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Maria Felipa de Oliveira

Maria Felipa de Oliveira


• A “Heroína Negra da Independência”, é assim que Maria
Felipa de Oliveira é conhecida pela população da Ilha de
Itaparica. Foi uma mulher de muita coragem, de beleza por
porte físico exuberante, habilidade de capoeirista e
trabalhadora marisqueira, muito querida da pela população
da Ilha de Itaparica, onde participou das lutas pela
Independência na Bahia.
• Maria Felipa de Oliveira nasceu escrava, não se sabe o ano,
mas depois foi liberta e colocou a liberdade como o valor
maior dessa vida. Por isso, trabalhou desde cedo coletando
mariscos, aprendeu a luta da capoeira para brincar e se
defender, e queria um Brasil livre da dominação portuguesa,
responsável pela escravização do povo africano, dos seus
avós, de sua mãe, do seu pai.
A luta pela Independência da Bahia
• As lutas foram bastante acirradas, do litoral ao interior.
Revelaram o destemor de guerreiras como Maria Quitéria e
Joana Angélica, desde então homenageadas e festejadas nos
livros de História. Uma grande lutadora, entretanto, ficou
esquecida por quase dois séculos, tanto nos festejos oficiais
como na historiografia.
A luta pela Independência da Bahia
• Maria festejou o Grito de Pedro I e, quando os portugueses
pegaram em armas para que o Brasil continuasse sendo
Colônia, engajou-se na luta pela Independência. De início,
acompanhava a movimentação das caravelas portuguesas no
período noturno, camuflada nos outeiros da Fazenda 27, em
Gameleira (Itaparica). Logo, tomava uma jangada para
Salvador e passava as informações para o Comando do
Movimento de Libertação.
• Felipa não estava satisfeita com a função de retaguarda.
Resolveu partir para o combate. Sabia que uma frota de 42
embarcações se preparava para atacar os lutadores na Capital
baiana. Pensou um plano e juntou 40 companheiras para
executá-lo.
A luta pela Independência da Bahia
• Maria Felipa comandou cerca de 40 mulheres num ato de ousadia
e muito desembaraço, onde queimaram 42 barcos da esquadra
portuguesa, permitindo ao povo de Salvador a supremacia nos
embates e a definição da situação, com a vitória sobre as tropas da
dominação Portuguesa.
• Saíram “vestidas para matar”. Seduziram a maioria dos soldados e
seus comandantes e levaram-nos para um lugar ermo. Quando
eles, animados, ficaram sem roupa, elas aplicaram-lhes uma surra
de cansanção (planta que dá uma terrível sensação de ardor e
queimadura na pele); enquanto isso, um grupo incendiava as
embarcações.
• Diferente das outras heroínas do panteão do 2 de Julho, Maria
Felipa transgrediu os padrões impostos pela sociedade por ser
mulher e liderar um grupo armado e, sendo negra e pobre,
reivindicar direitos mesmo após o fim da guerra.
• Maria Felipa continuou sua vida de marisqueira e capoeirista,
admirada pelo povo de Itaparica. Faleceu no dia 4 de janeiro de
1873.

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