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Energia de deformação

e Flambagem
Walter Sperandio Sampaio
Aluno de pós-graduação no PPGQUI - Disciplina de estágio a docência
Lei de Hooke
  
Percebido primeiramente por Robert Hooke em 1676, a existência de uma
linearidade no diagrama TENSÃOxDEFORMAÇÃO exibida pelos materiais no
regime de escoamento.
o Em outras palavras, uma relação proporcional com o aumento na tensão provoca um
aumento proporcional na deformação.
o Expresso matematicamente como:

Onde, “E” representa a constante de proporcionalidade (inclinação da reta por se


tratar de uma relação linear) ou ainda MÓDULO DE YOUNG.
 Essa relação se dá apenas no regime de escoamento, até o limite de
proporcionalidade (lp)
 Á maioria dos aços, desde o mais
mole aço laminado até o mais duro
aço-ferramenta, apresentam o
mesmo módulo de elasticidade.
 Geralmente como Eaço = 200GPa

 CONDIÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DO


MÓDULO DE YOUNG.
 Apenas materiais que apresentarem
comportamento linear elástico
apresentarão módulo de Young.
 Se a tensão no material for maior
que o limite de proporcionalidade
(na região plástica) a lei de Hooke
não é mais válida.
  Aplicando a lei de Hooke para o aço doce, temos que:
Energia de deformação
  
Definido como: a energia armazenada internamente em
toda sua extensão, quando submetido a uma carga externa.
 Como está associada a deformações no material, é denominada
energia de deformação.
 Dessa forma, fazendo um ensaio de tração em ambas
extremidades de um corpo de prova, temos a tensão:

 Depois de sofrer um deslocamento vertical até e visto que o


trabalho realizado pela carga, trabalho externo, é a força
vezes o deslocamento.
 Sabendo que o trabalho externo é equivalente ao trabalho
interno, ou em outras palavras, energia de deformação
armazenada no elemento.
 Considerando também que nenhuma energia é perdida na forma
de calor.
  Assim, temos a energia de deformação U, que é:

 Sabendo que o volume do elemento é V = Y. Z

 Rearranjando:

 Convenientemente a energia de deformação U é expressa por unidade de


volume de material, dessa forma, temos a densidade de energia de
deformação

 Se o material apresentar um comportamento elástico, podemos utilizar a lei


de Hooke, . Substituindo na equação acima, temos:
Módulo de resiliência
  
Quando a tensão atinge o limite de
proporcionalidade, a densidade de energia de
deformação , é denominada de “módulo de
resiliencia”.
 É a capacidade do material em absorver energia
sem sofrer qualquer dano permanente.
 Desta forma:

 É possível observar que na região elástica do


diagrama TENSÃOxDEFORMAÇÃO, é equivalente a
área abaixo da reta, podendo ser expressa da forma:
Módulo de tenacidade
 Representa a área inteira sob o diagrama TENSÃOxDEFORMAÇÃO, indicando a
densidade de energia de deformação do material um pouco antes da ruptura.
 É importante em projetos que possam ser sobrecarregados acidentalmente.
 Materiais com altos valores de tenacidade sofrerão grandes distorções até sua
ruptura, em vista que os materiais com baixo valor de tenacidade podem
sofrer ruptura repentina, sem dar nenhum sinal de ruptura iminente.
 • Em AO, o módulo de
elasticidade é:
Exemplo 1 (Adaptado)
• Para uma deformação residual
de 0,2%, ou 0,0020 mm/mm,
basta traçar uma reta
Em perpendicular até interceptar
  A
a curva do diagrama,
encontrando uma tensão de:

• A tensão no limite de
resistência e a tensão de
ruptura:

• Módulo de resiliencia inicial


• Em AB está ocorrendo tração e CD
compressão.
Exercício 2 • Dada equação de tração e sabendo
que a carga “P” está sendo dividida
igualmente para os pontos “A” e
Com base no diagrama tensão- “C” pelo equilíbrio de forças,
deformação do material da barra AB e do temos:
poste CD, determine a maior carga P que
pode ser aplicada a viga antes da
ruptura. (Dab = 12mm e Dcd = 40mm )

• Encontrando a área dos elementos:

• Em AB:

• Em CD:
Flambagem
Flambagem
 Tomando uma régua como exemplo:
o Espessura pequena
o Comprimento grande
o Plástico

Ao exercer uma força em suas


extremidades, notaremos que:
1. Aumentando a força exercida
a régua começará a se
movimentar para um lado.
2. Ela se move
preferencialmente para uma
direção
Esse fenômeno se chama
FLAMBAGEM.
Flambagem
 Agora uma régua de metal
o Espessura pequena
o Comprimento grande
o Metal

Ao exercer uma força em suas


extremidades, notaremos que:
1. É necessário exercer mais
força para ela começar a
flambar.
2. Quanto mais flexível mais for
o material [maior E], mais
fácil a ocorrência da
flambagem
Flambagem
 Agora uma régua simétrica
o Espessura pequena
o Comprimento grande
o Metal
o Simétrica

Ao exercer uma força em suas


extremidades, notaremos que:
1. Não possui preferencia para
se encurvar.
Definição de Flambagem
 Em 1744, Leonhard Euler fez a primeira medida de
quantificação do limite de força para uma peça
comprida flambar.
 Algumas definições importantes:
o COLUNA: Elementos compridos e esbeltos (finos em pelo
menos uma dimensão) sujeitos a uma força de
compressão axial
o COLUNA IDEAL: Coluna perfeitamente reta, feita de
material homogêneo e com carga aplicada no centroide.
o FLAMBAGEM: Deflexão lateral que ocorre em colunas.
 Quando sujeito a uma carga externa de compressão, se
o elemento for comprido e esbelto, a carga pode ser
grande o suficiente para causar uma deflexão lateral
na coluna, em outras palavras, ocorrerá Flambagem.
o CARGA CRÍTICA: A carga máxima suportada pela coluna
antes que ocorra a Flambagem [na iminência de ocorrer
Flambagem]
Determinação da Carga crítica
 Partindo da EDO abaixo:

 Com a solução analítica da EDO acima e as devidas condições


de contorno relacionadas com sistema ao lado, temos:

 Essa carga que a coluna poderá suportar até que a Flambagem


ocorra
 Também denominada de Carga de Euler
 Sabendo que o momento de inércia de área pode ser calculado pela
expressão: I = Ar2 (onde r é o menor raio de giração da coluna), de forma que:

 E a relação de (L/r)2 é chamada de índice de esbeltez, que é uma medida da


flexibilidade da coluna.
 A Flambagem ocorrerá em torno do eixo na qual o raio de giração for o menor
(no caso, em qual o momento de inércia de área for o menor, a-a, ou ainda
o eixo menos resistente ao movimento).

Limite da região
de escoamento

 A tensão crítica para que o material comece a sofrer flambagem. No caso do


aço:
o (L/r)2 < 89, A tensão da coluna ultrapassará o limite de escoamento, sendo a
eq. De Euler não válida para esse caso.
o (L/r)2 ≥ 89, a formula de Euler pode ser usada para calcular a flambagem
• Sabendo que o módulo de Young
Exemplo 3 para aços é aproximadamente 200
para quase todos os aços,
Eaço=200GPa

• Como a tensão crítica é a carga


crítica pela área, temos:

• Sabe-se que para o aço, a tensão


de escoamento é de 250MPa, e
então:
Exemplo 4  Calculando a carga crítica para esta
coluna.

 Deste modo, a tensão crítica é:

 Como a tensão de escoamento é de


250MPa para o aço, a carga que a
coluna poderá suportar antes que o
aço saia da zona de escoamento é:
Colunas com vários pontos de apoio
diferentes
 A fórmula de Euler foi deduzida partindo de uma coluna que tinha em suas
extremidades acopladas com pinos (ou seja, que eram livres para girar)
 Considerando que a maior parte das vezes as colunas podem estar apoiadas de
outra forma.
 Algumas definição importantes:
o ENGASTADA: Apoiada na extremidade de forma a restringir os movimentos, tanto de
rotação como de translação.
 Pode ser calculada de maneira semelhante ao exemplo anterior, chegando a
expressão da forma:

 Onde K é denominado o fator de compressão efetivo, Le é o comprimento


efetivo e (KL/r) é o índice de esbeltez efetivo.
 “L” representa a distancia sem apoio entre os pontos de momento nulo.
 Pontos de inflexão = pontos de momento nulo
 Para engaste-engaste temos um fator
K de 0,5.
Exemplo 5  Sabendo que a flambagem ocorrerá
no eixo da sessão transversal em que
se tenha o menor momento de inércia
de área (neste caso Iy)

 Substituindo na equação da carga


crítica, sabendo que para aços
Eaço=200GPa

 Encontrando agora a tensão crítica


causada pela carga

 Onde é menor que a tensão de


escoamento.

204,7MPa < 260Mpa


Referências

 https://
www.youtube.com/watch?v=GbPW3LozOgs&ab_channel=BancaVirtualBV
 https://www.youtube.com/watch?v=zcsp4pe0w_k
 Resistência dos materiais, R. C. Hibbeler, Prentice Hall Brasil, 2010.

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