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Alimentação artificial de

cordeiros: alternativa ou
vilã do lucro?
Wendell Fernando Guimarães da Cruz
Orientador: Prof. Dr. Gilberto de Lima Macedo Júnior
O aleitamento artificial
• Definição
• Nos programas acelerados de parição, o aleitamento artificial permite
uma maior taxa de fertilidade da ovelha por eliminar o anestro provocado
pela lactação (Hansen & Shrestha, 1997).
• No caso de sistemas de produção de leite para o consumo humano, a
ordenha pode começar a partir do 3º dia se o cordeiro for aleitado
artificialmente.
• Quando se trabalha com raças de alta prolificidade, o número de cordeiros
por parto pode ser elevado ao ponto da ovelha não ser capaz de aleitar e
desmamar todos os cordeiros, os quais devem ser separados da mãe e
aleitados artificialmente, para garantir a sobrevivência principalmente dos
cordeiros mais fracos (Doney et al., 1982).
• No Brasil, o mais comum é a necessidade de aleitamento artificial em
função de uma insuficiente produção de leite ou nos casos de morte da
ovelha.
Produção de leite: parto simples x gemelar

• Após o nascimento, a nutrição do cordeiro


depende da produção de leite da ovelha,
disponibilidade de forragens e suplementação
alimentar.
• Embora ovelhas que parem gêmeos apresentem
maior produção de leite, não chega a ser o dobro
da produção de uma ovelha de parto simples,
levando a um consumo de leite em menor
quantidade por cordeiros de parto duplo (Church,
1984 e Ramsey et al., 1994).
Desempenho de cordeiros
• De acordo com Muniz et al. (1997), os cordeiros
nascidos de partos duplos foram mais leves em todas
as idades estudadas, desde o nascimento até os 208
dias, mas quanto aos ganhos médios diários, apenas o
ganho do nascimento ao desmame foi maior para os
cordeiros de parto simples.
• Em estudo realizado por Otto et al. (1997), os cordeiros
de parto gemelar que receberam ração no cripe
tiveram o mesmo desempenho dos cordeiros de parto
simples até a idade de abate (4 meses), e peso superior
quando comparados com os cordeiros de parto simples
que não tiveram acesso ao cripe.
Consumo de leite x forragem
• O consumo de leite é um importante fator que
influencia no crescimento durante as primeiras 3 a 4
semanas de vida. Após o pico da lactação, o consumo
de forragem pelos cordeiros aumenta para compensar
o decréscimo no consumo de leite.
• Segundo Ansotegui et al. (1991), bezerros que
receberam menos leite consumiram mais forragem do
que aqueles que receberam mais leite. Em um dos
experimentos realizados por Ramsey et al. (1994), o
consumo de matéria seca dos cordeiros de parto
simples foi 3,4% do peso vivo e dos cordeiros de parto
gemelar 4,5%.
O colostro e os sucedâneos
• O início do aleitamento deve ser com o colostro da mãe. Se não for
possível, o cordeiro deve receber o colostro de outra ovelha ou de
um banco de colostro (congelado) (Doane, 1999). Sevi et al. (1999)
sugerem que uma transição gradual do leite materno para outro
tipo de leite é importante para minimizar o estresse de cordeiros
recém-nascidos que vão ser aleitados artificialmente.
• Quando substitutos do leite são utilizados no aleitamento, algumas
recomendações descritas por Doane (1999) devem ser observadas.
Os melhores resultados são obtidos com sucedâneos contendo no
mínimo 30% de gordura e 24% de proteína. O substituto do leite de
cordeiros deve ser diluído com água, de forma a conter um mínimo
de 20% de matéria seca.
• Segundo revisão realizada por Doane (1999), os cordeiros
apresentam um melhor desempenho se ingerirem o leite frio ao
morno. O leite frio faz com que os cordeiros não mamem
rapidamente, evitando problemas digestivos.
Custos e consequências do
aleitamento artificial
• O custo do aleitamento artificial é elevado, sendo
interessante restringir a ingestão de leite,
forçando o consumo de alimentos sólidos pelos
cordeiros e um desmame precoce (Doane, 1999).
• Para reduzir o custo do aleitamento de cordeiros,
em rebanhos produtores de leite para o consumo
humano, é possível fazer um manejo de forma
que os cordeiros permaneçam com a mãe, sem
necessitar de aleitamento artificial, mas por um
período limitado do dia, permitindo a realização
de uma ordenha (Knight et al., 1993).
EM
CONTRAPARTIDA...
O aleitamento como vilão
• A rejeição entre os animais acontece por uma questão
de sobrevivência, ou seja, se a ovelha não pariu bem em
função de uma baixa condição corporal, subnutrição ou
qualquer outro fator que a impossibilite de sobreviver e
conciliar a sua sobrevivência com produção de leite, ela não
cuidará do cordeiro.
• A ovelha, dependendo do estado nutricional em que se
encontra, pode produzir até mais do que 1 quilo de leite
por dia. Quando submetidas a baixas qualidades
nutricionais, essa produção poderá cair pela metade.
• Panorama geral: baixa produção de leite, resultando em
altos índices de cordeiros guaxos. Para “consertar” esse
problema, é usado o leite de vaca e fornecido aos
cordeiros.
As necessidades acima estão calculadas para um cordeiro de 10 quilos de peso vivo
precisando ganhar 200 gramas por dia. Essa necessidade aumenta com o tempo, deixando
ainda mais distante a relação do leite da vaca da necessidade de manutenção e
crescimento do cordeiro.
Custo do cordeiro na mamadeira
É calculado conhecendo o custo do leite fornecido ao
cordeiro e o custo operacional (mão-de-obra).
A cotação do leite no dia 04/06/2013 foi de R$ 1,04/Litro
(Fonte: Agrolink) para o produtor. Caso tenham que comprar em
supermercados, podemos falar de R$ 2,30.
Se o cordeiro mamar 0,7 litros de leite por dia, multiplicado
pelo custo do litro do leite, temos: 0,7 x R$ 1,04 = R$ 0,73.
Considerando uma desmama com 60 dias, multiplica-se por
60 o custo diário com leite por cordeiro: R$ 0,73 x 60 dias = R$
43,70.
Então, o custo total em leite por cordeiro que mamou na
mamadeira até a desmama será de R$ 43,70.
Custo operacional do processo

O procedimento deverá ser feito duas vezes ao dia pelo menos.


Portanto, podemos considerar que se compactarmos os horários de
aleitamento, esse custo operacional equivale pelo menos a uma
hora de trabalho.

Diária (8 horas de trabalho) – R$ 40,00


Desmame do cordeiro – 60 dias de idade

1 dia — 1 hora de aleitamento


60 dias — X
X = 60 horas totais para aleitamento = 7,5 DIÁRIAS DE 8 HORAS

1 diária — R$ 40,00
7,5 diárias — X
X = R$ 300,00 no período

Custo total: R$ 343,70


Considerações finais
• Uma vez que o único alimento fornecido
gratuitamente ao cordeiro é o leite materno,
não haveria motivos para não fazer
uma seleção de mães que sejam boas
produtoras de leite e consigam desmamar
cordeiros pesados.
• Cada produtor deve considerar os gastos
especificamente em sua propriedade a fim de
escolher ou não o método para utilização.