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1.

ENQUADRAMENTO HISTÓ RICO

Pedro Cabral
1.1.NA ANTIGUIDADE
1.1.NA ANTIGUIDADE
 Nem a Gestão de Operações nem a Logística são temáticas
novas.
 Desde o início da civilização que ambas são praticadas,
embora com maior ou menor grau de consciência e
sistematização.
 O que é relativamente recente é o estudo das boas práticas e a
sua difusão e aplicação sistemática na vida das empresas.
 No passado, quer no contexto civil quer empresarial, qualquer
organização tinha sempre um carácter fundamentalmente
empírico, na medida em que as exigências se colocavam
também a um âmbito geográfico mais restrito (mercados locais
e comunidades rurais quase autossuficientes até à revolução
industrial).
1.1.NA ANTIGUIDADE
 No que diz respeito à Logística, apesar de ter
sido de grande importância no campo militar,
em termos comerciais, a organização das rotas
comerciais na sequência dos Descobrimentos
Marítimos, com o estabelecimento de Feitorias
(entrepostos) em diversos pontos do percurso
entre a origem (Índia, Brasil, etc.) e os grandes
mercados de consumo dos produtos (Europa do
Norte e Central) foi um importante passo no
desenvolvimento logístico.
 Na verdade, estamos aqui perante um primeiro
fenómeno de globalização, que já nessa altura
terá exigido muito por parte da Logística.
 Quanto à Gestão de Operações, a Revolução
Industrial foi o motor do seu desenvolvimento,
embora os processos pré-industriais já fossem
sujeitos a otimizações e esse saber se
desenvolvesse e sistematizasse em torno das
corporações de artesãos.
1.1.NA ANTIGUIDADE
 Durante a Revolução Industrial, a sistematização era
inexistente, e cada artesão trabalhava "à sua
maneira", mesmo nas pequenas manufaturas que
surgiram durante o século XVIII, e cada unidade
produzida era única e irrepetível.
 Já no campo da Logística, as atividades logísticas
eram de suporte à atividade central e, como tal,
estavam pouco sistematizadas e dispersas.
 Esta situação manteve-se durante muito tempo,
mesmo quando a Gestão de Operações já tinha um
órgão próprio e em empresas de maior dimensão
(pós-Revolução Industrial).
 A coordenação destas atividades era inexistente,
pois eram desempenhadas de forma fragmentada
pelos diferentes órgãos, o que resultava em
duplicação de esforços e consequente desperdício, e
em perdas ou distorções da informação.
1.2. 2ª GUERRA MUNDIAL/INDUSTRIALIZAÇÃ O
1.2. 2ª GUERRA MUNDIAL/INDUSTRIALIZAÇÃ O
 As atividades componentes do sistema logístico encontravam-se divididas
pelas diferentes áreas da empresa.
 O transporte era gerido pela Produção e os Stocks muitas vezes apareciam
sob a responsabilidade do Marketing, existindo situações em que a
Produção ou mesmo as Finanças controlavam os Stocks; o processamento
de encomendas era controlado pelas Finanças ou pelas Vendas.
 As atividades logísticas desenvolvidas na 2.ª Guerra Mundial foram o
início de muitos dos conceitos hoje em dia utilizados na logística
empresarial.
 Após a 2.ª Guerra, foram as indústrias alimentares as primeiras a colocar,
sob o mesmo comando, as atividades de transporte e armazenagem de
produtos acabados.
 Obviamente, em todas as empresas se encontravam atividades do foro da
logística, mas não eram tratadas com a importância devida, encontrando-
se dispersas pelas diferentes áreas de gestão.
Concorrência
 A capacidade de produção aumentava e
os produtos no mercado eram cada vez
em maior quantidade.
 De acordo com alguns autores, existiram
quatro condições fundamentais para o
desenvolvimento da logística:
1. Alterações nos padrões de procura
e nas atitudes dos consumidores
2. Pressão para a redução de custos na
indústria
3. Avanços nas tecnologias de
informação
4. Influências da logística militar.
1. Alteraçõ es nos padrõ es de procura e nas atitudes dos
consumidores
Iniciou-se uma migração das zonas rurais para os grandes centros urbanos, alargando os
subúrbios desses centros urbanos.
Era necessário servir áreas metropolitanas de maior dimensão, o que aumentou os níveis
de stocks na distribuição, penalizando os custos de distribuição.
Os consumidores tornaram-se mais exigentes, pretendendo produtos mais personalizados.
Nos supermercados, a variedade de produtos passou de poucos milhares para cima de uma
dezena de milhares.
Os automóveis começaram a ser fornecidos em diferentes cores, motorizações e
dimensões.
Esta variedade gerou um aumento nos stocks globais, incrementando os custos de
manutenção de stock.
Por outro lado, o pequeno retalhista começou a passar o seu stock para o fornecedor ou
para centrais de distribuição especializadas, solicitando entregas mais frequentes.
2. Pressã o para a reduçã o de custos na indú stria
Nos anos 50 houve um crescimento económico na sequência do culminar da 2.ª Guerra
Mundial, seguido de uma recessão.
Os períodos de recessão são alturas normalmente aproveitadas pelas administrações
para reduzir custos e aumentar a produtividade.
A área da produção já há muito tinha sido estudada pelos engenheiros de produção e
pouco havia a fazer.
As atividades de distribuição surgiam como a única possibilidade de reduzir custos.
Por outro lado, começou-se a reconhecer a importância dos custos logísticos.
Os primeiros estudos apresentaram valores surpreendentes.
Se considerarmos a economia no seu todo, os custos logísticos representavam cerca de
15% do Produto Nacional Bruto.
Destes custos, o transporte representava cerca de 2/3 e a manutenção de stocks 1/3.
3. Avanços nas tecnologias de informaçã o
Todas as alterações verificadas nestes anos aumentaram a complexidade do sistema
logístico.
Este nível de complexidade só consegue ser gerido com o auxílio de computadores.
Foi nos anos 50 que o computador se estreou no mundo dos negócios.
Simultaneamente, tornava-se mais comum a utilização de modelos matemáticos
para apoio à decisão nas empresas.
Técnicas matemáticas como a programação linear e simulação são ferramentas
fundamentais para os profissionais desta área.
Estas ferramentas permitem lidar com problemas de localização de armazéns,
afetação de clientes e armazéns, controlo de stocks e programação de rotas.
Com o auxílio dos computadores torna-se possível utilizar estas técnicas, permitindo
a obtenção de economias significativas no sistema logístico.
4. Influências da logística militar
Os militares reconheceram a importância da logística muito
tempo antes dos gestores.
A logística militar inclui as atividades de aquisição, manutenção
de stock e transporte.
A experiência das estruturas militares nesta área é significativa.
No final dos anos sessenta, algumas universidades americanas
começaram a lecionar cursos na área de logística, surgiram livros
sobre o tema, algumas empresas reorganizaram-se tendo em
conta o conceito de logística e surgiram as primeiras associações
profissionais.
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
Até ao início da década de 60 a logística não existia enquanto unidade funcional ou
processual, ainda que, como é óbvio, as atividades e procedimentos conducentes a
conferir disponibilidade aos produtos/serviços fossem operadas.
A manutenção de baixo custos de produção era prioridade, pelo que o nível de stocks era
usualmente elevado sem que isso implicasse necessariamente bons níveis de serviço.
As variáveis da envolvente empresarial (a intensidade concorrencial, a pressão dos
elementos a montante e dos elementos a jusante, entre outras), também não apelavam,
como apelam nos nossos dias, para a necessidade de integrar a gestão das atividades
logísticas, atribuindo à logística um papel mais relevante nas estruturas empresariais.
A logística chega aos anos 70 num estado de semimaturidade.
O conceito estava a ser disseminado e algumas empresas tinham aderido à sua
implementação.
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
O processo estava a correr de uma forma lenta, pois as empresas estavam mais preocupadas
com a expansão dos mercados e a geração de lucros do que com o controlo dos custos.
Porém, em 1973, com a subida do preço do petróleo, a taxa de crescimento do mercado
começou a diminuir e a inflação a aumentar.
A gestão passou então a orientar-se para o controlo dos custos, a produtividade e a qualidade
dos produtos fabricados.
O preço do petróleo afetou de forma substancial as atividades logísticas: os custos de transporte
e do capital aumentavam.
Com o aumento nos custos do capital, devido à inflação, os custos de manutenção de stock
subiram, passando a ter uma outra importância.
Neste contexto, as técnicas da logística que tinham surgido há já alguns anos começaram a ser
utilizadas com sucesso em muitas empresas.
A logística, que até aqui se resumia à distribuição física, passa a integrar a gestão de materiais
(aprovisionamentos e produção).
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
A distribuição física adquiriu uma independência funcional, passando a mesma a
reportar diretamente ao Diretor Geral.
Este facto fazia com que as atividades logísticas, ou pelo menos algumas delas,
passassem a ser integradas numa função da empresa sendo integradas, pela primeira
vez, atividades tão distintas como a gestão de stocks de produtos acabados, a gestão
da frota (e de rotas), o processamento de encomendas, entre outras.
Na década de 80, os mercados apresentam-se cada vez mais “turbulentos” – as
previsões são pouco fiáveis – e mais controlados pelos consumidores.
As tecnologias de informação atingem um elevado nível de utilização e as margens
dos produtos são muito reduzidas.
Neste cenário, o conceito de logística dá mais um passo no sentido da logística
integrada.
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
Surge a cadeia logística, que envolve, de uma forma integrada, os fornecedores, os
aprovisionamentos, a produção, a distribuição física e os clientes.
O serviço ao cliente passa a ser um objetivo da maior parte das empresas, que são
levadas a dedicar especial atenção ao tempo de ciclo das encomendas (intervalo de
tempo entre o pedido de um produto e a sua entrega ao cliente/utilizador final).
A logística assume uma relevância estratégica que até então não lhe era atribuída
pelos gestores das empresas.
Este desenvolvimento, que redefiniu as fronteiras conceptuais da logística, fez com
que fosse possível integrar funcionalmente um conjunto de atividades que dizem
respeito ao fluxo físico intraorganizacional, permitindo que nesta terceira fase de
integração funcional a logística assumisse uma total independência funcional face a
outras áreas da organização.
1.3.GLOBALIZAÇÃ O
O conjunto de atividades que suportam o fluxo físico, e que aglutinámos em
três itens (aprovisionamento, suporte à produção e distribuição física), passou
a partir de então a ser gerido de forma integrada, possibilitando sinergias e
assim um gestão efetiva dos trade-offs.
Para o desenvolvimento desta fase foi muito importante o papel
desempenhado pelas tecnologias de informação, sem o qual esta integração
não teria sido possível.
A subordinação do conjunto de atividades logísticas a uma única linha de
autoridade é o grande contributo desta fase de desenvolvimento
organizacional da logística para uma gestão integrada da mesma no contexto
empresarial.
1.4.ATUALIDADE
1.4.ATUALIDADE
Na atualidade, verifica-se que a estrutura burocrática vertical que
prevaleceu durante longo tempo está a dar lugar às abordagens
horizontais que se focalizam nos processos-chave.
As empresas tendem a reorganizar-se e a redesenhar os seus processos
de forma a que estes sejam geridos e assegurados por equipas
multidisciplinares.
Contrariamente ao que se passava nas fases anteriores, em que cada
função tomava as decisões que minimizavam os seus custos, nesta fase,
as decisões são tomadas de forma a otimizar a totalidade da empresa e,
na fase seguinte, esta otimização será conseguida ao longo de toda uma
cadeia de abastecimento, envolvendo as empresas nas várias posições.
1.4.ATUALIDADE
A nova realidade empresarial envolvente obrigava a uma nova realidade organizacional, as
estruturas funcionais não se adequavam às exigências da envolvente, e tornou-se urgente
orientar as empresas para novos processos de negócio.
Assim, a logística, no contexto atual, tem um carácter processual emanado pelo objeto da sua
ação dentro da organização: os fluxos físicos e informacionais.
Assim, a logística pode funcionar como uma alavanca à redefinição dos processos de negócio e
da estrutura organizacional da empresa.
Deste modo, nos dias de hoje, a logística deve ser entendida como um processo chave da
empresa com o objetivo de conferir disponibilidade total aos produtos/serviços, e que
acrescenta valor, quando os seus atributos, incorporados no produto nuclear, são percebidos e
valorizados pelo mercado (ou por determinado segmento do mesmo).
Na fase de desenvolvimento organizacional da logística apela-se à integração dos processos que
conduzem à consecução da missão logística, à satisfação total dos clientes, e não à integração
funcional das atividades que devem ser operacionalizadas para o alcançar da mesma.