Osteoporose
Obstipação
NOVA RODA DOS ALIMENTOS

1a3
3a5

2a3

1,5 a 4,5

1a2
3a5

4 a 11
FRUTOS E PRODUTOS
HORTÍCOLAS

 Ricos em:
 Vitaminas (A, complexo B e C)

 Minerais (K, Ca, Zn, Mg)

 Complantix (Fibras alimentares)

 Água

 BAIXA DENSIDADE ENERGÉTICA


 ELEVADA DENSIDADE NUTRICIONAL
 SACIANTES
FRUTOS E PRODUTOS
HORTÍCOLAS

 Muito pobres em Gordura


Exceto azeitonas, pêra abacate, nozes, avelãs, sementes

 Pobres em Proteínas
Exceto sementes, leguminosas frescas, cogumelos

 Pobres em Hidratos de Carbono


Exceto banana, figo, uva, diospiro
CEREAIS, DERIVADOS E TUBÉRCULOS
 RICOS EM COMPLANTIX
 BOAS QUANTIDADES DE VITAMINA B

 PROTEÍNAS VARIÁVEIS

 FORNECEDORES DE ENERGIA (HC)


CEREAIS, DERIVADOS E TUBÉRCULOS

TUBÉRCULOS

BATATA, BATATA-DOCE, MANDIOCA

2 a 10 X MAIS HIDRATOS DE
CARBONO QUE PRODUTOS
HORTÍCOLAS
OVOS, CARNE E PEIXE

 Ricos em Proteínas de elevada qualidade

 Ricos em vitaminas e minerais

 Quantidade de Água

 Gordura de quantidade/qualidade variável

 Pouca quantidade de HC e Complantix

 POBRES EM ENERGIA
OVOS, CARNE E PEIXE

 OVOS
 PROTEÍNAS DE MUITO BOA QUALIDADE
(ALBUMINA)
 GORDURA EQUILIBRADA

 VITAMINAS A, COMPLEXO B e D

 MINERAIS: FÓSFORO, ZINCO E FERRO

 2 a 3 POR SEMANA
LEITE E DERIVADOS

 PROTEÍNAS DE RIQUÍSSIMA QUALIDADE

 PREÇO ECONÓMICO

 IMPORTANTE FONTE DE CÁLCIO E VIT. B2 e A


(EXCEPTO LEITE MAGRO)

 QUANTIDADES DE GORDURA VARIÁVEIS


LEGUMINOSAS

 RICAS EM HIDRATOS DE
CARBONO
 COMPLANTIX

 PROTEÍNAS VARIÁVEIS
ÓLEOS E GORDURAS ALIMENTARES
 GORDURAS VEGETAIS VS GORDURAS
ANIMAIS

 ISOLANTES TÉRMICOS
 RESERVA ENERGÉTICA
 FUNÇÃO ESTRUTURAL
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

 COMPLETA – Comer alimentos de cada grupo e beber


água diariamente;

 EQUILIBRADA – Comer mais dos grupos com maior


dimensão e comer menos dos grupos com menor
dimensão;

 VARIADA – Comer alimentos diferentes dentro do


mesmo grupo, variando diária, semanalmente e nas
diferentes épocas do ano.
NOVA RODA DOS ALIMENTOS

 Água pode ser substituída por outras bebidas que não


contenham adição de açúcar, álcool ou cafeína (ex.: sumos de
fruta ou chá)

 Cafeína limitada a máx. 300 mg por dia


 Café cheio (125 mg)

 Refrigerante de cola (46 mg)

 Descafeinado (2 mg)

 Álcool apenas para adultos, com moderação


NOVA RODA DOS ALIMENTOS

 Docese alimentos ricos em açúcar devem ser


ingeridos no final das refeições e restritos a
ocasiões festivas

 “Açúcar”: Sacarose, glucose, frutose, maltose, lactose, açúcar invertido,


mel, melaço, xarope de…

 Sal (Cloreto de Sódio) < 5 g por dia

 Substituir por ervas aromáticas e especiarias


NUTRIÇÃO
=
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
NUTRIÇÃO

 PROCESSO BIOLÓGICO EM QUE OS


ORGANISMOS, UTILIZANDO
ALIMENTOS, ASSIMILAM
NUTRIENTES PARA A REALIZAÇÃO
DAS SUAS FUNÇÕES VITAIS.

 ESTUDODAS RELAÇÕES ENTRE OS


ALIMENTOS INGERIDOS E A
DOENÇA OU O BEM-ESTAR DO
HOMEM.
NUTRIÇÃO NO IDOSO
NECESSIDADES

Hidratos de carbono
 A porção diária deverá fornecer cerca de 50 a 55% do total
energético
 consumo de açucares (hidratos de carbono de absorção rápida),
poderá ser permitido caso não exista diabetes, a quantidade deverá
rondar 20 a 30g/d (chá, leite ou biscoitos)
 Os hidratos de carbono complexos deverão ser consumidos numa
quantidade de 100 a 150g/d, em alimentos como massa, arroz,
batata e pão branco.
 No caso de doença, situações de stress, ou estilos de vida mais
ativos, deve haver um aporte de energia suplementar
NUTRIÇÃO NO IDOSO
NECESSIDADES

Lípidos
 Constituir cerca de 30 a 35% do total de calorias ingeridas,

15% de gorduras monoinsaturadas (óleos vegetais);


7.5% de saturadas (gorduras animais)
7.5% de polinsaturadas (gorduras de vegetais e do peixe).
 ómega-3 e ómega-6

protege o idoso a nível cardiovascular


controlar a tensão arterial
reduzir o colesterol,
NUTRIÇÃO NO IDOSO
NECESSIDADES

Proteínas
 Necessidades superiores do que nos adultos (1g/kg/dia)

 De origem animal: Os ovos, em especial a clara, a carne e o peixe

 Necessidades aumentadas em caso de agressão física (1.5-2g/Kg/dia)

Fibras
 25 a 30 g/d

 cereais integrais, vegetais e frutos

 prevenção da obstipação, hemorroidas e diabetes


NUTRIÇÃO NO IDOSO
NECESSIDADES

Vitaminas
 défice as vitaminas B1, B2, B6, C e D

 Suplementos vitamínicos específicos

Minerais e oligoelementos
 Cálcio (1g/d) -1 litro de leite por dia

 Magnésio (suplemento)

 Zinco( suplemento em doentes que apresentem escaras ou outras


perturbações da cicatrização bem como para casos de alimentação
artificial)
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 INTERVALOS ENTRE REFEIÇÕES


INFERIORES A 3H30 / 4H
 JEJUM NOCTURNO INFERIOR A 10 HORAS

 REFEIÇÕES POUCO VOLUMOSAS

 COMPLETAS, EQUILIBRADAS E VARIADAS

 FÁCEIS DE DIGERIR

 PEQUENO-ALMOÇO, MEIO DA MANHÃ, ALMOÇO,


LANCHE, JANTAR E CEIA
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 FACILITAR DIGESTÃO:
 COMIDA “LEVE”
 POUCA GORDURA

 EVITAR:
 Ø ASSADOS EM GORDURA, FRITOS, ESTUFADOS E
REFOGADOS
 PREFERIR:
 COZIDO, GRELHADO, ASSADO NA BRASA E ASSADO
NO FORNO
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 POUCA GORDURA:
 APARAR E RETIRAR GORDURAS VISÍVEIS
 POUCO ÓLEO OU GORDURAS SÓLIDAS

 POUCO SAL:
 PREFERIR ERVAS AROMÁTICAS E ESPECIARIAS

 PREFERIR ALIMENTOS FRESCOS OU


CONGELADOS EM VEZ DE PROCESSADOS OU
CONSERVADOS
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 PROBLEMAS DE MASTIGAÇÃO:
 BATER COM VARINHA MÁGICA
 RALAR AS FRUTAS MAIS DURAS
 PICAR A CARNE

 PURÉ DE FRUTA É + NUTRITIVO QUE FRUTA


ASSADA/COZIDA
 CARNE PICADA É MELHOR QUE BIFE

 SOPA PASSADA É MELHOR QUE VEGETAIS


INTEIROS/CRUS
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 ÁGUA – MÍNIMO 1 L/ dia

 “ABUSAR” DAS HORTALIÇAS, LEGUMES E


FRUTA

 SALADAS CRUAS E HORTÍCOLAS MAL COZIDOS


SÃO MAL TOLERADOS
NUTRIÇÃO NO IDOSO
Hidratos de carbono

 PÃO TORRADO OU TOSTAS

 MASSA, ARROZ E PURÉ DE BATATA

Melhor digeríveis
NUTRIÇÃO NO IDOSO

 BATATA, FEIJÃO, GRÃO, ERVILHAS OU FAVAS


(SE FOREM TOLERADOS)

 FRUTA CRUA, TRITURADA, BATIDA COM LEITE


OU IOGURTE

 LEITE MEIO-GORDO OU MAGRO (SE CONSUMIR


MANTEIGA) 3 X DIA
NUTRIÇÃO NO IDOSO

Leite

2 dl / 3x ao dia
MEIO GORDO

½ L DE LEITE = 60g de queijo


(cálcio e proteínas) 100g de queijo fresco
200 g de requeijão
4 iogurtes
NUTRIÇÃO NO IDOSO

Proteínas
100 gr PEIXE OU CARNE
(20 gr PROTEÍNAS)
+
3 COPOS DE LEITE
+
½ OU 1 OVO
=
NECESSIDADES DIÁRIAS
IDOSO DIABÉTICO - CUIDADOS

 6 refeições diárias
 Intervalos de 2/3 horas (8 de noite)
 Hidratos de carbono > a 180g / dia e de absorção
lenta
 Frutas (3 peças/d) e produtos hortícolas
indispensáveis
 Fibras
 Evitar gorduras em excesso
 Proteínas de origem animal e vegetal
 Sal em quantidades reduzidas
 Agua > 1,5l
 Substitutos do açúcar
DOENÇAS FREQUENTES – CUIDADOS
ALIMENTARES

Doenças frequentes Cuidados alimentares


obstipação Beber muita agua ao longo do dia
Ingestão de fibras (farelo)
Frutas como kiwi, laranja e ameixa
Escaras Aporte hipercalórico e hiperproteico
Osteoporose Bom aporte de cálcio ( leite e derivados, vegetais
de folha verde amendoins amêndoas e figos secos)

Doenças Diminuir o consumo de sal


cardiovasculares Evitar gorduras
Prevenir obesidade e excesso de peso
Gota úrica Cuidado acrescido com a hidratação
Evitar bebidas alcoólicas, marisco, carne de
animais jovens e de caça
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

 Peq. almoço completo, variado, equilibrado e ajustado


 Distribuição repartida da comida por várias refeições
 Quantidade necessária de comida
 Hortaliças, legumes e frutos
 Pão e cereais
 Leite meio-gordo (mínimo ½ L)
 Preferir peixe em vez de carne
 Restringir óleos e gorduras
 Eliminar sal
 Reduzir / eliminar açúcar
 Água (mínimo 1L)
PARTICULARIDADES NA ALIMENTAÇÃO DO
IDOSO - ANOREXIA

 Falta de apetite, perda de desejo e prazer em comer


 Constitui simultaneamente causa, sintoma e consequência
de má nutrição.
 Causas: psicológicas ( morte de alguém, adaptação a
instituição), patologias ( demência estados depressivos,
medicação, problemas digestivos), alcoolismo.
Medidas:
 Procurar tornar as refeições mais apetitosas, atrativas e
variadas
 Preferências alimentares do idoso
PARTICULARIDADES NA ALIMENTAÇÃO DO
IDOSO - ANOREXIA

 Fornecer várias refeições ao longo do dia, de pequenas


quantidades
 Os suplementos nutritivos, como pudins, ou cremes
hipercalóricos e algumas bebidas, que podem ser ingeridas
no intervalo das refeições
 Estimular a ingestão de água, sumos, ou caldos, é também
importante para prevenir a desidratação
 Existem alguns pequenos “truques”:
• pequeno cálice de vinho do porto como aperitivo (se não
houver contraindicação)
• exercício físico antes das refeições
PARTICULARIDADES NA ALIMENTAÇÃO DO
IDOSO - RECUSA ALIMENTAR

 Atitude de rejeição da alimentação


 Não responde aos pedidos e solicitações para se
alimentar
Causas:
 Conflito interno externo

 Controlo extremo sobre o próprio corpo

 Desejo de autodestruição e/ou desistência pela


vida
 demência
PARTICULARIDADES NA ALIMENTAÇÃO DO
IDOSO - RECUSA ALIMENTAR

Medidas:
 Equipa multidisciplinar
 deve estimular o interesse pelos alimentos,
melhorando o aspeto e o paladar, e oferecendo
poucas quantidades
 admitido e respeitado o facto de esta ser uma
expressão da vontade do doente mas fazendo o
entender que é uma forma de destruição
 Motivar para a vida
DIFICULDADES AO NÍVEL ALIMENTAR
Dificuldade Atitude

Dificuldade a engolir Não forçar, evitar engasgamento. Alimentos


mais cremosos e líquidos
Consultar médico
Ansiedade pós Voltar a tentar, mantendo a calma. Caso o
insistência alimentar doente esteja a ficar desorganizado, desistir e
E voltar mais tarde a tentar com outros
alimentos.

Lentidão a comer Manter a calma e paciência e providenciar


um prato térmico, para que a comida não
arrefeça
Olhar para a comida sem Encorajar o doente a comer, verificando se há
comer qualquer elemento distrator que o impeça
sem comer de se concentrar.
DIFICULDADES AO NÍVEL ALIMENTAR
Dificuldade Atitude

Boca seca e/ou com Oferecer líquidos para beber, água, sumos ou
aftas leite. Dar pequenos cubos de gelo, ou gelados.
A ingestão de alimentos crus, ou com bastante
molho, de caldos e sopas, ajuda na hidratação
e evita a boca seca

Dificuldade em Nestes casos é necessário verificar o estado da


mastigar boca (gengivas e dentes) e adaptar a
consistência dos alimentos

Náuseas e vómitos Evitar as comidas demasiado condimentadas,


fritos, gorduras e alimentos com um cheiro
forte. Pequenas quantidades, não enchendo
demasiado o estômago.
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA

 Forma de nutrição artificial

 Injetada diretamente no estomago ou jejuno

 Impossibilidade de assegurar a alimentação


oralmente
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA
INDICAÇÕES

 Dificuldades de deglutição

 Obstrução do tubo digestivo

 Estados de coma ou semi-consciência

 Pós-operatório

 Anorexia grave
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA
 Intermitente

 Continua
Bomba infusora
Força da gravidade
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA

 Exclusiva

 Parcial
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA

Sonda Nasogástrica Gastrostomia percutânea


endoscópica
Tubo em silicone ou Tubo em silicone ou
poliuretano poliuretano

Introdução do nariz até ao Ligação direta ao estômago


estômago
A colocação Colocação através de
é simples mas deve ser intervenção
feita por enfermeiros ou cirúrgica simples.
médicos
COMO DAR A ALIMENTAÇÃO POR
SONDA?

 Lavar as mãos antes de manipular a Sonda


Nasogástrica;
 Reunir todo o material sobre uma mesa;
COMO DAR A ALIMENTAÇÃO POR
SONDA?

 O doente deverá ficar na posição de sentado ou semi-


sentado, podendo utilizar algumas almofadas para o
amparar. Este cuidado evitará que haja regurgitação,
vómitos ou aspiração da dieta para o pulmão.

Lavar as mãos antes da


Administração.
CONFIRMAR O POSICIONAMENTO DA SONDA
NASOGÁSTRICA:
1. Quando a Sonda é colocada, pode anotar ou fazer uma
MARCA no tubo para indicar a posição correta da
sonda. Verifique a marcação TODOS OS DIAS e
compare com o valor inicial.
2. Aspiração do Conteúdo do Estômago

-Retirar o “Clamp” (o que fecha o orifício da Sonda) -


Sempre que é retirado o “clamp”, deverá dobrar a sonda,
pois evita a entrada de ar e a saída de líquidos.

clamp

Dobrar sonda
4.Adaptar a seringa à Sonda Nasogástrica e tentar ASPIRAR
- SE SAIR CONTEÚDO: Ver à frente
- SE NÃO SAIR CONTEÚDO: introduzir 50 ml de
AR, num movimento único e rápido. Sentirá o ar a entrar no
estômago colocando a mão na região do estomago e podendo ouvir
um “borbulhar”. No fim, retire a quantidade de ar que introduziu.
CASO NÃO SAIA CONTEÚDO
E NÃO OUÇA BORBULHAR
NÃO ALIMENTE CONTACTE
O ENFERMEIRO DE FAMÍLIA
- A SONDA PODE NÃO ESTAR
NO SÍTIO
ALIMENTAÇÃO POR SNG

 Depois de aspirar o Conteúdo do Estômago, temos que ver a


quantidade que sai, para poder dar a alimentar.

 Se for inferior a 50 ml – introduzir o conteúdo e alimentar


o doente na totalidade da alimentação;
 Se for superior a 50 ml – introduzir o conteúdo alimentar e
dar metade da alimentação;
 Se for igual a 100 ml –introduzir o conteúdo alimentar e
não alimentar. Esperar cerca de uma hora e avaliar
novamente. Caso diminua, pode alimentar mas não dar a
totalidade da alimentação.
ALIMENTAÇÃO POR SNG -
RECOMENDAÇÕES

 O doente deve fazer 6 a 8 Refeições por Dia e a


QUANTIDADE de alimentação a introduzir por
refeição deverá ser de 200 a 400 ml.
 Ter em atenção a temperatura da alimentação.

 É importante que sempre que se encha a seringa retire


o ar, pois este provoca ao doente mal-estar, cólicas e
gases. Após todos estes passos, podemos então dar a
alimentação – Adaptar a seringa à Sonda e
ADMINISTRAR OS ALIMENTOS LENTAMENTE.
ALIMENTAÇÃO POR SNG
RECOMENDAÇÕES

Entre as refeições deve-se dar água ao doente,


para que este seja hidratado e no final da
alimentação para que a sonda não obstrua:
 Administrar entre 50 a 60 ml de água entre
as refeições;
 Para lavar a Sonda no FINAL da REFEIÇÃO
– 30 a 50 ml de água.
ALIMENTAÇÃO POR SNG -
RECOMENDAÇÕES

 Após alimentação, o doente deverá


permanecer na posição Sentado ou Semi-
Sentado durante um mínimo de 30 minutos,
para evitar o vómito e facilitar a digestão.
 Trocar os adesivos sempre que descolarem ou
estiverem sujos
 Promover a higiene oral e nasal pelo menos
uma vez por turno.
ALIMENTAÇÃO POR SNG-
RECOMENDAÇÕES

Nunca dar nada pela Sonda


Nasogástrica sem se ter a
Certeza que se pode
Administrar !!!!
SE A PESSOA VOMITAR?

Se a pessoa tiver comida na boca ou vomitar deve-se:


1 – Virar a pessoa de lado imediatamente
2 – Com a seringa tentar aspirar pela sonda todo o conteúdo
possível do estômago.
3 – Lavar a sonda com 20 ml de água. E aguardar 1h antes de
voltar a dar alimentação pela sonda.
4 – Começar por dar chá e verificar se a pessoa não vomita. Se
voltar a vomitar contactar imediatamente um profissional de
saúde.
E SE TIVER MEDICAMENTOS COMO
FAÇO?

Os medicamentos devem ser dados ao doente por Sonda


Nasogástrica, mediante a prescrição médica:
1. Todos os medicamentos por via oral devem ser triturados
para serem administrados por Sonda Nasogástrica;
2. Para ser mais fácil triturarem, utiliza-se duas colheres ou
almofariz;
3. Depois junta-se água morna, para que estes se dissolvam e
possam ser dados pela Sonda Nasogástrica;
4. No fim de dar a medicação deve-se lavar de novo a sonda,
para que toda a medicação vá para o estômago do doente.
MANUAL DE NUTRIÇÃO EDUCACIONAL PARA
IDOSOS
VOCÊ SABIA QUE UMA MÁ ALIMENTAÇÃO PODE
CAUSAR VÁRIOS TIPOS DE DOENÇAS ?

É muito importante uma alimentação saudável principalmente


quando
estamos alcançando a terceira idade, em alguns casos
podemos ter
algumas doenças como:

 Cardíacas,
 Cérebro - vasculares,
 Alguns tipos de cânceres,
 Diabetes melito,
 Cálculos biliares,
 Cáries dentárias,
 Distúrbios gastrointestinais,
 Várias doenças ósseas e de articulações.
MAS O QUE FAZER PARA TER UMA
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL?

A alimentação deve ser muito rica em elementos


vitais (vitaminas,minerais, enzimas, fibras) e
pobre em produtos refinados (arroz branco, pão
francês e outros pães à base de farinha branca,
macarrão comum e biscoitos).
10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO
SAUDÁVEL NA TERCEIRA IDADE.

FAÇA, PELO MENOS, 3 REFEIÇÕES


AO
LONGO DO DIA (CAFÉ DA MANHÃ,
ALMOÇO E JANTAR) E PEQUENOS
LANCHES NOS INTERVALOS.

 Estabeleça horários rotineiros para as refeições,


 Coma devagar, mastigando bem os alimentos,
 Fazendo todas as refeições, você evita que o estômago fique
vazio por muito tempo, diminuindo o risco de ter gastrite e de
exagerar na quantidade na hora que for comer.
AUMENTE E VARIE O CONSUMO DE
LEGUMES, FRUTAS E VERDURAS.
COMA-OS 5 VEZES POR DIA.

Esses alimentos podem ser consumidos em


diferentes preparações ao longo do dia: saladas,
refogados, sopas, caldos, tortas, sucos,
vitaminas, bolos, etc.
Frutas, legumes e verduras são ricos em
vitaminas, sais minerais e fibras: evitam
a prisão de ventre e contribuem para
Proteger a saúde e diminuir o risco de
várias doenças.
Compre alimentos da época(safra)
e esteja atento para a qualidade e
o estado de conservação deles.
Reduza o consumo de
Alimentos Gordurosos, como
carne com gordura aparente,
salsicha, mortadela, frituras e
salgadinhos.

Consuma o mínimo possível de


alimentos fritos: prefira preparações
assadas, grelhadas e cozidas.
Retire a gordura aparente das carnes e
a pele das aves antes
de prepará-las.
Alguns alimentos de origem vegetal
podem ser utilizados no
lugar das carnes de uma a duas vezes por
semana: soja,
lentilha, grão de bico, ervilha, etc.
INCLUA DIARIAMENTE NAS
REFEIÇÕES OS CEREAIS,
DANDO PREFERÊNCIA AOS
PRODUTOS INTEGRAIS.

Coma arroz com feijão pelo menos


uma vez ao dia e no mínimo cinco
vezes por semana: essa combinação
garante o fornecimento de proteínas
vegetais de qualidade, de baixo
custo, e é boa para saúde.
Os alimentos integrais fornecem
nutrientes importantes para
o bom funcionamento do corpo.
Os farelos também são uma boa
opção: facilitam o funcionamento
correto do intestino.
Reduza o consumo de sal.

A quantidade de sal utilizada


deve ser de, no máximo, 1 colher
de chá rasa por pessoa, distribuída
em todas as refeições do dia.
O sódio é essencial para o
funcionamento do nosso corpo,
mas o excesso pode elevar a
pressão do sangue.
Evite temperos prontos, alimentos
enlatados, carnes salgadas e
embutidos como mortadela,
presunto, lingüiça, etc.
EVITE REFRIGERANTES,
BISCOITOS DOCES E
RECHEADOS, SOBREMESAS
DOCES E OUTRAS
GULOSEIMAS.

Prefira bolos, pães e biscoitos


preparados em casa, com pouca
quantidade de gordura e açúcar, sem
cobertura ou recheio.
Consuma alimentos ricos em açúcar
no máximo duas vezes por semana.
Valorize o sabor natural dos
alimentos: evite ou reduza a
quantidade de açúcar nos sucos e em
outras preparações.
PREFIRA ÓLEOS
VEGETAIS E COM
MODERAÇÃO.

Use pequenas quantidades de óleo


vegetal para cozinhar. Um litro de óleo
por mês é suficiente para uma família
de quatro pessoas.
 Use azeite de oliva para temperar
saladas e pratos prontos, sem
exagerar na quantidade.
Não reutilizar o óleo da fritura na
alimentação: a fritura faz com que
ocorram alterações químicas no óleo,
tornando-o prejudicial à saúde.
EVITE AS BEBIDAS
ALCOÓLICAS E O FUMO.

Evite o cigarro e não beba em excesso: assim você vai


evitar várias doenças.
BEBA PELO MENOS
2 LITROS DE ÁGUA POR
DIA, EM PEQUENAS
QUANTIDADES,
VÁRIAS VEZES AO DIA.

A água é muito importante para o


bom funcionamento do organismo: o
intestino funciona melhor, a boca
se mantém mais úmida e o corpo
mais hidratado.
Use água filtrada para beber
e preparar refeições e sucos.
Evite ingerir líquidos durante as
refeições.
PRATIQUE PELO MENOS
30 MINUTOS DE
ATIVIDADE FÍSICA
TODOS OS DIAS.

Os exercícios físicos melhoram o


desempenho do coração, dos
músculos e do organismo em geral.
Descubra um tipo de atividade física
agradável: faça caminhadas – ande
em casa, no quintal, na praça ou no
seu bairro; dance; faça ginástica ou
pratique um esporte.
Procure um profissional
especializado para definir uma
modalidade, frequência e intensidade
dos exercícios físicos mais adequados
às suas possibilidades.
MAIS UMA AJUDINHA !
Cuidados em Fase
Terminal
Curso Auxiliar de Geriatria – Mód.III Saúde da Pessoa Idosa – Cuidados Básicos - Filipa Santos

Cuidados Paliativos
Cuidados Paliativos
Curso Auxiliar de Geriatria – Mód.III Saúde da Pessoa Idosa – Cuidados Básicos - Filipa Santos

Os cuidados paliativos são cuidados ativos, coordenados


e globais, que incluem o apoio à família, prestados por
equipas e unidades específicas de cuidados paliativos,
em internamento ou no domicílio, segundo níveis de
diferenciação.

Cuidados prestados a doentes em situação de intenso


sofrimento, decorrente de doença incurável em fase
Cuidados Paliativos
Curso Auxiliar de Geriatria – Mód.III Saúde da Pessoa Idosa – Cuidados Básicos - Filipa Santos

• Objetivo: promover, tanto quanto possível e até ao


fim, o bem-estar e a qualidade de vida destes
doentes.

• Componentes essenciais:
• Alívio dos sintomas;
• Apoio psicológico, espiritual e emocional do
doente,
• Apoio à família e o apoio durante o luto.

Envolvimento de uma equipa interdisciplinar de


Cuidados Paliativos
Curso Auxiliar de Geriatria – Mód.III Saúde da Pessoa Idosa – Cuidados Básicos - Filipa Santos

• Os cuidados paliativos centram-se na importância da


dignidade da pessoa ainda que doente, vulnerável e
limitada, aceitando a morte como uma etapa natural
da VIDA que, até por isso, deve ser vivida
intensamente até ao fim.

• Os cuidados paliativos constituem hoje uma resposta


indispensável aos problemas do final da vida.
Cuidados Paliativos
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Os cuidados paliativos adotam uma


abordagem integral do doente, incorporando a
família na sua estratégia, promovendo o
princípio da autonomia e da dignidade da
pessoa doente → cuidado personalizado.
Cuidados Paliativos
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Ação Paliativa: qualquer medida terapêutica, sem


intuito curativo, que visa minorar, em internamento ou no
domicílio, as repercussões negativas da doença sobre o bem-
estar geral do doente.

• As ações paliativas fazem parte integrante da prática


profissional, qualquer que seja a doença ou fase de evolução.

• Estas ações podem ser prestadas nos hospitais, centros de


saúde e na rede de cuidados continuados, nomeadamente em
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Cuidados Paliativos
Funções do Auxiliar de
Geriatria
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Ouvir e relacionar-se com o doente e sua família.

 Ajudar a morrer da melhor maneira possível.

 Estar ao lado do doente no momento da morte.

 Ajudar a família a lidar com o impacto da morte de

um ente querido.
Funções do Auxiliar de
Geriatria
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 Lavar e preparar o corpo depois da morte em


conjunto com a enfermeira.

 Organizar a transição do corpo para outros


profissionais de saúde responsáveis pelas
autópsias e por outras averiguações relativas
às causas de morte ou para as agências
funerárias.
Cuidados ao Corpo Após a
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Morte
Aplica-se ao corpo, o direito da privacidade, do
respeito e da dignidade.
Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PRINCÍPIOS GERAIS
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 Ter presente as convicções religiosas da pessoa e


família e agir em conformidade.

 O espólio do doente deve ser devidamente conferido e


entregue ao familiar/pessoa significativa.

 Posicionar o corpo em alinhamento antes de este


desenvolver o Rigor Mortis – 2 a 4 horas após a
Cuidados ao Corpo Após a
Morte NECESSÁRIO
MATERIAL
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 Material para cuidados de higiene

 Sacos de roupa e lixo

 Compressas, luvas, avental e máscara

 Adesivo

 Ligaduras

 Algodão
Cuidados ao Corpo Após a
Morte NECESSÁRIO
MATERIAL
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 Rolo de pano (ex: toalha ou fronha)

 Camisa ou bata descartável para o corpo

 Cueca protectora

 Saco protector do corpo ou lençol

 Saco de valores

 Etiquetas de identificação
Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PROCEDIMENTO
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 Isolar a unidade ou levar o corpo para um local


isolado.

 Colocar a cama na posição horizontal

 Retirar objectos de valor – colocar saco próprio.

 Remover todos os cateteres, drenagens, sondas e


Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PROCEDIMENTO
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 Prestar os cuidados de higiene necessários,


substituindo a roupa da cama que se justifique.

 Fechar os olhos da pessoa – exercer leve pressão.

 Fechar a boca – se não se conseguir colocar um


pequeno rolo de roupa sob o queixo.
Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PROCEDIMENTO
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 Colocar os antebraços paralelos sobre o abdómen,


sem os sobrepor, proteger com compressas ou algodão
e segurar com ligadura.

 Unir os membros inferiores pelos tornozelos, proteger


com compressas e segurar com ligadura.
Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PROCEDIMENTO
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 Elevar ligeiramente a cabeceira da cama.

 Pentear o cabelo.

 Identificar o corpo
• Colocar etiqueta no hallux do pé direito.

• Impresso próprio colocado no exterior do saco


Cuidados ao Corpo Após a
Morte
PROCEDIMENTO
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 Realizar “múmia” com o lençol.

 Colocar o corpo em saco próprio.

 Providenciar o transporte do corpo para a morgue.

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