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Desenvolvimento de Crianças e

Jovens

Formador/a: Benedita Osswald


Desenvolvimento de Crianças e
• A idade escolar... Jovens
Os anos intermédios da infância, desde os seis
aos doze anos, são frequentemente designados
por anos escolares, porque a escola constitui a
experiência central nesta fase da vida. Nesta
fase a escola é um ponto fulcral para o
desenvolvimento físico, cognitivo e psicossocial
da criança.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
As crianças desenvolvem competências em todos os
domínios:
•  Tornam-se mais altas, mais pesadas, mais fortes e
adquirem as competências motoras necessárias para
participarem em jogos organizados e desportos.

•  Esta idade cobre os progressos mais importantes no


pensamento lógico e criativo, no julgamento moral,
memória e capacidade de ler e de escrever.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
•  À medida que as competências afectam o
sucesso na escola, as diferenças individuais
tornam-se mais evidentes e as necessidades
especiais mais importantes.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
As competências afectam igualmente a auto-estima e a
popularidade da criança na idade escolar.
 Apesar de os pais continuarem a ter um importante
impacto na personalidade da criança, bem como noutros
aspectos do seu desenvolvimento, o grupo de pares
(colegas, amigos) é mais influente que anteriormente.
As crianças desenvolvem-se física, cognitiva e
emocionalmente, tanto quanto socialmente, através dos
contactos com outros jovens.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
O que é o desenvolvimento?
• O desenvolvimento é então o conjunto de processos
activos e contínuos que ocorrem no Ser Humano,
desde que nasce até que morre, e que deriva da
interacção entre o sistema nervoso, o sistema
neuromuscular, o sistema endócrino e o meio que
rodeia o indivíduo ao longo da sua vida
• O desenvolvimento é concebido como a interacção
entre a hereditariedade e o meio ao longo do tempo.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
Desenvolvimento psicológico
• Tem sido prestada menos atenção aos anos escolares,
como um período de desenvolvimento, do que à primeira
infância ou adolescência, sob uma perspectiva psicológica:

• Talvez se preste menos atenção aos anos escolares, porque


crianças dessa idade não são tão conhecidas; talvez porque
não sejam nem tão atraentes quanto as crianças mais
jovens nem tão dramáticas quanto os adolescentes.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Talvez porque as mudanças que sofrem não
sejam tão óbvias nem tão surpreendentes como
as de crianças mais novas ou mais velhas.

• Talvez porque teorias anteriores, sobre o


desenvolvimento da personalidade tenham
descrito este período de idade, como o menos
importante para o desenvolvimento da
personalidade adulta.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Quanto mais sabemos a respeito do
desenvolvimento durante os anos escolares, mais
se torna claro que mudanças importantes,
mesmo discretas, se estão a realizar. Essas
mudanças são acentuadas pelo facto de que as
crianças, quando estão na escola, vão adaptar-se
a um novo conjunto de situações e expectativas
que, certamente, afectarão o seu
desenvolvimento.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Não é unicamente porque as crianças
começam a frequentar a escola que as
mudanças têm lugar durante esses anos.
Evidentemente, as crianças nesta idade
adquirem capacidades que não tinham antes,
que lhes permitem começar um novo período
de desenvolvimento.
Desenvolvimento de Crianças e
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Existem mudanças marcantes de competência:

 Competências em técnicas motoras e coordenação.


 Na aprendizagem, no pensamento e nas lembranças.
 Nas técnicas sociais que se evidenciam em interacção
com outros.
 Na capacidade de conhecimento do eu e do mundo
social.
Desenvolvimento de Crianças e
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Formulações preliminares de atitudes e valores
são estabelecidas.
 Os primeiros passos em direcção à
independência da família são tomados.
 Padrões de personalidade começam a
estabelecer-se.
 E, pela primeira vez, amizades mais íntimas
tornam-se possíveis.
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Jovens
• Durante a idade escolar, a criança vivencia um período
que ao mesmo tempo é de tranquilidade e de grandes
conquistas.
• Tranquilidade - porque nesta fase a criança superou
algumas características anteriores, como a busca de
limites, as dúvidas sobre a sexualidade, e agora já
possui uma identidade mais definida. É mais estável
emocionalmente e o seu relacionamento com os pais e
os demais adultos adquire outras características, com
muito menos conflitos.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
A criança em idade escolar:
• A idade escolar é rica em exigências, pois novas
habilidades e novos relacionamentos são postos à
prova.
• Agora a criança não vai só a escola para «brincar», a
entrada no I ciclo significa um verdadeiro «ritual de
passagem».
• A atenção e a memória aprimoram-se, o que permite à
criança prestar atenção por um período de tempo mais
longo e o envolvimento em diversas actividades.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Nesta fase a criança está habilitada a escrever, contar,
relatar factos e actividades da sua vida com lógica e
encadeamento.
• Pode reproduzir símbolos, sons, ocorrências pessoais e
atender a uma sequência de ordens.
• Possui raciocínio aritmético concreto: conta objectos,
identifica numerais e moedas e tem noções claras de
tempo e espaço (sabe quando foi ou quando será,
onde mora e onde se encontra).
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• Denota-se uma evolução na criança, uma vez
que, ela não baseia o seu julgamento apenas no
que vê (percepção), mas aplica o seu raciocínio
conceptual, utilizando o seu repertório presente.
Começa a formar os seus valores éticos e morais,
surgindo a noção de justo ou injusto, do dever e
da responsabilidade.
Desenvolvimento de Crianças e
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Ao encontrar uma esfera mais ampla de influências na escola
(colegas e amigos) surgem numerosas oportunidades de
interacção social.

 Geralmente a criança integra-se bem no ambiente escolar,


onde por norma se junta a agrupamentos do mesmo sexo,
onde os interesses são iguais.

 É frequente a inserção em grupos como o escutismo,


catecismo e clubes de jogos.
Desenvolvimento de Crianças e
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• A partir desta idade o grau de desenvolvimento é
avaliado principalmente pelo rendimento escolar, pela
maneira de assumir responsabilidades e pelas suas
condutas sociais e morais.

• No final da idade escolar pode-se ter alguma ideia do


que a criança será como um jovem adulto, e as
mudanças que têm lugar durante a adolescência
dependem, em grande parte, da pessoa em que a
criança se tornou na idade escolar.
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O desenvolvimento físico
• Na idade escolar a criança é capaz de saltar,
correr, brincar, jogar e inventar. As
capacidades motoras das crianças continuam
a desenvolver-se e as crianças tornam-se mais
fortes, mais rápidas e melhor coordenadas.
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Os processos motores manifestam-se de várias formas
complementares:
• A coordenação dos movimentos aumenta (domínio do
movimento da escrita, manipulação de certos
utensílios como as tesouras e prática de dança);
• A força aumenta (têm um grande gosto pelos jogos
violentos);
• A rapidez, a precisão e a resistência desenvolvem-se
de uma maneira muito acentuada.
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• Por vezes, os atributos físicos de uma criança
acarretam situações ridículas e gozação, tais
reacções, inevitavelmente afectaram a auto-
imagem, a interacção com os outros e os
sentimentos em relação aos outros. Neste caso, o
desenvolvimento psicológico da criança é
influenciado indirectamente pelos atributos
físicos.
Desenvolvimento de Crianças e
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O desenvolvimento psicossocial
• Hoje já não se considera que o
desenvolvimento seja apenas o resultado da
maturação, faz-se cada vez mais referência às
oportunidades de socialização nomeadamente
as familiares e as educativas.
Desenvolvimento de Crianças e
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• O tipo de família nuclear em que a criança vive,
bem como as relações que ela desenvolve com os
elementos da família podem ter efeitos
profundos no desenvolvimento psicossocial, uma
vez que é neste período que as crianças
desenvolvem o seu auto-conceito, tornando-se
mais independentes, auto-confiantes e com
controlo das emoções.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Ao ter consciência de si, a criança apercebe-se
que vive numa sociedade construída por adultos.
Apercebe-se ainda que a escola é então uma
imagem de sociedade onde mais tarde se irá
integrar. No entanto é constituída por crianças
mais ou menos da sua idade, que de certo modo
irão acompanhar o seu percurso.
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• A descoberta dos outros é vivida com muita ansiedade, porém é uma
aprendizagem necessária e que não se realiza num só dia, mas que
permite desenvolver:

• Por um lado, sentimentos como a amizade, camaradagem e


solidariedade.
• Por outro as decepções, os atritos, disputas e até injustiças.

• Este é um percurso longo, de êxitos e fracassos no qual a criança tem a


oportunidade de reconhecer alguns dos seus limites e começar a traçar
aspectos vincados e importantes da sua personalidade.
Desenvolvimento de Crianças e
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• O desenvolvimento psicossocial inclui as
mudanças nas nossas interacções e a
compreensão dos outros, assim como o nosso
conhecimento e compreensão de nós próprios
como membros da sociedade.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Neste período de desenvolvimento, as
relações com os pais continuam a ser muito
importantes (embora a criança passe grande
parte do tempo junto do seu grupo de pares -
escola) visto que a estrutura e atmosfera
familiares contribuem para o equilíbrio
emocional que é fulcral nas relações sociais.
Desenvolvimento de Crianças e
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• A partir dos 4/5 anos, a experiência de ter
amigos é das mais necessárias para o
desenvolvimento da criança.

• Através do contacto com os amigos, a criança


ganha mais sentido de si porque percebe que
os outros a estimam e gostam dela.
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• A importância dos limites e das regras
• Apesar de impor limites às crianças ser uma
tarefa por vezes desgastante e cansativa, já
que exige repetição e paciência, ela é
fundamental para promover a capacidade de
auto-controlo da criança, na medida em que a
ajuda a estabelecer os seus próprios limites.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Se os pais estabelecerem limites firmes mas
carinhosos desde os primeiros anos de vida,
ajudarão também a criança a reconhecer os
seus sentimentos, a ter a percepção dos
sentimentos dos outros, a desenvolver o
sentido de justiça e ainda a descobrir a alegria
de dar e até de fazer sacrifício em prol do bem
estar dos outros.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Para que todo este processo seja simplificado, é
fundamental que as regras sejam claras e
consistentes e que se adaptam às capacidades e
necessidades de cada criança. É também
importante que ambos os pais estejam de acordo
com as regras estabelecidas e que façam
avaliações e revisões regulares dessas mesmas
regras, uma vez que, à medida que a criança
cresce, será necessário ajustar algumas delas.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• “ Uma criança sem disciplina é uma criança
que não se sente amada”

• Por esta razão, é importante impor limites


e regras às crianças, pois só desta maneira se
pode ajudá-las a crescer de uma forma
saudável.
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• Transformações Físicas
Vimos que a adolescência é marcada pela emergência da puberdade.
O aparecimento desta varia com os indivíduos, com o sexo e em
função de factores psicossociais, alimentares, entre outros. Este, é um
período que se caracteriza por um crescimento rápido dos órgãos
genitais que até aqui se mantiveram adormecidos e por um despertar
de sentimentos e impulsos sexuais desconhecidos. Na adolescência
processa-se o desenvolvimento da altura e do peso influenciada, por
factores hereditários, e do sistema de reprodução. Um outro sistema,
que é igualmente desenvolvido e de elevada relevância é o endócrino,
pois são as diversas hormonas corporais que desencadeiam todo o
processo pubertário.
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• As transformações físicas da adolescência, tal
como nos refere Sprinthall e Collins (1999)
começam quando o hipotálamo, estimula a
glândula pituitária a segregar determinadas
hormonas, estas por sua vez estimulam os
ovários, os testículos e as glândulas adrenais a
produzir outras hormonas.
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• Vários autores, nomeadamente Katchadourian (1977),
salientam que, antes do início da puberdade, várias
glândulas como a hipófise e o hipotálamo estão
interactivamente funcionantes, mas um sistema de feed-
back controla a função dessas glândulas impedindo o seu
total funcionamento. Numa dada altura, surgem três
fenómenos que vão desencadear o funcionamento
completo dessas glândulas, são eles: o hipotálamo deixa de
ser sensível ao feed-back negativo,vai haver uma maior
produção e libertação dos factores libertadores da
gonodotrofina e uma maior
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Jovens
• sensibilidade do hipotálamo à sua acção. Todo o sistema
endócrino, no seu conjunto, participam para a evolução
pubertária. As gónodas, a glândula pituitária, a tiróide e as
glândulas supra renais têm um papel essencial para o
crescimento, o desenvolvimento e a maturação dos
caracteres sexuais. No entanto, todas estas alterações
endócrinas dão origem a modificações no corpo que se
podem tornar dramáticas para o adolescente. A percepção
que tinha do seu corpo é agora confrontada com novas
formas e nova imagem corporal a que se tem de adaptar.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Normalmente há um rápido aumento relativo a
um dos aspectos do crescimento físico, a altura,
durante o surto de crescimento (rápido processo
de aumento de altura e de peso). Salientamos
que o ritmo de crescimento quase duplica em
ambos os sexos, durante esta fase dos
adolescentes, porém, este processo inicia-se dois
anos mais cedo nas raparigas.
Desenvolvimento de Crianças e
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• No sexo masculino, inicialmente, os pêlos púbicos
aparecem em volta do pénis, mais tarde alastra para o
escroto, perínio, abdómen, costas e posteriormente para
axilas, face e peito. Ocorre, igualmente um aumento do
volume e da pigmentação do escroto. Nesta altura, o
adolescente sente uma grande preocupação com o
aumento do pénis, pois este é um órgão com várias
conotações psicológicas. Se o crescimento do pénis está
atrasado em relação aos testículo, a sua massa parecerá
anormalmente pequena, o que poderá causar grandes
angústias. Tudo se resolve com o tempo, mas este é um
período de vergonha e ansiedade.
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As erecções são agora possíveis e tornam-se frequentes e
surgem com ejaculações, embora desprovidas de células
germinais. A voz e as formas corporais são outros
parâmetros que se vão desenvolvendo nesta fase
Katchadourian (1977). Para o mesmo autor, no sexo
feminino, os pêlos púbicos aparecem no monte de vénus,
ou seja, em redor dos grandes lábios à linha suprapúbica
e posteriormente nas axilas e nos membros. As linhas
corporais adquirem contornos mais arredondadas e as
glândulas mamárias desenvolvem-se.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Os seios têm um grande simbolismo sexual e a sua reacção
perante este crescimento é variável. É, também, altura do
aparecimento da menarca o que varia com a cultura,
alimentação e em especial da hereditariedade. Durante
esta fase de evolução, ambos os sexos tem um aumento da
actividade das glândulas sudoríparas e sebáceas
provocando acne, considerada um problema da
adolescência. O aparecimento destes acontecimentos
variam na idade, entre os sexos. Nas raparigas, o processo
de maturação sexual inicia-se mais cedo, que nos rapazes e
termina igualmente mais cedo.
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• O evoluir da maturação sexual desperta impulsos
adormecidos da infância, e o adolescente vê-se
invadido por sentimentos que desconhecia.
• O momento exacto da puberdade e o grau em que
ocorre as transformações pubertárias são amplamente
determinados por factores genéticos, bem como as
características físicas. Um dos factores que influencia a
semelhança genética talvez seja a “construção”
corporal, a qual tem tendência a ser semelhante entre
os membros da mesma família.
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• Paralelamente à maturação sexual o desenvolvimento corporal vai-
se efectuando. O crescimento do corpo dá-se, principalmente, na
fase pré-pubertária, onde é geralmente mais rápida. Primeiro, surge
o crescimento dos membros inferiores e, posteriormente, os
membros superiores e tronco. Isto pode originar desequilíbrios
proporcionais e desconforto fisicos em que o adolescente se sente
embaraçado em certas situações sociais. No período pós
pubertário, dá-se o crescimento ponderal com o aumento da massa
muscular nos rapazes, e de tecido adiposo nas raparigas.
Paralelamente, ocorrem alterações do sistema digestivo e do índice
metabólico, podendo causar distúrbios alimentares e aumento do
apetite.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Estas alterações da alimentação podem desencadear,
devido à hipersensibilidade com o corpo, comportamentos
como a anorexia, bulimia, irritabilidade, sentimentos de
culpa, isolamento e depressões. Na adolescência, a
evolução fisica e sexual tem um ritmo acelerado que muitas
vezes não é acompanhado com o mesmo ritmo a nível do
desenvolvimento intelectual podendo, eventualmente,
originar problemas de comportamentos e, por vezes,
desviantes em relação às normas impostas pela sociedade.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Desenvolvimento Cognitivo
No período de adolescência, as transformações a nível
intelectual são de extrema importância. É nesta altura que a
inteligência toma a sua forma final com o pensamento
abstracto ou formal que, segundo Piaget (1949), ocorre entre
os 11-12 anos e os 14-15 anos. Estas modificações podem
influenciar no entendimento das regras. Dessa forma, este
modo de pensamento dinâmico vai proporcionar ao
adolescente não só adaptar-se ao real e ao quotidiano, mas
também a formular grandiosas teorias e ideias.
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• É importante realçar que para Piaget (citado
por Schwebel, 1975) as transformações
emocionais que ocorrem na adolescência
dependem das transformações cognitivas.
Uma das grandes transformações que marcam
o estádio operatório formal é o surgimento do
pensamento hipotético-dedutivo.
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No estádio anterior (operatório concreto) a
criança apenas raciocina sobre proposições que
julgasse verdadeiras, apoiando-se no concreto
para isso. Na fase em discussão torna-se capaz de
raciocinar correctamente sobre proposições em
que não acredita, ou ainda não acredita, isto é,
que considera como hipóteses, tornando-se
assim capaz de inferir as consequências
necessárias, de verdades simplesmente possíveis
Desenvolvimento de Crianças e
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• Assim, adquire a capacidade de ultrapassar, pelo
pensamento, situações vividas e projectar ideias para o
futuro, pois o seu raciocinio torna-se hipotético-dedutivo. A
transformação do pensamento do adolescente permite-lhe
uma grande capacidade de abstracção, o que faz com que
ele aumente a sua capacidade de atenção para
determinados objectos. Consegue, agora, reflectir sobre si
mesmo e o abstracto ocupa a maior parte do espaço do
pensamento. Desenvolve, igualmente, a orientação no
espaço, delineando formas e áreas e das suas posições
relativas com o aumento da capacidade visual.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Acrescenta-se o aumento da capacidade de inferir,
generalizar, classificar, extrapolar, abstrair e deduzir.
Nasce assim o mundo interior, no sentido da
introspecção, do aprofundamento e da meditação. É
graças a ele que se articula, no plano da consciência,
uma busca da identidade que prossegue toda a
adolescência. Este processo vai depender da
sensibilidade, da afectividade, das experiências de cada
um, da cultura e do meio e não apenas da inteligência.
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• Uma mudança muito importante nesta fase é a capacidade do
adolescente para pensar sobre o seu próprio pensamento e sobre o
pensamento dos outros. Esta nova capacidade é designada pelo
termo metacognição (Sprinthall e Sprinthall, 1994). Esta forma de
auto-reflexão permite um amplo alargamento da imaginação. Os
adolescentes podem tomar consciência da forma como conhecem
para além daquilo que conhecem. Outra característica importante
da adolescência é o tomar consciência da variedade de estratégias
de aprendizagem que poderão ser utilizadas. Com isto as
oportunidades de autocorrecção a nível de resolução de problemas
são muito maiores.
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• Os adolescentes têm a capacidade de falar consigo
próprios, processo este, por vezes, designado de
diálogo interno, e chegar a novas formas de
compreensão sem necessitar de testar de facto cada
solução, na realidade concreta. Relacionado com a
metacognição, surge uma nova consciência sobre o
facto das pessoas serem diferentes e terem
pensamentos diferentes sobre a mesma situação ou
ideia. Deixa de existir um ponto de vista único e
correcto.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Piaget (1977), demonstrou repetidamente que as
crianças mais novas tendem a pensar que toda a gente
encara as situações da mesma forma que elas próprias,
sendo estas crianças descritas como egocêntricas, no
sentido em que estão centradas na sua própria
perspectiva. Os adolescentes reconhecem que o ponto
de vista dos outros é diferente do seu. Esta fase é
muitas vezes mal aceite pelos adultos, uma vez que o
adolescente vive num mundo irreal, construído por si e
produz uma nova forma de argumentar perante este.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Assim, os dados biológicos dirigem inevitavelmente o
desenvolvimento cognitivo. Piaget defende que, na
generalidade, os estádios de desenvolvimento não podem
ser acelerados, mas podem ser retardados em condições de
fraca estimulação ambiental. Se os adolescentes e os
adultos, incluindo nós próprios, não tivermos acesso a um
equilibrio entre experiência e reflexão, em determinadas
áreas da actividade humana, então poderá ser provável que
o nosso próprio desenvolvimento possa ser incompleto.
Não podemos assumir que todos os adolescentes e adultos
funcionem a um nível formal. Podem operar a um nível
intuitivo ou concreto em certas áreas.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Piaget salienta o papel da experiência e da aprendizagem
pela acção no desenvolvimento e na mudança, mostra-nos
como os nossos processos de pensamento assumem
formas dramaticamente diferentes, durante os diferentes
períodos de desenvolvimento. A escola proporciona a
expressão pessoal, a imaginação e a reflexão abstracta e
desenvolve, ainda o gosto pelo estudo, autocrítica e
responsabilidades individuais ou em grupo. No entanto,
mais importante que a escola é considerado a família, pois
dentro desta, é onde o adolescente passa a maior parte da
adolescência e é considerado um modelo específico para o
seu desenvolvimento.
Desenvolvimento de Crianças e
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• O GRUPO DE PARES
“O adolescente procura no grupo a sua
independência e a sua autonomia afectiva (...) O
grupo inicia-o na organização da sociedade
humana e dá-lhe uma muralha colectiva para
assegurar a sua própria defesa contra os
adultos”
Desenvolvimento de Crianças e
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• Ao longo do ciclo da adolescência, o adolescente adquire,
pouco a pouco, uma nova subjectividade que modifica a
representação de si próprio e do outro. A busca de
identidade leva à aquisição e hierarquização dos diferentes
papéis permitindo-lhe formar um novo eu que lhe é próprio
e característico. O desejo de emancipação é algo desejado.
Acontece mais cedo nas raparigas e dirige-se para o seio
familiar e as aspirações de maternidade são acentuadas.
Nos rapazes acontece de uma forma mais agressiva
podendo mesmo causar cortes familiares
Desenvolvimento de Crianças e
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• No desenvolvimento da adolescência, vai surgir uma
libertação da tutela parental em troca de uma
envolvente relação com os grupos pares, nas quais o
jovem vai adquirir a sua vida social. É nesta instituição
dos pares que o adolescente procura as suas
referências sobre as normas e estatuto. A adesão a um
grupo deixa todas as possibilidades de escolha, que
normalmente são interditas pela família, uma vez que
não se escolhe os pais, enquanto se pode escolher um
grupo ou um amigo segundo as próprias predilecções.
Desenvolvimento de Crianças e
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• As relações com o grupo ou amigo permite
manter as relações no plano racional sem
paixão e sem sentimentos, uma vez que a
carga afectiva nestas relações é menor. Se
estas relações se tornam maçadoras, é-lhes
permitido rompê-las com toda a liberdade.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Porém, cada vez mais o grupo de companheiros
proporciona ao adolescente uma oportunidade
de identificação, uma protecção (particularmente
a nível da sua própria sexualidade) e uma
exaltação (a força do grupo contraria a fraqueza
do individuo). Na sociedade ocidental o modo
preponderante de socialização é,
tradicionalmente, no seio da família.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Na verdade cada sociedade constrói as
expectativas de comportamento dos
adolescentes. Estas expectativas são
condicionadas pelos valores erigidos pelas
diferentes classes sociais dentro de cada
sociedade.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Ouillon e Origlia, 1974, referem que o papel do grupo na
socialização do adolescente pode ser bom ou mau,
dependendo dos casos. O que é certo é que as relações
sociais na adolescência se identificam com a procura de
amizades. É na adolescência que a amizade se reveste de
maior importância. Vários autores, nomeadamente Ouillon
e Origlia, 1974, consideram que esta necessidade de
amizade está ligada no adolescente ao desejo de se
reconhecer a si mesmo. É o período dos pares de amigos,
em que cada um se abandona a longos monólogos sem o
cuidado de dar qualquer auxílio ao outro, mas sem o desejo
de o receber.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Na adolescência, os amigos entre si têm um
comportamento diferente das atitudes que
tomam perante aqueles que não são seus
amigos. O mesmo já não acontece na infância,
esta distinção não é feita. Os adolescentes são
mais propensos a compartilhar os segredos com
os amigos do que com aqueles que não são seus
amigos, bem como são mais empáticos para com
os amigos.
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• Os colegas são extremamente importantes para o
desenvolvimento normal dos adolescentes, quer em grupo,
quer nos encontros individuais. O sentido de pertença é
uma razão compreensível pela qual os adolescentes
procuram estabelecer e ter êxito nas relações com os
colegas. Muitas investigações indicam que a qualidade das
relações entre os colegas, na infância e na adolescência,
constitui um dos percursos de um bom ajustamento na vida
adulta. É notório que a delinquência entre os adolescentes
e jovens adultos esteja intimamente associada à dificuldade
de estabelecer relações com os colegas na infância.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Outra conclusão importante é a de que um
débil relacionamento com os colegas é
também um importante preditor de uma vasta
gama de problemas na vida adulta, onde inclui
dificuldades de comportamento, problemas
profissionais e perturbações a nível conjugal e
sexual.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Há diferenças entre os adolescentes que podem torná-
los mais ou menos conformistas. A crença na sua falta
de competência para realizar determinada tarefa pode
influenciar o grau em que entram em conformidade
com o comportamento dos outros. Se um adolescente
se sentir incompetente numa dada situação, mais
facilmente seguirá orientações alheias. Outro ponto
muito importante que influencia o grau de
conformidade será o estatuto dentro do grupo.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• A influência dos colegas sobre os adolescentes é notória na
nossa sociedade, bem como a sua rejeição pelos valores
dos pais, em favor dos valores e comportamentos dos
pares. Thomas Berndt,1979, num estudo sobre esta
situação, verificou que havia um conflito crescente,
principalmente nos adolescentes mais novos. Será correcto
afirmar que os adolescentes sentem com bastante
intensidade as pressões de ambos os lados, sendo este um
conflito que constitui um dos problemas específicos que os
jovens enfrentam durante este período.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• É na escola que o indivíduo procura a sua
identidade social, pois é aqui o ponto de
encontro com a sociedade, adquirindo novas
relações e capacidades. A escola tornase,
assim, não apenas uma instituição social com
funções gerais de formação, mas também um
meio de desenvolvimento do indivíduo.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• A integração nos grupos pares vai oferecer um conforto
no jovem pois, este encontra-se no meio de gente
“igual”, com as mesmas transformações físicas e
psicológicas. Todo o processo de socialização é
reconhecido como condicionante na estruturação e
conclusivo do processo adolescente, por ter um
enorme significado a nível funcional para a sua
estabilização. Assim, o adolescente atinge a sua
individualidade e integração social que será uma
estrutura base na sua vida adulta.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• OS ADOLESCENTES E A ESCOLA
“No contexto de uma mais ampla desconcentração de funções
e de poderes assume particular relevância a escola (...) como
entidade decisiva na rede de estruturas do sistema educativo
(...) já que se pretende redimensionar o perfil e actuação das
escolas nos planos cultural, pedagógico, administrativo e
financeiro, alargando, simultaneamente, a sua capacidade de
diálogo com a comunidade em que se inserem”
Preâmbulo do Dec.º-Lei n.º 43/89, de 3 de Fevereiro,
Ministério da Educação.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Como qualquer sistema, a Educação integra uma
pluralidade de elementos interrelacionados: alunos,
professores, curricula, escolas e a própria organização e
administração educativa. O prolongamento da
obrigatoriedade escolar, as mudanças inerentes à reforma
educativa não acompanhadas das reestruturações
necessárias, o insucesso escolar, transportado muitas vezes
para insucesso pessoal, as escolhas muito precoces na área
vocacional, ao nível do desenvolvimento do adolescente,
são factores que têm implicações nos adolescentes e nos
professores
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Os alunos e professores passam grande parte do tempo em que
estão “acordados” na escola. Os professores interagem com os
alunos, e os alunos com os professores; os alunos interagem uns
com os outros e com materiais escolares. À medida que professores
e alunos interagem uns com os outros, desenvolve-se um grupo. Os
professores referem que cada turma adquire uma “personalidade
distinta”, por sua vez os alunos dizem que a sua turma é “óptima”
ou “não é assim tão boa” e relembram durante anos uma
determinada turma ou a sala de convívio. O que os alunos lembram
mais frequentemente não é aquilo que o professor ensinou, mas
sim as dimensões sociopsicológicas da turma
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• A vinculação da sua infância
John Bowlby, um psiquiatra e investigador britânico, do século XX, foi
um dos primeiros a perceber a importância das primeiras relações que
estabelecemos: com os nossos pais, ou cuidadores primários. Mais
especificamente, ele estudou o efeito do abandono e da negligência,
em crianças hospitalizadas, e percebeu que a relação com os adultos é
primordial para a sobrevivência e para o desenvolvimento das crianças.
Estes bebés, recém-nascidos, eram privados do contacto com os seus
pais (ou cuidadores) e, por comparação com bebés que mantinham o
contacto e o carinho dos seus pais, estes recuperaram mais
lentamente das doenças e tiveram problemas de desenvolvimento
mais tarde na vida.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Vinte anos mais tarde, Mary Ainsworth, uma psicóloga
canadiana-americana, encontrou que as crianças e os
seus cuidadores podem estabelecer diferentes tipos de
relações de vinculação, que apresentam características
e consequências específicas. A sua descoberta foi feita
através de uma experiência chamada “A Situação
Estranha”, que ainda hoje é utilizada por psicólogos em
todo o mundo, para compreender os comportamentos
de vinculação de cada criança.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• De forma resumida, foi definido que as relações
de vinculação podem seguir 3 principais padrões:
a vinculação segura, a vinculação insegura-
ambivalente e a vinculação insegura-evitante.
Para além destes, existe ainda a vinculação
desorganizada, que é visível principalmente em
crianças de pais com perturbações psicológicas
graves (e.g. esquizofrenia)
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Uma criança com um padrão de vinculação insegura-
ambivalente, tal como diz no nome, estabelece uma
relação ambivalente com os seus cuidadores. Estes, desde
cedo, demonstram que não estão sempre lá quando o bebé
necessita – o que provoca uma grande noção de
imprevisibilidade na criança. Quando os cuidadores estão
presentes e dão a atenção e o carinho que o bebé
necessita, este tem uma reacção ambivalente, de querer
que os cuidadores se mantenham mas ao mesmo tempo de
os afastar por o terem abandonado anteriormente.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Já uma criança com um padrão de vinculação insegura-
evitante, normalmente tem cuidadores negligentes,
que não dão o apoio e a atenção que um bebé
necessita, e este desenvolve um afastamento
emocional e físico dos adultos, na sua generalidade.
Por último, uma criança com um padrão de vinculação
seguro, sente que os seus cuidadores estão disponíveis
para o apoiar e dar carinho e atenção quando
necessitar, pelo que sentem que têm uma base segura
de onde partir e explorar o ambiente em redor.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Uma criança que tenha estabelecido um tipo de
vinculação segura, tenderá a crescer e a criar
relações positivas, a ter facilidade em estabelecer
relações e a encontrar um equilíbrio harmonioso
entre intimidade e independência. Por sua vez, as
crianças que estabeleçam um dos restantes tipos
de vinculação, mais inseguros, poderão encontrar
mais dificuldades ao relacionarem-se com os
outros.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Por exemplo, podem tornar-se pessoas mais
ansiosas nos relacionamentos, procurando
insistentemente níveis de intimidade muito
altos, pondo de parte a sua necessidade de
alguma independência e espaço pessoal.
Tipicamente, são pessoas mais impulsivas,
preocupadas, emocionais e dependentes nas
suas relações.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Por outro lado, podem tornar-se pessoas mais
desligadas e independentes, que quase evitam o
estabelecimento de relações amorosas e de
compromisso. Para estas pessoas, os
relacionamentos amorosos não são vitais para a
sua vida, assumindo um papel meramente
secundário, e são também pessoas que têm
maior dificuldade em lidar com seus sentimentos.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Isto não significa que em adultos apenas
podemos preencher um destes 3 tipos de
comportamentos – trata-se de um modelo de
categorização muito dinâmico, em que cada
um de nós poderá preencher mais
características de um tipo de vinculação ou de
outro.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Primeiros Comportamentos Sociais
• Uma criança que fosse incentivada a brincar
durante muito tempo sozinha, tenderia a
apresentar comportamentos de isolamento

• De outro lado, caso fosse estimulada a somente


estar em grupos, tenderia, com o passar do
tempo, a apresentar problemas de concentração
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• É importante, pois, os pais permitirem tanto que seus filhos tenham
seus momentos dedicados a brinquedos individuais como
massinhas, jogos de memória, quebra-cabeças, entre outros.

• como também momentos de convívio com os colegas, inclusive até


mesmo usando os brinquedos que utilizam nas suas brincadeiras
solitárias.

• A observação que as crianças fazem das pessoas e das situações é


de fundamental importância para o comportamento social delas
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Depois de adquirirem um certo conhecimento do
mundo, aos 3 anos, elas já têm iniciativas de falar de si
mesmas ou das pessoas que estão ao redor delas,
iniciando as trocas de ideias.

• A partir desta idade, contar histórias, desenvolver a


imaginação das crianças ouvindo as histórias que elas
inventam e desenvolver actividades teatrais com elas é
o reconhecimento de que as crianças já estão
caminhando para se tornarem indivíduos na sociedade.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
VIDA SOCIAL: A Criança Brincadeiras
• Brincar é fazer amigos. Brincando, a criança
desenvolve sua capacidade criativa, integra-se no
mundo e aprende a viver.

• Saber relacionar-se com outras pessoas de forma


saudável requer um longo aprendizado. Em cada
fase do seu desenvolvimento, a criança prepara-
se um pouco mais para ser um adulto bem
integrado socialmente.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Através dos brincadeiras e jogos, a criança
aprende desde cedo a relacionar-se com o
mundo, com seus semelhantes, a incorporar
novas concepções e padrões de comportamento.

• Realiza, enfim, um aprendizado social. E isso é


indispensável para que ela cresça física e,
sobretudo, mentalmente.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Durante todo o primeiro ano de vida, os adultos dominam o
interesse do bebe.

• Mas, a partir daí, as outras crianças, antes olhadas com indiferença,


vão ter um papel cada vez mais importante na sua socialização.

• Nesse período, a criança já briga com outra na disputa de um


objecto e aparecem indícios do uso social dos brinquedos.

• Dois meninos conseguem, por exemplo, brincar em conjunto com


uma bola, rolando-a de um para outro.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Primeira infância
• A primeira infância é a base para todas as aprendizagens
humanas. Estudos demonstram que a qualidade de vida de
uma criança entre o nascimento e os seis anos de idade
pode determinar as contribuições que ela trará à sociedade
quando adulta.
• Se este período incluir suporte para o crescimento
cognitivo, desenvolvimento da linguagem, habilidades
motoras, adaptativas e aspectos sócio-emocionais, a
criança terá uma vida escolar bem-sucedida e relações
sociais fortalecidas.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
CURIOSIDADES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

• estudos demonstram que é durante a primeira infância que o


cérebro humano desenvolve a maioria das ligações entre os
neurónios.
• Até os 3 anos de idade, as cerca de 100 bilhões de células cerebrais
com as quais uma criança nasce desenvolvem 1 quatrilhão de
ligações.
• O número é o dobro de conexões que um adulto possui.
• Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha atingido metade do seu
potencial intelectual.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Primeiros Comportamentos sociais
• No inicio da segunda infância as crianças começam a se comportar
socialmente de maneira mais rude. Forma que precede o seus
comportamentos sociais

• Muitos desses comportamentos apresentam um excesso de


qualidades que são virtudes quando mantido em moderação.

• A criança ainda não aprendeu a quantidade e os estilos próprios


desses actos e atitudes
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Negativismo

• Produto da intolerância adulta

• Rivalidade

• Zombar e Maltratar

• Ciúme

• Grupos ( gangues )
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Desenvolvimento Moral
• A “mentalidade infantil” é diferente da do adulto,
pela estrutura e funcionamento.
• ausência de uma verdadeira lógica das relações e
das classes, por uma grande dificuldade em
considerar a realidade de um ponto de vista
realmente objectivo e pela ausência de normas
morais verdadeiras que se impõem com
necessidade.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Pensamento pré-lógico, pré-causal e pré-moral: egocentrismo se
manifesta nos níveis da linguagem, do raciocínio, da explicação dos
fenômenos físicos e do julgamento moral.

• Os factores sociais intervirão no aparecimento do raciocínio lógico,


por meio de uma tomada de consciência dos conteúdos e passos do
próprio pensamento.

• Os factores biológicos da assimilação e de seu pólo oposto não são,


portanto, suficientes para que o pensamento se torne lógico.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Segundo Hamachek (1979), a criança gradualmente se
torna um ser social na sua própria experiência e age
em relação a si mesma de modo análogo aquele pelo
qual age em reacção aos outros.

• interacção social é o meio de troca mediante o qual


afiamos as nossas percepções do mundo exterior,
desenvolvemos as nossas atitudes a respeito de nós
mesmos
Desenvolvimento de Crianças e
– A criança que viveJovens
uma vida dominada pela
obediência às regras de outros pode desenvolver
uma moralidade de obediência cega à autoridade
– Este indivíduo pode ser facilmente conduzido por
qualquer autoridade ou, em vista do fracasso para
desenvolver um sentimento pessoal acerca da
necessidade de regras morais.
– a criança obediente pode eventualmente rebelar-
se, aberta ou veladamente
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• A moralidade heterônoma significa que o indivíduo não
regula seu comportamento por meio de convicções
pessoais
• Ao invés disso, sua actividade pode ser regulada pelo
impulso ou obediência impensada
• 0 controle externo das crianças tem seus limites.
• As crianças podem conformar-se no comportamento,
mas os sentimentos e crenças não podem ser tão
facilmente controlados.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
A medida que as crianças crescem fisicamente, a
possibilidade de controle comportamental
diminui.

• A única possibilidade real para influenciar-se o


comportamento das crianças quando estão por
sua própria conta é apoiar a construção gradual
da moralidade, conhecimento, inteligência e
personalidade
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
A importância do adulto de referência no desenvolvimento da criança
• Sabe-se que as transformações ocorridas na sociedade, na estrutura
familiar e na forma como os pais foram educados, provocaram
dificuldades referentes à educação dos filhos, principalmente na
adolescência. Essa etapa do ciclo vital apresenta tarefas particulares, que
envolvem todos os membros da família, constituindo-se como uma fase
de transição do indivíduo, da infância para a idade adulta, evoluindo de
um estado de intensa dependência para uma condição de autonomia
pessoal e de uma condição de necessidade de controle externo para o
autocontrole sendo marcado por mudanças evolutivas rápidas e intensas
nos sistemas biológicos, psicológicos e sociais
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Os autores destacam que a tendência da família
contemporânea é ser cada vez mais simétrica na
distribuição dos papéis e obrigações. Uma família
marcada pela divisão entre os membros do casal
referente às tarefas domésticas, aos cuidados com os
filhos e às atribuições externas, sujeita a
transformações constantes, devendo ser, portanto,
flexível para poder enfrentar e se adaptar às rápidas
mudanças sociais inerentes ao momento histórico em
que vivemos.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Sabe-se que a criança já começa a ter noções do limite
quando da aquisição da linguagem, normalmente entre um
e dois anos. No entanto, a compreensão dos limites vai
sendo internalizada por essa criança ao longo de muitos
anos, através do acompanhamento dos pais e cuidadores,
enquanto adultos de referência.
• Entretanto, Outeiral e Cols. (2008) acrescentam que não é
tarefa fácil, na atualidade, descrever o que é ser adulto. As
questões relacionadas a cultura contemporânea revelam
diferentes manifestações do ser adulto.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Assim, algumas tarefas nesta transição se fazem necessárias: a
primeira refere-se ao estabelecimento de novas relações com os
pais, relações de maior independência e de menor idealização; a
desidealização dos pais, aceitando-os como pessoas que também
têm suas dificuldades e limitações, é um ponto importante neste
processo. A segunda tarefa se refere ao desempenho das atividades
profissionais e, finalmente, a terceira diz respeito à aceitação do
novo corpo que vai se fazendo adulto, muito na dependência da
hereditariedade e também por parte da cultura e do ambiente.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• A aceitação do corpo adulto, no entanto, não é uma tarefa
simples. A valorização excessiva do estilo de vida
adolescente e, o culto à estética como símbolo de beleza
são elementos que contribuem para que a adolescência se
prolongue. Assim, os autores propõem a existência dos
“adultescentes”, que são pessoas imbuídas de cultura
jovem, mas com idade suficiente para não o ser. Este
neologismo expressa a permanência de valores
adolescentes na vida adulta e é uma mistura, no idioma
inglês, das palavras “adulto” e “adolescente”.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Os autores destacam ainda a síndrome dos “kidadults”,
fusão das palavras “criança” e “adulto”, em inglês, que são
os que questionam noções como maturidade e autonomia,
e põem em xeque a patologia da vida adulta na sociedade
contemporânea. É neste novo contexto, portanto, que se
encontra o adulto jovem, cuja tarefa primária é o “acordo”
que deverá chegar com a sua família de origem, o qual
influenciará profundamente com quem, quando e como
executará todos os outros estágios seguintes do ciclo vital
familiar.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Neste sentido, Prata e Santos (2007) reforçam a idéia de
que os adultos têm um papel central neste processo, pois
oferecem a base inicial aos mais jovens, a bagagem de
regras e normas essenciais para o social. E o que marcaria o
ingresso na adultez? O casamento, o nascimento dos filhos,
a formatura? Esta é uma resposta difícil, na medida em que
é crescente o número de pessoas que optaram por não
casar, as mulheres que optam por não ter filhos, a
crescente aceitação de casais homossexuais, os casais
separados, as famílias reconstituídas.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Assim, ingressar na adultez é viver e sobreviver a uma
contínua experiência de crise, nada tranqüila. A
necessidade de respostas às expectativas sociais, familiares
e pessoais, é intensa e incessante. Estas exigências incluem
todos os setores: afetivo, sexual, produtivo e criativo.
Assim, cuidar das novas gerações é manter viva a antiga e,
ao mesmo tempo, contradizê-la com os aspectos novos
construídos na relação com o filho. É dar um colorido novo
para o que nunca deixa de ser “familiar”; é possibilitar um
fim para a geração que passou, abrindo espaço para a nova,
sem que isso represente uma morte total da antiga.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Os autores destacam, ainda, que o adulto é aquele que
falha, pois, traz em si a marca da sua divisão, da
ambigüidade entre sua vontade consciente e seus
desejos inconscientes. Traz em si uma criança, muitas
vezes incômoda ao se deparar com a criança real do
presente. Trata-se de uma confusão de leis que marca a
entrada do infante no universo. O exercício da
maternidade e paternidade exige entrega de afeto e
desprendimento que só com maturidade são possíveis
de serem alcançados.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Ao homem é permitido envolver-se e vincular-se
ao filho a partir de sucessivas experiências de
cuidado no cotidiano, bem como, a mãe poderá
desenvolver-se profissionalmente, não estando
integralmente com os filhos, sem que para isso
tenha que destituir-se ou sobrecarregar-se nas
funções maternas/paternas.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• As dificuldades nesse sentido podem
progredir para relações de vínculos
patológicos. A seguir, a idéia central de
algumas categorias de relações não
consideradas como saudáveis, comumente
observadas por especialistas:
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Pais fazedores imortais: Nesta perspectiva, esses pais
auto-impõem-se a obrigação de oferecer aos seus
filhos um mundo isento de angústias e
responsabilidades na tentativa de poupar-lhes os
desprazeres da vida. Desejam criar um mundo sem
conflitos e para isso negam a presença do ódio, da
ambivalência e da falta. Pais “fazedores-imortais”
costumam usar de sedução e fascinação, por meio de
oferecimentos compulsivos (materiais e afetivos).
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Pais servis: Esses são pais abnegados e
sofridos, que tudo podem aguentar e que
racionalizam as suas desmesuradas
capacidades de serviço incondicional
realçando a virtude do altruísmo. Quanto mais
padecem, acreditam-se pais melhores e
acreditam que os outros pensam o mesmo.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Pais fracos: Nesta dinâmica, o vinculo
estabelecido caracteriza-se por um pai que
escraviza o filho, obrigando-o a tomar a sua
função paterna e ampará-lo.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Pais distraídos: Os pais distraídos estabelecem
com os seus filhos um “pacto de silêncio”. Uma
aliança para não falar, para não ouvir e para não
ver. Os filhos vivem esta situação como se fosse
desinteresse dos pais que, por sua vez, padecem
de angústias por não conseguirem quebrar o
muro do silencio. Os filhos passam a evitar o
confronto com seus pais e, como conseqüência,
há prejuízo na construção de uma identidade.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• O modo como vivem os adultos de referência das
crianças e adolescentes e a convicção que estes adultos
demonstram ter naquilo que fazem, direciona a
formação da identidade dos filhos. Nesse sentido,
Outeiral e Cols. (2008) reafirmam que o tipo de
interação estabelecido entre pais e filhos, bem como as
expectativas e sentimentos dos pais em relação aos
filhos, exercem um papel muito importante no tipo de
personalidade futura dos filhos e no êxito escolar dos
mesmos.
Desenvolvimento de Crianças e

Jovens
Assim, as experiências vivenciadas pelo jovem,
tanto no contexto familiar quanto nos outros
ambientes nos quais ele está inserido,
contribuem diretamente para a sua formação
enquanto adulto. No âmbito familiar, o indivíduo
vai passar por uma série de experiências genuínas
em termos de afeto, dor, medo, raiva e inúmeras
outras emoções, possibilitando um aprendizado
essencial para a sua atuação futura.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Redes Sociais e Internet
As redes sociais são espaços de interação social muito
procurados, principalmente por crianças e jovens, por
possibilitarem novas formas de comunicar, relacionar-se e
criar comunidades onde são partilhadas vivências e interesses
comuns. A facilidade de utilização, a grande quantidade de
recursos disponíveis e o desenvolvimento de contactos
pessoais potenciado pelas funcionalidades ao nível da
comunicação e da publicação de conteúdos, são algumas das
potencialidades que tornam estes espaços virtuais tão
cativantes.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• No entanto, com a exposição da vida pessoal nas redes
sociais, tornando públicas informações e fotos, as
crianças e adolescentes correm muitos riscos que,
muitas vezes, desconhecem. Apesar de estudos
recentes revelarem que os utilizadores dos sites de
redes sociais não são exclusivamente adolescentes e
jovens, é crescente a preocupação geral, com particular
destaque para os pais, com este público mais jovem.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• o estudo partiu de uma revisão de literatura que
assentou em aspetos relacionados com a
caraterização das redes sociais e a presença dos
jovens nesses ambientes, com a problemática dos
potenciais riscos associados à utilização das
mesmas e com o papel dos educadores na
prevenção do risco e orientação para práticas de
utilização mais seguras.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Alerta para o facto de os menores estarem
mal preparados para lidar com as redes sociais
num período-chave do seu desenvolvimento -
a transição da escola primária para o ciclo
seguinte, a partir dos 10 anos - expondo-as a
riscos para o seu bem-estar emocional.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Apesar de serem ensinadas sobre segurança
online ao longo da escola primária, as crianças
não são adequadamente preparadas para
outro tipo de desafios que surgem com a
utilização das redes sociais, como problemas
de auto-imagem que podem ser
acompanhados por crises de ansiedade ou
depressão.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Enquanto as crianças com idades entre os oito
e os dez anos tendem a usar as redes sociais
de uma forma lúdica, utilizando-as para
disputar jogos entre si, nos anos seguintes
começam a fazer uma utilização mais social de
redes como o Instagram e o Snapchat,
procurando “gostos” e comentários positivos
nas suas publicações
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• E começam a ficar mais preocupadas e
embaraçadas com o que o relatório designa
como sharenting: o fenómeno da partilha de
imagens pelos pais, sem a autorização das
crianças e adolescentes.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Tem de haver um papel mais activo das escolas em
certificar-se de que as crianças estão a ser preparadas
emocionalmente para os desafios das redes sociais. E
as empresas das redes sociais têm de ter mais
responsabilidade. Senão haverá um risco de deixar
uma geração de crianças a crescer em busca de ‘gostos’
para se sentirem felizes, preocupadas com a sua
aparência e imagem como resultado de uma percepção
irrealista do que vêem nas redes sociais.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Também em Portugal têm sido realizados estudos
sobre o impacto das redes sociais nas crianças,
adolescentes e jovens adultos. Em 2017, o
Instituto Superior de Psicologia concluiu que 70%
dos jovens portugueses com menos de 25 anos
apresentam sinais de dependência em que 6%
admite ter ficado “sem comer ou sem dormir por
causa da Internet”
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• No mesmo ano, o médico psiquiatra Diogo Telles
Correia alertava que as redes sociais expõem “os
adolescentes a um contínuo fluxo de informação, que
os estimula constantemente e alimenta uma
personalidade hiperactiva e que pode conduzir, não
raramente, a situações de ansiedade”, comentando
dados então divulgados pela Marktest que
identificavam um crescimento da utilização das redes,
entre 2008 e 2015, entre todas as faixas etárias, de
17,1% para 54,8%.
Desenvolvimento de Crianças e
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• Ainda sobre esses dados, a psicóloga Rosário Carmona
defendia que é na escola que tem de ser feita a
prevenção dos problemas associados ao uso das redes
sociais e que a mesma “está muitíssimo desvalorizada”.
Por seu turno, o médico psiquiatra Daniel
Sampaio responsabiliza os pais: “Devem acompanhar a
inscrição e a publicação dos primeiros conteúdos e têm
que ter uma dimensão ética, explicando-lhes o que
devem e o que não devem fazer.
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Têm que lhes explicar que não devem
comentar as imagens dos outros, que não
devem fazer comentários sobre os corpos dos
amigos, que podem comunicar e trocar
determinadas imagens dos sites que
encontram mas que não devem publicar
imagens de pessoas".
Desenvolvimento de Crianças e
Jovens
• Também em 2017, um estudo por uma dupla de
investigadoras da Universidade Católica Portuguesa e
da Universidade do Minho que acompanhou um grupo
de oito crianças portuguesas ao longo de dois anos
(dos seis aos oito) identificava uma idade crítica
relativamente à utilização das redes sociais, concluindo
que é aos oito anos que se vê o maior salto na sua
autonomia online e que é também nessa altura que
começam os riscos dessa exposição.