Вы находитесь на странице: 1из 247

UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES - CAMPUS DE ERECHIM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E APLICADAS

CURSO DIREITO

TURMA 2010/2

UNIVERSIDADE REGIONAL INTEGRADA DO ALTO URUGUAI E DAS MISSÕES - CAMPUS DE ERECHIM DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS

DISCIPLINA DIREITO CIVIL I

2010/2

2011-N

DIREITO CIVIL I

O QUE É DIREITO ?

DIREITO CIVIL I O QUE É DIREITO ? Conjunto de normas que disciplinam a vida do

Conjunto de normas que disciplinam a vida do

homem em sociedade, revestidas de

coercibilidade física e material.

Ubi homo, Ibi jus onde há homem, há direito

O direito visa garantir a harmonia social, preservando a

paz e a boa-fé, mediante o estabelecimento de regras de conduta, com sanção institucionalizada.

Aspectos Fundamentais do Direito

  • a norma agendi: conjunto de regras sociais

Aspectos Fundamentais do Direito  a norma agendi : conjunto de regras sociais  a facultas
  • a facultas agendi: que disciplinam as obrigações e poderes

  • O direito como o justo: referentes à questão do meu e do seu

  • a sanção de direito: sancionadas pela força do Estado

e dos grupos intermediários.

Ramos do Direito a) Direito Público: disciplina os interesses gerais da coletividade (direito constitucional, tributário, administrativo,
Ramos do Direito
a) Direito Público: disciplina os interesses
gerais da coletividade (direito constitucional,
tributário, administrativo, penal, processual,
financeiro, direito internacional público e privado).
b) Direito Privado: disciplina as relações dos
indivíduos entre si (DIREITO CIVIL, direito de
empresa).
c) Direito Misto: direito ambiental, agrário,
direto do trabalho e transindividuais.
Direito Civil X Direito Privado  Direito Civil normas de direito privado  partes discutem e
Direito Civil X Direito Privado
Direito Civil normas de direito privado
partes discutem e harmonizam seus
interesses
regulamenta a situação jurídica e as
relações entre particulares
Autonomia da vontade
Direito Civil e Teoria Geral do Direito Direito Civil – natureza de conhecimento tecnológico, deve oferecer
Direito Civil e Teoria Geral do Direito
Direito Civil – natureza de conhecimento tecnológico,
deve oferecer meios para solução de conflitos sociais.
Direito Civil e Teoria Geral do Direito Direito Civil – natureza de conhecimento tecnológico, deve oferecer
Teoria Geral do Direito – permite reflexões descompromissadas, de natureza quase filosófica.
Teoria
Geral
do
Direito –
permite
reflexões
descompromissadas, de natureza quase filosófica.

O Direito Civil trata de questões também estudadas pela TGD, como lacunas e antinomias. As abordagens, porém são diferentes, preocupando-se o direito civil em criar instrumentos tecnológicos que auxiliam a aplicação das

normas Jurídicas. (Fabio Ulhoa Coelho)

SISTEMAS JURÍDICOS
SISTEMAS JURÍDICOS
SISTEMA Conjunto de elementos relacionados entre si, ordenados de acordo com determinados princípios, formando um todo
SISTEMA
Conjunto de elementos relacionados entre si,
ordenados de acordo com determinados
princípios, formando um todo ou uma
unidade.
Composto, construído
Sistema(Systema)
Ordem, organização
8
Sistema jurídico conjunto ordenado de princípios e regras decorrentes dos seus institutos que se sustentam e
Sistema jurídico
conjunto ordenado de princípios e regras
decorrentes dos seus institutos que se sustentam
e se explicam reciprocamente.
Kant – Sistema jurídico é uma unidade de
conhecimentos variados sobre uma idéia, ou
seja,um grupo ordenado de conhecimentos
segundo princípios estabelecidos.
A Constituição
sistema jurídico.
estabelece a unidade de todo o
9
A norma jurídica contém implícita ou explicitamente princípios que norteiam todo o sistema, construindo uma ordem
A norma jurídica contém implícita ou
explicitamente princípios que norteiam todo
o sistema, construindo uma ordem e unidade
interna de forma valorativamente adequada.
Canaris - O sistema jurídico possui como
função traduzir e desenvolver a adequação dos
valores e a unidade da ordem jurídica.
Ex. sistema civil, sistema penal etc.
Código Civil  eixo central do Sistema Jurídico Privado  microssistemas  interdisciplinares  Código Civil/Constituição
Código Civil
eixo central do Sistema Jurídico Privado
microssistemas
interdisciplinares
Código Civil/Constituição Federal,
minicodificações (CDC, Código de àguas,
Lei de Direitos Autorais e etc.)

Função do Sistema Jurídico

  • regular as situações jurídicas de mesma natureza

ordem
ordem
  • promover a adequação de valores

  • promover a unidade interior da jurídica.

O Código Civil é o eixo central do Sistema

Jurídico privado.

Na Ciência do Direito  Sistema Externo – é a ordenação de princípios para tornar visível
Na Ciência do Direito
Sistema Externo – é
a ordenação de
princípios para tornar visível o que se
deseja exprimir. Interpretação.
Sistema Interno – caminho do pensamento
e trabalho cientifico trilhado para se laborar
o sistema. É o método.
Sistema Jurídico Fechado Estabelece antecipadamente as hipóteses conceituais às quais devem se conformar os fenômenos jurídicos
Sistema Jurídico Fechado
Estabelece antecipadamente as hipóteses
conceituais às quais devem se conformar os
fenômenos jurídicos da realidade.
‣ surgiu no estado moderno
‣ completo, abstrato, estável, conservador
‣ igualdade formal
‣ exclusivo, excludente, jusracionalismo
Sistema Jurídico Aberto Admite a adoção de mecanismos inseridos no prórpio sistema Jurídica, adequando às normas
Sistema Jurídico Aberto
Admite a adoção de mecanismos inseridos no
prórpio sistema Jurídica, adequando às normas
aos fatos.
Técnica de solução de conflitos.
‣ apoiado na jurisprudência
‣ admite lacunas, instável, inovador
‣ mutabilidade dos valores jurídicos
O sistema aberto, assim como o fechado, é incapaz de regular todas situações jurídicas, inclusive as
O sistema aberto, assim como o fechado, é
incapaz de regular todas situações jurídicas,
inclusive as novas. A existência de lacunas que
levam a integração da lei deve ser reconhecida
como quebra do sistema que viabiliza, segundo
Canaris, uma tendência individualizadora da
justiça.
Os grandes sistemas jurídicos existentes tem o
seu fundamento nas formas de expressão por
eles preconizadas: sistema consuetudinário e
sistema legal.
O sistema aberto, assim como o fechado, é incapaz de regular todas situações jurídicas, inclusive as

16

Segurança jurídica  visão jurídico livre de verdades absolutas  concretização de injustiça é instável 
Segurança jurídica
visão jurídico livre de verdades
absolutas
concretização de injustiça é instável
obtenção segurança jurídica e estabilidade
do sistema jurídico não é necessário que as
normas adaptem-se à realidade social.
sem justiça social inexiste segurança jurídica
Sistemas jurídicos contemporâneos 18
Sistemas jurídicos contemporâneos
Sistemas jurídicos contemporâneos
Sistemas jurídicos contemporâneos 18
Sistemas jurídicos contemporâneos 18
 Sistema Continental - Civil Law - Sistema romano-germânico - codificados e legislados - predominância da
Sistema Continental
-
Civil Law
-
Sistema romano-germânico
-
codificados e legislados
-
predominância da lei como fonte do direito
-
fontes subsidiárias: costume e a jurisprudência
-
As decisões do órgão superior não vinculam os
juízes.
 Common law - fundamento nas decisões de juízes e tribunais - precedente judicial para casos
Common law
- fundamento nas decisões de juízes e tribunais
-
precedente judicial para casos futuros
-
vinculo das decisões
-
importância da decisão judicial por si só
-
perpetuidade do precedente
- equidade(equity) atenuar a rididez da norma
escrita ou costumeria.
 Sistemas Orientais - Chinês – Direito escrito dos costumes/religião - Japonês – abandono aos costumes
Sistemas Orientais
-
Chinês – Direito escrito dos costumes/religião
-
Japonês – abandono aos costumes
-
Hindu – direito costumeiro e escrito
-
Muçulmano – fontes no Korão e em Maomé
-
Hebraico – Direito escrito sacro e não sacro
-
Soviético – concepções Marxistas
-
Canônico – Codex iuris canonici
O sistema jurídico não pode ser entendido como fechado, pois jamais é possível se chegar à
O sistema jurídico não pode ser entendido como
fechado, pois jamais é possível se chegar à
inteireza do conhecimento científico. Deve-se
buscar elaboração de um sistema jurídico
aberto, que aceite a introdução de novos
elementos e a mutabilidade dos valores
jurídicos. Esse sistema deve permitir ao juiz de
direito proceder à aplicação do princípio
informativo adequado para solução do caso
concreto. (Lorenzetti)
22
Reconstrução do Direito Privado  solidariedade social  dignidade da pessoa humana  soluções alternativas do
Reconstrução do Direito Privado
solidariedade social
dignidade da pessoa humana
soluções alternativas do conflito
defesa dos interesses sociais mais relevantes
simplificação do processo
transformações sociais
Código Civil  Século XIX – capaz de prever todas as situações pelas quais o indivíduo
Código Civil
Século
XIX
capaz
de
prever
todas
as
situações pelas quais o indivíduo vai passar ao
longo da vida. Ordenando segundo o curso da
vida, sem padrão lógico. Regulação completa,
integral, totalidade bem ordenada. Centro do
sistema jurídico. Ex. Código de Napoleão.
Século XX – A complexidade faz surgir uma
série de relações jurídicas para a vida do
individuo, gerando leis esparsas. O Código não
parece mais um sistema único.
DIREITO PRIVADO CONTEMPORÂNEO  Origem Histórica  Período das grandes codificações que com o Código Civil
DIREITO PRIVADO CONTEMPORÂNEO
Origem Histórica
Período das grandes codificações que
com o Código Civil Frances(1804).
iniciou
O
que
fez: substituiu
a variedade do antigo
direito(principalmente – consuetudinário e
romano)
o um único Código para toda a França. Adotou várias
medidas ideológicas inspiradas na Revolução de 1789.
25
Codificar ou não? Savigny – entendia não ser conveniente codificar o direito civil, pois isso engessaria
Codificar ou não?
Savigny – entendia não ser conveniente codificar o
direito
civil, pois
isso
engessaria
e
dificultaria o regramento do direito.
Thibaut – defendia
a
codificação,
para
que
houvesse mais segurança nas
relações
jurídicas.
Modelo de código  Os códigos elaborados com sistema rígidos e fechados, impermeáveis às modificações econômicas
Modelo de código
Os códigos elaborados com sistema rígidos e
fechados, impermeáveis às modificações
econômicas e sociais, não tem mais lugar na
sociedade moderna.
Ideal sistema móvel
Forma de codificar  codificação do direito civil traz unidade e ordenação ao sistema jurídico 
Forma de codificar
codificação
do
direito
civil
traz
unidade
e
ordenação ao sistema jurídico
discussão: grandes
codificações
ou pequenas
codificações(microssistemas)
conceitos
jurídicos
fechados,
totalitários,
ou
legais
indeterminados,
de
conceitos
determinados
pela
função
e
por
cláusulas
gerais.
Legislador brasileiro de 2002:  manteve a idéia das grandes codificações  unificou o Direito das
Legislador brasileiro de 2002:
manteve a idéia das grandes codificações
unificou o Direito das Obrigações
revogou o Código Civil de 1916
revogou parcialmente o Código Comercial
móvel e não fechado
adotou cláusulas gerais
O sistema na codificação 30
O sistema na codificação 30
O sistema na codificação
O sistema na codificação
O sistema na codificação 30
O sistema na codificação 30
Francesa  Código de Napoleão ( 1804 )  codificação essencalmente individualista com proeminência do direito
Francesa
Código de Napoleão ( 1804 )
codificação essencalmente individualista
com proeminência do direito privado ao
público.
o
codificação como base de formação do
pensamento jurídico dos séculos XIX e XX.
reconhecimento
cientifico
desta
unificação do direito francês
31
Alemão  Código Civil alemão (1900)  Influência do direito romano e das instituições jurídicas alemãs.
Alemão
Código Civil alemão (1900)
Influência
do
direito
romano
e das
instituições jurídicas alemãs.
conteúdo lógico formal
abandono do casuísmos
caráter
técnico, dirigido a juristas,
ocasionando grande desenvolvimento
doutrinário.
Brasileira  Código Civil de 1916  formalismo herdado do Corpus Juris Civilis.  infuência do
Brasileira
Código Civil de 1916
formalismo
herdado
do
Corpus
Juris
Civilis.
infuência
do
Código
Civil
frances
e
alemão.
herança portuguesa (ordenações)
completude e plenitude legislativa
Divisão: parte geral e parte especial
33
Processo Codificatório brasileiro
Processo Codificatório brasileiro
Teixeira de Freitas Em 1824, esboço do elaborou o código civil. O esboço não foi aprovado
Teixeira de Freitas
Em 1824,
esboço
do
elaborou o
código civil. O
esboço não foi aprovado por
(divergências),
serviu de base
entretanto,
à elaboração
da legislação civil Argentina
e influenciou
o
código
uruguaio
e
a legislação
de
outros
povos
hispano-
americanos.
35
 CLÓVIS BEVILÁQUA Código Civil de 1916. Iniciou o projeto em 1899. Influência jurídica e filosófica
CLÓVIS BEVILÁQUA
Código Civil de 1916. Iniciou
o projeto em 1899. Influência
jurídica e filosófica de Freitas,
direito germânico e do
positivismo
de
Comte.
Sistema
único,
total
e
abrangente. Adotou a
sistemática alemã e inspiração
francesa
(individualismo).Foi
fiel as tradiçoes brasileiras.
 Miguel Realle Lei 10.406/02. O Código Civil de 2002 deixou de incorporar o objeto de
Miguel Realle
Lei 10.406/02. O Código Civil de
2002 deixou de incorporar o
objeto de diversas leis, de
conteúdo volátil, suscetíveis de
modificações (locações, direitos
autorais, alimentos, engenharia
genética,fertilidade in vitro,
transexualismo, etc).
 Miguel Realle Lei 10.406/02. O Código Civil de 2002 deixou de incorporar o objeto de
os direitos da
os
direitos
da

Rompeu com a tradição patrimonialista do direito civil,

introduziu um capítulo personalidade.

sobre

Código Civil de 2002  Idealizado entre 1960 e 1975.  Consolidação de posições dos tribunais
Código Civil de 2002
Idealizado entre 1960 e 1975.
Consolidação de posições dos tribunais
Manteve a estrutura do código de 1916
Inclusao de direitos novos
Adotou sistema aberto
Função social dos institutos
Código Civil de 2002  Idealizado entre 1960 e 1975.  Consolidação de posições dos tribunais

38

Princípios do Código Civil  Sociabilidade - prevalência do coletivo sobre o individual.  Eticidade -
Princípios do Código Civil
Sociabilidade - prevalência do coletivo sobre o
individual.
Eticidade - participação dos valores éticos no
ordenamento jurídico, sem abandono da conquistas
da técnica jurídica(boa-fé, ética, etc).
Operabilidade - maior
praticidade
a
ser
extraída
da
norma
jurídica,
evitando
problemas
insolúveis
e
viabilizando
sua
real
operacionalização.
39
DIREITO CIVIL 1 Conceito Conjunto de princípios e normas que disciplinam as relações jurídicas comuns de
DIREITO CIVIL
1
Conceito
Conjunto de princípios e normas
que
disciplinam as relações jurídicas comuns de
natureza privada. (Francisco Amaral)
Etimologicamente, “civil” refere-se ao cidadão.
Ramo do direito
privado tendente
a
reger
as
relacões jurídicas entre as pessoas.
40
1.1 Importância  regular as relações pessoais comuns  exportar noções ramos do direito. básicas para
1.1
Importância
regular as relações pessoais comuns
exportar noções
ramos do direito.
básicas
para
outros
1.2
Estudo do Direito Civil
-
Os sujeitos do direito
-
a coisa
-
os atos e negócios jurídicos
-
as relações jurídicas
1.3 Fontes
1.3
Fontes
- Código Civil - Leis civis especiais - Microssistemas
-
Código Civil
-
Leis civis especiais
-
Microssistemas
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Jus civile Direito Romano Jus naturale Jus gentium Idade Média Corpus Juris Civilis Direito
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
Jus civile
Direito Romano
Jus naturale
Jus gentium
Idade
Média
Corpus Juris Civilis
Direito Germânico
Direito Canônico
EVOLUÇÃO HISTÓRICA Jus civile Direito Romano Jus naturale Jus gentium Idade Média Corpus Juris Civilis Direito

43

Idade Moderna absolutismo liberalismo romano Direito Português germânico canônico
Idade Moderna
absolutismo
liberalismo
romano
Direito Português
germânico
canônico
DIREITO CIVIL NO BRASIL  Antes do Código  Legislação portuguesa  Leis extravagantes promulgadas no
DIREITO CIVIL NO BRASIL  Antes do Código  Legislação portuguesa  Leis extravagantes promulgadas no
DIREITO CIVIL NO BRASIL
Antes do Código
Legislação portuguesa
Leis extravagantes promulgadas
no
Brasil
Constitucionalização do direito civil
Constitucionalização do direito civil
 Principios Constitucionais  dignidade da pessoa humana  solidariedade social  igualdade substancial
Principios Constitucionais
dignidade da pessoa humana
solidariedade social
igualdade substancial
CÓDIGO CIVL  Estrutura e elaboração: a) Código Civil – 1916 Parte Geral: pessoas, coisas e
CÓDIGO CIVL
Estrutura e elaboração:
a) Código Civil – 1916
Parte Geral: pessoas, coisas e fatos jurídicos;
Parte Especial: Direito
das
de
família,
Direito
coisas,
direito
das
Obrigações e
direito
das
sucessões.
b) Código Civil de 2002 PARTE GERAL naturais LIVRO I - Das Pessoas jurídicas (art. 1º
b)
Código Civil de 2002
PARTE GERAL
naturais
LIVRO I - Das Pessoas
jurídicas
(art. 1º a 78)
domicílio
considerados em si mesmos
LIVRO II - Dos Bens
(art. 79 a 103)
reciprocamente considerados
públicos e particulares
Negócio jurídico Atos lícitos LIVRO III - Fatos jurídicos (104 a 232)
Negócio jurídico
Atos lícitos
LIVRO III - Fatos jurídicos
(104 a 232)
Negócio jurídico Atos lícitos LIVRO III - Fatos jurídicos (104 a 232) Atos ilicitos Prescrição e

Atos ilicitos Prescrição e decadência Da prova

PARTE ESPECIAL LIVRO I - Direito das Obrigações (art.233 a 965 ) LIVRO II - Direito
PARTE ESPECIAL
LIVRO I - Direito das Obrigações (art.233 a 965 )
LIVRO II - Direito de Empresa (art. 966 a 1.195)
LIVRO III - Direito das coisas (art. 1196 a 1510)
LIVRO IV - Direito de família (art. 1511 a 1783)
LIVRO V - Direito das sucessões (art. 1784 a 2027)
LIVRO COMPLEMENTAR - Disposições finais e
transitórias(art. 2028 a
2046).
CODIFICAÇÃO
CODIFICAÇÃO
Processo de organização, que reduz a um único diploma diferentes regras jurídicas da mesma natureza, agrupadas
Processo de organização, que reduz a um único
diploma diferentes regras jurídicas da mesma
natureza, agrupadas segundo um critério
sistemático.
CODIFICAÇÃO Processo de organização, que reduz a um único diploma diferentes regras jurídicas da mesma natureza,
CODIFICAÇÃO Processo de organização, que reduz a um único diploma diferentes regras jurídicas da mesma natureza,
 Do Ponto de vista técnico: Código: Lei nova sobre vasta matéria jurídica. Consolidação: direito preexistente,
Do Ponto de vista técnico:
Código: Lei nova sobre vasta matéria jurídica.
Consolidação: direito
preexistente,
esparso
e fragmentário. Ex. CLT
Compilação: redação
na
forma escrita, de
costumes e leis. Ex. Corpus
Juris Civilis
ESTRUTURA DA NORMA JURÍDICA
ESTRUTURA DA NORMA JURÍDICA
Preâmbulo
Preâmbulo
  • Livro

Secção
Secção
Titulo Capítulo Artigo
Titulo
Capítulo
Artigo
  • Artigo Caput

Parágrafo Inciso Alínea
Parágrafo
Inciso
Alínea
ESTRUTURA DA NORMA JURÍDICA Preâmbulo Livro Secção Titulo Capítulo Artigo Artigo Caput Parágrafo Inciso Alínea 53
LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL Decreto Lei 4.657/42 - LC 95/98 e LC 107/01 Lei
LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL
Decreto Lei 4.657/42 - LC 95/98 e LC 107/01
Lei 12.036/09
LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL Decreto Lei 4.657/42 - LC 95/98 e LC 107/01 Lei

A LICC é um conjunto de normas sobre normas, que disciplina as próprias normas

jurídicas, determinando o seu modo de aplicação no tempo e entendimento no tempo e no espaço.

DIREITO CIVIL I - PARTE GERAL DAS PESSOAS E DOS BENS 55

DIREITO CIVIL I - PARTE GERAL DAS PESSOAS E DOS BENS

CÓDIGO CIVIL PARTE GERAL Art. 1° a 232

CÓDIGO CIVIL – PARTE GERAL Art. 1 ° a 232 LIVRO I - DAS PESSOAS DAS

LIVRO

I - DAS PESSOAS

DAS PESSOAS NATURAIS ( ART. 1º a 39) DAS PESSOAS JURÍDICAS ( ART. 40 a 69) DO DOMICÍLIO ( ART. 70 a 78 )

LIVRO II - DOS BENS

DAS DIFERENTES CLASSES DE BENS ( ART. 79 a 103)

LIVRO III - DOS FATOS JURÍDICOS

DO NEGÓCIO JURÍDICO ( 104 a 184 )

DOS ATOS LÍCITOS ( ART. 185 ) DOS ATOS ILÍCITOS ( ART. 186 a 188 ) DA PRESCRIÇÃO E DA DECADÊNCIA( ART. 189 a 211 ) DA PROVA ( ART. 212 a 232 )

DAS PESSOAS NATURAIS
DAS PESSOAS NATURAIS

Sujeitos de direito (pessoas), objeto de direitos (bens) e dos acontecimentos de que resultam os direitos e obrigações (fatos jurídicos).

Todas as relações jurídicas são relações sociais, mas nem todas relações sociais são jurídicas.

As relações reguladas pelo direito recebem o nome de relações jurídicas.

DAS PESSOAS NATURAIS
DAS PESSOAS NATURAIS

O que é necessário para ser pessoa?

Basta que o homem exista(art. 1° e 2° do CC) vide art. 5° da CF/98

“Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil”

DAS PESSOAS NATURAIS
DAS PESSOAS NATURAIS

Capacidade de

figurar numa

relação jurídica

DAS PESSOAS NATURAIS Capacidade de figurar numa relação jurídica PERSONALIDADE Aptidão para adquirir direitos e contrair

PERSONALIDADE

DAS PESSOAS NATURAIS Capacidade de figurar numa relação jurídica PERSONALIDADE Aptidão para adquirir direitos e contrair

Aptidão para adquirir direitos e contrair

obrigações

(Atributo jurídico)

Não confundir: PERSONALIDADE # CAPACIDADE

(capacidade

Não confundir: PERSONALIDADE # CAPACIDADE (capacidade medida da personalidade, ou seja, manifestação do poder de ação).

medida da personalidade, ou seja,

manifestação do poder de ação).

Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39 Pessoas Naturais (físicas) Art. 1 ° do CC

Pessoas Naturais

(físicas)

Art. 1° do CC

PESSOAS RECONHECIDAS

PELA ORDEM JURÍDICA

Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39 Pessoas Naturais (físicas) Art. 1 ° do CC

Pessoas Jurídicas

(moral ou coletiva)

Art. 40 do CC

Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
  • 1 Pessoa Natural Ser humano considerado como sujeito de direitos e deveres na órbita jurídica, ou seja, aquele que poderá compor o pólo Ativo ou Passivo de uma relação jurídica. Pessoa Humana dimensão individual e social

Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39 1 Pessoa Natural Ser humano considerado como sujeito
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39

2

Conceitos

  • Acepção vulgar ser humano

  • Acepção filosófica razão e moral

  • Acepção jurídica direitos e obrigações

Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
Das Pessoas Naturais - Art. 1º a 39
  • 3 Pessoa Jurídica Ente formado pelo conjunto de pessoas naturais ou por um acervo patrimonial visando uma finalidade específica e constituída na forma da lei (Art. 40 CC ).

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais
  • 4 Personalidade Jurídica Aptidão genérica para titular direitos e contrair obrigações. Atributo necessário para

ser sujeito de direito.

Venosa é o conjunto de poderes conferidos ao homem para figurar nas relações jurídicas.

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais

Pontes de Miranda direito de personalidade não é direito sobre a pessoa; é direito que se irradia do fato jurídico da personalidade.

  • inerente

jurídicas;

  • conceito

à

natureza

humana e estende-se as

absoluto (potencialidade

de adquirir

direitos ou de contrair obrigações).

  • psicológico(maneira de ser, agir e de reagir).

  • jurídico(aptidão

deveres).

para

ser

titular

de

direitos

e

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais

Art. 2° A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do

nascituro.

  • Inicio da

com vida.

  • Nascituro

personalidade:

nascimento

a lei

civil não o considera

pessoa, coloca a salvo seus direitos desde a

concepção.

66

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais

Ser humano nasce com vida operam-se

duas consequências

jurídicas:

ele

se

torna pessoa física e se considera que,

enquanto

durou

sua

existência

intrauterina, foi um sujeito de direito

despersonificado.

  • natureza jurídica do embrião in vitro

  • direitos do embrião in utero

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais
  • 6 Situação jurídica do Nascituro

    • Teoria concepcionista

da personalidade.

concepção o inicio

  • Teoria da personalidade Condicional o

nascituro

suspensiva.

possui direitos sob condição

  • Teoria natalisata nascimento

com

vida

(Código Civil de 1916/2002).

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais

Controvérsia doutrinária acerca da condição jurídica do nascituro, nos termos da lei, é sustentável que a personalidade já se inicia com

a concepção, pois, sem tal atributo, inviável

supor a existência de direitos subjetivos; contudo, não se trata de um atributo definitivo

para o nascimento, que só irá consolidar ou

resolver conforme ocorra ou não o nascimento com vida.

Das Pessoas Naturais
Das Pessoas Naturais

7

Direitos do nascituro

  • titular de direitos personalíssimos

    • pode receber doações

    • pode ser beneficiado por legado e herança

    • nomeação de curador (art. 877 e 878 do CPC)

    • O Código Penal tipifica o crime de aborto

    • Direito a alimentos (gravídicos)

- O nascituro tem expectativa de direito

Das Pessoas Naturais – art. 1° a 39
Das Pessoas Naturais – art. 1° a 39

CAPACIDADE DE DIREITO DE FATO E

LEGITIMAÇÃO

Adquirida personalidade jurídica, toda pessoa passsa a ser capaz de direito e obrigações.

Todo o ser humano tem capacidade de direito,

pelo fato

de

que

a personalidade jurídica é

atributo inerente à sua condição.

Das Pessoas Naturais Art. 1° a 39
Das Pessoas Naturais Art. 1° a 39

DE DIREITO

CAPACIDADE

 
 

DE FATO

Refere-se à aquisição de diretos, não podendo ser recusada

(

Das Pessoas Naturais Art. 1° a 39 DE DIREITO CAPACIDADE DE FATO Refere-se à aquisição de

Os loucos, o recém nascido

Tem capacidade de direito)

Refere-se à aptidão para exercer, por si só, os atos da vida civil

 
   

(Leva-se em conta o Discernimento, Ou seja, prudência, juízo, o que lícito Ou prejudicial...)

Das Pessoas Naturais Capacidade
Das Pessoas Naturais
Capacidade
  • 1 Capacidade Jurídica

Aptidão

para

obrigações e

ser

sujeito

de

direitos e

exercer, por si ou por outrem,

atos da vida civil. W. B. Monteiro

  • É a extensão da personalidade

  • A medida jurídica da personalidade

  • Maior ou menor extensão dos direitos de uma pessoa.

73

Das Pessoas Naturais Capacidade
Das Pessoas Naturais
Capacidade

2

Espécies

  • Capacidade de Direito (gozo ou aquisição)

aptidão

oriunda

da

personalidade

para

adquirir direitos na vida civil.

  • Capacidade de Fato (exercício dos direitos) aptidão para praticar pessoalmente atos da vida civil.

Das Pessoas Naturais Capacidade
Das Pessoas Naturais
Capacidade

3

Legitimação

  • - Autorização legal para a prática de um ato

ou negócio jurídico.

  • - Distinção entre capacidade e Legitimação.

  • - Impedimentos Circunstanciais: Ex. tutor (1.749, I, do CC).

Das Pessoas Naturais Capacidade
Das Pessoas Naturais
Capacidade
  • 4 Critérios de capacidade

    • - Idade (18 anos completos)

    • - Integridade psíquica

    • - Aculturação à civilização colonizadora

    • - Localização do individuo

Das Pessoas Naturais

Das Incapacidades
Das Incapacidades

INCAPACIDADE

 
Absoluta art. 3 ° CC

Absoluta art.

3°CC

3 ° CC
Das Pessoas Naturais Das Incapacidades INCAPACIDADE Absoluta art. 3 ° CC Relativa art. 4 ° CC

Relativa art. 4° CC

Das Pessoas Naturais Das Incapacidades INCAPACIDADE Absoluta art. 3 ° CC Relativa art. 4 ° CC

Representação

Sem representação = nulo

Assistência

Sem assistência= anulável

  • Capacidade Plena ( art. 5° do Código Civil )

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°

5

Incapacidades

Falta de aptidão para praticar pessoalmente atos

da vida civil

  • É uma restrição ao poder de agir.

  • Análise das hipóteses objetiva e subjetiva

  • Não é excludente absoluta da responsabilização

patrimonial ( Art. 180 do CC ).

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°

6 Espécies

a) Incapacidade absoluta

Incapaz sem condição para decidir sobre determinado ato ou negócio jurídico.

  • Não possuem capacidade de agir

  • Juridicamente a vontade é irrelevante

  • Representação e atos nulos(art.166, I do

CC)

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°
  • Absolutamente Incapazes (art. 3º )

I Os menores de 16 anos

  • Impúberes

  • tutela

II Os privados do necessário discernimento por enfermidade ou deficiência mental

  • doença ou enfermidade mental congênita

  • senilidade

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°

III Os que, mesmo por causa transitória, não puderam exprimir sua vontade

A

pessoa

não

consegue

transmitir sua

vontade de forma clara e inequívoca, com possibilidade de reversão.

  • paralisia mental total ou temporária

  • dependentes de tóxico

  • coma

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°
  • Interdição: artigos 1.768 a 1778

É o ato judicial que declara a incapacidade

real e efetiva de determinada pessoa

maior, para a prática de certos atos da vida

civil, na regência de si mesmo e de seus

bens, privada de discernimento.

Das Incapacidades - art. 3° e 4°
Das Incapacidades - art. 3° e 4°

b) Incapacidade Relativa

O incapaz praticar atos da vida civil, desde

que assistido por seu representante legal, sob pena de anulabilidade(art. 171, I do CC).

  • Capacidade limitada

  • Intermediária entre a incapacidade absoluta e capacidade civil plena.

  • Não são totalmente privados da capacidade de fato.

Das Incapacidade - art. 3° e 4°
Das Incapacidade - art. 3° e 4°
  • Relativamente Incapazes ( 4° do CC )

Inciso I púberes(16 a 18 anos)

Inciso II ébrios habituais e viciados em tóxicos, e os que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido.

Inciso III Os excepcionais, sem desenvolvimento mental completo.

Inciso IV Os pródigos Parágrafo único Os índios

Das Incapacidade - art. 3° e 4°
Das Incapacidade - art. 3° e 4°

A capacidade dos Índios é regulada por lei especial (Lei 6.001/73 Estatuto do Indio). Apresentam uma incapacidade sui generis, são assistidos pelo FUNAI, mas por outro

lado aproxima-se dos absolutamente

incapazes. Ainda, sua proteção encontra assento na Constituição Federal ( art. 231 e

231).

Suprimento da Incapacidade
Suprimento da Incapacidade

REPRESENTAÇÃO

O Incapaz não participa do ato

   

Incapacidade

absoluta

Suprimento da Incapacidade REPRESENTAÇÃO O Incapaz não participa do ato Incapacidade absoluta Formas de suprir a

Formas de suprir a incapacidade

Incapacidade relativa
Incapacidade
relativa

ASSISTÊNCIA

O Incapaz pratica o ato assistido

Das Incapacidades - art. 5° O art. 5° do CC enfatiza a cessação da
Das Incapacidades - art. 5°
O
art.
do
CC
enfatiza
a
cessação
da

menoridade aos dezoito anos completos, quando a

pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da

vida civil, desde que não exista outra causa de

incapacidade ou de inabilitação.

A incapaciade dos menores, poderá cessar por outros modos que não seja o implementado pela

idade.

Das Incapacidades – art. 5°
Das Incapacidades – art. 5°
  • 7 Cessa a incapacidade

Desaparecendo as causas que a determinaram

  • Maioridade civil ( Art. 5º do CC )

- fato jurídico/18 anos completos

  • Integração do Índio ( Art. 9º da Lei .001/73).

  • Emancipação

Cessa a Incapacidade – art. 5°
Cessa a Incapacidade – art. 5°

Mas, seria possível antecipar-se a

aquisição da capacidade plena?

Das Incapacidades – art. 5°
Das Incapacidades – art. 5°

8

EMANCIPAÇÃO

Ato

ou

fato

jurídico

que

extingue

a

incapacidade do menor (art. 5°, § único do

Código Civil) .

Declaração irrevogável de maioriade civil

EMANCIPAÇÃO (espécies) VOLUNTÁRIA JUDICIAL LEGAL
EMANCIPAÇÃO
(espécies)
VOLUNTÁRIA
JUDICIAL
LEGAL

Concedida por ambos os pais

 

Concedida por sentença Ouvido o tutor

 

Prevista em lei

   
EMANCIPAÇÃO (espécies) VOLUNTÁRIA JUDICIAL LEGAL Concedida por ambos os pais Concedida por sentença Ouvido o tutor
EMANCIPAÇÃO (espécies) VOLUNTÁRIA JUDICIAL LEGAL Concedida por ambos os pais Concedida por sentença Ouvido o tutor
EMANCIPAÇÃO (espécies) VOLUNTÁRIA JUDICIAL LEGAL Concedida por ambos os pais Concedida por sentença Ouvido o tutor
EMANCIPAÇÃO (espécies) VOLUNTÁRIA JUDICIAL LEGAL Concedida por ambos os pais Concedida por sentença Ouvido o tutor

Casamento

Emprego Público efetivo

Colação de grau Curso Superior

Estabelecimento Civil ou Comercial

Das Incapacidades – art. 5°
Das Incapacidades – art. 5°
  • a) Emancipação Voluntária

    • Concedida pelos país

      • Escritura pública.

        • É ato irrevogável

      • Responsabilidade solidária

Das Incapacidades – art. 5°
Das Incapacidades – art. 5°
  • b) Emancipação Judicial

    • Menor sob tutela

    • Concedida por sentença do juiz

      • Ouvido o tutor(art. 1.112, I do CPC).

    • Com o registro produzirá efeitos

Das Incapacidades – art. 5°
Das Incapacidades – art. 5°

c) Emancipação legal

  • Casamento (art. 5°, § único, II, do CC).

  • Exercício de emprego público

  • Colação de grau em curso superior

    • Estabelecimento civil ou comercial

    • Relação de emprego

Das Pessoas Naturais

Das Incapacidades
Das Incapacidades

A emancipação, qualquer que tenha sido a causa,

é sempre irreversível. Uma vez alcançada, garante ao menor capacidade mesmo se o fator que a

desencadeou deixar de existir. Desse modo a

outorga dos pais é irrevogável. Também, mesmo que o casamento seja desfeito, isso não retira do menor a capacidade. Se desativado o

estabelecimento ou desfeito o vínculo de emprego, também não retornará o menor à condição anterior de incapz.(Coelho)

DAS PESSOAS NATURAIS

Extinção da Personalidade – Art. 6° CC
Extinção da Personalidade – Art. 6° CC
  • 9 Extinção da Pessoa Natural

existência da pessoa física ou natural com a morte (art. 6° do CC).

  • fim da personalidade jurídica (mors omnia solvit).

  • não são mais sujeitos de direito e obrigações

  • morte presumida (ficta mors) - Ausentes

DAS PESSOAS NATURAIS

Extinção da Personalidade – Art. 6° CC
Extinção da Personalidade – Art. 6° CC

a) Morte Real

  • falência dos orgãos

    • pressupõe existência de cadáver

      • diagnóstico: morte cerebral e clinica

    • prova: atestado de óbito

de morte presumida.

ou

declaratória

  • direitos da personalidade post mortem

DAS PESSOAS NATURAIS

Extinção da Personalidade – Art. 6° CC
Extinção da Personalidade – Art. 6° CC
  • b) Morte civil

Inexiste, nas leis vigentes, embora se possa

divisar algo assemelhado, em matéria sucessória(art. 1.816 do CC):

  • herdeiro excluido por indignidade

  • militar indigno do oficialato

Das Pessoas Naturais

Extinção da Personalidade
Extinção da Personalidade

C) Morte presumida ( art. 7º )

Morte provável de quem estava em perigo de

vida ou desaparecido em campanha militar feito prisioneiro( art. 7º , I e II ).

Modalidades

  • sem decretação de ausência: Justificação de óbito

  • com declaração de ausência: Declaratória ausência

Das Pessoas Naturais

Extinção da Personalidade
Extinção da Personalidade
  • d) Comoriência (art. 8º do CC )

É a presunção legal de morte simultânea de duas ou mais pessoas, ligadas por vínculo sucessório.

  • não é possível identificar o premoriente e posmoriente

  • presumir-se-ão simutâneamente mortos

  • não herdam entre si.

Das Pessoas Naturais

Extinção da Personalidade
Extinção da Personalidade

Comoriência: Julgados

Inventário. Habilitação. Comoriência. Não havendo prova da precedência das mortes, a presunção legal é a de comoriência, ou seja, da simultaneidade dos falecimentos, não havendo transmissão de direitos entre os comorientes. Agravo de instrumento desprovido. (TJRS, 8° Cam. Cív., AI 70005129416, Rel. Des. José Ataídes Siqueira Trindade, j.

28.11.2002).

Das Pessoas Naturais

Extinção da Personalidade
Extinção da Personalidade

Comoriência: Julgados

Seguro. Comoriência. Falecimento, no mesmo

acidnete, do segurado e da beneficiária. Presunção de morte simultânea não elidida. Falecendo no mesmo acidente o segurado e a beneficiária e inexistindo prova de que a morte não foi simultânea, não haverá trasmissão de direitos entre dois, sendo inadimissível, portanto, o pagamento do valor do seguro aos sucessores do beneficiário.( 1º TACivSP-RT587/121)

Das Pessoas Naturais

Extinção Personalidade
Extinção Personalidade

10

Conseqüências jurídicas

  • abertura da sucessão/extinção do pátrio poder

    • extinção dos contratos personalíssimos

    • cessação da obrigação de alimentos

    • extinção do usufruto

    • dissolução do vínculo conjugal

    • extinção da punibilidade do criminoso

    • suspensão dos prazos (art. 180 CPC)

Questões
Questões

1) Como fica a situação do surdo-mudo incapaz de manifestar vontade?

2) Para casar, o curador do pródigo deve ser ouvido?

3)

É

possível

antecipar-se a

capacidade plena?

aquisição

da

4) Responde por seus atos jurídicos o menor que ocultou dolosamente a idade quando inquirido. Porque?

DAS PESSOAS NATURAIS

Registro Civil - art. 9° e 10° do CC
Registro Civil - art. 9° e 10° do CC

1

Registro Civil

Instituição administrativa que tem por objetivo imediato dar publicidade dos fatos jurídicos de interesse das pessoas e da sociedade.

Lei nº 6.015/73 (LRP)

Função: dar autenticidade, segurança e eficácia aos fatos jurídicos.

DAS PESSOAS NATURAIS

Registro Civil - art. 9° e 10° do CC
Registro Civil - art. 9° e 10° do CC

A quem interesse?

  • Nação

  • Registrado

  • Terceiros

Princípios: fé pública e continuidade

DAS PESSOAS NATURAIS

Registro Civil - art. 9° e 10° do CC
Registro Civil - art. 9° e 10° do CC

Assentar em registro ( art. 9° do CC)

  • I nascimentos, casamentos e óbitos

    • Natimorto II as emancipações

III as interdições

IV sentença declaratória de ausência e de morte presumida.

DAS PESSOAS NATURAIS

Registro Civil - art. 9° e 10° do CC
Registro
Civil - art. 9° e 10° do CC

Averbação

Anotações feitas à margem do registro. Lei 6.015/73(LRP art. 97 a 105)

Fatos

constitutivos,

modificativos

ou

extintivos do estado das pessoas.

Princípios:

legalidade,

veracidade

e

publicidade.

108

DAS PESSOAS NATURAIS

Registro Civil - art. 9° e 10° do CC
Registro
Civil - art. 9° e 10° do CC

Averbação (art. 10 do CC)

I sentenças que decretarem a nuliade ou a anulação do casamento, divórcio, separção

judical e restabelecimento de sociedade cojugal.

II

atos

judiciais

ou

extrajudiciais

que

declararem ou reconheceren a filiação. III atos judiciais ou extrajudiciais de adoção.

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1

Nome Civil

Sinal exterior pelo qual a pessoa identifica-se

no seio da familia e sociedade(Lei 6.015/73,

arts. 54 a 58 e arts. 16 a 19 do CC).

  • atributo da personalidade

  • É inalienável e, em tese, imutável

  • Tem como fonte a lei e não o registro

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.2 Natureza jurídica

  • direito de propriedade

  • questão de estado

1.3 Ações

  • Independentemente

da

ocorrência

de

dano material, basta interesse moral.

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.4 Caractrísticas

  • absoluto (efeito erga omnes)

  • obrigatório (art. 50 da Lei 6.015/73)

  • indisponível ( não pode alienar)

  • exclusivo (somente da pessoa jurídica)

  • imprescritível

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.5 Proteção

  • fundamento à dignidade da pessoa humana(art. 1°, III da CF/88).

  • não

pode

sofrer

manifestações

que

exponha à pessoa a execração pública.

  • tem proteção nas esferas administrativas

e criminal.

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

O direito ao nome é privativo de seu titular, como decorrência de se tratar de um direito da personalidade, portanto, intransmissível. Nada impede que o titular autorize sua utilização, de modo gratuito ou oneroso, sem que isso importe revogação do entendimento de que o nome é res extra commercium (art. 18 do CC).

Das Pessoa Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoa Naturais
Individualização da Pessoa Natural

1.5 Composição

  • prenome

  • patronímico ou sobrenome

  • agnone

  • pseudômino ou cognome

  • hipocorístico

  • títulos nobiliárquicos ou honoríficos

115

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural

1.6 Hipóteses de alterações

Prenome:

  • expuser o titular ao ridículo

    • erro gráfico/mudança de sexo

    • incluir apelido público e notório

    • proteção as vítimas e testemunhas

    • pela adoção plena/ homonímia

    • pela tradução

    • causar embaraço comercial/profissional.

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural

Sobrenome:

  • pela adoção ( ECA, art. 47, § 5°)

    • pelo casamento ( art. 1.565, § 1° )

    • separação judicial ou divórcio

    • inclusão de sobrenome de ascendente

    • união estável

    • anulação de casamento

    • reconhecimento de filho

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural
  • O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá alterar o nome, se não prejudicar

os apelidos de família.

  • O nome civil não é exclusivo; ninguém pode impedir que

outrem faça uso do mesmo nome. A exclusividade é inerente ao

nome comercial, e cabe ação ordinária com pedido cominatório (art. 287 do CPC). Todas as formas de identificação da pessoa jurídica encontam-se protegidas por lei, gozando de tutela preventiva e repressiva, Lei 9.279/96 que regulamenta a proteção à propriedade industrial (marcas industriais ).

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural
  • 1 Estado civil

Estado (status) indica a situação jurídica da pessoa nos contextos político, familiar e individual.

  • modo particular de existir

  • reflexo da personalidade

  • individualização da personalidade.

  • proteção jurídica das ações de estado

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural
  • 1.2 Estado Individual ou físico

Qualidade atribuída pelo direito a uma

pessoa, com base

na

determinados

efeitos

qual

a

lei outorga

jurídicos. É

a

condição

natural da

pessoa, decorrente

de seu

estado

físico,

psíquico

e

moral, bem como de seu estado

individual e profissional.

120

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural
  • 1.3 Estado familiar

Condição pessoal como integrante da família, ou seja, posição ocupada pela pessoa no seio familiar, seja em relação ao matrinônio ou parentesco por

consanguinidade ou afinidade. A união

estável é reconhecida como entidade

familiar pela Constituição Federal.

DAS PESSOAS NATURAIS

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural
  • 1.4 Estado político

Qualidade que advém da posição do indivíduo como parcela de uma sociedade

politicamente organizada e chamada de

nação. A pessoa pode ser nacional e estrangeiro (art. 12 da CF/88).

Critérios: a) Ius sanguinis

b) Ius soli

122

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.5

Características

  • uno e indivisível

  • indisponível

  • imprescritível

  • irrenunciável

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural
  • 1.6 Ações de estado Tem por escopo criar, modificar ou extinguir um estado, constituindo um novo,

sempre com a intervenção estatal, que se dá

com a interdição, divórcio, redesignação estado sexual anulação de casamento,

investigação de paternidade, e etc., que

resultam de sentença judicial.

  • Podem ser declaratórias ou constitutivas

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural
  • 1 Domicílio ( art. 70 a 78 do CC )

Lugar onde estabelece residência com ânimo

definitivo, convertendo-o, em regra, em centro principal de seus negócios jurídicos ou

de sua atividade profissional.

  • Residência estado de fato

  • Morada/habitação relação de fato

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.1 Elementos

  • Objetivo é o fato de permanecer em

certo

lugar, por

(residência).

força da atividade

  • Subjetivo de

caráter psicológico,

consiste no ânimo difinitivo

de

ter o lugar como sede das ocupações

habituais.

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural 1.2 Importância  direito internacional privado – Aplicação da

1.2

Importância

  • direito internacional privado Aplicação da lei ( art. 7° da LICC);

    • direito civil lugar onde deve ser cumpridas

as

obrigações da pessoa.

  • judiciário estabelece competente.

a fixação do foro

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural 1.3 Pluralidade de domicílios Nada impede que o sujeito

1.3 Pluralidade de domicílios

Nada impede que o sujeito de direito tenha mais

de um domicílio, desde

que

mantenha

vários centros

de

atividades,

com

ocupação

habitual ( art. 71 do CC).

  • Se não possuir residência, o domicílio será o

lugar

em

que

ele

se

encontra

(

art.

73

do

CC).

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural 1.4 Domicílio Profissional É também domicílo da pessoa natural,
  • 1.4 Domicílio Profissional

É também domicílo da pessoa natural,

quanto

as

relações concernentes à

profissão, o lugar onde está é exercida ( art. 72 do CC ).

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural 1.5 Falta de domicílio Se não possuir residência, o
  • 1.5 Falta de domicílio

Se não possuir residência, o domicílio será o lugar em que ela se encontra ( art. 73

do CC).

Ex. Moradores de rua e ambulantes

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

1.4

Espécies

  • Voluntário

- Geral ( art. 74 do CC )

- Especial:

contrato (art. 78 do CC) eleição (art. 111 do CPC).

  • Necessário ou legal determinado por lei. Ex. recém

nascido (pais),

Incapazes,

funcionário público, Militar, preso (art. 76

do CC).

131

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural DOMICÍLIO CONTRATUAL/ELEIÇÃO/ESPECIAL ART. 78 - Nos contratos escritos, poderão

DOMICÍLIO

CONTRATUAL/ELEIÇÃO/ESPECIAL ART. 78 - Nos contratos escritos, poderão os contratantes

especificar domicílio onde se exercitem e cumpram os

direitos e obrigações deles resultantes.

Exceção - a regra não se aplica quando se trata de norma pública. Ex. Foro do contrato de trabalho, contrato de adesão clásula abusiva.

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural
  • 1.5 Domicílio da Pessoa Jurídica

Em regra, o domicílio civil da PJ de direito

privado é sua sede, indicada

em

seu

estatuto,

contrato

social

ou

ato

constitutivo. ( art. 75 do CC ).

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

Súmula n. 363 do STF: A pessoa jurídica de direito privado pode ser demandada no domicílio da agência ou estabelecimento em

que se praticou o ato.

  • Pessoa jurídica de direito externo, como

domicílio

no exterior, considera-se domicílio

o local, no território nacional, em que ela mantiver sua filial(art. 75, § 2° do CC)

Das Pessoas Naturais Individualização da Pessoa Natural
Das Pessoas Naturais
Individualização da Pessoa Natural

1.7

Perda do Domicílio

  • pela

mudança ( art. 74 do CC )

o

domicílio passa a ser o mais recente;

  • por

determinação legal( hipótese do

art. 76 do CC );

  • por contrato em

razão

de eleição

pelas partes ( art. 78 do CC ).

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural  Pessoas com várias residências onde alternativamente vivam ou com vários centros
Individualização da Pessoa Natural
Pessoas com várias residências onde
alternativamente vivam ou com vários
centros de ocupação habitual(art. 71 do
CC ):
- Domicílio é qualquer um deles.
136

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural  Pessoas sem residência habitual, nem local de trabalho habitual ( art.
Individualização da Pessoa Natural
 Pessoas
sem
residência
habitual, nem
local de trabalho habitual ( art. 73 do CC ):
- Domicílio
será
o
lugar
onde
for
encontrado – domicílio ocasional.
A mudança de domicílio, depois de ajuizada
a ação, nenhuma influência tem sobre a
competência de foro (art. 87 do CPC).

Das Pessoas Naturais

Individualização da Pessoa Natural
Individualização da Pessoa Natural

Responda:

Pedro reside com a família em Erechim; tem escritório de advocacia no centro da cidade e na cidade de Getúlio Vargas, onde comparece em dias alternados. Se alguém propuser uma

ação judicial contra Pedro, onde deverá ser

acionado?

138

DIREITOS DA PERSONALIDADE

Art. 11 a 21 CC
Art. 11 a 21 CC

1

Direitos da Personalidade

São

direitos

intrínsecos

ao

considerado

em

si

mesmo

ser

humano,

e

em

suas

projeções para o mundo exterior.

  • Atributos inerentes da condição humana;

  • Direitos subjetivos da pessoa de defender o

que lhe é próprio, ou seja, a identidade,

liberdade, honra, sociabilidade, autoria e etc.

reputação,

139

DIREITOS DA PERSONALIDADE

Art. 11 a 21 CC
Art. 11 a 21 CC
  • Tutela jurídica de valores extrapatrimoniais

  • Proteção das normas constitucionais (art. 5°, X) sob o fundamento do princípio da dignidade da pessoa humana ( art. 1°, III ).

O

objeto

dos

direitos

da

personalidade

são

faculdades jurídicas que se situam no âmbito

da própria pessoa.

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC

1.1

Fundamento Jurídico

  • corrente positivista

  • corrente jusnaturalista

1.2 Titularidade

  • pessoa natural

  • nascituro

  • pessoa jurídica ( Art. 52 do CC )

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC

1.4

Características

  • absolutos (oponível erga ommes)

  • indisponíveis

  • intransmissíveis

  • irrenunciáveis

  • impenhoráveis

  • vitalícios

  • imprescritíveis

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC

1.5 Classificação

a) Direitos

Físicos referentes

à

vida

e integridade corporal ( corpo vivo, cadáver e voz);

b) Direitos Psíquicos privacidade (intimidade) liberdade, criações intelectuais, e segredo.

c) Direitos Morais ligados

ao complexo

valorativo

da

pessoa ( honra, imagem,

identidade, cultura, educação e etc).

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC

a) Integridade física

  • Direito à vida - de todo e qualquer ser

humano

mesmo antes do nascimento,

punindo o aborto e protegendo os

direitos do nascituro.

  • - eutanásia/ortotanásia

  • - eugênia

  • - Sadia

qualidade

transgênicos ).

de vida(alimentos

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
  • Direito à integridade física

A ordem jurídica restringe os efeitos da

vontade

da

pessoa

sobre

o

corpo,

permitindo poucas exceções(art.15 do CC )

- Tratamento médico e intervenção cirúrgica

  • - Autolesão

  • - Práticas esportivas

  • - Determinadas profissões

145

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
  • Direito ao corpo humano

    • Proteção do corpo vivo (art. 13 do CC) - Transplante de órgãos (art. 199, § 4°,

CF/88 e 10.211/01, art. 9° ).

  • - transexualidade

  • - embriões in vitro

  • - transfusão e alienação de sangue

  • - situação dos wannabes,

  • - esterilização

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
  • Proteção do corpo morto

Legalmente

podem

ter

finalidade

científica ou altruística (art.14 do CC).

Gratuito e irrevogável.

Exceções: - prova

- transplante em benefício da ciência, na forma da lei.

147

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC  Direito à voz e à imagem
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
 Direito à voz
e
à
imagem

-

Direito

à

voz (art. 5°, XXVIII, a,

da

CF/88);

-

Direito

à

Imagem ( art. 5°, X da CF/88

e art. 20 do CC );

 

-

Direitos autorais

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC

b) Direito à integridade psíquica

  • - Direito à liberdade (art. 5º, da CF/88)

- Direito

às

criações intelectuais (autoria,

artística científica e literária)

  • - Direito à privacidade(art. 5°, X da CF/88)

  • - Direito ao Segredo pessoal, profissional e doméstico.

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC c) Direitos à integridade moral - Direito

DIREITOS DA PERSONALIDADE Art. 11 a 21 CC

c) Direitos à integridade moral

  • - Direito à honra ( art. 5°, X, da CF/88 )

  • - Direito à imagem ( art. 20 do CC )

    • imagem atributo - comportamentais

    • imagem retrato - fisionômicas

  • - Direito à identidade(art. 16 a 19 do CC)

DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
DIREITOS DA PERSONALIDADE – Art. 11 a 21 CC
  • 1.6 Proteção dos Direitos da Personalidade

    • Em

caráter

preventivo - objeto da

ação é ameaça de

lesão ao

direito da

personalidade.

  • Em caráter repressivo objeto é a lesão efetivamente praticada contra

direito da personalidade: Sanção civil ou penal.

DIREITOS DA PERSONALIDDAE – Art. 11 a 21 CC A Convenção Internacional de Direitos Humanos (

DIREITOS DA PERSONALIDDAE Art. 11 a 21 CC

A Convenção Internacional de Direitos

Humanos ( Pacto de

São José

da Costa

Rica),

inserida

em

nosso ordenamento

jurídico, determina, no plano internacional,

que

os

Estados

se

comprometam

a

respeitar

e

garantir

os

direitos

da

personalidade.

Das Pessoas Naturais

Ausência
Ausência

1

Ausência

Estado de fato, em que a pessoa desaparece

do domicílio, sem deixar notícia.

  • hipótese de presunção de morte

  • suspeita presumindo da morte do ausente somente após a abertura da sucessão definitiva (art. 6° do CC ).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

Ausência = não presença mais falta de notícias e decisão judicial.

Não

tenha

procurador

deixado

representante

ou

  • O ausente não é incapaz.

  • A ausência poderá ser civil ou processual

  • Código Civil de 1916 - Art. 5°, IV

  • Código Civil de 2002 - Art. 22 a 39

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Art. 22 - Declaração Judicial de ausência

  • Art. 23 mandatário

  • Arts. 24 e 25 curatela dos bens do ausente

  • Arts. 26 a 36 sucessão provisória

  • Arts. 37 a 39 sucessão definitiva

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

A lei autoriza que o juiz declare ausente a pessoa desaparecida do seu domicílio.

QUANDO, SE VERIFICA ESSE FATO JURÍDICO?

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

Fases do procedimento

  • 1.1 Curadoria dos bens do ausente

    • arrecadação dos bens

    • nomeação de curador, com poderes e obrigações (art. 24 do CC )

  • publicação de editais por um ano

(art. 1.161 do CPC)

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

Declaração:

  • cônjuge

ou

companheiro;

ascendentes;

descendentes ou decisão judicial (art.25 CC).

  • Retorno do ausente ou

notícia da morte, cessa

a curadoria (art. 1.162, I e II do CPC).

  • Decorrido o

prazo

sem

que

reapareça

o

ausente, ou sem que se tenha notícia

de

sua morte, podem os intressados requerer

a

sucessão provisória (art. 26 do CC ).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

1.3

Sucessão Provisória ( art. 26 a 36 )

  • um ano da arrecadação dos bens

três

anos

do

desaparecimento

se

deixou Representante ou procurador

  • declare a ausência

    • abertura sucessão provisória

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

Legitimados:

I

- cônjuge

II

- herdeiros presumidos, legítimos ou testamentários

III -

titulares de direito sobre os bens

IV -

credores

Ministério Público ( art. 27 do CC).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Sentença

só produzirá

efeitos 180 dias

após a publicação (art. 28 do CC ).

  • Providência acauteladora ( art. 29 do CC ).

  • Bens serão entregues

aos herdeiros, em

caráter provisório e condicional e

deverão

prestar garantias de restituição

(art. 30 do CC).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Quando necessária a alienação será judicial

( art. 31 do CC).

  • Os herdeiros serão represenantes legais do ausente(art. 32 do CC)

  • Rendimentos

e

frutos

dos

bens

para

herdeiros (art. 33 do CC)

  • Ausência voluntária (art. 33, § único CC )

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

Provada a morte do ausente, converter-se-á

em sucessão definitiva ( art.35 do CC).

Comparecendo

o

ausente

depois

de

estabelecida a posse provisória, está cessará

(art. 1.167 do CPC). Nesse

caso,

os

herdeiros deixarão de auferir os frutos

e rendimentos, mas ficam obrigados a

guardar e conservar os bens até sua entrega

ao dono (art. 36 do CC).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • 1.4 Sucessão Definitiva

    • 10 anos do trânsito em julgado da sentença de abertura da sucessão provisória.

prova de que o ausente conta com 80 anos

de idade e que de 5 anos datam as últimas

notícias,

será convertida

em

(art. 37 a 39 do CC ).

definitiva

  • disposição livre dos bens

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Efeitos da sentença definitiva

    • a) presunção de morte do ausente;

    • b) dissolução do casamento;

    • c) extinção do poder familiar;

    • d) levantamento das cauções (art. 37 do CC);

    • e) imissão na posse dos herdeiros

    • f) aquisição

bens.

da

propriedade

resolúvel

dos

165

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC

1.5

Retorno do Ausente Fase de arrecadação:

- direito à propriedade

de

seus bens,

frutos e rendimentos.

- cessará automaticamente a curadoria dos bens

  • - recupera todos os bens

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Sucessão

provisória:

- mantém

o direito à propriedade dos

bens, mas não a totalidade dos frutos e

rendimentos.

- ausência voluntária e injustificada,

perderá em favor do sucesor, sua parte nos frutos e rendimentos (§ único do art. 33 do CC).

Ausência – Art. 22 a 39 do CC
Ausência – Art. 22 a 39 do CC
  • Sucessão definitiva:

    • - retorno

após

a

sucessão

definitiva,

mas antes

de transcorridos

terá direito a

restituição dos

dez

anos, bens no

estado em que se encontram.

  • - Regressando

após

à

sucessão definitiva, não

abertura

da

terá o ausente

nenhum direito sobe os bens.

PESSOA JURÍDICA 169

PESSOA JURÍDICA

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69

1

Evolução Histórica

  • Direito Romano clássico

não

referência a Pessoa

Jurídica. Eram denominadas como: sodalitas, sodalicium,

ordo,

collegium,

reconhecida.

universitas,

sem qualquer

personalidade

  • Direito

Jurídica.

Germânico

não

existia

o

conceito

de Pessoa

  • Direito Canônico primeira referência da Pessoa Jurídica,

nas corpus mysticum. As fundações eram subordinadas à

Igreja (pium curpus, sancta domus, hospitalis).

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69

2

Denominação

  • - Pessoa Jurídica direito Brasileiro, Italiano, Espanhol.

Alemão,

  • - Entes de existência ideal - Argentina

  • - Pessoas Coletivas - Direito Português

  • - Pessoas Morais - Direito Francês, Suíço

- Pessoas

Fictícias,

Pessoas.

Mística,

Pessoas

Pessoa

Artificial,

civis,

Pessoas

Pessoas

Abstratas,

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69

3

Conceito

Unidade

de

pessoas

naturais

ou

de

patrimônios, que visa à consecução de certos fins, reconhecida pela ordem jurídica como

sujeito de direitos e obrigações.

Grupo humano, criado na forma da lei, e dotado de personalidade jurídica própria, para realização de fins comuns.

PESSOA JURÍDICA - Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA - Art. 40 a 69

4

Características

  • Construção jurídica categoria essencial na vida da sociedade.

  • Personalidade

jurídica são

portadoras

de direitos subjetivos e possuem aptidão

para contrair deveres.

  • Existência distinta da de seus membros.

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • A lei confere personalidade jurídica a esse

grupo, viabilizando a sua atuação

autônoma e funcional.

  • A Pessoa

Jurídica dentro de uma visão

civil- constitucional, deve curvar-se ao princípio da Dignidade de Pessoa Humana e desempenhar uma função social.

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • 5 Natureza Jurídica

    • Teorias Negativistas: não

admitem que

a pessoa jurídica possa ser sujeito de direito.

Expoentes:

-

Ihering: os

verdadeiros sujeitos de direito

são os integrantes da pessoa jurídica.

- Planiol: trata-se propriedade coletiva.

de

condomínio

ou

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69

Teorias

Afirmativistas:

a

PJ

é

um fenômeno pelo qual um grupo de pessoas passa a constituir uma unidade orgânica, com personalidade distinta das personalidades dos membros que a criam.

- Vislubra apenas um patrimônio sem sujeito.

Grupos:

teorias

da

ficção

e

da

realidade

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • Teoria da ficção:

- Ficção legal: (Savigny) a pessoa jurídica é uma ficção criada por lei.

Essa teoria vigora na área penal, com exceção

dos crimes ambientais.

- Ficção Doutrinária: (Vareilles Sommières) a pessoa jurídica não tem existência real, apenas

intelectual.

  • Foram superadas.

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • Teoria da Ficção CRÍTICA

Se somente o homem pode ser sujeito de

direito, nada se lucra com a ficção, pois que o ente abstrato continuaria sempre

insuscetível

daquele poder, e então

seria

fictício, igualmente, o direito,

constituído de que o sujeito é uma criação

intelectual sem existência(Caio Mário Pereira).

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • Teoria da realidade

A vontade pública ou privada é capaz de

dar vida a um organismo, que pass

a

ter

existência

própria,

distinta

da

de

seus

membros,

tornando-se um sujeito de

direito com existência real e verdadeira.

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • Teoria da realidade (Realista)

A pessoa jurídica, como sujeito de direito,

do mesmo modo que do ponto de vista

sociológico, é uma realidade, é uma

realidade social, uma formação

organica

investida de direitos pela ordem juridica, a fim de realizar certos fins humanos(Clóvis

Beviláqua).

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
  • Teoria da realidade

Destacadamente das pessoas naturais que lhes deram vida própria ou que as compõem, e até em oposição a umas ou outras, o direito permite a estas entidades atuar no campo jurídico, reconhecendo-lhes

existência; faculta-lhes adquirir direitos e

contrair obrigações; assegura-lhes o exercício dos direitos subjetivos.

PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69
PESSOA JURÍDICA – Art. 40 a 69