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Giroplastia de Van Nes

Luiz Felipe Dias da Silva


Tumores malígnos

As neoplasias malignas primárias dos ossos são raras. Constituem menos


de 5% de todos os tumores malignos. Nos Estados Unidos ocorrem cerca
de 4.000 casos novos por ano. no Brasil, esse número esteja em torno de
2.700.
Os tumores malignos ósseos mais frequentes são:
Osteossarcoma
Sarcoma de Ewing
Condrossarcoma
Sarcoma de Ewing

Descrito em 1921, por James Ewing

Tumor de células pequenas e redondas

Compreende 6% dos tumores ósseos


Condrossarcoma

Tumor maligno cujo tecido neoplásico é constituído por cartilagem desenvolvida

É observado em adultos, depois da terceira década da vida, atigindo mais homens

Tumor de crescimento lento


Osteossarcoma
O osteossarcoma é o mais comum dos tumores malignos primários dos
ossos, constitui cerca de 20% de todos esses tipos de tumores.

Incidência
Nos Estados Unidos é de, aproximadamente, 1.7 casos por milhão de
habitantes por ano, representando 600 a 900 casos novos, anualmente.
No Brasil, aproximadamente, 400 a 600 novos casos por ano.
• A doença atinge, mais comumente, crianças e adultos jovens, durante
o período de maior crescimento. Os homens são afetados com maior
frequência do que as mulheres em proporção de 1.6 para 1.
Acometimentos Sintomas

• Regiões metafisárias dos • Dor


ossos longos • Aumento do volume local
• Região distal do fêmur e
proximal da tíbia e do
úmero
• Mais de 50% dos casos
acontecem no joelho
• As amputações e desarticulações foram os procedimentos clássicos
para o tratamento do osteossarcoma até a década de setenta.
• Cerca de 90% desses pacientes morriam entre o primeiro e segundo
anos após o diagnóstico em conseqüência da disseminação pulmonar.
• Com essa abordagem multidisciplinar, o número de cirurgias
conservadoras aumentou e as taxas de sobrevida livre de doença
passaram a ser de 50% a 70%.
Giroplastia de Van Nes
Borggreve foi a primeira pessoa a usar a técnica de rotação num
paciente com deficiência femoral com turberculose em 1930. Em
seguida, foi popularizado para o tratamento da deficiência focal femoral
proximal por Van Nes, no ano de 1950, tomando o nome como o
sinônimo do procedimento.
Técnica
A técnica consiste na ressecção em bloco do joelho, encurtamento ósseo e
rotação de 180º do tornozelo, permitindo que o membro funcione como
articulação do joelho, juntamente com o uso da prótese, deixando o
paciente bastante funcional
Pré-requisitos
• Resistência adequada flexão plantar
• Pé sensorial
• Estabilidade pélvica, para uma melhor marcha
• Algum procedimento anterior mal sucedido.
(Quimioterapia,Artoplastia)
Benefícios
• Possibilidade do crescimento do paciente quando for criança ou
adolescente
• Evita o aparecimento de dores fantasmas
• O pé permanece como um carregamento de superfície
• O processo cirúrgico é único
• Indivíduo fica totalmente funcional com o uso da prótese especifica para
o caso
Indicações e contraindicações
As indicações primárias da giroplastia de Van Nes é quando necessita da
ressecção do membro depois de outros procedimentos como a
endoprótese falharam.
As contraindicações incluem a disfunção do nervo ciático, rigidez do
tornozelo, além da inaceitabilidade psicossocial da aparência após ter sido
realizado a técnica.
Tipos (Classificação de Winkelmann)
• Tipo A
Articulação do tornozelo funciona como articulação do joelho
• Tipo B
Funções da articulação do joelho como articulação do quadril, funções da
articulação do tornozelo como nova articulação do joelho
TIPO A
Tipo AI
Ressecção femoral distal

Tipo AII
Ressecção tibial proximal
TIPO B
• Tipo BI
Condições femorais proximais sem envolvimento do quadril.

Tipo BII
Realizadas na articulação do quadril
• Tipo BIII
Realizado quando os tumores atingem todo o fêmur.

Tipo BIIIa
Côndilo lateral da tíbia é colocado no acetábulo.

Tipo BIIIb
Tibia é girada e conectada à pélvis com endoprótese.
Avaliação pré-operatória
• Discussão aprofundada sobre o procedimento cirúrgico e a imagem
corporal com o paciente e família juntamente com a equipe
multidisciplinar: médico, fisioterapeuta (protesista e reabilitação),
psicólogo.
Técnica cirúrgica
Os seguintes músculos são então desconectados:
• Sartório
• Adutor
• Isquiotibiais
• Tensor de fáscia lata
• Tendão do bíceps
• Quadríceps

Isso expõe completamente as articulações do joelho e quadril. Os nervos e


artérias são preservados.
Técnica cirúrgica
Para começar, uma incisão é feita para expor todos os músculos da
coxa.
Como o fêmur agora está solto, ele pode ser girado em 180 graus.
Finalmente, todos os músculos, artérias e veias são reconectados e a
incisão é fechada.
Sequência de Eventos
Cuidado pós-operatório
• Exame neurológico do pé e acompanhar de perto a cor da pele e
pulsos.
• Maioria dos pacientes não necessitam de apoio na unidade de terapia
intensiva.
• A perna é mantida elevada e ligeiramente fletido no quadril para
evitar deformação da pele posterior.
Complicações
• Cedo
Isquemia por obstrução venosa ou arterial
Falha da Anastomose (Rede de canais que bifurcam e recombinam em vários
pontos, tais como vasos sanguíneos)
• Tarde
Má-rotação
Fratura
Infecção profunda
Paralisação dos nervos
Prótese
• Encaixe quadrilátero
• Encaixe do “novo tornozelo” com apoio no calcâneo, aguentando mais
carga
• Barras articuladas 7U53 da Otto Bock company
• Cinta autoportante para coxa de termoplástico material com correias e
abertura na frente.
• Pé 1S90 SACH com dedos da Otto Bock.
Protetização
• Tornozelo “novo pé” tem que ficar em flexão plantar máxima, assim
permitindo uma amplitude maior
• Quanto mais em equino estiver dentro da prótese, mais ADM para
dorsiflexão
• Prolongamento de resina e fibra de carbono do encaixe na região
proximal da coxa, permitindo uma estabilidade na articulação do
tornozelo, evitando uma entorse e também na articulação do quadril,
principalmente da técnica BIIIa.
A prótese é suspensa por uma tira no calcanhar, uma cinta no peito do
pé e o ajuste íntimo das dobradiças laterais e do espartilho. A cinta de
calcanhar é presa no lado medial do encaixe do pé, anterior à
dobradiça do lado inferior, e se arqueia acima do calcanhar, formando
uma presilha na lateral do soquete do pé. A tensão é ajustável através
do fecho de velcro. A área sobre o tendão de Aquiles é preenchida com
Plastazote. A cinta do peito do pé mede a abertura posterior do encaixe
do pé. Sua finalidade é dupla. Além de fornecer a suspensão, ela exerce
a força necessária no peito do pé para estabilizar o calcanhar na
prateleira do calcanhar
Cycling Specific Prosthesis Design
Prótese para corridas e esportes
Reabilitação fisioterapêutica
• Mobilização inicia no 2 dia
• Progredir na mobilidade
• Trabalhar apenas amplitude de movimento do tornozelo
• Começa treinamento neuromuscular
• Iniciar treinamento de glúteos
• Mobilização com uso da cadeira de rodas
• Fortalecimento muscular e equilíbrio
• Inicio do treino de marcha
• Coordenação motora para AVDs em casa
• Treinamento do core
Musculos que suportam o complexo quadril-pélvico lombar
Diafragma
Assoalho pélico
Tranverso do abdome
Multífidos
• Encaixe da prótese ocorre 6 semanas após a operação
• Protesista deve ser familiarizado com a técnica
• Tipo de encaixe de prótese dependente da forma da perna, flexão
plantar disponível e idade
• Aumento gradual ao tempo de uso
• Treino de marcha com joelho travado começa
• Marcha em escadas
• Joelho desbloqueado em 1-2 semanas depois
• Progressão gradual de ganho de habilidade
• Avaliação para alterações protéticas conforme necessário(altura /
ganho de peso)
• Paciente visto uma vez a cada 1-2 semanas inicialmente
Ênfase no fortalecimento de glúteos, tornozelo; treino de marcha e
reequilíbrio, recondicionamento cardiovascular, aquisição de habilidades
• Normalização da marcha leva 2 anos
Conclusão
A giroplastia continua a ser uma opção salvamento do membro
atraente para indivíduos fisicamente ativos. Os pacientes têm
resultados favoráveis e menos complicações em comparação com
outras alternativas. Isso resulta em maior satisfação do paciente com a
função apesar preocupação com a aparência do membro rodado.
MUITO OBRIGADO!!!